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Anime/Manga » Saint Seiya » A Assassina e o Cavaleiro
kayla.virgo
Author of 1 Story
Rated: K+ - Portuguese - Romance/Mystery - Camus & Saga - Reviews: 19 - Updated: 10-29-09 - Published: 07-07-09 - id:5198565
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- Ei Escorpião, acorda!

Foi à primeira coisa que Milo ouviu ao ser acordado por um chute nada amigável na barriga.

- Máscara da Morte, o que está fazendo aqui?

- Eu é que deveria perguntar isso, um cavaleiro de ouro dormindo na porta da própria casa!

- O que eu faço ou deixo de fazer na minha casa não lhe diz respeito.

- Primeiro usou suas agulhas em mim para impedir que eu desse uma lição naquela assassina, e agora me dá uma resposta malcriada. Você está realmente querendo apanhar.

- E quem você vai chamar para te ajudar a conseguir esse feito?

Enquanto isso, no quarto de Milo, Kamus havia acordado há alguns minutos e estava imóvel ao lado de Sasha, observando cada parte do seu rosto. Ela ressonava tranqüilamente. Queria poder passar o dia inteiro ali, mas isso não seria justo com Milo. Levantou-se e vestiu-se em completo silencio para não acordá-la. Ao olhar para aqueles olhos abertos fitando-o curiosa com o motivo dele já estar de pé, resolveu entrar num assunto que vinha lhe atormentando há muito tempo.

- Precisamos conversar... Aquelas marcas no seu rosto e pescoço não foram feitas por Mascara da Morte nem por Sorento. Quem fez aquilo com você? Por favor, Sasha. Eu quero ajudá-la, mas se eu não souber o que está acontecendo será mais difícil.

- Eu sei. Por favor, Kamus, não faça tantas perguntas. Você pode ser o defensor de Athena, mas o submundo do crime é traiçoeiro.

- Não temo nenhum inimigo, e você já devia saber disso. Mon dieu, Sasha, onde estava com a cabeça quando se meteu com pessoas tão perigosas?

- Eu pertenço a ele, mesmo contra minha vontade. Ele sempre ordena, e tudo o que posso fazer é tentar selecionar os alvos.

- Pertence a ele quem, Sasha? Qual o poder que ele exerce sobre você para que tenha continuado com aquela idéia absurda de matar Athena quando eu já havia explicado que ela era uma pessoa bondosa?

- Mas eu disse que não tomaria mais parte disso. Infelizmente ele não aceitou...

- Então ele a agrediu. Por que, em nome de todos os deuses, você permitiu que esse sujeito fizesse isso com você? – antes que Sasha retrucasse, Kamus pediu para que ela ficasse quieta – Milo e Mascara da Morte estão brigando.

- Não estou escutando nada. Você deve estar dizendo isso só pra desviar do assun... mas o que diabos foi isso?

- Dois cavaleiros de ouro brigando. Eles estão usando suas cosmo energias em níveis perigosos. Eu preciso ir. Haja o que houver não saia daqui.

Antes mesmo que Sasha tentasse formular alguma pergunta depois de sentir o abalo que parecia um pequeno terremoto, Kamus já havia saído.

Kamus acabara de chegar à frente da casa escorpião a tempo de ver Mascara da Morte desferir suas ondas do inferno contra Milo que contra-atacava no momento. Kamus agilmente se posicionou abaixo dos dois cosmos que se confrontavam para acertar seu oponente e desferiu um golpe que fez as duas energias subir ao céu dissipando-se logo a seguir:

- Ora, ora, se não é o cavaleiro de aquário em pessoa. Para que tenha chegado tão rápido não preciso ser um expert para deduzir onde você estava. Isso só me leva a crer que a assassina está na casa de escorpião.

Kamus e Milo empalideceram-se. Mascara da Morte desconfiava de Milo por vários motivos. O primeiro porque ele era amigo de Kamus, segundo porque o ajudou no momento em que poria fim a assassina, e por ultimo, lá estava o cavaleiro de aquário saindo da casa de Milo que havia dormido do lado de fora da sua própria casa. Somando um mais um, chegou àquela conclusão.

- Do que você está falando, Mascara da Morte? A assassina morreu naquele dia por sua causa.

- Isso é o que vocês dois disseram. O corpo dela nunca foi encontrado.

- Você está querendo dizer que a garota estaria na minha casa com Kamus fazendo sabe lá o que enquanto eu dormia aqui fora?

- Tirou as palavras da minha boca. – rebatia Máscara da Morte com um sorriso malicioso.

- Mas o que está acontecendo aqui? – perguntou Saga que tinha acabado de chegar, acompanhado de Shura e Aioria.

- Boa pergunta, Saga. Acredito que esses dois estão mancomunados numa ação ridiculamente estúpida.

- Explique-se melhor, Mascara da Morte.

- Pois não, Shura de capricórnio. Esses dois trouxeram a assassina para o santuário, e estão escondendo ela na casa de Milo.

- E pra que eles trariam o corpo da assassina pra cá?

- Muito simples, Aioria. A assassina nunca esteve tão viva quanto agora.

- Está querendo dizer que eles forjaram sua morte, e a trouxeram pro único lugar que ela deveria evitar de todas as formas possíveis? Isso é loucura, Mascara da Morte. Esse tipo de acusação é a mesma coisa de chamá-los de traidores.

- Não só estou supondo, como afirmo isso. Milo, por acaso você viu o corpo da assassina ser levado pela correnteza?

- Não, mas... – sua face estava tensa, e tinha receio que os outros percebessem – Mas como isso pode ser relacionado com o fato de eu estar abrigando aqui a assassina? Depois do que você e Sorento fizeram, ela só podia estar morta.

- A menos que vocês a tivessem salvado. E todos sabem que isso não é difícil para um cavaleiro de ouro como vocês dois, que por ironia foram os únicos a ter tido contato com ela até sua "morte".

O momento de tensão estava insuportável. Kamus chegava até a suar tamanho era seu nervosismo. Parecia que a tensão ficava pior ao olhar pra Saga que parecia muito pensativo sobre aquele assunto.

- Diante de uma suspeita como essa tudo o que podemos fazer é verificar a casa de escorpião. – antes de Milo protestar, Saga prosseguiu interrompendo-lhe qualquer tipo de argumentos – Se não tem nada a temer, não fará nenhuma objeção.

Milo olhou para Kamus com um pedido de desculpas estampado no rosto, e resignado, abriu caminho para que todos entrassem na casa. Cada um foi para lugares diferentes. A cada passo que eles davam, Kamus sentia um aperto no coração. Se pedisse ajuda a Milo para o que estava pensando em fazer, tinha certeza que a teria. O problema é que ali tinha quatro cavaleiros, e mesmo que conseguisse escapar, teria todo o santuário ao seu encalço. O jeito era rezar para que desistissem dessa idéia. Infelizmente, Saga estava na porta do quarto de Milo. Pelo menos ele estava sozinho. Daria conta dele, e depois atacaria Shura, Aioria. Não podia se esquecer de Mascara da Morte. Sua ação deveria ser muito rápida e precisa. Seu coração batia mais rápido, quando a porta foi vagarosamente aberta. Um suspiro de alivio. Ela não estava ali. Mas esse alívio foi embora rapidamente ao pensar que ela estaria num dos outros cômodos da casa. Observava atento a porta que dava acesso ao lugar onde estava Mascara da Morte. Finalmente depois de tanto procurarem, se reuniram no quarto de Milo.

- Ao que parece não há ninguém alem de nós aqui. Mascara da Morte, você está devendo um pedido de desculpas para Milo.

- Nem em sonho. – Mascara da Morte viu a expressão séria no rosto de Saga e disse a contragosto – Desculpa escorpião.

Não era um pedido de desculpas adequado, mas serviu para ver o constrangimento que o cavaleiro de câncer passar.

- Houve mais um assassinato num bairro próximo do centro. Não sei se a tal assassina está viva ou não, mas se ela for a responsável, a quero aqui, Mascara da Morte.

- Em que condições ela deve ser trazida?

- A quero em condições de responder meu interrogatório. – assim que ele saiu, pediu desculpas aos dois e saiu falando um pouco afastado somente para os outros dois cavaleiros – Shura, quero que fique bem atento em Kamus, e você, Aioria deve ficar atento a qualquer movimento de Milo. O que Mascara da Morte falou tem sentido, e esses dois não me convenceram do contrario.

Milo que tinha se escondido atrás da porta, escutou o que Saga disse. Chegando perto do amigo, disse em tom preocupado:

- Agora vai ser mais difícil tirá-la daqui.

- Eu sei, Milo. O problema é se ela já se aventurou a fugir.

Um barulho na janela, e os dois voltaram o olhar para ela. Ali estava Sasha, tendo certa dificuldade para entrar. Kamus sorriu feliz, e foi prontamente ajudá-la a entrar.

- Estou fora de forma. Vou ter que praticar muito pra não ser pega por eles.

- Como conseguiu chegar lá em cima antes de Saga abrir a porta?

- Às vezes parece que não me conhece, Kamus. Desconfiei que fosse me entregar, e por isso arranjei um lugar seguro pra escutar a conversa, então simplesmente subi no telhado da casa porque achei que não iriam me procurar lá.

- Se a gente te entregasse estaríamos em apuros agora, sua maluca. Não percebe a besteira que acabou de dizer?

- Sinto muito, Kamus. Não foi minha intenção magoá-lo com minha desconfiança. É que a vida que levo não me permite confiar em ninguém além de mim mesma.

- Então pense antes de falar, garota. Kamus...

- Tudo bem, Milo. Eu compreendo o que se passa na cabeça dela. Temos que pensar agora em como faremos para que Sasha saia daqui sem ser percebida.

- Lá em cima do telhado pude ver que de um lado existe um paredão. Talvez se descermos...

- Não, ali embaixo tem a área de treinamento, e depois a vila das amazonas. Antes mesmo de você dizer que a noite não terá ninguém observando, aviso que sempre há alguém de vigia.

- E esse paredão ao lado? É uma subida e tanto, mas não deve ser tão arriscado quanto descer a escadaria.

- Do outro lado tem um precipício. É muito perigoso.

- Mas dessa vez vou ter que concordar com ela, Kamus. É a nossa única saída. Além do mais, eu tenho um plano.

- Lá vem você com seus planos. No final acabamos nos metendo em encrenca.

Madrugada

- Agora que Kamus foi à frente, e que já entreguei um certo bilhete, tudo o que temos que fazer é esperar um pouco.

- O que exatamente temos que esperar? E esse bilhete, a quem foi endereçado? – perguntou cismada.

Milo a chamou até a janela que dava com a frente da sua casa, pedindo que fosse cautelosa para que não fosse vista. Como ele estava bem jogado no beiral da janela, ela se escondeu entre o beiral lateral e os cabelos de Milo. Pode ver uma pessoa que tinha um rosto conhecido praticamente em frente à casa de escorpião. O reconheceu como o rapaz que esteve ao lado de Kamus naquela boate. Pouco tempo depois, chegou uma moça usando uma mascara no rosto. Poucos segundo depois, ela tirava a mascara e dava um beijo de tirar o fôlego de qualquer um:

- Ela é uma amazona, e não pode mostrar o rosto pra ninguém. O bilhete era pra ela.

- Você forjou um bilhete amoroso para que a coitada viesse atrás daquele cara? Isso foi muito baixo.

- Um dia Marin e Aioria vão me agradecer. – dizia Milo com um sorriso malicioso brilhando em seu rosto - O que importa agora é que temos o caminho livre para escalar o paredão.

Assim que o cavaleiro e a amazona foram para a casa de leão, Milo a conduziu pela mesma janela que dava acesso ao telhado. De lá, alcançaram rapidamente o paredão lateral. Milo fez menção de segurar-lhe a mão, receoso que algo lhe acontecesse. Com certeza Kamus arrancaria sua cabeça. Todavia, ela recusou, mostrando que conseguia escalar com a maior facilidade.

- Eu consigo fazer isso sozinha.

- Você é quem sabe, senhorita auto-suficiente. – intrigado com o que ela representava perguntou como que pra si mesmo - Kamus não é o tipo de pessoa que fica correndo atrás de um rabo de saia, e, no entanto, ta com a garota que tentou matar Saori três vezes. Isso não dá pra entender.

Sasha quase caiu ao constatar que ela era especial para Kamus. Tentando se mostrar capaz, aumentou o ritmo da escalada.

- Ele bem que me disse que eu jamais conseguiria matar a reencarnação de Athena. Mas é claro que nunca conseguiria, ela é sempre tão bem protegida.

Sua voz mostrava certo desgosto ao se dar conta que ela, Sasha, nunca seria a mulher numero um no coração de Kamus. Chegando ao topo, respirou fundo, estava nervosa com a visão do abismo. Estava acostumada a pular de prédio em prédio, mas não estava preparada para aquilo. Mais uma vez, querendo se mostrar capaz, se jogou de corpo e alma naquela empreitada. Queria chegar logo ao fim daquele abismo, e esquecer aquele dialogo que a estava irritando.

- E por acaso você também não é bem protegida? Como você é ingrata. Não é sempre que alguém tenta matar Athena e é protegido por um cavaleiro que devia cuidar apenas da segurança de sua deusa. E olha que você já tinha conhecimento que Saori Kido é a reencarnação de Athena...

- Eu não sabia. Fiquei sabendo na sua casa.

- Que conveniente. Conveniente até demais.

Milo anotava mentalmente cada reação dela, e cada palavra que usava.

- Ao que parece você não... – quase ia caindo outra vez, só que Milo cola seu corpo ao dela, prendendo-a contra a parede. – Isso não está nada confortável. Poderia sair daí pra que eu retorne a minha escalada?

- E arriscar a cair, e Kamus depois me congelar? Não, obrigado. – antes mesmo de Sasha protestar, Milo pressionara seu ombro a deixando inconsciente, depois a jogou sobre seu ombro, retomando a escalada – Desse jeito iremos mais rápido, e correndo menos risco.

Em outro lugar

Kamus não parecia apressado em beber aquele copo com vodka, assim como fora com os outros copos que antecederam aquele. Para a pessoa que estava a espreita dele, aquilo era algo muito peculiar vindo do cavaleiro de aquário. Ele estaria mesmo afogando as magoas por causa da perda? Saga parecia sugerir que Kamus e a assassina tinham algum envolvimento. Mascara da Morte acusou Milo e Kamus de forjarem a morte dela, e que ela estaria ali, bem embaixo de seus narizes no próprio santuário. Aquilo tudo era difícil de engolir. Talvez, sim, o cavaleiro de aquário manteve algum relacionamento secreto com a assassina, e isso fora tudo. Agora ela estava morta, e o cavaleiro de câncer pisou na ferida de Kamus, que resultou nessa noite nada comum para alguém como ele. Estava ali há horas. Teria ido embora se não fosse sua determinação em cumprir qualquer missão que lhe fosse dada. Kamus agora se dirigia ao banheiro. Não seria preciso segui-lo até ali, pensou o cavaleiro de capricórnio.

Quinze minutos se passaram, e nada de Kamus sair do banheiro. Será que ele está colocando a magoa pra fora? Pensou Shura mais uma vez. Seria constrangedor entrar no banheiro pra averiguar, e simplesmente dar de cara com um cavaleiro como Kamus fazendo o que todos jamais acreditariam que ele fosse capaz por causa de sua frieza. Seria melhor dar mais um tempo.

Vinte minutos, já estava ficando estranho, vinte e cinco então nem se fala. Trinta minutos e nada de Kamus sair do banheiro. Ou a coisa era mais séria do que pensava, ou então... Shura passou por todos, indo em direção ao banheiro. Lá entrando, percebeu que parecia vazio. Até que viu um par de pés, na última porta do sanitário. Chamou pelo nome, sem nenhuma resposta. Então deu um empurrão na porta, escancarando-a.

As pessoas que estavam ali não era o Kamus, e sim um casal. Ele sentado com a calça aberta e ela com o rosto mergulhado no conteúdo da calça dele numa sessão nada discreta de felação.

Rapidamente virou-se de costas, pedindo mil desculpas. Já estava vermelho pela vergonha de ter pegado aqueles dois no fragrante, e ficou mais ainda quando escutou o tanto de palavrões que o homem falou, sem parar pra respirar.

- Kamus fugiu. – deu um soco na parede – Camuflou seu cosmo para me despistar.

Continua...


Desde o capitulo anterior estamos enviando os textos para serem betados. Gostaria de agradecer a nossa beta, e maninha de fórum Saphira. Para não ficar diferente, estamos enviando os primeiros capítulos para serem betados aos poucos. O primeiro já está OK, só falta mandar o restante.

Beijos e até o próximo capitulo.

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