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The Lost World a mudança
Author:
NinaMakea PM
Poderia o mundo acabar? Seria o fim? Sim, mas do fim poderá surgir um novo começo
Rated: Fiction T - Portuguese - Adventure/Mystery - Chapters: 2 - Words: 2,875 - Reviews: 12 - Follows: 1 - Updated: 04-06-12 - Published: 08-03-10 - id: 6203347
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Antes de começar, quero pedir muitas desculpa pela demora

Reviews

Margueritte: Olá princesa, é verdade que foste a primeira a comentar a minha história. Quando resolvi encurtar ao episódio não pensei que ficasse tão pequeno, devo de admitir. Outra coisa que não me saiu com esperava foi a demora do segunda capitulo, não contava que a net metesse férias lol…problema que já está resolvido…foi só comprar uma pen nova hehehe

Morringhan Higurashi: Menina, gostei da tua sinceridade e frontalidade. Eu sei que o capítulo ficou pequeno mas, embora isso possa desagradar-vos, foi propositado. Na verdade, o original era composto por este e o segundo capítulo juntos mas, depois de escritos, pareceu-me melhor lança-los assim

Towanda: Adorei as tuas críticas. Conforme já tinha dito, o capítulo ficou desse tamanho propositadamente mas espero que este compense. Lamento informar que adoro o casal R&M, pelo que vão entrar muito, mas vou tentar não me centrar demasiado neles

David Soria: David, gracias por todo. Sabes que si he decidido a escribir ha sido porque tu me has incitado a eso, porque has creído en mi cuando yo he dudado. Me han gostado todos tus elogios, aunque me gustaría que hubieras criticado algo porque ni todo está perfecto y tu lo sabes.

Te hecho de menos

Madge Krux: Muito obrigada, linda, por essas palavras de ânimo. Posso-te descansar quanto à demora, não creio que volte a acontecer…nem que tenha de bater em alguém. Isso não quer dizer que vá perder o hábito de criar suspense, uma menina tem de defender a sua imagem de marca hehehe

Mamma Corleone: Bonequinha, o teu atraso foi compensado pelo meu…sem problema : )
Obrigada pelos elogios, fico mesmo feliz por gostares da forma com escrevo. Quanto à Veronica, ela é forte…sobrevive até mesmo á sopa do Challenger.


~Ainda não posso parar. Tenho de aguentar! – repetia mentalmente, tentando contrariar as queixas do corpo.

Carregava em seus braços, a pessoa que parecia dormir pacificamente, como se de um bem precioso se tratasse.

-É bom que aguentes ou seguir-te-ei até ao Inferno, se necessário for. Até porque, se algo te acontecer, alguém me irá assassinar.– não sabia se o falava para ela, afinal nem sabia se ouviria. Ainda assim, a brincadeira ajudava-o a manter a Esperança.

O cérebro funcionava mais rapidamente que o seu corpo, no entanto, já estava a sentir os efeitos do cansaço. Os pensamentos divagavam, embora tentasse manter o ritmo, coerência e foco dos mesmos.

Às dores, provenientes do contínuo esforço, juntavam-se algumas entorses e vários arranhões. Apesar das mazelas apresentadas ao longo do seu corpo, estava a conseguir poupar a sua preciosa carga. A criatura que segurava, nos braços, encontrava-se praticamente ilesa.

-Devem faltar 20 minutos, para chegar. Se estou correto, nos meus cálculos. – sabia que o facto de estipular metas tinha o mesmo efeito de falar em voz alta, ou seja, ajudava-o a manter-se motivado.


-Poderá este dia melhorar?

~Sou capturada por druidas que desaparecem, perseguida por Raptors e salva por um homem sem rosto.

-Tudo bem, um dia normal no Mundo Perdido – a ironia tinha o objetivo de a animar. Ao invés disso, um suspiro escapou-lhe dos lábios.

Com um arrepio, Madge observava a floresta ao seu redor. O local era estranho, assustador e belo ao mesmo tempo. As plantas eram altas, de vários tons de verde, roxo e vermelho.

Alguns raios solares passavam entre as largas folhas, tocando as gotas que por elas caiam. Este bosque era rico em sons, no entanto, Marguerite não os conseguia identificar ou mesmo distinguir. E a aparente ausência de predadores, estava nela a surtir o efeito contrário ao esperado. Na verdade, o nervosismo que sentia tornava-se quase palpável.

Após caminhar de forma errante, pelo que pareciam horas, sentia-se exausta. Cada passo era doloroso, tornando o corpo ainda um pouco mais rígido. Mas o pior era a sua mente, pois não parecia querer funcionar corretamente. Não sabia o que estava a acontecer mas os pensamentos, que lhe ocorriam, não pareciam de sua autoria.

O medo que sentia aumentava, na mesma proporção em que o Dia avançava. Por mais que andasse, por mais que pensasse, não sabia como voltar ao seu Mundo. Como não tinha ideia de onde estava, era impossível regressar a Casa. Apesar de todo o tempo que tinha vivido sozinha, imaginar um futuro sem os seus Amigos estava dilacerá-la. Custava-lhe admitir mas os anos que passara com os seus companheiros, tinha-os convertido numa verdadeira família.

Sentia uma necessidade atroz, que a estava a devorar, de sair daquele local. Há muito tinha que aprendido a não ter medo do desconhecido, a enfrentá-lo de cabeça erguida. Não conseguia entender como, em pouco mais de três anos, poderia se ter tornado tão dependente daquelas pessoas.

O entardecer estava a transformar-se em noite, pelo que uma decisão tornara-se urgente. Onde iria dormir? Uma escolha que pode parecer supérflua mas que, na verdade, é de primeira necessidade.

Aconchegando-se nas raízes de uma monumental árvore, sentia-se uma criança assustada. Pensar em dormir, naquele local, causava-lhe arrepios.

Sabia que deveriam ter passado várias horas, no entanto, ainda não sentia frio. O ambiente não era quente e húmido, como acontecia no Planalto, mas ameno e agradável.

Não sentia coragem de expressar, nem nos seus mais íntimos pensamentos, o que o seu cérebro parecia querer gritar aos ventos. No entanto, por mais que o tentasse ignorar, sabia que poderia estar a deleitar-se com este belo Bosque. Para tal, bastaria que algum dos seus companheiros estivesse a acompanhá-la.

A noite prometia ser longa, e já mal conseguia conter as ansias de chorar. Na verdade, a luta que havia empreendido contra a tristeza parecia perdida. Como pérolas, as lagrimas começaram a correr pelo seu belo rosto.

De cada vez que o sono parecia apoderar-se do seu corpo, ruídos surgiam para a assustar. Após ter passado horas a tentar acalmar o seu ritmo cardíaco, o cansaço tinha vencido.

Sentia os raios solares tocarem a pele, o que estava a despertá-la. O sentimento de calma, transmitido pelo suave calor, fazia-a desejar não se levantar nunca. Mas, como nada é perfeito, os sons que a rodeavam tornavam-se incomodativos.

Tentara ignorar, como todas as suas forças, os ruídos que preenchiam o ar mas era inútil. Desistindo da luta já perdida, abriu seus grandes olhos.

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