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Author of 86 Stories |
Disclaimer/Aviso: O dono dessa budega chamada Naruto é um tal de Masashi Kishomoto e criou esses personagens; mas os acha tão importantes que seus nomes nem mesmo entraram no seu precioso mangá e ele decidiu colocar no Databook, aquele livrinho de fanfics que criou para dizer o que não consegue fazer na Shonen Jump. Esses fofinhos então, que são conhecidos como Nidaime e Irmão do Madara pra quem lê saudavelmente o mangá, são meus e eu posso dizer que são bibas com poodles que provavelmente ninguém saberá se é OOC ou não. E sim, é RA.
A origem latina da palavra inveja é "invidere" que significa "não ver".
Sex sessions I
― Yet come to me in dreams, that I may live
My very life again though cold in death.
Come back to me in dreams, that I may give
Pulse for pulse, breath for breath.
Cristina Rosseti
Inveja.
Não havia outro motivo por parte dele. Era o que via brilhar em seus olhos muito negros, em seus movimentos bruscos, na sua raiva contida. Uma absoluta inveja, circulando como sangue, nele por inteiro. Por isso, se limitava a sentir seu toque e quase nunca encará-lo, para não ver no corpo que ele desejou com tanta força, ou nos seus lábios que tanto admirava, qualquer coisa que viesse atormentá-lo. Preferia viver de suas próprias ilusões, desde o princípio, em tudo que se referia à Izuna. Não compreendia e talvez nunca viesse a compreender o que lhe seduzia tanto nele. A parte, não veria jamais diferença entre os Uchihas. Todos eram exatamente iguais quando só se via aquela luz vermelha, reluzindo em todos eles, como um estigma. Cheiravam a sangue. Mas não fora a mesma coisa quando o vira. Mesmo na sombra de seu irmão, Izuna reluzia por si próprio. Os lábios, talvez. O mais provável. Nenhum deles, nem por milhões de gerações teria aquele desenho, gosto, cor.
Ele não tinha culpa, Tobirama repetia. Não era ruim. Era só culpa da inveja o modo tão brusco que possuía. Nunca tinha visto nenhum daqueles clones de olhos vermelhos demonstrarem carinho. Ele não tinha culpa, repetia, mas mantinha os olhos fechados. Por precaução. E assim, no escuro absoluto, via a cena por fora, como um espírito dentro do quarto. Via seus cabelos brancos entre os dedos dele, as pernas perfeitamente encaixadas, os cabelos negros grudados nos ombros suados e a boca rosa e inchada entreaberta, soltando leves gemidos. Mas não queria se ver de olhos fechados, impotente, estremecendo a cada parte do corpo que era tocada. Nem que ninguém o visse. Só Izuna, o mesmo que o agredia com os olhos, mãos e palavras. Só por ser quem era. Era um Senjuu, era livre, não era usado, não era uma máquina de morte. Nenhum dos dois tinha culpa.
Perdia o fôlego, descontrolava a respiração, fedor de morte. É ódio, é inveja, ele não sabe mais distinguir no escuro e no êxtase. Os braços lhe envolvem, quentes, úmidos, por enquanto. Tudo naquele corpo de sangue em brasa é mortal. E mesmo assim, numa completa escuridão – de todas as formas, – ele sabia que no final, ambos estariam com os olhos fechados. Não importavam realmente os motivos, a culpa ou qualquer outra penitência. Ele perdeu a noção do tempo, a consciência. É letal, pensou, fechou os sentidos, não viu, não escutou, não respirou, não tocou. Mas, enfim, não resistiu, beijou os lábios, e sentiu o gosto não tão amargo do veneno.
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N/A: Olha, se o presente é pra mim, pelo menos é com carinho, né. Fazer o quê se eu amo esses quase-anônimos lindos?
Obrigada a Téh, meu anjinho, por betar (l)
30 COOKIES – SET PRIMAVERA - 06. Inveja