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Author of 141 Stories

Rated: K - Portuguese - Humor/Friendship - Reviews: 20 - Published: 06-12-09 - Complete - id:5133138

Supernatural Valentine’s Day – Dia dos Namorados Especial

AUTOR: emptyspaces11/Crica
DATA: JUNHO 2009
NOTE1: Eles não pertencem a nós, que pena. Pertencem ao Kripke e à CW.
RESUMO: Os ficwriters do Desafio sabem: quando o problema é um espírito ou algo sobrenatural, melhor chamar os irmãos Winchesters. Certo?
NOTE2: Desafio do Dia dos Namorados 2009.

NOTA3: Essa nota é especial. É para agradecer a Crica por nos fazer pensar e criar e ler coisas bacanas. Obrigada. E obrigada por aceitar o meu convite e tornar essa história aqui uma história para celebrar. Beijos!!! Ah... E pessoal... PMs para a Crica!!!!

Supernatural Valentine’s Day – Dia dos Namorados 2009 Especial

— Mas, afinal de contas, por que estamos aqui? Alguém pode me explicar? – Dean caminhava impaciente, enquanto Sam conversava num canto da sala com duas jovens mulheres. Tinham sido tirados do meio de uma caçada e, como num passe de mágica, estavam ali, junto com um bando de mulheres e homens discutindo algo sobre fics e um espírito que estava atrapalhando tudo aquilo – E por que eu estou falando uma língua que não é a minha? Tenho a sensação de que era poliglota e não sabia...

Dean não entendia bulhufas, mas seu irmão estava entrosado com todos por ali. Parecia que realmente conhecia todo aquele universo de histórias.

— Olhe... Fazemos parte de um fandom. Num site bem conhecido – a moça que se dirigiu a ele tinha um nome estranho: Galatea Glax. Não tinha idade para estar ali, ou tinha? Parecia muito jovem – Estamos com problemas. Precisamos de ajuda e vocês são os únicos capazes de resolver essa situação.

— Como assim? Site? Isso não é coisa para técnico em informática? O Sammy e eu não entendemos nada dessa coisa de computador.

— Não... Não é problema com a máquina – mais uma escritora. Desta vez o nome parecia uma eternidade: Miss Acássia Slav Black – Por que você não tenta explicar isso tudo, Ruy?

O cara era boa pinta. Tinha um jeito estranho. Parecia doutor. Era gentil e falava com propriedade.

— Alguém anda assombrando nossas histórias para o Dia dos Namorados. As garotas estão com medo. Acho que todos aqui estamos um pouco receosos com isso.

— Seria bom chamar Castiel... Ou Bobby – quando Dean olhou surpreso para a garota, ela clareou a voz e apresentou-se – Eu me chamo Larysam e essa do meu lado é a Vickyloka. Aquelas são Gemini Sakura, Pollyta, Thata Martins e Anne Sullivan.

— Oi!!! – em uníssono, as garotas falaram e ao mesmo tempo sorriram abertamente.

— A Crica, aqui, lançou um desafio. Mas parece que alguém não está muito contente com isso e resolveu avacalhar nossas histórias – a mulher estendeu a mão interrompendo a todos – Eu sou a emptyspaces11 e essas aqui do meu lado são Duda H, Denise Ferreira, Márcia Litman, Pamela Witch, mfm2885, Chevy Impala 67. Aquelas que estão com o seu irmão são Jana Winchester, a nanafics e a belletsubasa. E tem a Miss Dartmoor, que é aquela perto da janela.

— Jana Winchester? É nossa parente? - perguntou surpreso com o nome – E porque os nomes são todos estranhos?

— Não. Com certeza, Jana não é sua parente. Todos temos pseudônimos - respondeu aquela cujo nome era uma espécie de código alfanumérico.

— O caso é que esse espírito está atrapalhando tudo - continuou Ruy - E só pode ser algum espírito vingativo, alguém que não gosta dessa coisa de Dia dos Namorados.

— Então, acham que tem um espírito dentro do computador?

— Não... Dentro do computador, não - respondeu Crica - Achamos que o espírito está no site que abriga nossas histórias ou dentro delas.

Dean olhou para Sam que parecia estar atento a tudo o que as garotas lhe diziam.

— Você não está acreditando nessa coisa toda, certo? – perguntou para seu irmão que o olhou sem saber muito como explicar.

— Dean... - Sam aproximou-se - Faz sentido. Acho que o problema é realmente um espírito - trouxe com ele seu notebook, que tinha surgido não se sabe de onde.

— Deve ser um espírito solitário, como o Joe Belmont falou.

— Joe Belmont? - o jovem olhou-o nos olhos e sorriu - Já não conheço esse nome de algum lugar? – e depois, olhando para o sujeito parado do lado da mulher baixinha que também sorria – Não... Esquece.

— Dean! Isso é sério! - seu irmão chamou-lhe a atenção - Acho que esse espírito está revoltado porque não pode estar com sua amada, ou amado. Precisamos mandá-lo para o descanso eterno.

— E o que sugere fazer? - perguntou abrindo os braços. Dando-se por conta de que todos no lugar abaixaram-se, imediatamente percebeu que ainda carregava a arma que tinha na caçada. Vendo o pânico que tinha gerado, guardou a arma dentro de sua jaqueta. E só então, todos se ergueram e ficaram mais à vontade.

— Nós achamos melhor vocês entrarem no fandom e circularem pelas histórias - falou bellestubasa.

— Assim, vocês podem encontrar o dito cujo - continuou Polly.

— Como vamos fazer isso? - olhou para seu irmão que, instintivamente, ergueu os ombros não sabendo o que dizer.

— Ora, vocês são os personagens! É só entrar e resolver o caso - a garota com o nome do Impala respondeu de uma só vez.

— Isso não parece que vai terminar bem... - resmungou entre os dentes e balançou a cabeça.

— Tem lógica... - disse Sam, concordando com o plano. Aproximou-se um pouco mais de Dean.

— Pra você, tudo parece lógico – resmungou outra vez, mais insatisfeito do que antes.

— Mas é! – exclamou Anne.

— Também acho que tem lógica – disse Mary Spn – Afinal, tudo começou com esse desafio.

— E eu acho melhor começarem pela minha história, já que fui a primeira a postar – disse Litman. Os irmão estavam próximos - Acho que todos podem fazer de novo o que fizemos para trazê-los até nós.

O grupo se reuniu. Todos juntos fecharam os olhos. E como num passe de mágica, os dois foram parar dentro da história da moça.

****

Naquela manhã despertei em seus braços. Não podia negar, gostava de acordar e vê-lo ao meu lado. E ter estado com ele naquela noite dos namorados fez com que meus temores fossem postos de lado por um tempo. Mas não totalmente apagados de minha memória. Eis uma coisa com que eu tinha que conviver. Porém também não há mais como negar meus sentimentos. Não mais.

— Caramba, Sam! Dá uma olhada nessa gata que está acordando... - Dean parou no meio da história, mas logo foi puxado por Sam que, avistando o espírito, atirou.

— Ele está fugindo, Dean... Anda!

— Qual é, Sam! Eu estou me vendo numa cena de sexo e você estraga tudo!

Olhei e acariciei seu rosto, tentando memorizar cada linha e traço que o desenhavam tão perfeitamente. Queria essa lembrança comigo pelo máximo de tempo que era possível. Meu coração precisava disso.

****

Nunca senti tanto o peso de uma morte em meus ombros que dessa vez. Dean não parecia tão mais aliviado do que eu. Nós não tivemos sucesso dessa vez. Pelo contrário, nossa ação precipitou os acontecimentos.

— Sam... Esses são seus pensamentos. Eu posso ouvi-los em alto e em bom tom!

— Dean! Estamos atrás de um espírito! Será que dá para parar de ler? - bufou o mais novo, pulando de uma história para outra.

****

No dia 02 de maio de 1983, nascia Samuel Winchester. Quando Dean o olhou no berço da maternidade disse baixinho tocando o rosto do bebê:

Hey Sammy !! Eu te vi pela primeira vez no dia que o papai e a mamãe saíram e me deixaram em casa com a Julia. Eu te falei que a gente ia se encontrar logo. Seja bem vindo Sammy.

John e Mary observaram Dean falar carinhosamente com Sam e se lembraram daquele dia dos namorados em que Dean tinha falado em seu irmãozinho pela primeira vez. Eles se olharam e sorriram emocionados e fizeram uma prece silenciosa de agradecimento pela família que ambos estavam construindo com tanto amor.

Sam não conseguiu seguir em frente. Precisou ler todo o texto. Aquilo falava ao seu coração. Aquele era seu irmão, no dia do seu nascimento.

— Que gracinha que você era, Sam... - bateu no ombro do irmão - Agora é esse marmanjo que me chama de chato... Vamos. O espírito não está nessa história. Verifiquei cada linha dela.

****

Adeus, Dean.

Adeus, Marie.

E com isso ele virou as costas para ela, para aquela escola, para aquela cidade, para o único lugar onde ele tinha sido feliz desde os 4 anos. Ele olhou para o anel em sua mão e sorriu, ela ia estar com ele para sempre.

— Cara... Por que você deixou de ser sensível? - Sam bateu nos ombros de Dean, que balançou a cabeça.

— É só uma história, Sammy. Não acredite em tudo o que falam de mim - virou-se e sorriu. Lá no fundo, ele sabia que aquilo que estava sendo mostrado era a pura verdade - Anda, vai... Ou vamos ter trabalho com a próxima! Quanto antes acharmos esse espírito, mais rápido nos livramos desses escritores...

****

Eu te amo...”
Um único som,
Em duas bocas, existia.

— Que doideira... - olhou para Sam que continuava a ler a poesia - Tem certeza de que você não é gay?

****

— Sam! Sammy! Castiel está ali na frente. Vamos pedir sua ajuda?

— Não! Dean... Quanto menos gente se envolver nessa coisa toda, melhor... Vamos! Passei os olhos em duas outras histórias dessa escritora. Não tem espírito algum no texto.

O anjo ergueu suas sobrancelhas, num movimento totalmente humano. “Isso foi totalmente... Dean*”, pensou enquanto observou-o rumando para o quarto. Lembrou de Anna. Depois daquele instante, caminhou resignado ao encontro dele. Sua queda era inevitável.

— Ele estava falando de mim, Sam...

— Dean! Vamos! - já irritado com a curiosidade do irmão.

****

— Sam... – Dean sabia que, pelo silêncio do irmão, algo tinha lhe tocado bem lá no fundo. Sabia que se olhasse pra ele naquele momento, seus olhos estariam rasos d'água – Ei...

— Ta tudo bem, Dean – a voz entrecortada era pura tristeza.

— Vamos pular essa história, Sam. Você já sofreu demais com essa perda...

Eu sinto muito, Jess.” – falou num tom baixo e passou uma mão para afastar as lágrimas que começavam a lhe embaçar a visão.

***

— Onde foi parar o texto que estava aqui? Cara... Só tem um nome... Gemini...

— Deve ter sido o espírito! Anda, Dean...

****

Quando o professor chegou próximo de sua mesa, a campainha tocou. Os alunos levantaram-se em silêncio. Ninguém pronunciou uma só palavra. E durante muito tempo, até encontrar Jéssica, seus colegas o olhavam de forma diferente. Mas um dia, ele tinha jurado, se ele tivesse sorte, inteligência e coragem, Dean pagaria caro por aquilo.

— Por que você está vermelho feito um tomate? Leu o texto?

— Vamos em frente. Espero que alguém escreva uma história lhe dando o troco...

— Heim? – Dean não tinha lido o texto. Estava totalmente por fora.

****

Deixa pra lá. Só queria que você soubesse que significou muito pra mim.

Tem certeza de que não bateu com a cabeça? Você não está falando coisa com coisa, garoto.

Tá. Esquece, Dean.

Tem certeza de que está bem?

— Como podem escrever tanto sobre nós? De onde tiram tantas histórias? Que imaginação!

— Dean... São escritores - e nesse momento, o espírito aparece - Dean! Olha!

BAAAMMM! - o disparo estremeceu as letras todas que quase se misturaram.

— Corre, Sam! Está entrando no próximo!

***

— Cara... Que porre que você fica de vez em quando...

Deixou o ar sair por seus pulmões. Já fazia tempo demais que estava ali. Dean já estava com os nervos a flor da pele, iria estourar com o irmão caso não fizesse algo logo. E simplesmente meter em sua cabeça de que ele precisava se acalmar para poder ajudar Sam, não estava adiantando.

Sam leu as últimas linhas. Balançou a cabeça em desaprovação.

— Você parece que está na TPM... - sorriu malicioso o mais velho.

— Você não é muito diferente de mim - e sumiu de uma página para a outra.

****

Sam riu e deslizou as mãos por cima da camiseta cinza, que um dia fora preta, sentindo uma cicatriz. Ele sabia que a relação entre eles não duraria para sempre, mas enquanto ele tivesse Dean do seu lado, tudo estaria bem.

— Isso não parece muito saudável... Se um dia chegar para mim desse jeito, não vai viver o suficiente...

— É slash, Dean. Já expliquei para você o que é...

*****

O que vão fazer com ela? - Andy perguntou apreensivo.

Na idade média elas eram queimadas vivas. Parece que isso dava certo. - Dean gracejou.

Não, por favor! - Andy implorou.

— Oh, merda! Olha lá ele... - disparou em direção do espírito - Corre, Saaaamm!

Calma Andy, somos mais civilizados agora. Nós apenas a aprisionaremos até o efeito de sua magia acabar e ela volte a sua forma original, quer dizer, alguém com 500 anos. - Sam o acalmou.

Não os deixe fazerem isso comigo Andy. Se você me ama me salve desse destino. Nós ainda poderemos ser felizes, docinho. Por favor!

— Droga, Dean! Você devia ter atirado quando o tinha na mira!!!

— Você me atrapalhou! Quer dizer... O Sam da história se pôs na minha frente! Eu tropecei em você!

Está bem querida. - Andy então piscou e Dean disparou sua pistola contra Bethany, atingindo-a na testa.

*****

E virou as costas para abrir o embrulho.

Dean, desde quando eu gosto de Marilyn Manson?

— Marilyn Manson?

— Cala a boca, Dean... - caminhava com cuidado por entre as letras do texto e observava como todos tinham um cuidado extremo ao falar sobre eles. Tudo parecia ter mesmo sido feito com amor - Olha lá! - surpreendeu-se ao avistar a figura fantasmagórica.

Dean se pôs a correr, seguido por Sam.

Mas não ouviu respostas, pois a única resposta que obteve foi os lábios do outro o devorando novamente.

****

Você acha que há mais dessa coisa por aí? – Sam jogou a luz para perto do irmão. O braço estava bem ruim. Dean fez uma careta.

Sam passeou a lanterna gigante entorno do lugar onde estavam.

— Eu vim de lá de baixo. Não tem espírito algum nas últimas linhas. Mas a cena não é muito do seu gosto. Acho melhor passarmos para a próxima - advertiu Sam.

— Mas acho que você gostou, pelo jeito. Esse sorriso nos lábios não engana, Sam - balançou a cabeça - Você é um pervertido...

Sam bateu na cabeça do irmão, na parte de trás, e sorriu.

Talvez, mas agora é melhor irmos. Acho que consigo me orientar. Falta pouco para amanhecer – Dean segurava o braço, mas ainda teve presença de espírito para olhar o relógio.

— Acho que esse conselho é a melhor coisa que ouvi. Eu sou o máximo. Vamos!

— Convencido... – falou por entre os dentes o mais novo. Seu irmão era insuportável de vez em quando.

****

O Impala mais vez cumpriu seu papel de motel. Os dois se atracaram no banco de trás, Dean com uma urgência totalmente atípica. Nada contra o banco de trás de sua belezinha, mas gostava demais de sexo para fazer as coisas correndo. Gostava de tempo e espaço. Claro que poderia lidar com a falta dos dois, mas não era típico. Principalmente em uma situação em que poderia ter a noite toda, como aquela.

— Uau! Que garota...

— Dean! - puxou seu irmão, fazendo-o voar para a outra fic. Estava certo de que encontrariam o que procuravam na próxima.

No entanto estava ali, sem se preocupar com a garota, insistente, e num determinado momento, até agressivo.

Ei! O que você pensa que está fazendo? Enlouqueceu? - A garota o tinha jogado para trás e o olhava assustada.

****

Enquanto Jo fazia sua higiene matinal de forma silenciosa no banheiro, Dean rabiscava algumas palavras num pedaço de papel.

"Fomos caçar, voltamos logo. Com amor, D e J. Ps.: Não se preocupe muito." é o que dizia o bilhete.

Jo e Dean sorriram entre si, cúmplices. Saíram nas pontas dos pés para não acordarem Sam, que ressonava levemente.

— Pegou o espírito da coisa toda, Sammy? - sorriu malicioso - Esse eu quero ler por inteiro.

— Eu sou o esquisito, mas o depravado é você, Dean... - e continuaram na história, vasculhando seus parágrafos, nada encontrando.

****

Jensen estava tão estático quanto Jared nesse momento, Danneel se duvidasse arrancava o namorado dali e ia embora, afinal ela sempre havia odiado ele, não era agora que teria piedade.

— Esses caras se parecem conosco... - Dean olhou para Sam - Mas você está um lixo...

— Não ferra, Dean...

****

Ah sim, havia um motivo, e ele vinha descendo as escadas todo saltitante e sorridente como somente Sammy sabia ser nessas datas. Ele veio correndo até o irmão mais velho e quando se aproximou o bastante, sorriu mais ainda.

O que você aprontou, Sammy? – indagou o garoto mais velho desconfiado.

Nada. – respondeu o menor sorrindo ansioso e andando ao lado de Dean enquanto eles faziam o caminho até o motel que estavam hospedados. – Você ganhou algum cartão do dia dos namorados?

— A escola é grande, Sam - observou Dean - Vamos levar alguns bons minutos para verificar cada canto.

— Acho que devemos mesmo olhar com cuidado. Escolas e Dia dos Namorados têm tudo a ver - respondeu o mais novo.

— Se esse espírito está tentando se superar, já conseguiu. Estou exausto!

— Não reclama e mexe esse traseiro. Está comendo demais. E correndo de menos.

***

Sam, estamos perdendo tempo aqui, vamos logo acabar com isso e procurar as meninas por nós mesmos. – Dean interrompeu.

— Sam... Estamos perdendo tempo aqui... – estranhou sua própria fala – São vampiros.

Dean, pode levar dias! E se elas estiverem feridas? Precisamos saber o local exato! E rápido!

Por favor, solte-a... – uma voz fraca soou atrás dela interrompendo a pequena discussão dos irmãos.

Hans! – exclamou a vampira.

— É. Vamos!

***

Dean correu atrás de mim. Podia ouvi-lo gargalhar às minhas costas. Meus punhos se cerraram e parei, num ímpeto, pronto para socar-lhe o nariz com vontade, mas algo mais drástico me veio à mente: Segurei-lhe os ombros com força e, ali mesmo, no meio da calçada, em plena luz do dia, tasquei-lhe um beijo – na boca – que o deixou pasmo. Chocado. Catatônico.

Por essa, você não esperava, não é, idiota?

Não teve quem não olhasse e, quando o deixei plantado lá, com minha alma lavada pela vingança, tive a certeza de que ele jamais tentaria uma gracinha dessas outra vez.

Nem eu acredito no que fiz.

Mas quem manda mexer com quem está quieto?

— Você me beijou! - Dean estava estático, pasmo – Não estou acreditando nisso!

— Essa Crica... Mas você mereceu. É bom não se meter a besta comigo, mano velho - deu as costas para Dean e saiu da fic.

****

Sydney: Sou nada,bebê da tia! Sou a única normal daqui da turma.

Amy: Normal? Você! Magina...

Dean: Então... vamos ou não?

Amy: Vamos,tio!

Sam: Mas que carro vamos?

Amy: É verdade. Qual?

— Cara... Estou faminto... – olhou para seu estômago e, em seguida, para Sam.

— Ela chamou você de tio?!

****

— Hey cala boca senhor machão, pelo o que eu me lembro ele acha q nos somos um casal, então para ele você também é gay.

Tanto faz...nossa cara esses bom-bons são realmente deliciosos.

— Dean! Você está comendo todos os bombons!!! - puxou o irmão e o afastou da cena.

— Cara, você nunca deixa eu aproveitar o que a vida tem de bom. Saco!

Ei deixa alguns para mim também. - Disse Sam se levantando e correndo até o irmão e pegando alguns bom-bons.

****

Quando seu irmão saiu porta à fora, levantou-se, jogando as cobertas para o lado, e foi até a janela. A luz quase o cegou.

Viu seu irmão abrir o porta-malas e retirar um pano. Já tinha um balde, com água e sabão, do lado do Impala.

Sam balançou a cabeça. Não tinha coragem alguma. Era um covarde. E continuaria assim para todo o sempre.

— Ela não é linda, Sam?

— É, Dean. Ela é linda... - a voz desapontada de Sam refletia o desânimo do personagem - Dá pra fechar a boca que a baba está molhando toda a tela?

***

Não? – ele continuou – bom... ok então.

Algo que queira me dizer, Sam? – ela respondeu no seu melhor tom irônico divertindo-se com a situação.

Não, nada. Acho que vou desligar. Feliz dia dos Namorados. Ele terminou sem jeito.

Tchau, Sam – ela disse desligando.

— Você tinha uma queda por Bella?

Sam não respondeu. Não poderia. Bella era mesmo sedutora. Quem não teria uma queda por ela?

— Você tinha uma queda por Bella?! – repetiu, tentando assimilar o que tinha descoberto.

***

Passei numa loja ontem e encontrei isso lá. Penso que vá gostar. – Disse sorrindo, com seu sorriso singelo e contagiante. Dean não pode evitar em retribuir o sorriso. Os olhos brilharam.

O que é, então? – Perguntou rasgando o embrulho entusiasmado. Ficou estupefato. Via, sentia, mas não acreditava. Rodou a fita K7 na mão com o queixo caído. Podia ler no folder “Black Sabath – Paranoid”, mas não acreditava. Era incrível!! Esteve procurando pelo álbum a anos e nunca teve a sorte de encontrar um. – Sam!! – Os olhos do mais velho brilhavam, com um brilho que raramente era visto. Sam apenas alargou o sorriso com a felicidade incontida do irmão.

— Cara... Esse Joe conhece mesmo o meu gosto musical... - meneou a cabeça e sorriu.

— É que você é previsível, Dean. Você é sempre o mesmo. Não muda nunca...

— Será que ele se importaria se eu ficasse com a fita cassete dessa história?

— Dean!!!

***

— Aqui não tem nada, Dean, vamos em frente.

— Como vamos em frente? Você sequer passou do primeiro parágrafo.

— Dá pra confiar em mim, pelo menos dessa vez? Hum?

— Claro que dá. Mas agora fiquei curioso – Dean passou pelo irmão – O que tem aqui que você não quer que eu veja, Sammy?

Eu nunca tive uma namorada. Quer dizer, quando eu era adolescente, eu até dizia isso pra conquistar as garotas inseguras, mas depois de um tempo eu abandonei esse papo besta e meloso. Namorar não era pra mim, ter uma companhia constante não era algo que eu queria ou pudesse ter. Nunca criei expectativas quanto a isso. Exceto agora. Exceto quando a conheci. Caramba, o que ela tinha de especial? E Dean deixou seu pensamento ir até o dia em que a conheceu. Ela estava discutindo com a funcionária de uma biblioteca pública porque tinha feito uma reserva de um livro, e a bibliotecária simplesmente o tinha entregado a outra pessoa.”

— Merda...

— Eu sinto muito, Dean. Eu tentei evitar, mas...

— Está tudo bem. Eu já deveria ter superado isso, não é? – passou a mão pelo rosto, disfarçando a comoção – Você está certo, cara. Como sempre. Não tem nada aqui. Vamos em frente e acabar logo com essa confusão.

***

- Faz alguma diferença agora?

- Não, nós fazemos muitas daquelas coisas mesmo...

Dean ficou vermelho. A única coisa que Sam podia fazer era abraçá-lo e rir.

- Feliz Dias dos Namorados, Dean.”

— O que é que há com essa gente, Sam?

— Deixa pra lá, Dean. Eu já desisti de tentar entender.

— Não, deixa pra lá coisa nenhuma. Eu, por um acaso, tenho cara de quem ia te dar um amasso?

Sam saiu rápido, sem responder.

— Sam! Sam, volta aqui!

— Olha, Dean, é melhor a gente se concentrar no trabalho. Já estou cansado de correr atrás desse espírito idiota e ficarmos discutindo o que se passa na cabeça de um bando de malucos criativos não nos levará a lugar algum. Então, desencana, meu irmão. Relaxa que é só ficção.

****

Nesse momento há seis bilhões, 470 milhões, 818 mil, 671 pessoas no mundo

Algumas estão fugindo assustadas.

Algumas estão voltando pra casa.

Algumas dizem mentiras pra suportar o dia.

Outras estão somente agora, enfrentando a verdade.

Alguns são maus, indo contra o bem.

E alguns são bons lutando contra o mal.

Seis bilhões de pessoas no mundo,

Seis bilhões de almas...

E às vezes tudo que nós precisamos é apenas uma!"

— Filosófico, isso. Gostei... – Dean coçou a barba por fazer.

— É. Mas não estou a fim de entrar nesse texto – Sam passou adiante, com os olhos marejados.

— Esse pessoal pega pesado – O mais velho comentou, observando o que estava no último parágrafo: Jess — Peraí, Sammy! Eu vou com você, mano.

***

Irmãzinho... Onde você está? Câmbio? Terra para Sammy? Alguém na escuta? – Dean aprofundou a carícia. Sam fechou os olhos, aproveitando o contato. A voz bem humorada cedeu para um tom mais séiro. – Ela é como você: único, diferente, perfeito.

— Droga... Acho que devemos sentar e aproveitar essa fic mais calma pra descansar... - sentou-se no chão, por entre as letras. Ficou brincando com os 'as' e 'bes'... – Estou pregado.

— Creio que não vamos encontrar essa criatura. Pode ter se escondido nas primeiras histórias.

— Não! Você fez a borda com pó de ferro. Nenhum espírito vai voltar para as fics pelas quais já passamos.

— Acha que falta muito para terminar?

— Eles disseram que seria até o dia 12...

— Mas que merda... Então, acho que teremos que continuar. Temos mais um dia... Vinte e quatro horas... 1440 minutos... 86400 segundos...

Nesse momento Sam parou para encarar o irmão. Desde quando seu irmão era bom em matemática?

****

— Olha só isso, Sammy – Dean segurou o irmão pela manga da camisa, espiando o que os dois atores conversavam, num outro texto.

Ah, é verdade... e o que você vai fazer à noite?

Deixa eu ver... já que vou passar a noite do Dia dos Namorados sozinho em Vancouver... tenho muito planos... vou pra casa, ficar triste, deprimido... comer um monte de besteiras, me embebedar, e depois dormir... o que você acha?

(...)

É mesmo... ok, então vamos jantar, depois podemos nos embebedar juntos.

Tô dentro...

E depois, eu não posso perder uma oportunidade dessas...

Do que você ta falando?

De jantar, com "Jensen Ackles", no dia dos namorados... imagina só quantas fãs vão morrer de inveja de mim!!

— Esses caras são estranhos... Depois não querem que o povo fale.

— É só uma história, Dean. Não é real.

— Mas que são estranhos, isso são.

— Estranho é você reparando tanto neles. Estou te estranhando.

— Sai fora, Samantha, que da fruta que eles jogam fora eu como até o caroço!

— Santa ignorância...- Sam apontou a página seguinte.

****

A porta do quarto abriu e John entrou carregando uma bandeja com o café-da-manhã. Dean tinha Sammy nos braços e entrava lentamente, com medo de derrubar o pequeno embrulho que era seu irmão. Ele colocou-o em cima da cama, antes de subir nela.

— Bom dia, mamãe – beijou-lhe a face demoradamente, estendendo-lhe um pequeno buquê de flores do jardim – Feliz dia dos namorados!

— Obrigada, meu amor – Mary sorriu, pegando as flores. Beijou-o várias e várias vezes, passando a mão para limpar um resquício de farinha em seu rosto. – Feliz dia dos namorados para você também.

Pegou o pequeno Sammy nos braços, beijando sua testa rosada. Sammy apertou o dedo indicador de Mary, encarando-a com aqueles olhos verdes penetrantes. O sorriso que abriu foi tão encantador que Mary parou de respirar por um momento.

— Bom dia, Sammy.

— Caramba, Dean... – Sam tinha os olhos rasos d’água outra vez.

Dean não se conteve. Também estava emocionado. Tudo aquilo fazia seu coração tremer e bater com saudade.

****

****

Sam decidiu que era hora de pedir ajuda quando Dean começou a lhe oferecer boquetes e, sério, isso não tem graça.

— Isso realmente não tem graça, Sam – indignado com o parágrafo, tudo o que queria fazer era correr para a próxima fic, ou o que aquilo tudo fosse - Boquetes?

— Confesse... Você é fora do prumo. De repente faz com que pensem que pode fazer mesmo! - e Dean deu meia volta - Dean! Ei! – Sam sorriu e balançou a cabeça. Seu irmão não sabia da metade do texto.

***

Porcaria de programação! – Dean bufou, desistindo de procurar algo melhor para assistir e jogando o controle no sofá. – Só passa esses filmes melosos. Maldito Dias dos Namorados!

— Dean... É ele! - sussurrou baixinho.

— Sam! É o artista da televisão. Ele já morreu, certo?

— É. Agora sabemos quem é o nosso espírito e o que temos que fazer. Vamos. Vamos procurar o seu túmulo e fazer o que sabemos fazer melhor.

— Salgar e queimar, maninho.

Nesse instante na televisão, começava um filme que chamou atenção de Dean. Ele olhou para o relógio e com um sorriso constatou que ia começar os filmes mais interessantes. Era mais um filme voltado para o dia dos namorados, mas esse não era nada meloso. Dean estava tão atento ao filme, esperando pela A cena que se assustou quando escutou uma voz a suas costas.

Os garotos saíram do quarto de motel. Tinham trabalho a fazer. Pesquisar, cavar, salgar e queimar. Tudo como sempre. Na melhor versão de seu trabalho.

****

E, quando a demora estava demais, os escritores os chamaram de volta, para saber o que tinha acontecido, afinal.

— Mas que droga! Todo mundo abaixado!!! - Dean gritou ao entrar na sala onde os ficwriters estavam. Todos se abaixaram e Dean disparou para o alto - Brincadeirinha! Só queria ter certeza de que estariam mesmo atentos à toda essa história - sorriu, enquanto todos se ajeitavam e levantavam, um tanto contrariados.

Sam balançou a cabeça. Seu irmão não tinha mesmo noção alguma.

— Desculpe, pessoal... Ele é incorrigível.

Alguns sorriram aliviados. Outros, o olharam atravessado.

— Bem, mas o espírito se foi, certo? - perguntou Sakurinha - Então podemos todos comemorar a data juntos, não é?

— Essa é uma boa idéia! Temos que celebrar o sucesso desse desafio! - disse Thata Martins que ainda não tinha se pronunciado.

— Comida grátis? - perguntou Dean - Tô nessa!

Sairam da sala em busca de um lugar para celebrar tudo o que tinham construído, levando em seus corações os dois personagens que tanto amavam.

FIM

NOTA: * Mais uma* Pensamos aqui com nossos botões que a melhor maneira de agradecer pela participação de vocês nesse desafio, seria levá-los todos e trechos de seus textos para dentro de uma história. Afinal, é isso que fazemos melhor por aqui.

Infelizmente, não foi possível encaixar todos os textos, mas pelo menos um de cada autor está aí.

Valeu!



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