Reviews for O Morro dos Ventos Uivantes
babyc75 chapter 3 . 1/16/2014
Fui ver essa estória em 2014 e to vendo que ela foi escrita em 2011 e não foi terminada, uma pena porque eu adorei! Sendo assim perdão pelo ''atraso'' haha.

Indo direito ao ponto amei! Adorei sua narração. Já tinha ouvido falar do livro da Emily Brontë, apenas marquei pra ler mas nunca me lembrei de comprar, mas depois que li essa fanfic (só os 3 caps) fui procurar e to aqui virando a noite lendo! É realmente fantástico que você tenha adaptado ao romance de inuyasha, eu sempre achei um casal interessante e pra mim Naraku é um personagem fantástico, apesar de infeliz.

Enfim parabéns! E se você quiser terminar estarei aqui XD
Guest chapter 1 . 2/1/2013
Capítulo Um

As noites não poderiam ser mais frias do que as daquele inverno . Era certo que ,naquela propriedade, era de costume os ventos gélidos passarem pelas árvores altas e de folhagem escura fazendo-as bailarem em sincronia . Mesmo em alguns dias de verão – geralmente os últimos – uma fina camada branca de gelo já caía feito cortina sobre a relva ainda verde. Não era atoa que chamavam aquele lugar de Wuthering Heights , ou seja, Tempestuosas Colinas . Fora lá que ele crescera .

Podia lembrar-se de cada momento que lá vivera com todos os detalhes mais minuciosos , mas mesmo as mais belas lembranças doíam como farpas atravessando o seu peito, atormentavam-no durante o sono, porque cada uma delas faziam-no arcar com seu maior fardo , o que o acompanhava há anos …

"Kikyou Heathcliff e Naraku Heathcliff" estava gravado na cabeceira de madeira da cama do quarto onde ele passava as noites, e não só em certa parte, mas em toda ela. Estava riscado parecia a canivete, várias e várias vezes . Fora uma adolescente que há alguns anos , no calor de sua paixão juvenil, escrevera em todos os cantos no intuito de jamais esquecer-se.

Ele passava seus dedos nos nomes riscados, seus olhos da cor do sangue tornavam-se pesarosos e nostálgicos .

- Kikyou , como você foi cruel ! Como pôde me deixar ? Por que não vem me visitar à noite ? Por que , Kikyou ? - Jogava-se na cama e apertando os seus lençóis , perguntava às paredes indignado.

Por trás da espessa porta de madeira escura, uma menina escutava aquelas perguntas que soavam chorosas e em seu olhar castanho claro era possível enxergar a enorme confusão , ainda mais ao ouvir o nome que aquele homem pronunciava .

Imediatamente descia as escadas , pisando forte em cada degrau, e ao chegar à enorme sala cujas paredes eram revestidas de pedras cinzentas, mais adiante, enfrente a enorme lareira encontrava seu primo sentado em uma enorme poltrona revestida a couro .

- Hakudoushi ! - Ela gritava seu nome e , sem pensar, atirava-se diante ele , repousando suas mãos sobre os joelhos do jovem pálido , tão lânguido para seus dourados quinze anos – Por que o monstro de seu pai falava o nome de minha mãe no quarto ? Quem aquele louco pensa que é para falar de minha mãe com tanta intimidade ?

- Então não sabe ? - O rapaz perguntou com a voz fraca – Meu pai e sua mãe amavam-se, Sango …

- Mentira ! Como se atreve a falar tal disparate ? - Ela gritou,levantando-se imediatamente. - Onde está meu cavalo ? Quero partir agora mesmo !

- Sango , você não pode … - Antes que terminasse, teve um acesso de tosse que o impediu de continuar a falar.

Espirituosa e intensa, a menina correu em direção à cozinha, onde seu outro primo, filho do falecido irmão de sua mãe, estava sentado em um banco , com as mãos sobre a mesa , talvez perdido em divagações. Não reparou nele , estava tão desesperada para alcançar a porta que jamais notaria qualquer outra coisa. Teve a desagradável surpresa de descobrir que estava trancada naquela casa quando tentou abri-la, ainda fez força e esmurrou a porta mas de nada adiantou.

- Miroku Earnshaw ! Abra esta porta agora ! - Falou em tom de ordem.

- Não sou seu criado , Sango Linton ! - Ele respondeu, ríspido – Vá para o diabo você e esse Hakudoushi maricas que está para bater as botas ! - E foi praguejando que o rapaz , não antes de esmurrar a mesa, levantou-se e deu as costas para ela .

A garota, desesperada, correu até a sala novamente, passando por seu primo doente sem sequer notar o olhar de susto que o pobre lhe direcionara. Atirou-se sobre a porta , esmurrando-a , arranhando-a e gritando incessantemente por socorro .

- Sango, pare com isso ! - Hakudoushi, cambaleante, andou até a jovem e tocou seus ombros tentando contê-la – Se continuar, vai apenas enfurecer meu pai , e acredite, não irá gostar de vê-lo sobre efeito da ira ! Recomponha-se, não poderá sair daqui até que amanheça …

- Idiota, é culpa sua ! Vim aqui somente para vê-lo só porque está doente ! Meu pai está morrendo ! Seu pai pode ser tão cruel a ponto de não permitir que eu me despeça da única pessoa que me resta ? - Ela sacodia-se , tentando afastar as mãos do primo de si .

- Não , Sango ! Só poderá sair daqui depois que casar-se comigo ! - Ele tentou falar mais firme.

- Então … - A menina arregalou os olhos dando-se conta – Quando convenceu-me a vir visitá-lo , conversando comigo debaixo da grande árvore, já sabia que seu pai me trancaria aqui ?

- Sim, Sango … - O rapaz assumiu seu tom covarde de rotina e baixou o olhar.

- Ora seu … - Repentinamente, uma brasa forte se ascendeu naqueles olhos – Então é igual ou pior de que seu pai, faz jus ao sangue que carrega em suas veias! Bastardo !

E foi assim que ela o derrubou sobre o tapete de pele daquela sala , e sem demora já estava montada sobre o rapaz inerte, recheando-o de murros e pragas que vomitava aos berros , talvez se seu outro primo não tivesse tentado impedi-la a segurar seus punhos , ela provavelmente mataria o filho do homem que a enojava.

- Hakudoushi Heathcliff ! Eu o amava até então , agora sua presença me enoja ! - Disse com lágrimas nos olhos, depois de empurrar o outro que tentava segurá-la , permaneceu sobre o menino mas não mais o batia, apertava o tapete apenas e gemia de desgosto.

- Ele me obrigou ! Não sabe o que teria me feito se eu recusasse a sua ordem ! Você não entende? Tenha dó de mim, querida prima ! Não vê que estou doente ? Sabe o que meu pai me diz todas as noites , antes de dormir ? Que serei um afortunado se sobreviver até a próxima primavera ! - Ofegante e com o canto dos lábios ensanguentados devido às bofetadas que levara, o menino fazia um esforço para expressar-se, mas em meio as palavras tinha acessos de tosses.

- É um covarde, Hakudoushi ! Um covarde ! Lamentava seu pai ter nos separado quando crianças, na época em que viera morar em Thrush Cross Grange conosco logo após a morte de sua mãe, mas hoje me é um alívio saber que não tive de dividir minha saborosa infância com um verme rastejante como você !

Ouvindo as palavras amargas da jovem, Hakudoushi desabou em prantos como de costume fazia quando era contrariado ou quando alguém falava qualquer coisa que não lhe soasse como um mimo, em seguida dava início à sua cena de tosses e espasmos como se com aquilo quisesse implorar para que os presentes tivessem pena de si . Assistindo à aquele quadro deplorável, Miroku Earnshaw que já havia encostado-se na parede, cruzava os braços e bufava. No fundo até apreciara a surra que Sango dera no lânguido Hakudoushi, e talvez até se arrependera de tê-la impedido a dar continuidade . Apesar dos ares de superioridade que a jovem tinha, Miroku simpatizava com ela. Apenas a tratava com grosserias devido ao escárnio com que ela ria por ele não saber ler.

- Mas o que está havendo nesta casa ? Aprecio o silêncio sossegado, parem já com este escarcéu ou cada um terá o castigo que merece! - A figura sombria finalmente pôs-se presente naquela sala, seus longos cabelos negros e ondulados estavam bagunçados e debaixo de seus olhos escarlate, fundas olheiras se mostravam , parecia que o homem não descansava há anos. Vestia uma capa negra e em uma das mãos trazia uma lamparina. - Hakudoushi,recomponha-se ! Já me é vergonhoso demais ter que fitá-lo todos os dias, ao menos uma vez em sua vida mostre-se como um homem e não uma menina assustada! Onde já se viu , apanhar de uma mulher ? Devo ter sido amaldiçoado pelos céus ao ter colocado-o no mundo, criatura infeliz !

Antes que o menino pudesse manifestar talvez uma súplica para que o pai não o punisse , Sango levantou-se e em dois pulos já estava diante de seu algoz, encarando-o nos olhos em fúria. Não demonstrava receio algum, mas uma persistente força de espírito sem limites.

- Deixe-me sair ! Preciso ver meu pai , depois disso caso-me com Hakudoushi, apesar de aparentar ser um inútil ainda o amo de alguma forma !

- Não, senhorita Linton. Desta casa só sairá para ver seu querido papai depois que Hakudoushi lhe puser uma aliança no dedo. - A voz dele soava grave e natural , não demonstrando destoar em instante algum.

- Meu pai está morrendo, será que não entende ? - A garota apelou – O senhor não tem piedade, não tem coração ?

- Pouco me importa se seu odioso pai morre . Me seria gratificante se mesmo do outro lado ele continuasse em eterna agonia ! Não me venha com sentimentalismos, meu coração há muito faleceu, e com ele, qualquer piedade que ainda habitasse em mim fora junto. Vai passar a noite aqui e o caso está encerrado ! - Ao terminar as palavras duras, passou pelo lado da menina sem dar-se o trabalho de fitá-la outra vez ,encaminhou-se à porta, dois passos antes de alcançá-la , ouviu algumas batidas , abriu-a e deparou-se com uma velha conhecida. - Ora, veja se não é Kaede ! Veio ver se sua senhorita está bem ? Ela foi bem acolhida, pode ver com seus próprios olhos – Em um meio sorriso escarninho, abriu mais a porta de modo que a senhora de semblante desesperado entrou em passos largos e ao avistar a menina de quem cuidava, correu ao seu abraço . Naraku lançou apenas um olhar à Miroku antes de sair da enorme casa e trancá-la por fora outra vez.

- Kaede, minha ama ! Eu fui uma tola ! - Sango dizia entre soluços – Jamais deveria tê-la desobedecido ! Agora não poderei me despedir de meu pai que está em seu leito de morte ! Ele há de me odiar para toda a eternidade em seu sepulcro !

- Oh, não diga isso, senhorita Linton! Seu pai ainda vive, e com certeza resistirá até poder vê-la novamente ! - A senhora afagava os cabelos de sua senhorita.

- Vou acompanhá-las ao quarto . - Miroku disse, segurando as duas mulheres, uma por cada braço. - Subam as escadas .

Hakudoushi, arrastou-se até a poltrona onde costumava ficar em um ócio sem fim, sem mais dizeres apenas acomodou-se enfrente a lareira onde seu olhar se perdia . Nesse tempo, o primo Earnshaw encaminhou as duas para o quarto, coincidentemente o mesmo onde Naraku antes estava, e enquanto as duas olhavam ao red
Amanda Catarina chapter 1 . 4/14/2011
Como esperado, você está se saindo muito bem, Crys!

Amiga, como te falei no e-mail, logo que vi a notificação sobre essa fic, fiquei ansiosa pra ler! Ficou maravilhosa a correspondência das personagens! Sango como Catie, eu nunca teria imaginado! Hakudoshi, um Liton perfeito! Bankotsu de Hindley então? Kaede, de Nelly. Eu amo a Nelly! Acertou na mosca nas escolhas! *.*

Eu amo “O morro dos ventos uivantes” apaixonadamente! É minha história favorita. Até hoje quando jogo RPG com minha irmã, recito as falas da Cathy: “não posso viver sem minha alma”, ou aquele gesto dela de ficar na janela sentindo o vento. Gosto muito da tradução do título em português também, acho que exprime até melhor o clima da história do que o título original.

Seria um deleite assistir uma versão animada da sua fic! Falando dela, a narração seguiu seu estilo do qual tanto gosto, com uma dose concentrada e deliciosa de sentimentos. E a Sango dando aquela surra no Hakudoshi foi demais!

Esse trecho foi primoroso porque ficou muito Heathcliff e muito Naraku:

*Hakudoushi, recomponha-se! Já me é vergonhoso demais ter que fitá-lo todos os dias, ao menos uma vez em sua vida mostre-se como um homem e não uma menina assustada! Onde já se viu, apanhar de uma mulher? Devo ter sido amaldiçoado pelos céus ao ter colocado-o no mundo, criatura infeliz!*

Incrível! *.*

Fiquei arrepiada com o começo, imaginando o Naraku chamando pela Kikyou. Particularmente, esses dois têm uma ótima química. Protagonizando o papel da Cathy e do Heathcliff vai ser memorável! Teria sido lindo ver o Naraku e a Kikyou juntos, mas o destino parece insistir em separá-los. Que belíssimo drama. Linda a cena no túmulo também.

Crys, quanto a gramática e ortografia, tenho algumas recomendações técnicas que vou te mandar por e-mail assim que possível, ok?

É, agora só me resta esperar, ansiosamente, pelos próximos capítulos! Já estou mega curiosa para conhecer as diferenças que irá introduzir. _

Amiga, te desejo muita sorte com este projeto que tem tudo para ser lindo!

Super hiper mega abraço, fica na paz e tudo de bom!

Cat

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