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Author of 29 Stories |
Titulo: The Collector.
Autora: Helena Darkhölme.
Anime: beyblade.
Gêneros: ação/aventura/mistério/suspense/comedia.
Observações: as frases foram extraídos do livro: Guia da Máfia.
Advertências: beyblade não me pertence. Fanfic sem fins lucrativos.
Resumo: Lindas e poderosas, algumas fera bits devem ser guardadas a sete chaves. As dos Bladebreakers eram essas. E o Colecionador queria essas. Semi-AU.
Notas da autora: essa fic tava um tempo no meu antigo pen-drive e eu decidi reescrevê-la e postar por aqui. Praticamente essa é a fic com a primeira aparição do Reaper (fic de colecionador LoL) da minha parte. Então eu espero que aproveitem e se alcoolizem bastante, porque acho que vai ser preciso.
Os trechos usados no começo de cada capitulo foram extraídos do livro: The Mafia Manager : A Guide to the Corporate Machiavelli (Paperback).
Legendas:
Normal- texto, fala.
Italico- pensamento, sonho, lembrança.
Negrito- palavra a destacar, grito.
Epilogo:
"Um chefe de gangue esperto, faz ele mesmo uma parte do trabalho sujo e se assegura de que seus soldados saibam disto."
Interior da Escócia.
Numa mesa mais afastada daquela lanchonete, havia um rapaz solitário com os pés na mesa. O velho chapéu de faroeste fazia sombra sob o jornal que tinha em mãos. O primeiro artigo daquela manhã avisava sobre um acidente ocorrido de madrugada na divisa de dois estados, envolvendo dois carros e cinco mortos. O cheiro de café forte era inalado pelas narinas, o silencio da estrada e da floresta ao redor, dava uma sensação aconchegante naquela manhã de sexta-feira. Alguns caminhoneiros conversavam entre si, enquanto comiam o café-da-manhã reforçado de gordura e proteinas necessárias, ora ou outra, um deles mandava um olhar sob aquela figura temido a cowboy. Este, é claro, ignorava todos os sinais que indicavam o começo de uma briga, parecia que eles sabiam que o 'cowboy' era um criminoso silencioso e estavam prontos para apresentar o inferno personalizado por caipiras.
Tocou a argola de ouro na aba do chapéu, brincando de empurrá-la enquanto lia algumas folhas impressas por cima do jornal. Pegou uma canela do bolso e circulou um artigo qualquer, finalizando com um sorriso de 'campeão', como se tivesse arranjado um emprego, tentando parecer o mais natural possível naquele ambiente hostil. Desligou um pouco deles, mantendo agora uma atenção maior a pasta aberta.
A pasta tinha uma etiqueta: Majestics.
Uma coleção de folhas especial sobre Sr. McGregor.
Johnny McGregor. O Gladiador de Glasgow.
Pertence a equipe européia: Majestics, junto com Robert Jurgen ,Enrique Giancarlo e Oliver Polanski. Sua fera bit é Salamalyon, uma bela salamandra amarela que usa o ataque Fire Rod.
O cabeça quente da equipe. Rude, impaciente e imprudente, tal como a fabricação de um cavaleiro. Faz comentários sarcásticos, é confiante, confiança do tipo que todo blader necessita. É também um atleta, já que joga tênis e golfe. Uma das coisas que não gosta é xadrez, já que perdeu perto de sete vezes para Robert. Possui uma relação hiper ligada aos companheiros de equipe, entretanto, ele segue o lema: "Trabalhar sozinho e nunca junto.". Johnny desaprova Oliver, com Enrique, ele ganha facilmente no tênis, e não possui uma amizade muito afetiva com Robert.
Ele é o "cara que ri por ultimo" nessa equipe. Provavelmente ele se acha que é o melhor de todos.
-...Só que ele esta errado.- disse antes de tomar um gole de café. Sentiu a garganta queimar quando o liquido passou, tento que fechar os olhos para controlar a dor. Nisso, ouviu a chegada de mais um caminhão, dois homens saíram dele cansados e provavelmente esfomeados. Os passos deles soavam estranhamente, eram firmes no solo arenoso. Um caminhoneiro que passou horas na estrada não iria pisar daquele jeito, nem se tivesse acordado há pouco tempo.
A porta foi aberta daquela lanchonete. Um olhar de canto vindo da garçonete de plantão foi dirigido á eles, e ela deu um sorriso amigável, e pode-se dizer, até sedutor. É fácil reconhecer dois policias metidos em roupas sujas xadrez fingindo serem caminhoneiros.
Percebendo que seria um risco ficar ali, tomou o resto do café num só gole tentando não reparar na dor. Levantou-se, fechando o jornal e o dobrando debaixo do braço, como um bom fazendeiro faria. Ajeitou o chapéu e afastou alguns fios negros do seu cabelo, como um bom trabalhador faria antes de começar a colheita. Pegou a mochila e a sustentou em um dos ombros, por cima de um surrado casaco de couro.
Ele pagou a conta tentando não reparar nos olhares suspeitos e saiu dali antes que a dona da lanchonete dissesse "obrigada.", ou um "volte sempre". Ele não estava com humor para essas falsas simpatias.
A caça ao Johnny McGregor e sua fera bit tinha começado. Ele já podia sentir a adrenalina em seu sangue, pulsando cada vez mais forte, tentando chegar a um estado eufórico com o pensar de ter mais uma fera bit em mãos. Subiu na moto e deu a partida. O longo rugido da Harley anunciou que era hora de partir para o encontro de um dos fornecedores pendentes. E o que sobrou pra trás foram apenas a poeira da estrada.