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Author of 44 Stories |
Disclaimer: personagens e lugares pertencem a JK Rowling e à Warner Brothers, excepto aqueles criados por mim. Fanfiction escrita sem fins lucrativos.
Baseada no filme de 1999 Notting Hill, com Hugh Grant e Julia Roberts. Quaisquer semelhanças com o argumento são mais que meras coincidências.
Produção: Primavera 2004/Verão 2009
Avisos: fanfiction não apropriada a menores de 13 anos.
Spoilers: PF, CdS, PdA, CdF, OdF
Sumário: Katie Bell está a atravessar uma série de problemas no trabalho e na vida pessoal quando reencontra um antigo amigo de Hogwarts. O problema é que Oliver Wood é hoje um famosíssimo jogador de Quidditch. O mundo inteiro conhece o seu nome. Conseguirá uma pobre e simples rapariga aquecer o coração de quem pode ter tudo o que quer?
N/A: bom… que mais posso eu dizer, certo? A Farmacologia anda a dar cabo de mim e aquela faculdade maldita também. :/
Espero sinceramente que gostem deste próximo capítulo, fiz bastantes alterações ao original para tentar que ele “escorresse” melhor, mas não sei se a meta foi bem atingida. De qualquer maneira, foi o melhor que consegui – se bem que, da maneira como eu ando, isso não é propriamente um sinal positivo! XD
A minha beta continua a ser uma pessoa responsável mas temos tudo sob controlo.
Muito obrigado a todos aqueles que passaram por esta página e àqueles que deixaram a sua opinião. Vemo-nos na continuação e uma boa semana (ou semanas…) para todos! ^^
SURREAL BUT NICE
Capítulo V: Lucy Karen
Algures na cidade bateram as onze badaladas da noite. Katie caminhou meio desengonçada pelo passeio de pedra até se sentar num banco de jardim, onde retirou a sandália que lhe estava a magoar o calcanhar.
- Pensava eu que ias para casa descansar – queixou-se ela, exibindo um sorriso na sua face de porcelana. – e afinal trazes-me para passear no parque!
- A culpa é tua, tu é que me ofereceste a tua companhia! Que querias que eu fizesse, que dissesse “Oh, vamos Materializar-nos, a minha casa fica só a três segundos de distância”? Que raio de cavalheiro seria eu? – respondeu ele no mesmo tom prazenteiro.
- Ora, tu é que aceitaste…
Oliver ofereceu-lhe um sorriso em resposta e sentou-se junto a ela. Sendo uma noite quente de princípios de Agosto, o parque parecia ganhar vida com a presença de alguns feiticeiros que gozavam as suas últimas horas de liberdade antes de mais uma semana de trabalho. Frente a eles passou um par de namorados que, de mãos entrelaçadas e olhares apaixonados, parecia nem notar no resto do mundo, o que os deixou encavacados.
Vendo o casal afastar-se do banco de jardim, Oliver pigarreou e olhou para o céu estrelado sobre eles:
- Está uma noite muito bonita, não está?
- Ó rapaz, tens a certeza que não abusaste no vinho? – inquiriu ela com uma gargalhada.
Ele já não abriu mais a boca. Katie não tinha a certeza se o chateara com a sua resposta trocista mas não se atreveu a perguntar-lhe o que se passava. Em vez disso, voltou a calçar a sandália e levantou-se de um salto.
- Vamos continuar? O pé já não me dói e amanhã tens de estar forte para enfrentar os duros treinos de Quidditch. E olha que eu sei daquilo que estou a falar, também já joguei.
- E tão bem que tu jogavas! – comentou Oliver, levantando-se e caminhando lado a lado com ela, de mãos enfiadas nos bolsos do manto. – Eras um talento precoce, miúda, fiquei completamente embasbacado quando te vi pegar naquela vassoura e a marcar aqueles golos espectaculares durante as provas de selecção! E só tinhas doze anos na altura… quer dizer, mais precoce que tu acho que só mesmo o Potter, mas o Potter foi sempre um caso aparte!
Ela sentiu-se corar perante o elogio.
- Eu simplesmente deixei de ter vida para isso. E pessoal com quem jogar… o meu irmão nunca gostou particularmente de voar, prefere assistir às partidas no conforto da assistência, com uma garrafa de rum na mão para se embebedar à vontade e acabar a chamar nomes ao árbitro, aos jogadores adversários, aos jogadores da própria equipa…
- O teu irmão…
- Peço-te desculpas pela atitude dele esta noite! – desculpou-se Katie com um sorriso triste, ao adivinhar o que ia ele dizer. – O Nick não é má pessoa, a sério, só conta mais defeitos que qualidades. O que acontece é que ele tem a mania que veio ao mundo para encantar donzelas, quando ainda não conheci uma que sucumbisse aos seus “encantos”. À custa disso, inveja todo e qualquer rapaz que consiga obter aquilo que ele tanto deseja e consegue ser extremamente indelicado e desagradável quando na sua presença.
- Não te preocupes, Katie. Quer acredites ou não, já conheci bem pior que o teu irmão!
Deram mais uns passos pelo parque até que chegaram à zona das esplanadas. A maioria das mesas estava ocupada por jovens que bebiam ao último mês de férias no meio de grande algazarra. Oliver começou a virar a cara, com medo que ser reconhecido e originar uma autêntica caça ao homem em público.
- Hum… bem, eu sei que disseste ao pessoal que não te demoravas, mas… – começou ele, parecendo ansioso por sair dali. – Será que gostarias de me acompanhar até casa, talvez possamos tomar qualquer coisa?
- A tua casa? – admirou-se Katie. – Queres dizer, a tua própria casa?
- Sim. Há algum problema?
- Ah, n-não, claro que não! É só que… eu não esperava esse convite! – passou a mão pelo cabelo, na tentativa de disfarçar o seu nervosismo. – Gostava muito. Eles vão entender.
Oliver pareceu satisfeito e ambos se Materializaram para o seu destino. Apareceram frente ao portão da mansão que lhe servia de moradia e Katie precisou de muita força de vontade para não deixar cair o queixo de assombro! Por detrás das grades de ferro era visível o enorme jardim, do qual constavam uma piscina e um “mini campo” de Quidditch. A casa era imponente e majestosa, totalmente caiada de branco, dando-lhe um ar simpático e convidativo na noite.
- Nem quero pensar na quantidade industrial de vidas que eu teria de viver para um dia ter uma casa destas! – apesar do sarcasmo na voz, Katie estava a ser o mais sincera possível.
- Não te entusiasmes – Oliver abriu o portão com um toque de varinha e as palavras certas e segurou-o para lhe dar passagem. – É grande de mais, na minha opinião. Eu queria investir numa casa mais à minha medida, mas os meus pais encheram-me a cabeça de informações e ideias e… olha, a verdade é que vivo sozinho e não abro mais de metade das divisões. Acreditas que tenho quartos suficientes para dar dormida a todos os teus amigos do jantar e, mesmo assim, ainda sobravam?
- Acredito. Imagina a trabalheira que daria limpar isto tudo se fossemos Muggles…
- De alguma coisa nos serve sermos feiticeiros, não é?
Atravessaram o enorme jardim na companhia um do outro. Oliver não conseguia parar de rir ao notar a estupefacção no rosto da sua companheira, que olhava em seu redor para o azul tranquilo da água da piscina e para os altos postes de marcação no “mini campo”.
- Estive a pensar… – haviam chegado à grandiosa entrada da mansão e ele repetia agora o mesmo procedimento com a varinha que o fizera abrir o portão gradeado. – Acho que vou retribuir a boa-vontade do grupo maravilhoso que conheci hoje e vou programar um jantar para todos nós aqui. Que achas da ideia?
- Excelente. Mas, por favor, não convides o Lewis para cozinhar. Como deves ter percebido, ele não é exactamente um entendido na matéria…
Oliver riu perante o comentário e abriu a porta, cedendo-lhe passagem uma vez mais. O hall de entrada era também imponente, tal como esperado, e encontrava-se mergulhado na escuridão. O rapaz levantou a varinha no ar para acender as luzes, porém estacou a meio, admirado. Katie, que observava a vitrina repleta de prémios e louvores a um canto, nem reparou.
- Por Merlin, não te ficas por pouco! – nesse momento, ela virou-se para trás e deparou-se com a surpresa estampada no rosto de Oliver. – Que foi?
- Está alguém em casa! Mas, que estranho, os meus pais nem sequer estão em Londres…
Katie reparou numa luz fraca que provinha de uma divisão a alguns passos de distância. O rapaz já ia a caminho e ela engoliu em seco. Quando o alcançou, parado como uma estátua junto à porta da divisão, percebeu que a cor lhe fugira da face e conseguiu ver o receio bailar-lhe no olhar.
- Que horror, não foste assaltado, pois não?
Desanimada, espreitou para aquilo que descobriu ser a sala de estar e deparou-se com a cena que deixara Oliver naquele estado: uma mulher. Não passava de uma jovem, talvez uns dois ou três anos mais nova que ela, de baixa estatura, cabelos tingidos de loiro e pele morena pelo sol. Vestindo roupas algo extravagantes para serem usadas no dia-a-dia, folheava um livro pequeno que retirara de uma das estantes disponíveis, com gestos rápidos e despreocupados, como se não aparentasse qualquer interesse na leitura e apenas o fizesse para passar o tempo.
- Mas que estás tu aqui a fazer? – questionou Oliver, avançado até ela.
- Estava à tua espera. Olá! – a jovem falava depressa e com um forte sotaque americano. – Não estavas a contar comigo, pois não?
E de seguida, como se não tivesse reparado que não estavam sozinhos, passou os braços pelo pescoço de Oliver e deu-lhe um beijo apaixonado nos lábios. Katie sentiu o coração cair-lhe aos pés perante o gesto, principalmente ao entender que não só ele não a afastara como também lhe respondera, apesar de surpreendido.
- Então, que se passa contigo?
Ele afastou a cabeça morena dela e olhou para Katie, que permanecia rígida à entrada da sala. Reparou no nervoso que lhe assomara ao rosto. Ela mordeu a língua para evitar dizer disparates e fingiu um sorriso, acenando à estranha.
- Oh, trouxeste uma visita! Ou já a contrataste para as limpezas? – a outra levantou a mão direita e tremelicou as pontas dos dedos num aceno um tanto ou quanto contido. – Não te tinha já dito que eu estava encarregue disso? Sabes bem que prefiro trazer alguém do meu staff, tenho muito mais confiança neles, sabes… sem ofender a senhora, claro está! Eu só quero o melhor para o meu Ollie!
- Não me chames isso, por favor! – rosnou ele, agarrando-a por um dos braços. – Esta é uma amiga minha, Katie Bell, fomos colegas em Hogwarts. Katie, apresento-te a Lucy Karen, a… bem, ela é…
- Penso que já entendi! – atirou ela, sentindo uma fúria inexplicável transbordar do seu peito. – Prazer em conhecê-la, Miss… Lucy.
- Karen, Lucy Karen! – Katie emendou-se após a correcção. – Prazer, Miss Bell, e espero que este fofo feio não a tenha chateado muito!
- Ah, que ideia! O Oliver é uma das pessoas mais simpáticas que já conheci… é só pena que não goste de falar muito de si, da sua vida, dos seus amigos…
- Bem, já vi que vocês…
- Ollie, querido, amanhã preciso urgentemente de ir arranjar estas unhas! – queixou-se Lucy Karen, estendendo uma mão bem debaixo do nariz do namorado e começando a fazer beicinho. – Consegues arranjar um tempinho para mim, não consegues? Por favor?
- Eu… hum… claro… todo o tempo do mundo!
Lucy Karen agarrou-o pelos ombros e beijou-o de novo nos lábios com fervor. Katie transferiu o peso do corpo de um pé para o outro e começou a recear não ser capaz de conter a fúria que ameaçava tomar conta de si.
- Bem, é melhor eu ir andando! – interrompeu ela, começando a sair da sala.
- Ora, Katie…
- Boa-noite, Miss Bell! – despediu-se Lucy Karen com frieza, como se estivesse contente por vê-la pelas costas.
Foi a gota de água para Katie: arrancou para a saída da mansão e, assim que se apanhou no jardim, correu para o portão. Sentia-se magoada. Porquê? Eles eram amigos, apenas amigos, devia estar feliz por saber que ele tinha uma namorada à altura – bonita, jovem, arranjada, rica, de bem com a vida – que parecia amá-lo tanto.
Porque é que ele não me disse?
Porque é que eu estou tão chateada por descobrir desta maneira?
Assim que tocou no enorme portão gradeado, conseguiu ouvir Oliver a chamar o seu nome. Parecia desesperado, mas não a comoveu. Fingindo não reparar, saiu da sua propriedade e instantaneamente se Materializou para a sua própria casa. Não queria sequer olhar para a cara dele!
Nick já havia regressado do jantar quando ela chegou ao seu destino, encontrando o irmão a dormitar no sofá da sala de estar. Sem se preocupar com ele, Katie atirou com a carteira para um canto e sentou-se no cadeirão de braços, deixando cair a cabeça no colo. Sentia ainda o coração a bater furiosamente, o nó apertado na garganta mal a deixava respirar e as terríveis perguntas que não queriam calar na sua mente assustavam-na verdadeiramente.
Porque é que se sentia assim?
- O quê? Não!! – Nick acordou sobressaltado e levantou-se de um salto do sofá. Surpreendeu-se ao se deparar com a irmã sentada do outro lado da sala, mas recuperou rapidamente: - Ah, de volta a casa, não é? Fartaste-te do teu jogadorzinho de meia tigela? Pensava que ainda aparecias em casa da Angelina!
- Não era suposto estares lá também?
- Bah, estavam todos muito divertidos a ver os recortes que ela para lá tinha sobre o “cara de pau”! – afirmou com azedume. – Qual é que foi a tua ideia de o levares à festa? Sabes que eu o detesto! Porque é que fizeste isto?
- CALA-TE, NICK! – gritou ela em resposta, descarregando toda a sua frustração. – Não quero falar contigo, não quero falar do Oliver, não quero falar nada! Só quero que me deixem em paz e sossego!
Totalmente descontrolada, Katie empurrou o irmão e fugiu para o seu quarto. Conseguiu ainda ouvir Nick a perguntar-lhe se o bicho da madeira a tinha picado, mas respondeu-lhe atirando com a porta, que se fechou com um estrondo. Deitando-se sobre a cama e puxando os cabelos loiros para trás, fez forças para não chorar. Continuava a bater na mesma tecla: Oliver só lhe ocultara a existência de uma namorada. Que mal era esse? Porque é que estava tão transtornada? Porque é que estava tão zangada? Nick podia ser um idiota, mas sabia que fora incorrecta por gritar com ele daquela maneira…
Tenta enganar-te, Katie, mas não podes negar… sentes algo pelo Oliver e não o queres admitir.
Esse sim era o seu problema!
Encostou a cabeça na almofada e fechou os olhos. Porque seria que tinha a impressão que reles nuvens cinzentas haviam invadido o seu belo céu azul de uma maravilhosa tarde de Verão?
- Resolveu os seus problemas em casa? – Miss Kai fez Katie interromper o seu trabalho naquela leve manhã de segunda-feira. – Não me parece muito animada hoje…
- Não, Miss Kai, não se preocupe, a sério. Eu… – a jovem fingiu um sorriso na tentativa de convencer a chefe a acreditar na sua mentira. – Eu penso que está tudo a caminhar para o melhor!
O seu esforço deu frutos e a outra afastou-se, parecendo satisfeita com as suas palavras.
Suspirando de alívio, Katie arrumou mais algumas enciclopédias na estante correcta e apercebeu-se que faltavam apenas alguns minutos para receber uma encomenda há muito esperada. Encaminhou-se para o balcão mas alguns passos depois foi interrompida por uma menina de tranças escuras e rosto sardento.
- Que queres tu, pequena? – questionou Katie, colocando-se de cócoras e esforçando-se para exibir um sorriso doce, apesar de não ter vontade nenhuma de o fazer.
- Eu queria ler os livros do unicórnio Bines. Onde estão?
Num instante, levou a menina até à secção infantil, indicando-lhe as mesas onde se poderia sentar a ler e entregando-lhe um dos livros que relatava as aventuras de um unicórnio muito especial. A ajuda à pequenita até que serviu para passar o tempo: quando os feiticeiros da encomenda chegaram, à hora marcada, Katie estava mesmo a ocupar o seu lugar atrás do balcão de atendimento da Biblioteca Cliona.
Após estar tudo tratado, entregou os livros recebidos à chefe e aproveitou para descansar um pouco, ocupando um dos puffs da secção reservada aos funcionários, uma saleta atrás do balcão. O dia não estava a ser particularmente difícil, mas ela sabia que não era só o trabalho que lhe pesava no espírito.
A noite anterior… Ainda não estava totalmente recuperada da descoberta. Queria afastar a imagem daquela americana a agarrar e a beijar Oliver, mas não conseguia.
- Olha só quem aqui está! – chamou uma voz feminina.
Katie levantou os olhos para a jovem que lhe acenava do outro lado do balcão. Leanne – mais uma vez, parecia que ela conseguia perceber quando é que a amiga necessitava dos seus serviços de amizade e respondia ao seu apelo. Ao se aproximar dela com um sorriso genuíno e cansado, reparou com satisfação que das suas orelhas pendiam os brincos que lhe havia oferecido.
Depois notou também no cinto que brilhava na sua cintura delgada, o mesmo que aconselhara Oliver a escolher como sua prenda de aniversário. Voltou a ficar taciturna de novo.
- Então, linda, que se passa? – questionou Leanne ao reparar na expressão da loira. – Que cara é essa? Está tudo bem?
- Oh, é só o rosto da minha felicidade! - respondeu ela sarcasticamente. - Vê tu o que me aconteceu hoje: o Walter está doente e não veio trabalhar. Isso significa mais trabalho para mim, claro, mas menos uma dor de cabeça!
- Pois, certo… Mas diz-me lá, como correu a noite de ontem, hum? Disseste que não te demoravas mas nunca mais apareceste!
- Pois não, fui directa para casa. Desculpem-me, eu sei que vos devia ter avisado, mas não me estava a sentir muito bem.
- Ficaste indisposta? Oh, Katie, eu não acredito que ficaste doente e sozinha em casa com o parvalhão do teu irmão!
Abanando a sua cabeça loira, Katie chamou a amiga para mais perto de si, de maneira a que ninguém pudesse ouvir a sua conversa, e contou-lhe tudo o que tinha acontecido na noite passada desde que ela e Oliver haviam deixado a casa de Angelina. Quando mencionou que ele a convidara para ir até à sua mansão, Leanne deu um grito.
- Por favor, mulher, controla-te! Ainda me espantas os leitores!
- Desculpa, amiga, mas é que saber isto… pelas cuecas douradas do Dumbledore, tu foste a casa dele…
- Foi horrível, Leanne! – interrompeu Katie, sentindo-se magoada de novo, sentindo que tinha de partilhar a sua dor com alguém. – Ele levou-me até casa mas estava lá alguém. Uma mulher…
- O quê, também conheceste a Lucy Karen?
O comentário aparentemente inocente da jovem levou Katie à loucura: agarrou a amiga por um braço e arrastou-a até à casa de banho da biblioteca, onde se trancou a sós com ela para depois a encostar contra os lavatórios.
- Tu estás-me a dizer – falou ela, tentando controlar-se para não perder a calma e desatar a gritar ou pior. – que sabias que ele tem uma namorada?
- Katie! – Leanne parecia incrédula. – O que é que se passa contigo, tu não lês revistas? Toda a gente sabe que o astro dos Puddlemere United Oliver Wood namora com a nova feiticeira-cantora sensação, a americana Lucy Karen!
- Caramba, Leanne, tu és minha amiga, porque é que não me contaste isto mais cedo?
- E tu alguma vez me perguntaste? – a outra parecia começar a demonstrar sinais de zanga e incompreensão. – Como poderia eu saber que tu não estavas a par das novidades? Como poderia eu saber que tu te interessavas tanto pela vida privada dele?
Katie não lhe respondeu, uma vez que sabia que estava a agir incorrectamente para com todos aqueles que não tinham culpa de nada. A última coisa que queria era zangar-se com uma amiga à custa de Oliver e de Lucy Karen.
- Desculpa, tens razão. É só que… pronto, eu passei-me da cabeça! Desculpas aceites?
- Mais do que isso! – Leanne sorriu-lhe carinhosamente. – Mas temos muito que falar, e não te escapas a esta, minha menina! Quero que me expliques esse descontrolo durante o almoço. E não te atrevas a inventar desculpas para não ires. É impressão minha ou o que há entre ti e o meu ídolo Oliver Wood vai bem mais longe que uma simples amizade e companheirismo de antigos colegas de equipa?
Continua…
Nota: reparei há uns dias que ontem (dia 17 de Outubro) comemorei o meu sexto aniversário neste site. Uau, esta tem sido uma longa mas muito agradável viagem! =D
Um obrigado especial a todos vocês que me permitiram “comemorar” esta data, e (oh, vá lá, deixem-me ser feliz) um brinde a mais seis anos, eu prometo ganhar juízo com o tempo! XD
Beijos!