
A vida de Haruno foi abalada por uma tragédia que definiria seu futuro para sempre colocando Uchiha Sasuke em seu caminho. Mas, uma surpresa mexe com as estruturas de ambos: Sakura agora pertencia a ele... .:. ღ SasuSaku/ Para Wenky ღ .:.
Rated: Fiction M - Portuguese - Romance - Sasuke U. & Sakura H. - Chapters: 6 - Words: 17,035 - Reviews: 345 - Favs: 131 - Follows: 115 - Updated: 04-04-12 - Published: 12-23-10 - id: 6581556
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A+ A- |
Uma Fanfic Naruto
Classificação etária: M - Por Violência/lemons/linguajar adulto
Não contém spoilers/ UA
Gêneros: Romance/drama/Angst/Tragédia
Shipper: SasuSaku & outros
Disclaimer: O Naruto não é meu. Sorry.
Dedicatória: Para wenky-flor =D
Autora: K Hime
N/A:
- Essa fanfic contém cenas maduras.
- Os lemons somente ocorrerão entre os personagens principais quando Sakura tiver maior idade.
- Cenas de Angst ocorrerão constantemente.
- As postagens não estão definidas ainda. Isso depende bastante da musa...
- Relembrando que Saku-chan tem 15 anos e Sasuke 21.
- A partir desse capítulo, MLCB será postada somente no site ffnet.
- Aproveitem =)
ஐ My little Cherry Blossom ஐ
Losing Her
Perdendo-a
I'll numb the pain until I'm made of stone
Entorpecerei a dor até que eu seja feito de pedra
(Made of Stone - Evanescence)
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Sasuke-san...
Sasuke-san...
. . .
Não conseguira dormir pelo resto da noite.
Na verdade aquilo não era nenhuma novidade para ele, já estava acostumado com a insônia, um produto de incontáveis noites repletas por pesadelos sobre aquele fatídico dia.
No entanto, a culpa por seu incômodo atual não era dos sonhos, muito menos o stress do trabalho. Mas sim de uma voz irritante que não conseguia tirar de sua cabeça e que vinha lhe perturbar a mente, lhe tirando pouco a pouco a sanidade: Sasuke-san...
Uma voz que lhe perturbava os sentidos, lhe guiava para um precipício sem fim e lhe lembrava que ele não passava de um mero homem. Homem desesperado e sedento por libertação. É claro, não que alguém tivesse notado o fato.
Mas ele sabia e isso já era o suficiente para irritar-lhe.
E olhando para o volume que recheava sua roupa íntima, Sasuke balançou a cabeça exasperado, imaginado o que fizera de errado para Kami castigá-lo dessa maneira tão cruel.
Tão perto e tão inalcançável...
Antes que aquela voz voltasse novamente a seus pensamentos turbulentos, o Uchiha faria a única coisa que certamente o salvaria dessa tentação pecaminosa.
Tomaria um banho frio e iria direto para a empresa.
Trabalho trabalho trabalho.
Somente o trabalho o salvaria nesse momento.
E o faria esquecer as sensações que o contato de sua pele contra a dela lhe causara na noite passada.
Soltou um novo e longo suspiro e caminhou decidido ao box.
Banho frio. Oh, sim.
.
.
.
O dia mal amanheceu e Sakura continuava na mesma posição em que se pusera na noite anterior. Não conseguira dormir, seu corpo a incomodava, os músculos doloridos por causa da posição inadequada durante tantas horas.
"Menina, ninguém nunca te ensinou que não deve entrar no quarto dos outros?"
Sua voz de barítono martelava em sua mente de forma explosiva.
Ela nunca o ouvira falar tanto. Nunca o vira expressar qualquer coisa que fosse.
Aquela situação foi tão marcante que Sakura esquecera completamente de sua vingancinha fútil contra Ino. Ou dos cálculos que precisava revisar com Naruto. Ou qualquer outra coisa que não fosse a voz máscula ecoando em sua mente. Menina! E o toque suave de seus dedos acarinhando sua face e lhe chamando de anjo. Sakura...
Só de relembrar da noite passada e tudo o que ocorrera com Sasuke e da força de suas mãos enlaçando-lhe os braços naquele momento de consciência e daquele brilho totalmente não familiar em seu olhar, só de pensar nisso, Sakura sentia os pelos dos braços arrepiar e comichões estranhos percorrerem por partes ainda inexploradas de sua pele.
Não tivera tempo para pensar em nada mais a não ser em como a figura dele lhe pareceu... predadora.
Aquilo lhe dava tanto medo, nunca ninguém a tratara assim.
Sakura só havia visto aquele brilho peculiar no olhar do maníaco que torturara sua mãe naquele dia de neve.
Estaria ela louca ou Uchiha Sasuke perdera completamente a compostura quando lhe imprensara contra parede e lhe dissera aquelas palavras dúbias?
Sakura estava preocupada. Nunca o vira tão... descontrolado. E aquilo lhe causava certa apreensão. Não sabia o que esperaria por ela quando voltasse para casa depois da escola.
E nesse instante, achou o silêncio algo aprazível.
E sentiu falta do tempo em que ele a ignorava completamente.
. . .
Dispensara o café da manhã.
Só de imaginar sentar-se à mesa com ela, seu estômago embrulhava.
Por isso, preferiu partir diretamente para o trabalho, havia muitos compromissos agendados e uma papelada sem fim em sua mesa que merecia atenção imediata. Uma distração oportuna, inevitável pensar.
Caminhava a passos firmes para sua sala, acenando levemente com a cabeça para eventuais 'bom dia' que recebia pelo caminho. Mas em momento algum parava ou desvencilhava sua atenção, pois realmente, Uchiha Sasuke não era dado à Small Talk. Se havia algo que mais lhe irritava no trabalho era ver pessoas indolentes conversando nos corredores como se não tivessem algo melhor para fazer. Ou trabalhar, por exemplo. Ele não pagava seus funcionários para jogar conversa fora, e sim por sua técnica e eficiência. O que era algo que não podia atribuir a grande maioria dos perdedores que o cercava e talvez muitos outros que julgara, um dia, bons profissionais. Como por exemplo, o homem que vinha em sua direção nesse momento e que provavelmente lhe tiraria minutos preciosos de seu tempo.
- Uchiha-san, ohayo.
- Sarutobi. – disse simplesmente.
Ok, não que Asuma não trabalhasse, não era bem essa a questão.
Sabia que estava exagerando em seu julgamento, afinal o homem era um de seus melhores advogados. Mas o que irritava Sasuke era o fato de saber de suas escapulidas estratégicas com Kurenai no almoxarifado. Isso o irritava. Não por Asuma envolver negócios com prazer, o que por si só caracterizava uma mistura perigosa, mas por fazê-lo no ambiente de trabalho, durante o expediente. Além disso, Yūhi, a nova funcionária, o distraía, e isso conseqüentemente prejudicaria a eficiência do homem mais cedo ou mais tarde.
Há cerca de um mês ponderara em demiti-la. Mas sabia que se o fizesse, ele provavelmente pediria demissão também. Homens apaixonados... Pensam com a cabeça errada o tempo inteiro. Tolos.
Bom, talvez estivesse exagerando novamente.
Afinal seu pai confiava naquele homem e bem, tirando esse detalhe do casinho, no qual sempre foram discretos (nunca foram vistos saindo de fininho de situações perigosas, talvez só uma vez na sala de café ou em outras poucas oportunidades que tinham para ficar juntos) mas não tirava o mérito de que eram pessoas boas, discretas e normalmente silenciosas.
Sasuke não a demitiria, não faria qualquer movimento quanto a tal, contanto que Asuma mantivesse seu profissionalismo e o trabalho como prerrogativa.
No entanto, o inevitável estava por vir e o Uchiha já se preparava pela conversa importuna.
- Como vai a pequena Sakura-chan?
Sasuke odiava esse tipo de conversa (odiava conversas de qualquer natureza, mas quem estava contando mesmo?).
Ele simplesmente viera mais cedo para o trabalho para se ver livre do assunto Sakura, mas quando pusera os olhos em Asuma sabia que o assunto viria à tona mais cedo ou mais tarde.
Que fosse mais tarde, então.
- Hn. Tenho muito trabalho, Sarutobi, preciso ir. – E acenou com a mão no intuito de dispensar qualquer comentário adicional. Não desejava ficar perto dela e muito menos falar sobre ela.
- Oh certo, então nos vemos em outra oportunidade. – Sorriu e acrescentou amigável. – Mande lembranças à pequena Sakura. Sentimos falta dela por aqui, faz tantos anos... – E então, os passos do Uhciha, que já estava a uma certa distância, diminuíram sua velocidade. – Imagino que ela deva estar uma flor, cuide bem dela, Uchiha-san, deve ficar de olho em uma moça tão bonita como Sakura. Meninas dessa idade costumam dar muito trabalho hoje em dia... – E sorriu de canto de boca. – Os namorados virão ao montes, boa sorte, papai! Fique de olho, senão vai acabar perdendo-a...
E o Uhciha continuou seu caminho sem ao menos olhar para trás, um pouco irritado com aquele comentário, um tanto cansado e com o estômago reclamando e cabeça latejando.
. . .
Nunca imaginara que um dia teria de se preocupar com algo assim, afinal Sakura não lhe traria mais problemas, não é mesmo?
E principalmente dessa natureza... Certo?
Balançou a cabeça para espantar tais questões desnecessárias, agora só precisava trabalhar.
Foco.
. . .
Andava distraída pelos corredores ainda vazios.
Saíra tão cedo que o fato de ninguém estar zanzando pelos corredores não deveria lhe parecer tão remoto. Na verdade, quase não havia dado muita atenção para isso, mantinha a cabeça baixa, olhos fitando intensamente o chão, e sua mente viajava em outro lugar, lembrando de um outro alguém que nas últimas horas passara a lhe dar mais atenção que nos últimos anos.
Sakura...
Foi somente uma ou duas vezes, mas ele realmente pronunciara seu nome enquanto dormia e pesadelos tomavam conta de sua consciência.
Ela não sabia o porquê, mas aquilo a afetara tanto quanto o comportamento que tivera a seguir.
Só podia imaginar o que tanto o afligia para tê-lo feito refém do sono daquela forma tão cruel.
Com o que será que ele sonhava?
E estava tão distraída em seus pensamentos que nem sequer percebera quem vinha em sua direção. O encontrão fora quase inevitável. Quase.
- Yo.
- Sensei! – sem graça por quase tê-lo derrubado ao chão, Sakura fitou-o com um ar apologético e um sorriso amarelo. – Gomen ne. Eu não tinha te visto.
A expressão em sua face quase fez seu sensei soltar um risinho. Mas como naturalmente não era o estilo de Hatake, suprimiu-o rapidamente. – Ohayou, Sakura. Caiu da cama hoje?
Sakura olhou-o pensativa por um momento. – Ne sensei ... só quis chegar mais cedo... tenho muito dever de casa pra fazer ainda...
Kakashi soube imediatamente que havia algo errado.
Primeiro porque Sakura nunca atrasava suas tarefas, segundo porque não costumava zanzar por aí com aquela expressão tão preocupada e terceiro... bem, ele podia jurar que havia algo estranho em seu olhar, algo nada familiar.
Não tinha um relacionamento próximo com a moça, mas conhecia seus alunos muito bem e de fato tinha um carinho especial pela moçoila, afinal fora sua aluna por algum tempo, estavam envolvidos em projetos e monitoria e outras atividades curriculares. Não lhe era tão próximo, mas também não tão distante. E o mínimo que conhecia dela o fazia ter certeza de que havia algo fora do lugar.
Suspirou exasperado, talvez pudesse ajudar.
- Está tudo bem, Sakura?
Talvez não devesse tê-lo tentado. Pois, se deparar com os orbes verdes arregalando lentamente foi algo um tanto inesperado. Ele não queria invadir sua privacidade, também não queria afastá-la ou qualquer coisa do tipo. Portanto, decidiu por não pressioná-la, mas fez com que ela soubesse que se o deixasse, ele estaria ali para ajudar.
- Se quiser conversar, - Tocou-lhe levemente os ombros e conferiu-lhe um olhar amigável. – é só me chamar.
E sorriu-lhe, um sorriso tão fofo que ela não poderia imaginar que combinaria com aquele sensei preguiçoso e pervertido (ah sim, os rumores de seus exemplares Icha Icha corriam soltos pela escola desde o ano passado, num burburinho que ainda não podia ser comprovado. Mas o ditado popular já dizia que onde há fumaça há fogo...)
E partiu em direção à sala dos professores.
Deixando uma Sakura mais contente para trás, com a promessa de um amigo em potencial e um ombro para chorar em eventuais problemas futuros.
Sim, a vida ainda podia ser boa.
Era por volta de 11 horas da manhã e a papelada acumulava em cima de sua mesa.
Uchiha Sasuke, o tão famoso Uchiha, o workaholic, solitário, mal humorado e conhecido por ser o homem mais concentrado da face da Terra fora reduzido a um reles garoto hormonal depois daquela noite.
Horas atrás ainda podia gozar do título de super-humano, mas agora... isso ficara no passado.
Agora, sua mente vagava em terreno perigoso e seus passos incertos lhe levavam para um mar de marfim envolto em macios e sedosos fios róseos.
Perigoso.
Extremamente ardiloso.
Como poderia se concentrar no trabalho se todo e qualquer detalhe, qualquer coisa ao redor lhe lembrava dos acontecimentos de ontem? Como poderia banhar-se em trabalho quando tudo ao que sua mente fora resumida era pele pálida e olhos de jade? Maldita menina.
Levantou-se lentamente e bastou uma olhadela para baixo para notar novamente as mudanças provocadas pelo simples fato de lembrar-se da sensação daquele toque e do cheiro de seus cabelos tão próximos de si na noite anterior.
Ele precisava de uma bebida.
Caminhou até uma mesa adornada em madeiramento fino e vidros espelhados.
Tomou a garrafa de seu wisky favorito em mãos e um copo, despejando um pouco do liquido em seguida. Sem gelo, isso somente alteraria o sabor do aperitivo. E hoje, ele precisava entorpecer a mente, mesmo que fosse com dois dedos de wihsky.
Se isso o mantivesse seguro e longe de seus pensamentos intrusivos, por que não? Era um preço fácil a se pagar.
. . .
Caminhou até o extremo de sua enorme sala de escritório, até a parede de superfície completamente moldada a vidros, que lhe oferecia uma visão panorâmica dos melhores endereços da grande Tókio.
Tudo o que precisava agora era saborear o líquido em sua boca e deixar a mente limpa, livre de pensamentos. Livre dela.
Seria fácil, afinal sempre conseguira fazer o que lhe vinha à mente, sempre.
Mas toda vez que lembrava do propósito de deixar a mente vazia, aquelas imagens invadiam-lhe novamente trazendo todas as sensações inoportunas consigo. Era vicioso. E doentio. Ele não conseguia parar de pensar em Sakura.
Kami-sama, o que lhe fizera transformando-o em um pervertido platônico?
Ele precisava livra-se disso. Imediatamente.
. . .
O final do quinto tempo anunciava o resto do dia livre para a maioria dos estudantes.
Vozes animadas enchiam os corredores, jovens para lá e para cá, professores com suas papeladas em mãos, alunos eufóricos partindo para seus diferentes destinos. Todos pareciam ter um rumo a tomar.
Todos, menos ela.
Sakura caminhava a passos pesarosos pelos corredores imaginando o que diabos iria fazer agora.
Já era quase hora do almoço e provavelmente o velho Tanaka a estaria esperando com uma bela refeição e um sorriso bondoso no rosto.
Tudo o que a moça queria era poder ir tranqüilamente para casa, tomar um banho, relaxar um pouco e desfrutar de uma boa comida. No entanto, a perspectiva que no final do dia encontraria um certo Uchiha em casa era o suficiente para provocar-lhe arrepios. O que ela faria? O que diria? Como agiria perto dele depois do que acontecera ontem? Depois dele tê-la...
- Sakura-chan!
O voz alegre (e alta) a tirara de seus pensamentos de forma abrupta.
- Naruto. – Olhou-o surpresa. – Você me assustou!
- Ne Sakura-chan, a culpa é sua, quem manda ficar andando por aí com essa cara esquisita como se estivesse em qualquer outro lugar menos aqui? – O loiro franziu o cenho. – Sakura-chan, você está bem?
Bom, se até mesmo Naruto (por céus, Naruto!) pode notar que havia algo diferente nela é porque suas preocupações estavam evidentes aos olhos nus. Então, imediatamente a moça colocou um sorriso no rosto e acalmou seu melhor amigo. – Claro que sim, baka. – E mostrou a língua para ele.
O moço continuou franzindo o cenho, como se não houvesse acreditado em uma palavra sequer da Haruno. No entanto, após alguns segundos resolveu dar o assunto por encerrado. A testa desfranziu e um sorriso fez caminho em seus lábios. – Sakura-chan, eu vim te chamar pra almoçar! – E como se fosse lembrado pela barriga, um ronco escapou mais alto do que deveria. – O que acha de ramen?
Sua amiga revirou os olhos como se quisesse silenciosamente dizer: Baka, ramen de novo! E nem mesmo foi preciso dizer qualquer palavra para que o loiro entendesse o recado e dissesse algo em sua defesa. – Sakura-chan, daijoubu, o Ichiraku está fechado pra obras mesmo... Então você pode escolher outro lugar... – A moça olhou-lhe desconfiada. – Eu pago! – O loiro disse rapidamente, como se tivesse entendido aquele olhar especulativo da amiga.
Depois de vários segundos analisando a expressão de expectativa na face de Naruto, Sakura resolveu ceder e compactuar com o pedido do moço. Afinal, ela nunca era acapaz de negar nada quando o loirinho lhe fazia essa carinha de cãozinho abandonado com esses olhos tão azuis transbordando pura alegria. – Ok. – Concordou com um aceno de cabeça e um suspiro longo. – Vamos almoçar na minha casa então.
. . .
De início Naruto pareceu um tanto ... preocupado.
Mesmo sendo o melhor amigo de Sakura, ele nunca sequer esteve em sua casa.
Em todas as oportunidades que tiveram de ir nas casas de seus amigos, Sakura sempre rejeitara quando alguém sugeria sua casa. Sempre usava o mesmo tipo de desulpa: Sasuke-san não gosta de visitas, gomen, ne, minna.
Ino fora a única a burlar essa regra, mas aquela loira era outra história. Seus métodos para conseguir o que queria eram inteligentes e variados, ela era com uma viúva negra que tecia uma teia e trazia sua presa para a armadilha de forma tal, que uma vez preso, sair não era uma opção palpável.
Naruto, no entanto, não gozava de tais métodos ou de uma inteligência notável, portanto ele nunca chegara a conhecer a casa de Sakura, nem seu pai adotivo.
. . .
- Sakura-chan! – Exclamou o loirinho. – Você tem muita sorte!
Sakura franziu o cenho à espera de elaboração.
Naruto esfregou a mão na barriga (cheia) e soltou um suspiro de pura satisfação. – Ter um mordomo à sua disposição pra cozinha e limpar todos os dias, morar numa casa como essa e ainda poder passar o dia inteiro na piscina, você é a garota mais sortuda de todas!
Sakura revirou os olhos.
Mal sabia ele que todo esse luxo era apenas uma camada superficial de uma vida superficial e de relações e pessoas completamente frágeis. Mal sabia ele que ela daria qualquer coisa para ter sua vida novamente, seus pais, sua família, sua família de verdade.
Mal sabia ele como por dentro, lá no fundo, ela sofria mais do que tudo no mundo.
- Sakura-chan?
Ao ouvir seu nome proferido num tom de incerteza, Sakura piscou várias vezes, notando que uma lágrima havia escapado sem querer e rolado todo o caminho de seu rosto até cair finalmente sobre a pele de sua mão, pousada no colo.
Pensar em sua família lhe trouxe lembranças. Umas boas, outras nem tanto. E ela não fazia idéia o quanto isso ainda a afetava...
- Sakura-chan, daijoubu? – O loirinho perguntou um tanto preocupado, sentando-se na cadeira ao lado da dela. Imadiatamente a mão direita segurou o ombro da moça e olhos azuis colidiram com os verdes úmidos.
Não havia porque, mas ter alguém lhe perguntando e mostrando-se tão preocupado consigo a fez sentir-se querida. Alguém realmente notava sua presença e estava disposto a ajudá-la. O que ela faria sem seu melhor amigo baka?
Sakura sorriu ao pensamento, no entanto, lágrimas persistentes tornaram a brotar de seus olhos, agora de forma mais intensa e persistente.
Sakura deixou o olhar fitar seu colo, lágrimas correndo livremente como se lavassem algo há muito oculto, envolto numa máscara e fortaleza de sentimentos e lembranças.
A pele da moça estava fria ao toque.
Seu rosto, agora encoberto pela franja rósea, estava molhado pelas lágrimas insistentes e soluços faziam seu caminho livremete pela garganta. Tremores seguiram o que parecia ser uma explosão de emoções, uma demonstração de que algo já não estava bem há muito tempo, mas que ela o encobrira para tentar manter-se firme e forte, mas falhara em seu intuiio miseravelmente.
Naruto sentia-se um mero espectador.
Por alguns segundos, apenas observou-a num misto de choque, apatia, mas depois de um tempo, uma sensação de impotência embrulhou-lhe o estômago e ele precisou respirar fundo algumas vezes até conseguir arranjar força suficiente para sair daquele transe.
Seu choro se intensificara.
O corpo começou a tremer um pouco mais, era como se estivesse desabando sem ninguém para ancorá-la.
Ela estava caindo e a qualquer momento esborracharia no chão sem qualquer aviso ou amortecimento.
A dor da queda já a estava atordoando e quando ela pensou que fosse quebrar de vez, uma mão a segurou.
Alguém a tirou do espiral de insânia que a corroía e a levava à beira da loucura.
Uma mão tocou seu rosto, afastando suavemanete a franja bagunçada, enquanto um dedo cuidadoso limpava o caminho marcado pela primeira lágrima que deixara escapar.
– Sakura-chan... – O loirinho, num impulso impensado, num desejo incorente de querer ajudar sua amiga a superrar qualquer que fosse o motivo de tanto sofrimento, a agrarrou em seus braços num abraço tão apertado que em situação normal, teria lhe tirado completamente o fôlego, e o moço a esse momento já estaria esfregando a cabeça dolorida pelo cocuruto que provavelmente receberia.
Mas em vez disso, ela se deixou abraçar.
E chorou suas mágoas por muito, muito tempo...
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Depois do que pareceu uma eternidade, seus soluços haviam passado e o choro dissipado, o tremor de seu corpo já não existia mais.
Naruto tomou o rosto da amiga em suas mãos e sorriu para ela.
Olhos verdes ainda úmidos e com um brilho reluzente, ela estava tão bonita que o loiro senitu-se inclinado a sorrir mais intensamente.
Sakura murmurrou um arigatou de forma fraca, deixando um sorriso leve adornar seus lábios róseos e um tanto inchados.
Ela não falaria mais nenhuma palavra sequer e seu amigo a entenderia mesmo assim. Pois palavras não eram necessárias para os dois.
Naruto lhe fez um carinho na bochecha proferindo um de nada.
Sakura sorriu e se aproximou do loiro para depoisitar um beijo de agradecimento em sua bochecha. Sorriu novamente e disse que era para agradecer por tudo que ele havia feito por ela.
Quando ela se afastou um pouco, percebera a expressão assustada no olhar do loiro. Olhos arregalados e face corada. O rapaz muito provavelmente não esperava essa reação de sua amiga.
Alguns segundos mais e o loiro tentou recuperar a compostura.
- De nada Sakura-chan. O prazer foi meu. – Meio que sem jeito coçou a cabeça e virou o rosto para outro lado tentando disfarçar o rubor que começara a arder em seu rosto ainda tão pueril. – Eu sempre estarei por perto. Se quiser conversar... Você pode contar comigo. – E nesse momento, o loiro virou-se e a encarou intensamente nos olhos, tão intensamente que a fez corar na mesma tonalidade dos fios de seus cabelos. - Sempre...
. . .
E Sakura sentiu-se agradecida por finalmente perceber que a vida também podia dar-lhe pequenas alegrias como o momento que acabara de vivenciar.
Ela pode ter sido privada de seus pais e das alegrias de ter uma família, mas ainda assim tinhas amigos como Ino, Kakashi-sensei e Naruto sempre por perto.
. . .
Do lado de fora da sala, à espreita como um caçador implacável, o Uchiha observava a cena com certo gosto amargo na boca.
Sasuke não sabia porque se importava tanto com isso. Com ela.
Não, ele não se importava, aquilo era apenas... uma sensação acre que não lembrava ter sentindo nenhuma vez em sua vida.
Ele não se importava, evidente que não.
Mas quando os braços do loiro a enlaçaram com mais firmeza, foi inevitável que seus ônix estreitassem perigosamente.
E quando o rapaz tomou o rosto da moça em suas mãos, seus pés deram um passo instintivo à frente e seu punho cerrou tão forte que não se surpreenderia se tivesse cravado as unhas e perfurando fundo a pele.
No entanto, seu corpo parou e o tempo pareceu congelar no momento em que ela o beijou.
Significativo ou não, aquele beijo não deveria ter ocorrido.
Aquilo não deveria acontecer, como aquela garota maldita teve coragem de trazer um cara para sua casa e ainda beijá-lo dessa forma? Como foi capaz de deixá-lo tocá-la com tanta... intimidade? Como?
Sasuke não queria assistir aquela cena nauseante.
Então, a passos incertos, moveu seu corpo pesado até o corredor, escorando as costas contra a parede gelada, levando a mão direita para esfregar as têmporas.
Permaneceu completamente em silêncio e as únicas palavras que pairavam em sua mente eram os avisos de Asuma. – Vai acabar perdendo-a...
. . .
Mas Uchiha Sasuke nunca permitiria isso.
Não haveria na Terra homem ou Deus que se pusesse contra sua vontade, ele nunca mais permitiria que algo lhe fosse tirado.
Mesmo que isso não significasse nada para ele.
Pois ela não era nada.
Nada.
E mesmo sendo nada, ainda assim ela era dele.
E o fato de não ter conseguido parar de pensar em seus olhos verdes ou no cheiro de seus cabelos ou até mesmo de ter sonhado com ela, ou mesmo não ter conseguido trabalhar ou concentra-se em qualquer coisa que fosse, isso também não significava nada.
Aquilo era somente sua mente lhe pregando peças estúpidas e muito em breve, pararia com essa estupidez e encerraria o assunto Sakura de uma vez por todas.
Porque isso não era nada.
Apenas uma ilusão estúpida, provocada por hormônios estúpidos, influenciando sua mente temporariamente perturbada.
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E ele repetiria essas frases tantas vezes fossem necessárias até que conseguisse acreditar em suas palavras vazias.
. . .
. . . Continua . . .
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Próximo Capítulo: Madame Red.
Tudo o que ele queria era se vingar daquela garota estúpida que tinha a audácia de invadir-lhe a mente, a petulância de trazer outro homem para dentro de casa e a inocência de acreditar que as coisas ficariam assim...
Ela deveria saber que com Uchiha Sasuke sempre haveria uma retaliação.
Sempre.
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- Uhm Sasuke-kun, você é tão forte.
Dedos finos e longos percorriam toda a superfície do abdome definido do moço, num vai e vem ritmado, em carícias inflamadas.
A jovem percorria o olhar sobre a figura tonificada do rapaz e tentava, sem sucesso, pôr um sorriso ou ver um olhar nublado ou ao menos afetar de alguma forma aquela face sem expressão.
Até que...
Olhos de ônix de repente arregalaram apenas uma fração ao perceber que não estavam mais sozinhos...
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Olhos verdes observavam pela fresta da porta, num misto de surpresa e ... algo que Sasuke não conseguia definir ainda.
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N/A:
Naruto com certeza tem uma paixonite aguda pela saku-chan.
No entanto, nossa heroína ainda não teve o kokuro preenchido por ninguém. Ainda.
Eu não tenho nada contra NaruSaku (até gosto). Mas compreendam, o rumo do shipper não será esse.
Em MLCB não haverá Narusaku como um casal, ok.
E sim, eu não gosto de SasuKarin, portanto, se houver qualquer tipo de ..er.. 'interação' entre eles é por puro e simples retardamento do sasuke *apanha*
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Outras Notas da Autora
(que fala pelos cotovelos *apanha*)
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1 reviews podem vir a trazer postagens eventuais.
2 não estou empolgada com a minha própria escrita (at all), portanto não faço idéia de quando postarei próximos cpts de MLCB...
3 ARIGATOU.
Sou grata a quem me acompanha. Grata de uma forma que não consigo mensurar nem pôr em palavras. Grata de um jeito que nem mesmo eu entendo bem...
Obrigada, minhas flores =)
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