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Sakiy Skuld
Author of 6 Stories

Rated: T - Portuguese - Romance/Adventure - Gaara & Sakura H. - Reviews: 7 - Updated: 08-13-09 - Published: 06-24-09 - id:5162908

Outra fic da Sakiy-chan

Naruto ainda não me pertence

Konoha fica nas terras baixas e Suna nas terras altas. Só para saberem mesmo

[GaaSaku]

Cap 1: Casamento?!

- Você não parece estar morrendo, sabia disso? Embora talvez cheire mal como um morto...

O velho senhor fez uma careta para o jovem ruivo que estava em pé ao seu lado. Sabaku no Gaara estava bem na vida, pensou Jiraya. Estava muito melhor que os seus parentes. Mas tentou desviar os pensamentos dos seus parentes.

- Não acho que você está a beira da morte... Está fedendo sim, mas não é cheiro de alguém que vá morrer...

- Não! Posso morrer, você sabe muito bem disso. Não sou mais o jovem que era antigamente.

Era verdade, pensou Gaara ao observar o homem que o havia educado durante dez anos.

- Então você me chamou aqui apenas para que lhe fizesse companhia enquanto morre?

- Não. Preciso que faça algo para mim.

- Então devia estar falando com o Sai – disse segurando um sorriso maldoso.

- Ah, ele é uma vergonha para o nosso nome. Sonso, um choramingas imprestável. Eu não confiaria nele nem para cuidar dos meus cães.

- Mas ele é seu herdeiro...

- Jamais... Eu tenho outro. Minha irmã mais nova deu a luz a uma criança à vinte e dois anos atrás. A pobre morreu depois em um outro parto.

- E onde está ele? Porque não foi mandado para cá a fim de ser educado como senhor da propriedade?

- É uma jovem.

Gaara abriu a boca para abominar em alto e bom som a idéia de uma jovem ser herdeira. Mas resistiu a tentação. Se suas parentes ouvissem o que se passasse em sua mente, matariam ele antes do jantar.

Elas podiam ser fortes e inteligentes, mas jamais guerreiras.

- Se escolher uma mulher como sua herdeira, todos que cobiçam sua terra virão ataca-lo. Sai, apesar de idiota, é homem, o que faria os atacantes refletirem enquanto se preparassem para lutar.

- Eu sei disso. Por isso tenho um plano.

Gaara se sentiu inquieto. Esses planos sempre implicavam em problemas, ou trabalho duro para ele.

- Quero que vá buscar minha sobrinha.

- Pois mande que os parentes de lá a tragam.

- Já fiz isso. Alias, escrevo para ela sempre e já mandei a buscarem, mas os parentes do pai não permitem embora eu seja o mais próximo que ela tem.

- Já passou a época de você tentar convence-la a vir para cá.

- Exatamente! Por isso quero que você vá buscá-la.

O ruivo sentia-se inquieto.

- Fale, Jiraya. Por que você mesmo não foi buscá-la?

- Você negaria ajudar um homem na beira da morte? – a voz de doente que ele fez foi quase cômica, pensou Gaara.

- Não desconverse. Fale logo.

- Você dirá ‘não’. – resmungou – Sakura vive em Konoha.

- Konoha? Mas esse lugar fica nas Terras Baixas.

- Apenas alguns quilômetros dentro das Terras Baixas.

- Qual o restante do plano?

- Bom, é simples... Preciso de um homem forte para tomar meu lugar. Sai não é essa pessoa. E Sakura obviamente também não é. Por isso, você se casaria com ela...

- Casar?!

- Já está na hora não?

- Não tenho nada contra o casamento e pretendo escolher a noiva algum dia.

- Algum dia pode nunca chegar rapaz. Sei muito bem. Se você se casasse com a minha sobrinha, eu lhe nomearia meu herdeiro quando à hora chegasse e ninguém protestaria. Portanto, case-se com a moça e Suna será sua.

Como fora o segundo a nascer, Gaara só seria senhor de alguma coisa se algo acontecesse ao seu irmão. Alem disto, só havia apenas uma maneira de mudar o futuro: casamento com uma moça com bom dote.

Mas ele sabia que casamentos assim não duravam muito. Já vira traições suficientes para crer que não valia a pena.

- Então os parentes dela agora estão controlando tudo que ela tem?

- Isso mesmo... Ela havia escapado dos assaltantes e levada para aquela casa. Nunca mais saiu de lá então.

Passaram-se uns minutos.

- Então, você vai buscá-la?

- Vou, mas não prometo me casar com ela.

- Nem mesmo para tornar-se meu herdeiro?

- Por mais tentador que seja, não. Não sei que tipo de mulher ela se tornou, por isso não vou me comprometer.

- Muito justo. Mas você verá que ela é um doce de pessoa.

Gaara deu ombros e saiu para planejar a viagem, imaginando se os elogios de Jiraya para a garota eram verdadeiros.

--/--

- Idiota, cretino....

Sakura parou de andar de um lado para o outro enquanto pensava em outras maneiras de descrever o homem com quem se casaria.

- Milady?

Olhou para a porta e viu a criada que a chamava. Pela cara da criada, viu que sua tentativa de se mostrar satisfeita com o casamento tinha falhado. Paciência. Não sentia a mínima vontade de demonstrar bom humor.

- Vim ajudá-la a se vestir para o inicio das festas – avisou ao começar a pegas as roupas que havia sido instruída para fazê-la usar.

Com um suspiro, entregou-se aos cuidados da jovem. Tinha que se acalmar antes de enfrentar a família, os convidados e os noivos. Os primos achavam que a estavam ajudando ao arrumar aquele casamento e Sr. Orochimaru era influente e rico, alem de ainda não ser tão velho. Havia recebido o titulo de nobreza por serviços prestados ao rei. E ela era órfã de uma mãe das Terras Altas.

Havia tentado diversas vezes agradar os primos e conseguir aprovação, mas sempre falhara. Esta era sua ultima oportunidade.

- Um cara de cobra amassada... – resmungou.

- Milady?

Pelo olhar da criada, Sakura percebeu que havia expressado o ultimo pensamento em voz ala.

- Desculpe. Eu estava praticando insultos quando você entrou e este saiu sem querer.

- Mas contra quem, milady?

- Para lançar a um inimigo que por acaso me assaltasse. Não posso usar espada ou punhal e sou muito pequena para enfrentar uma luta. Então penso que seria útil lançar ofensas.

Ótimo, refletiu quando a jovem a fazia se sentar afim de arrumar seus cabelos. A criada devia pensar que ela era louca.

- Muito bem. Pode ir embora que eu termino daqui.

Sakura sentiu-se melhor ao ouvir a voz de Tsunade.

- Espero que ela não tenha se ressentido.

- Que nada... Graças ao idiota que está aqui, todos receberam muito mais trabalho. Ela vai se sentir feliz por se livrar de um.

- Ele parece gostar muito de si mesmo...

- Ele é presunçoso e devia ser amordaçado. Fala como se tivesse fazendo um favor ao deposá-la. Sua família é muito superior ao desse vira-lata.

- Ele recebeu um titulo de nobreza – mencionou, embora não gostasse de defender o noivo.

- Ele tropeçou diante da espada que devia ter atingido o rei. Todos achavam que ele tinha agido de propósito e claro, ele foi esperto o bastante para se fingir de humilde salvador.

- Como você sabe disso?

- Eu estava lá. Shizune e eu estávamos vendo os nobres e o rei passando por ali.

Ótimo, logo se casaria com um mentiroso.

- Está com um olhar distante menina.

- Posso te pedir um favor?

- Sempre...

- Lembra daquele meu lugar secreto?

- Sim...

- Poderia ir lá buscar algumas coisas que eu guardei de lembrança dos meus pais? Sei que pode ter sido errado eu pegar mas...

- Não é errado uma criança guardar as coisas que a lembram dos pais. – afirmou a loira.

- É o que eu digo a mim mesma quando me sinto culpada.

- Você não tem que se sentir culpada por coisa alguma. Mas não se preocupe, darei um jeito para que elas cheguem até suas mãos.

- Obrigada.

- Então você vai mesmo se casar?

- Sim... É o que meus parentes querem e desta vez não vou desaponta-los. Como eu disse, tenho vinte e dois anos e nunca fui cortejada, nem mesmo beijada. Quero ter filhos e, para tanto preciso de um marido. Dará certo, tenho certeza.

Tsunade a olhou como se ela estivesse louca.

- Só me resta então torcer para que eles não puxem o pai

Continua

Embora tenha um monte de fics para terminar (mais do que vocês imaginam), comecei essa.

Algo que diz que quem leu “O Rapto da noiva” vai gostar desta.

Comentários são bem vindos...

Desculpas antecipadas se eu demorar para atualizar, mas creio que não vai ser anual que nem “O Rapto da noiva” era o.ô’

By sakiy-chan



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