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O Conde Drácula
Author:
Dora Malfoy PM
HIATUS - E ali estava Harry, com os dedos tremelicando de imaginar o que seria dessa vez, se finalmente ia entrar em ação novamente. Hermione, bufando, chegou a sentenciar, sabendo que se odiaria para sempre. - É um Vampiro. -
Rated: Fiction T - Portuguese - Supernatural/Romance - Harry P. & Draco M. - Chapters: 2 - Words: 5,774 - Reviews: 13 - Favs: 9 - Follows: 9 - Updated: 10-11-09 - Published: 06-06-09 - id: 5116501
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O Conde Drácula
Isadora Zeferino


Primeiro Capítulo

Harry Potter estava quase cochilando sobre um dos pulsos quando ouviu duas batidas leves na sua porta, deu um suspiro cansado, dividido entre atribuir o som quase nulo a sua imaginação preguiçosa ou a ir atender logo quem quer que estivesse atrapalhando sua pseudo tentativa de dormir. O que estava acontecendo ultimamente? Uma pessoa mal podia ficar quieta durante alguns minutos no seu trabalho.

Acabou decidindo-se por atender, na esperança que fosse algo importante, levantou vagarosamente, parecendo uma lesma ao se arrastar até o tapete de entrada.

- Identifique-se - Sussurrou, levando o rosto até o comunicador de metal que eles usavam pra evitar a entrada de impostores.

- Lino Jordan - Uma voz meio tensa ressoou na caixa - Harry, tem uma coisa importante...

- Desculpa Lino, mas são as normas, preciso fazer a pergunta - As pessoas sempre queriam pular a parte da pergunta, por que geralmente eram perguntas graciosamente bobas - Lino, Lino, Lino... - Harry coçou a cabeça, era difícil lembrar de todos os aurores e todas as perguntas que ele tinha criado - Ah sim, de quem você gostava no quinto ano?

Ouviu um pigarro - Angelina Johnson

- Muito bom, mas presumo que se um comensal da morte pegasse um fio do seu cabelo, ele seria inteligente o suficiente à ponto de te dar Veritasserum e perguntar a senha, então... Façamos uma pergunta espontânea. Qual é o nome do ursinho que o Ronald guarda no escritório? -

- Ah, fácil, Laço Charmoso. - Respondeu prontamente sem deixar de dar uma gostosa gargalhada, seguida por Harry, no ano passado, Hermione tinha dado pro namorado um urso grande e caramelo, com uma fita vermelha pomposa no pescoço, e ele guardava aquela coisa bem gay na sua sala. O pior era que Mione tinha magicamente feito o urso virar um meio de videoconferências, ou seja, durante o almoço se algum estagiário esgueirasse a cabeça pela porta, veria um ruivo conversando com um urso.

Deixando os músculos dos ombros e torso relaxarem, sussurrou o feitiço que destrancava a porta, e olhou para Jordan do outro lado.

- E aí, Harry? - O cara não tinha mudado nada, Harry percebia, olhando como ele tinha as mãos nos bolsos, completamente descontraído, e os dreadlocks presos um pouco abaixo do pescoço, um tanto mais longos do que eram quando eles freqüentavam Hogwarts - Notícias do Wood?

O moreno frisou as sobrancelhas, parecendo um pouquinho menos feliz.

- Bem, ele tinha me dito que ia chegar em casa ontem de noite, mas você sabe como são esses jogadores famosos de quadribol de hoje em dia - sorriu irônico, olhando meio desolado para a aliança prateada no seu dedo anelar. - Acho que até o fim da semana ele chega, talvez, nunca se sabe. - um suspiro.

Lino deu um sorriso de canto, a cena podia até parecer esquisita para trouxas, ou nascidos-trouxas como Hermione, mas era perfeitamente normal no mundo bruxo namoros, noivados e casamentos homossexuais, então Lino simplesmente deu dois passos pra frente e consolou Harry com tapinhas nos ombros, lhe dizendo como Olívio odiava ter que ficar longe do seu marido, e que os atrasos deviam ser coisas da sua relações-públicas, aquela abusada.

- Hm, não quero te incomodar com meus problemas Jordan - Deus sabia como eles já tinham problemas suficientes fazendo a cobertura integral dos povoados bruxos - Mas você não tinha alguma coisa importante pra me dizer?

- Ah sim, como eu estava liderando o esquadrão C, eu vim falar dos nossos resultados -

Pela segunda vez no dia, Harry estava excitado, só em ouvir a palavra resultados, já tinha dado um pulo inconsciente e oferecido à Lino que se sentasse em uma das cadeiras.

- E aí? - Os olhos verdes brilhavam como jóias.

- Bem, não foi uma grande notícia - O menino negro pigarreou, notando a animação do chefe - Mas pra quem está as escuras faz tanto tempo, você lembra do Relatório Bones, do ano passado? -

O garoto assentiu vigorosamente, sim, se lembrava, ele mesmo tinha redigido e impresso várias informações desse caso enquanto estavam suspeitando de ataques seguidos aquela mesma família.

- Nós achamos que tem comensais envolvidos nisso. Na verdade, temos certeza absoluta! Mas você sabe como é o Ministério da Magia, quem me dera se o Kim Shackebolt ainda fosse ministro. - Jordan comentou, olhando para um ponto aparentemente interessante no teto - Pelo menos estaríamos tendo algum progresso aqui.

- Aham - Harry coçou as pernas, e perguntou bem chateado - Vocês não conseguiram provas, não é?

- Então! Essa é a parte importante, parece que eles estão usando um novo feitiço para acabar com os rastros. Sabe? Não é de todo bom ou importante, mas isso mostra que nós não estamos indo mal nas missões de rastreamento, e sim eles que estão aprendendo novos truques sujos.

Ok, muita fala, muita informação, e nenhum progresso.

Harry jogou a cabeça para cima, coçando com o indicador a extensão de sua cicatriz em forma de raio. Impotência não era com ele.


- Harry! - Uma voz infantil e saudosa exclamou, antes mesmo que aquele-que-sobreviveu abrisse os olhos depois de passar pela rede de flu até a casa dos Tonks. - Achei que você nunca ia chegar!

E Harry Potter não precisava mesmo abrir os olhos para saber quem era, ou como era, talvez, dependendo da sorte até pudesse adivinhar com que roupa seu afilhado, Ted Lupin, estava.

- Eu sempre chego, não chego? - O moreno deu uma risada charmosa, abaixando para abraçar o corpo magrinho do menino. - Onde está a Sra. Tonks?

Ao ouvir a pergunta, Teddy empurrou Harry e fez um enorme bico, murmurando irritado: você fica três dias sem me ver e tudo que quer saber é onde está a vovó???

- Não, não, bobão. É que preciso falar com ela antes de te levar lá pra casa, aliás, não sei por que a surpresa, sexta-feira que vem já vão completar sete anos de mim fazendo que esse mesmo circuito.. - Pegou o garoto no colo, jogando-o sobre o ombro e andando calmamente pela casa aconchegante dos pais da falecida Dora, o menino parecia uma lagartixa em convulsão sobre seu corpo.

- Só sete anos? E quando eu vou pra Hogwarts mesmo? - Teddy perguntou, entediado de balançar, enquanto arrepiava mais do que o normal os tufos de cabelo negro do padrinho.

Advertindo-o para não bagunçar ainda mais os irreparáveis e indomáveis fios da sua cabeleira, repetiu o mesmo número que vinha dizendo gazilhões vezes por mês no ano que passara, faltavam ainda quatro longos anos. Uma máscara angustiada se plantou em Teddy.

- Quatro?! Quatro anos são séculos! Sé-cu-los, ouviu? Como você pode fazer isso comigo? -

- Shhh, se sua avó ouvir isso vai achar que você está querendo se livrar dela. -

E como se tivesse sido invocada pelas palavras do mais velho, uma senhora com expressão caridosa surgiu na porta da cozinha, vestia um vestido antigo, com um avental bordado e uma varinha entalhada nas mãos gordinhas e flácidas.

- Eu sei que ele quer se livrar de mim - Sorriu, Ted ficou mudo - Não tem jeito, Harry, esse menino te venera, e logo logo, vai virar um adolescente que não vai mais poder morar com sua avó.

- Não fale isso Sra. Tonks - O mais velho finalmente deixou o afilhado no chão, arrumando inconscientemente seu terno e a gola da sua camiseta social verde escura, que chamava mais atenção ainda para o contraste da pele de alabastro, dos olhos esmeraldas e dos cabelos exageradamente negros. Ficava sempre meio tenso perto da mãe de Nymphadora.

Ela era uma senhora muito gentil, de fato, mas Harry enxergava nela algo como desapontamento, a via frustrada por não conseguir observar nenhum traço de semelhança com Dora ou Remus no pequeno Ted, pois se tinha algo com que o menino se parecia, era com Harry.

Seu afilhado, como a mãe, era um metamorfago, aqui se lê - alguém que pode modificar as formas e cores do seu corpo ao bel prazer - e, ela tinha razão em não ver nada dos pais nele, já que o menino desde os dois anos tinha tomado como sua a aparência do seu familiar mais paterno.

E Harry não conseguia deixar de sentir seu coração se aquecer ao olhar em olhos tão verdes quanto os seus, o cabelo tão ou mais bagunçado que o seu próprio. Não podia evitar amar Teddy como um filho, aquela criança que, mesmo que a avó não visse, tinha herdado todo o bom-senso e inteligência de Remus, mas também todo o estilo trombadinha da Dora. E pela convivência com o padrinho, alguns trejeitos grifinórios dos quais o Menino-que-sobreviveu tinha sempre se orgulhado.

- Tome cuidado com ele dessa vez - A senhora pediu, brincalhona sim, mas com um pingo mal mascarado de reprovação na voz - Sempre que ele volta da sua casa vem cheio de arranhões, e histórias bem bizarras sobre cada um dos arranhões.

O moreno deu uma piscadela, com um sorriso sereno no rosto.

- Ai vovó, como você é chata... Cadê minha mala? -

- Theodore Lupin... - Harry disse num tom grave de ameaça, e Ted rapidamente entendeu que era pra parar de tratar a avó daquele jeito. Mas não podia evitar a adoração sobrinho-padrinho que se instalava em todos os feriados em que o eleito aparatava naquela casa.


E na atualidade, a figura vampiresca mais destrutiva e letal de que se tem notícia continua a ser o Conde Drácula, remontando aos 526 anos de vida, é provavelmente o mais antigo e o único a sobreviver ao maior marco da guerra humano/vampira, a Guerra dos Dentados em 1651, o manifesto que aniquilou essa espécie, juntando bruxos e o resto dos seres mágicos para exterminá-los como pragas.

Um vampiro antigo como esse foi considerado pela Junta do Ministério da Magia como patrimônio histórico, e é citado no livro das criaturas mágicas como um dos mais misteriosos habitantes do globo terrestre.

Perigo Mortal, qualquer tipo de contato é extremamente desaconselhável.

Hermione encarou novamente as pequenas letras que brilhavam no computador à sua frente, valeria a pena ir contra aquele vampiro? Não tinha autorização da junta, não tinha profissionais adequados para fazerem-lhe uma visita, de farto, não tinha homens pra perder agora.

Se fosse um centauro, mandaria as gêmeas Parvati, que eram excelentes em combate conjunto contra criaturas igualmente rápidas, veelas descontroladas seriam algo facílimo para uma veterana inteligente como a Greengrass, coisas mais perigosas sempre podiam ser colocadas na lista de Smith, que não tinha medo de nada... Mas vampiros?

Vampiros exigiam o treinamento mais árduo, não exigiam só rapidez, coragem e inteligência, mas astúcia, um conhecimento fenomenal de batalhas à varinha e também sem varinha, vampiros eram capazes de enganar, seduzir e manipular.

Só um auror poderia chegar aos pés de um vampiro como Draco Malfoy.

E o único auror bom o suficiente para fazê-lo não devia se meter naquela caso, que chamassem Hermione de fraca, e que dissessem que ela estava dando prioridade aos amigos, pois ela não negaria, mandar a pessoa mais sofrida, a pessoa que tinha visto o pior, que tinha batalhado com o pior pra fazer algo como isso, lutar com um monstro centenário com poderes irreconhecíveis.

Não, obrigado. Harry não seria mais metido nos seus problemas, Harry cuidaria de Ted de agora em diante, Harry não devia mais colocar as necessidades do mundo bruxo à frente das suas. E estava muito bem ali quieto no departamento dos aurores, pobre Harry.

Mione se espreguiçou na cadeira, fechando os olhos por alguns segundos, não estava só exausta e acabada, como também faminta, o que era de se esperar, já que estava agora comendo por dois.

Olhou de relance para a barriga ainda pouco proeminente.

O que Ron diria?


O manto escuro celeste invadia as aberturas das grandes copas de cedro, e era quase como se as estrelas também estivessem pedindo passagem para as folhas, do seu próprio modo, por brilharem com tanta vontade. Abaixo dessa infinidade de constelações cintilantes Draco Malfoy torceu o nariz afilado em irritação, seria tão bom ele pudesse desfrutar da noite, tão incrivelmente bom fazê-lo se aquelas bruxas não cismassem em continuar irritando-o como tinham feito nos últimos dias.

Se bem que - ele ponderou - já estava na hora de apagar aquelas desgraçadas, e era muito mais fácil quando a comida vinha por livre e espontânea vontade para a sua porta.

Contente por resolver seus problemas, desceu em velocidade sobre-humana a série de escadas que o afastava das três adolescentes que se achavam tão corajosas por bater na porta da mansão do Conde Drácula - aliás pela quarta vez seguida naquela semana - acrescentou mentalmente. Será que elas tinham algum problema na cabeça? Achavam que só por que ele não andava atacando em público tinha ficado submisso?

Por acaso achavam que ele tinha perdido os poderes? Ou que não era mais assustador? Esse tipo de afronta não seria bem recebida por um Malfoy, e para remediar tal pensamento sórdido hoje ele se esqueceria de Hermione Granger - a mal comida do ministério - e se tornaria o maior pesadelo de qualquer outro ser, mataria com estilo, e ainda teria o bônus de drenar sangue humano.

E só Draco sabia o bom uso que poderia fazer do sangue humano.

- Nós sabemos que você está aí, Malfoy! - Gritou uma delas, o vampiro resolveu que gravaria aquela voz na memória, e que a menina que cometera tal infortúnio como chamar seu nome seria a primeira a morrer.

- Você acha que hoje ele aparece? - Uma voz menos confiante que a primeira tomou conta da mente do Conde, essa poderia ser a última a encontrar seu destino fatal... Ou talvez, talvez a poupasse, pra que ela fosse espalhar o terror em Siguisoara.

Atendê-las-ia pela porta da frente, como um bom anfitrião?

Sua língua tocou os caninos afiados que tinham se arreganhado para fora, e seu corpo todo ficou em estado de alerta, a pele já normalmente fria e dura agora lembrava uma alva estatueta de mármore, era uma máquina movida à desejo, há tanto tempo que seu corpo não experimentava o prazer de caçar sem ter preocupações...

Fechou os olhos, concentrado, e lentamente seu corpo começou a desaparecer sob o tecido escuro do manto, em alguns segundos só restava o inestimável assoalho vitoriano onde antes estava prostrada a magnífica figura de um vampiro ancestral.

- Vamos empurrar no três. Um, dois... - Todas elas gritaram - Três! - em uníssono, e entraram cambaleantes na mansão, chocadas ao perceber que a porta não tinha oferecido resistência alguma.

Um silêncio sepulcral se instalou, o pouco que se ouvia além de ganidos lupinos e o farfalhar das folhas vinha de uma das três meninas, os três corações em arritmia, todas elas assustadas demais para se mexerem, porém, ao mesmo tempo, chocadas o suficiente para não quererem ficar paradas.

Subitamente, uma lufada pareceu penetrar pelas janelas antes fechadas, empurrando com a própria força os fechos, e desencadeando barulhos altos que fizeram uma das meninas mais medrosas gritar.

- Eu vou embora! - Ela choramingou, recuando. - Ele está mesmo aqui! Isso não é uma boa idéia!

- Você é uma bruxa estonteante, sabia? - Outra delas respondeu entre dentes. - Não me admira que ele tenha asco dos bruxos Noruegueses, fracos! Covardes! Impressionáveis! - Esbravejou, parecendo esquecer que a alguns segundos antes ela mesma estava petrificada de espanto.

Sem passar pelo conhecimento das duas que discutiam, a lufada tomou outro impulso, abrindo sem dó as espessas cortinas negras, e fazendo a luz bruxuleante da lua criar sombras nas paredes.

- Você está louca se acha que podemos competir com isso! - Gemeu novamente, seu rosto magro já estava molhado de lágrimas quentes de pânico, e ela apertava o próprio corpo, querendo mais do que tudo ser boa o suficiente para aparatar pra longe dali.

- É só o vento! -

E o vento também respondeu, batendo com força descomunal a porta e todas as janelas com a mesma facilidade que as abriu. Agora a única luz que deixava que uma visse a outra era a que entrava timidamente pela clarabóia.

- É só o vento? - A outra menina que ainda não tinha dito nada se pronunciou, sua voz não mostrava nenhum temor ou nervosismo como a das amigas, e para se diferenciar ainda mais das outras duas, ela começou a andar sem tremer ou vacilar. - Vocês não acham que pode ser o Conde Drácula? - Perguntou firme.

Seu corpo de adolescente desengonçada, com quadris largos demais e braços gordinhos se moveu com uma elegância atípica até o ponto mais iluminado da sala, e quando ficou parada entre as duas bruxas, dois ofegos angustiados ressoaram.

- O que... O que você tem nos olhos? -

A menina piscou os olhos letais e oblíquos que de fato não lhe pertenciam, tirando a varinha do fundo das vestes escuras.

- Nessa casa, se preza a educação. - A voz agora também não poderia pertencer à uma menina de vinte e poucos anos, era fria e dotada de um asco incrível, esta também soava etérea, tão sobrenatural que só uma criatura mágica secular poderia ter. - E embora eu assista Charmed nas horas vagas, não acho nada educado ser obrigado a receber três bruxinhas adolescentes no meu salão. -

Toda a coragem que aquelas bruxinhas adolescentes pareciam ter agora se resumia a tremedeiras dos pés a cabeça, a presença do vampiro era tão poderosa que parecia deixá-las mudas, isso considerando que nem aparecera sob sua forma real, estava parasitando no corpo de uma delas, e isso não poderia tornar tudo mais assustador?

- E vocês ainda são desagradáveis - Ele riu, levantando a varinha na direção de uma delas. - Vamos terminar logo com isso, as regras são simples, não saiam da casa e... Ahm, tentem se manter vivas, sim? -

As duas se entreolharam aterrorizadas, sem ter a mínima noção do que ele falava.

- Nossa, que impotência, vocês não querem correr logo não? Tá bom, eu começo. -

Um sorriso sórdido tomou conta dos lábios da sua hospedeira - só curvar os lábios daquele jeito deveria ser considerado um pecado - e ela apontou a varinha para a própria cabeça.

- Sectusempra! -

Aquilo poderia ser a atração principal de um circo de horror, um espetáculo suicida de efeitos irreversíveis, no momento que o jato vermelho do feitiço atingiu a menina, fendas sanguinolentas se abriram por todo o corpo, vertendo jatos de fluído vital e sujando todo o belo chão de ardósia, não demorou mais de um minuto para que ela caísse morta. O silêncio se tornou absoluto, e pareceu que podiam ouvir o ar se movendo vagarosamente.

- Uma de três, estou ganhando hein! - A mesma voz que antes saíra da menina foi ouvida.

Por reflexo, as meninas que restavam olharam para uma escadaria de corrimão que dividia a sala, e acharam - mais uma vez - que agora nada no mundo poderia assustá-las mais que o que viram, ali estava um anjo, pálido, perfeito, esculpido, e mesmo sendo indefectível, maligno como o demônio.

Ou melhor, o próprio demônio.


Harry Potter estava tão cansado quanto seu seu corpo podia aguentar, e ainda que estivesse há mais de quarenta minutos tentando dormir, sabia que não conseguiria fazê-lo nem com toda a vontade do mundo.

Desde o começo do mês tinha sido atacado por algum tipo de vírus de tensão constante, e por mais que tivesse optado por fazer tudo que pudesse relaxar seu corpo e sua mente daquilo, havia falhado. Agora entre os lençóis egípcios da sua cama King-size, sabia que nunca havia se sentido tão sozinho.

Amava Olívio, e muito! Gostava da relação que tinham, o carinho, como se conheciam tão absurdamente bem, gostava ate de quando eles saiam pra jantar com outros jogadores exibicionistas e ricos do time dele e o marido ficava repetindo que tinha ficado de olho em Harry desde o primeiro segundo que tinha visto sua bundinha sensual.

E sentia falta dele, principalmente quando sabia que podia rolar por toda a cama e não encontrar nada alem de mais lençóis, cobertas e travesseiros, sentia falta de se sentir querido, amado, desejado.

Não imaginava que sua vida ficaria assim, se pudesse voltar ao seu quarto ano - o ano onde tinha beijado o futuro marido pela primeira vez - veria claramente o que o jovem Harry esperava do futuro, ser um auror - consta - se apaixonar - também consta - ter uma família - (Teddy) consta - e manter todos os seus queridos amigos - Yes - Se tudo estava tão certo, por que a angustia?

O moreno de olhos verdes quase caiu da cama quando ouviu um berro e algum estranho tipo de movimentação no primeiro andar. Não pensou antes de pegar a varinha e correr - lê-se, rolar - escada abaixo, a adrenalina fez com que todo o semblante irritado fosse embora.

- Theodore? - Chamou, chegando ao pé da escada, e ouviu o afilhado grunhir, ficou de costas para a parede, esticando suavemente a cabeça de forma que pudesse ver a sala mal iluminada, e quando conseguiu definir o vulto de Teddy e outro vulto um tanto quando maior se aproximando, fez a primeira coisa que veio à testa rachada.

- Estupefaça! -

- Hey, não, Harry! - O feitiço já tinha sido lançado quando o auror percebeu a voz familiar e os inconfundíveis cabelos flamejantes. O corpo do seu melhor amigo caiu estuporado no chão enquanto os batimentos cardíacos do eleito voltavam ao normal.

- Ai Merlin! Você matou o Tio Ron! - Teddy guinchou, correndo até o corpo deitado, isso só fez o moreno gargalhar. - Por que você está rindo?? - Choramingou.

- E você ainda fica ansioso pra ir pra Hogwarts, se você quiser ser um bom bruxo... - Ponderou, ignorando a situação. -... Pode ir já estudando isso, mocinho, vai te dar um adiantamento que eu nunca tive. - Ouvindo um soluço vir do afilhado, Harry acrescentou carinhoso: - Ele só está inconsciente.

- Mesmo assim, olha o que você fez. - O garoto continuou a reclamar - O Tio Ron veio contar que está prestes a ser papai e você faz isso.

Harry deixou sua varinha cair.

- O quê!? -


Em suma, desculpem a demora, obrigado pelas reviews! Estou trabalhando muito nessa fic agora e não acho que vai haver algum intervalo tão grande entre capítulos como esse novamente, deixem suas críticas que ponderarei sobre elas o máximo possível, e suas sugestões que podem me ajudar de um jeito incrível, peço encarecidamente que continuem dando esse feedback, estou super animada com esse projeto!

Alyson1Weasley1Riddle, a participação do Ron nesse capítulo também foi medíocre, sinto muito, mas capítulo que vem nosso ruivinho conta com altes emoções e uma galerinha da pesada. (Me desculpe pela síndrome de narradora da sessão da tarde) Sam Crane Óh sim, nessa fic o Draquinho está malvado e machão, vai ser ele quem usa as camisinhas. Debbie Souz Vai atacar sim! Espere que virá!

Desculpas especiais para Ducky Malter e Monica Dias fico mega envergonhada de ler seus comentários de 4 meses atrás perguntando se eu vou demorar.

Beijos, e é sério sobre os erros, não deu pra revisar isso decentemente, me avisem qualquer burrada que eu tenha feito!
Dora.

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