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Author of 199 Stories |
Sumário: Cada um faz suas escolhas, afinal.
Naruto não me pertence. E nem essa ideia, talvez.
Fanfic de presente de aniversário para H. D'raven.
Betada por Nanase Kei
We are broken
1. Just talk yourself up and tear yourself down
Karin mal entrou na nova escola e todos a encararam com um olhar analítico como se fossem caça-talentos. Ela não se sentiu mal. Não, ela sabia que era novata, sabia que isso era normal e sabia que ela teria que enfrentar. Os jovens são assim mesmo, pensou, sempre achando defeitos nos outros para não encarar os seus próprios.
Ela estava muito filosófica para o seu gosto. Claro, entrar em uma nova escola te faz pensar desse jeito, num jeito de se proteger daqueles predadores. Mesmo assim, não havia motivo para Karin fazer isso, porque ela sempre seria segura de si.
Certo, sua auto-estima estava um pouco abalada pelo que ocorrera quase um ano antes, mas quem se importa? Ela não, ao que parecia. Eles nunca saberiam. Não dava para saber se eles não estiveram ali.
Aproximou-se lentamente da secretaria e sorriu, meio tímida – porque ela agia desse jeito com pessoas mais velhas; era como se fosse um respeito involuntário. E te fazia parecer bonzinho e nada problemático, também. Perguntou seus horários.
- Qual o seu nome? – a mulher perguntou, um sorriso calmo no rosto.
- Karin. – sem sobrenome. Sim, até que tinha estilo.
- Ah! A aluna nova! – e procurou no monte de papéis – Eu havia separado para você... Está aqui em algum lugar... – muito embora o lugar em si não fosse exatamente organizado – Ah, achei!
Karin pegou alguns papéis e os encarou de soslaio. Eles continham as matérias, os professores, os livros do ano e, principalmente, as salas de aula. Isso não agradou muito à garota – o primeiro dia para ela sempre fora um momento de descontração, em que ela matava aula com seus amigos no telhado...
...Mas eles não estavam ali, então a idéia logo desapareceu. Não valia a pena se eles não estavam ali. Aquele era um ritual em grupo e não de uma única pessoa.
Ainda assim, com esse pensamento em mente, Karin não conseguiu entrar na sala. Ficou parada ali, na frente da porta, por alguns segundos que pareceram minutos, até seus pés desistirem e rumarem para qualquer outro lugar – o telhado, talvez?
X
Quando ela o encontrou, a primeira aula já havia sido concluída. Era engraçado porque ela realmente tentara achar a sala ao invés de matar aula com as outras garotas, no banheiro. Karin nunca se deu muito bem com garotas, aliás. Ela gostava mais de andar com garotos porque eles eram sinceros. Eles falavam nas costas daqueles que odiavam de verdade, assim como costumavam fazer quando estavam na frente deles.
Mas, na maioria das vezes, eles conversavam sobre coisas nerds, como o novo episódio de Fringe¹ ou em como o Near era passivo e aqueles que não concordavam eram loucos².
Foi assim que Karin esperava encontrar o telhado. Com eles ali, conversando sobre as coisas que conversariam com ela, como sempre. E eles estariam rindo ou fumando algum cigarro apenas por parecer legal.
No entanto, esse telhado estava vazio. Não havia ninguém e, realmente, não havia muita coisa. O outro era mais feio, mais sujo e era cinza. Puxa, escolas particulares são diferentes mesmo.
Ela sentou-se ao lado da porta, encostando as costas na parede e aproveitando a brisa batendo contra o seu rosto, por pouco tempo, é claro. Logo ela encolheu seu corpo e bateu sua bochecha na parede e começou a soluçar.
Chorou o que não fez por um ano e chorou mais que isso. Se Sasuke estivesse ali, ele diria que chorar é bom, porque era péssimo em confortar. Na verdade, nunca fazia isso e Karin sempre suspeitou que nunca faria. Se Suigetsu estivesse ali, ele a xingaria até a morte, apenas para as lágrimas de tristeza tornarem-se lágrimas de ódio e ela fosse para cima dele. Karin odiava essa atitude, mas amava também. Se Juugo estivesse ali, mesmo sendo instável, ele poria sua mão em sua cabeça e a abraçaria. Karin pararia de chorar na hora, porque ele estaria com ela.
Mas ela estava sozinha, agora.
X
- Ah, você voltou! – a mãe disse, sorrindo com cuidado, como se Karin fosse quebrar.
Karin não respondeu, apenas deixou a mochila no chão e foi para a cozinha, sentar-se à mesa, em seu lugar de sempre. Seus olhos estavam vazios, e seu rosto inchado. Isso não era bom, a mãe sabia.
- Eu não fui.
- Você fez seu ritual?
A mãe não era uma pessoa que gostava que sua filha matasse aula, mas aquele ritual parecia ser sagrado para ela e seus amigos, então devia ser algo bom – e Sasuke, Suigetsu e Juugo, por mais complicados e desajustados que fossem, nunca fizeram mal ou corromperam Karin de um jeito ruim. Não de propósito.
- Sim.
O silêncio incômodo ficou ali por um bom tempo, até que o choro de uma criança – um bebê, para ser mais exato – ecoou e Karin olhou para a escada que levava ao andar de cima. Sem vontade, levantou-se e foi em direção ao barulho. Enquanto o andar de baixo era incrivelmente organizado, o de cima estava cheio de caixas pelo estreito corredor e isso a irritou um pouco. Ela odiava desordem.
Com dificuldade, chegou ao quarto que ficava ao lado do banheiro. Abriu a porta um pouco hesitante e adentrou no quarto, sem acender a luz.
O bebê chorava ainda, com fome, ou com a fralda suja, ou solitário, ou com medo, ou com saudades. Karin não sabia de nada, para ela todos aqueles choros eram iguais: eram os dela.
Isso atingiu um pouco a sua auto-estima, já abalada. Que tipo de pessoa era, se não conseguia entender os sentimentos dos outros, só os dela? Teve vontade de chorar, mas as lágrimas não caíam. Ela gastara todas consigo, de novo.
Sem mais o que fazer, apenas deu um sorriso singelo e segurou a criança no colo, para abraçá-la, enquanto dizia:
- Está tudo bem... A mamãe está aqui. A mamãe está aqui...
¹ - Fringe é uma série americana muito foda que eu adoro. É parecida com Arquivo X, mas eu sinceramente prefiro essa *abraça a série –q*
² - Minhas melhores conversas com meus melhores amigos começaram desse jeito. E, sim, eles disseram “Eu sempre soube que o Near tinha esse jeito passivo” quando eu mostrei imagens MN para eles. E eu achei digno, porque é verdade.
N/A.: E aqui está o fim do primeiro capítulo. Pois é, a Karin tem um bebê e uma mãe! 8O Acho que essa é o típico enredo que ninguém nunca pensou em usar para uma fanfic, mesmo sendo um assunto constante. E, pô, fanfic é uma maneira de escrita e é escrevendo que se fazem as críticas. Mas, nããão, eu só acho coisas bobas como “Sakura era uma puta gostosa e a Karin era uma tábua” Opa! Achei um erro.
Certo, falemos da fanfic.
Estou devendo essa fanfic para a Peeh faz ANOS. Sério. E não só para ela, claro. Mas é que eu sinceramente tinha o enredo dessa fanfic na minha mente e não consegui escrever. Mas eu fiquei inspirada e aqui está. Finalmente um capítulo decente para essa fanfic. E nada melhor que entregar no aniversário dela 8D
Bom, logo vocês entenderão o resto. Essa fanfic vai ser auto-explicativa e eu preferi usar mais a Karin que a Sakura porque a adoro – e fanfics com o time Hebi estão em falta. Caralho, acordem, o Sasuke foi para outro time (piada infame, but who cares?)! Escrevam com ele também D8
Ok, vou parar por aqui.
Presente para a Peeh porque nasceu para ela.
Betada pela Nanase Kei porque não podia ser mais ninguém. E ela sabe o motivo.
Reviews ou seu coração na minha escrivaninha e seu corpo para o It porque eu acho que se alguém tem tempo de ler e favoritar, tem tempo para escrever uma review. E estou aderindo ao “Vou arrombar a porra do seu e-mail com uma PM” se favoritar sem deixar um recado para mim.
P.S.: eu vejo muito a Karin andando só com garotos e sendo meio nerd com eles. E o Sasuke também 8D Sei lá... Eles são tão dignos para conversar sobre o Spock o_o’