
K' finalmente consegue encontrar sua verdadeira paz mas, esta foi-lhe tirada de forma agressiva da qual o tornou ainda mais sanguinário. (Sou péssima com sumários). - YAOI se não curte, favor, não ler. Depois não vem falar que não avisei!
Rated: Fiction T - Portuguese - Drama/Romance - K' & Iori Y. - Chapters: 2 - Words: 2,771 - Updated: 12-10-12 - Published: 10-28-12 - id: 8651042
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A tarde estava intensa. K' parecia apreciar a chuva que caia indisciplinamente. Estava debaixo de uma ponte com seu amigo Máxima, não tinham para onde ir, esperavam que o tornado se dissipasse mas, parecia ficar cada vez mais forte.
_Temos que ir para um local mais seguro, logo nós vamos pelos ares junto com esta ponte! –Maxima gritava para que o amigo, mas K' por sua vez nada disse, estava estático, às vezes olhava ao seu redor procurando por alguma coisa, parecia preocupado apesar de manter certa calma.
Por fim, Máxima o pegou pelo braço, puxando o amigo para uma pequena casa nas proximidades. Estava aos pedaços, porém, havia um porã. Arrembentou a porta jogando o amigo no chão caindo logo em seguida com as mãos sobre a cabeça! Para eles a terra parecia tremer, escutavam muitos barulhos do lado de fora, parecia que o mundo estava desabando!
A tempestade acabou deixando para trás uma cidade em ruínas…
Maxima levantou-se procurando pelo amigo que não estava mais lá.
_Onde diabos ele foi parar?
Saiu xingando todos os palavrões quem vinham em mente mas, ao ver o estado da cidade ficou calado, não conseguia acreditar que ainda estava vivo.
_Foi por pouco! – Disse K', sentando em cima de um carro que estava de cabeça para baixo, olhando para o celular com um ar de surpresa.
_Seu anormal! Onde estava? Queria morrer é? – Vinha com tudo para dar um soco no amigo que segurou seu punho sem muita dificuldade, permanecendo no mesmo lugar. Ora olhava para o celular, ora olhava para Maxima.
_Eu estava lá dentro com você seu idiota! Afinal você me jogou no chão igual um saco de lixo, não se lembra? - Disse um pouco irritado.
_Eu salvei sua vida seu velhote – Máxima riu da ultima palavra. K' ficava extremamente irritado quando o chamavam de velho, apelido que Kula havia lhe dado após fazer indevidas amizades no torneio the king of fighters do qual ambos recusaram participar naquele ano.
_Por que olha tanto para este celular? Deveria estar preocupado em sair desse fim de mundo. – Disse mais sério.
_Cale a boca! – Resmungou enquanto olhava as mensagens recebidas.
Não acreditava no que estava lendo, como alguém que jura te odiar consegue escrever palavras tão doces? Ainda mais perguntando: "Está tudo bem?". Afinal, aquilo poderia ser tão sério quanto uma piada de mau gosto. Pensou em ligar para o indivíduo, mas achou melhor não, fora que o sinal estava muito fraco. Desligou o celular aborrecido, tinha vontade de jogá-lo longe porém tentou manter calma. Maxima tinha razão, tinham que arrumar um jeito de sair daquele fim de mundo.
Estavam no Texas, investigavam alguns acontecimentos bizarros em Oklahoma. Tudo indicava ser obra dos NESTS. Através de fontes havia uma suposta base subterrânea localizado em uma cidade pacata chamada El Capitan. Compraram um mapa e roubaram um jipe, afinal, fariam uma longa viagem e não tinham mais nenhum tostão no bolso. E para piorar deparam-se com uma violenta tempestade no meio do caminho. O jipe acabou tombando pela monstruosa força do vento, mesmo assim conseguiram sair a tempo, logo, se esconderam debaixo de uma ponte que havia nas redondezas.
Máxima aproximou-se dele preocupado! Estava muito quieto, não que fosse um falador, mas fazia meses que encontrava o amigo chorando pelos cantos. Nunca parou para acudi-lo porque sabia muito bem o quanto ele odiava chorar na frente dos outros. Seu orgulho não permitia.
_Ei cara, vai ficar sentado? Vem, estas pessoas precisam de ajuda! – Preferiu não tocar no assunto que realmente o estava perturbando, achou melhor deixar para quando estivesse mais calmo.
Assim passaram o resto da tarde auxiliando as pessoas que foram prejudicadas pelo tornado. No final do dia conseguiram uma carona para a cidade mais próxima. Resolveram ficar no mesmo hotel onde abrigavam as vítimas da destruição do "Alexias", nome adotado pelos meteorologistas da região.
Finalmente, a noite cai, ambos ficaram no mesmo quarto em camas separadas. Maxima tirou as roupas ficando apenas de cueca. Pulava na cama animado, quase a destruindo. K' estava sentado, imaginando o quanto seria divertido ver o amigo destruir-la e ter de dormir no chão. Fitou a lamparina ao lado de sua cama, era a única iluminação que havia no quarto! Não havia banheiro e muito menos um armário. Era uma espelunca mas, não se importava queria apenas descansar!
Percebendo a seriedade do outro Maxima tentou puxar assunto.
_Você ainda não conseguiu esquecê-lo, não é mesmo? Quer falar a respeito?! Se ainda quiser participar do torneio ainda tem tempo. – Falou baixo, calmo, tentando transmitir segurança para que o outro desabafasse. Porém não obteve respostas. Ao fita-lo viu que já estava deitado, com os pés descalços, sem camisa e com os um braços tampando o rosto. Era muito difícil conversar com ele mas, encontraria uma forma para fazê-lo desabafar, tinha em mente algumas ideias para tal.
K' estava cansado, queria dormir. Não conseguia deixar de pensar nas mensagens que recebeu! Odiava o torneio, toda aquela babaquice a respeito do Kyo e cia. Sempre tinha algum idiota psicopata que aparecia para fazer qualquer loucura. Era um porre participar para investigar coisas assim. Resolveu ficar por um bom tempo fora. Achava chato ficar naqueles estádios cheios de malucos gritando, torcendo por um bando de otários que lutavam ridiculamente mal.
Revirava na cama nervoso, não conseguia dormir. Olhou para o amigo que roncava alto , gostaria de ser como o ele… Tranquilo, calmo, positivo, sempre bem disposto para encarar os problemas e com um grande sorriso no rosto. A cada dia que passava sentia-se mais frio e distante. Jurava que tinha mudado, como? Haviam tantos problemas.
Sentou na cama observando sua mão. Havia retirado à luva que o ajudava a manter as chamas! Sentia-se um fraco por não conseguir controlar aquele poder. Pensava em mil maneiras de se livrar daquilo e sempre caia na mesma solução, arrancar a mão fora. Será? Talvez não, sentia aquilo percorrendo por suas veias como uma substância toxica impregnada em seu corpo! Passou as mãos sobre os cabelos chateado. Gostaria de ter uma vida normal, sem poderes, sem Nests, sem campeonatos, sem conspirações, sem paixões, sem nada...
Ficou por um tempo olhando para o chão, desanimado, por fim resolveu pegar a luva que estava debaixo da cama, colocando-a com certo rancor. Queria muito desfazer desta, infelizmente este não era o momento mais adequado. Precisava de mais tempo.
Ficou por alguns minutos olhando para um ponto qualquer do quarto, do nada levantou-se de uma vez, vestindo sua jaqueta. Estava inquieto, andava de um lado para o outro, por fim escorou na janela. Observava o horizonte, parecia que estava por vir mais uma tempestade. Procurou pelo celular que inexplicavelmente foi parar nas mãos do amigo. Fechou a cara imaginando que era proposital! Caminhou sorrateiramente até a cama e abriu suas mãos devagar, com muito custo conseguiu tirar o que era seu por direito. Tentou procurar pelos sapatos, mas não os achava de jeito nenhum. Por fim resolveu sair descalço mesmo, pelo menos faria menos barulho possível, não queria um grandalhão chato dando uma de papai com ele.
Desceu lentamente as escadas do hotel. As luzes estavam apagadas, não havia nem uma alma viva. Tentou sair pela porta e estava trancada. Pensou em derrubá-la mas, preferiu resolver de forma mais civilizada. Procurou por alguma outra saída naquela espelunca e achou uma janela destrancada. Era bastante estreita mesmo assim resolveu arriscar. Depois de muita dificuldade conseguiu sair.
Caminhava calmamente por aquela terra fresca. Seus olhos brilhavam com os milhares de flashes de luz que cruzavam o horizonte, o vento soprava gelado e gotas d'água caiam sobre sua face. Por algum momento pensou que havia visto algo de diferente no céu, não queria passar pela mesma experiência novamente. Ficou estático por alguns minutos, porém, concluiu que não era nada que poderia perturbar a paz daquelas pobres famílias.
Ligou o celular relendo as mensagens que havia recebido, se sentia um idiota fazendo aquilo. De repente sua mão ficou em chamas queimando o aparelho, se pudesse queimaria junto o infeliz que ousou a mexer com seus sentimentos… Iori Yagami !
Continua...
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