
Meu nome é Emiliane. Você pode pensar que eu estou inventando uma babaquice qualquer, mas isso é verdade. Um dia criaram aquela tal de organização chamada de Escuros e Sombrios. São uns bandos de uns… idiotas. Após a criação dessa 'organização', minha vida virou uma droga. Eu fui possuída por um demônio, convoquei o Cavaleiro Sem Cabeça, e eles salvaram todos. Menos a mim.
Rated: Fiction T - Portuguese - Fantasy/Sci-Fi - Chapters: 3 - Words: 1,153 - Updated: 06-16-12 - Published: 06-15-12 - id: 8221782
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Prefácio
O Índio, nomeado assim pelos grupos de ciganos que viveram por volta do século XVI, refazia a sua trilha. Amaldiçoado por Perséfone, que isso fez pois ele enganou-a em vida, era obrigado a trilhar o mesmo caminho todos os dias. O caminho para o Inferno.
Tanto Perséfone quanto qualquer outra divindade ou heróis grego já sumiram há milhares de anos, pois pessoa nenhuma ainda acreditava que eles existiam. Mas a Maldição do Índio não se fora, pois o próprio Índio ainda acreditava nela. E as únicas coisas mais fortes que a fé é a esperança e o medo.
Já era fim de dia – para O Índio e sua fé pelo menos – e ele não precisava mais trilhar nada. Agora era só virar Éter para voltar no dia seguinte. E ele se sentia triste sabendo que quando ele não existia, nada existia, pois não havia ninguém vivo para acreditar em alguma coisa. Ele dava sua última volta antes de desaparecer ao redor da Árvore Negra, que marcava o portal para o Hades.
Mas agora a Árvore Negra não existia mais. A trilha do Índio não existia mais. O portal para o Inferno não existia mais. Pelo menos não no mundo onde o Índio trilhara.
Porque o Inferno ainda existia, e almas de pessoas mortas de todos os tipos diferentes de mundos existiam lá. Mas elas não tinham o poder da fé. Pois o Inferno tirava isso deles. Todas as suas crenças se iam. Tudo morria. Menos a dor, sussurrando no escuro, alimentando o coração das pessoas com o desejo de liberdade, mas ninguém nunca acreditou que seria possível sair do Inferno. Mas a história está prestes a mudar.
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