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Supernatural Valentine’s Day – Unrequited Love
AUTOR: EMPTYSPACES11
DATA: JUNHO 2009
NOTE1: Eles não pertencem a mim, que pena. Pertencem ao Kripke e à CW.
RESUMO: Amor não correspondido. Sam, Dean e o Impala. WINC.
NOTE2: Desafio do Dia dos Namorados 2009.
Supernatural Valentine’s Day – Unrequited Love
“Eu posso olhar para você o tempo todo. Posso sentar-me aqui e absorver toda a sua imagem, pacientemente, como sempre o faço. Eu posso olhar para você todos os dias, e todos os dias vejo algo diferente. Todos os dias descubro um pedaço diferente de você. Um pedaço que não via. Um pedaço que estava em algum lugar longe de meus olhos. Distante de mim.
Quando penso que meus olhos já conhecem tudo de você... Meus olhos percorrem novos caminhos, outras esquinas e becos. Meus olhos nunca podem trilhar fechados seus caminhos porque tudo em você é sempre novo. Diferente a cada dia. E você se mostra sempre assim: outro, pronto e ímpar.
Eu tento decorar, mas é impossível. Tento entender, mas é difícil. Cada vez mais difícil e mais complexo. E se meus olhos não entendem, meu coração menos ainda.
Eu fico sempre sentado aqui, tentando apreender por que a distância ao diminuir, maior se torna. Existem espaços enormes se formando entre nós. Curvas longínquas e extenuantes que fazem meu caminho tornar-se impossível.
Sentado nessa cama, olhando pacientemente para você, que dorme na cama ao lado, tudo o que posso fazer é fantasiar outra realidade. Durante muito tempo foi assim. E esse cuidado extremo em não me deixar ver... As poucas palavras... Os enormes silêncios... Toda vez que meu peito se enche de ar, um pedaço de esperança se dissipa e incorpora-se no sonho de um dia poder dizer tudo o que sinto e ser correspondido.”
***
— Dean...? – a voz sonolenta de Sam quebrou o silêncio do quarto. Dean olhou para a janela, desviando seu olhar – O que foi?
— Sabe que dia é hoje, Sam? – a pergunta foi feita com a mesma lentidão da pergunta.
— É sábado. Por quê? – sentou-se na cama olhando para seu irmão mais velho.
Dean balançou a cabeça, deixando qualquer coisa que iria ser dita para depois ou nunca. Levantou-se e caminhou até a janela, dando uma boa olhada para fora.
Primeiramente, Sam o seguiu com o olhar. Ainda sentado, observou a silhueta de seu irmão contra a luz que vinha de fora. O dia estava, com certeza nublado. Não tinha resquício de sol. Apenas luz.
Quando seu irmão saiu porta à fora, levantou-se, jogando as cobertas para o lado, e foi até a janela. A luz quase o cegou.
Viu seu irmão abrir o porta-malas e retirar um pano. Já tinha um balde, com água e sabão, do lado do Impala.
Sam balançou a cabeça. Não tinha coragem alguma. Era um covarde. E continuaria assim para todo o sempre.
— É dia dos namorados, Dean – resmungou Sam, ainda parado em frente à janela, observando o irmão que começava a limpar o carro – Mas você só tem olhos para ela, não?
FIM