Espero que gostem! Desculpa pela demora da postagem!


capítulo iv: Naquele em que penso que cometi um grande erro

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POV Lily

Depois da seleção das casas, estava exausta e fui direto para o dormitório. Como se lá conseguisse ter paz... Fiz uma besteira, contei para as meninas do meu sonho, e do que James havia falado no trem.

– Ah, Lily! Você não tem pena dele? – disse Alice

– Sinceramente, - disse Dorcas – Não sei o porquê você trata James assim!

– Verdade, Lily! – Marlene não consegue ficar de fora!

– Me deixem quieta! Não gosto dele!

– Nós só achamos que vocês dois seriam felizes juntos...

– Mas estão erradas! Boa noite! – Virei-me de lado e adormeci.

Na manhã seguinte, desci para a sala comunal sozinha, lá encontrei Sirius.

– Bom dia, Ruivinha! – ele levantou da poltrona e me abraçou por trás.

– Bom dia, Sirius! – me desfiz de seu abraço.

– Nossa, desceu sozinha hoje... Se desfaz do meu abraço... O que aconteceu, Ruivinha? – ele indagou com cara de bobão. Ninguém recusa um abraço de Sirius.

– Nada, Sirius! – já ia saindo pela Mulher Gorda quando ele me pegou pelo braço e me puxou para dentro novamente.

– Ruiva, posso não ser Remus, mas sei que tem algo errado com você! – às vezes o Sirius é tão fofo... Dei um sorrisinho, ele o devolveu a mim. Abracei-o.

– Sério mesmo, não aconteceu nada, Sirius, as meninas que ficaram me enchendo ontem à noite e não consegui dormir direito pensando no que elas me disseram. Mas não é nada pra você se preocupar. Juro!

– Então está melhor. – ele me abraçou novamente e ficou passando a mão por meus cabelos. – será que você me contaria o que te perturbou?

–Não!

– Por favor, Ruiva! Foi o Pontas, não foi?

– Claro que não! - Foi sim...

– Então tá bom, por que você sabe que se fosse eu dava uns bons socos nele. – ele deu três socos de levinho na minha barriga. Dei risada, morro de cócegas na barriga.

– Então foi ele! – disse com a intenção de que ele batesse mesmo, mas não conseguia parar de dar risada.

– Eu sei que não foi! Agora vem aqui que eu vou fazer você gargalhar um pouco... – ele me abraçou por trás me prendendo de uma maneira que eu não pudesse escapar, e fez muitas cócegas na minha barriga.

– Si... Si... – estava tentando falar, mas com ele me fazendo cócegas não ia dar... – Sirius... Siri... Sirius, para!

– Mas é tão bom te ouvir rir um pouco.

– Não... chega, por favor... – ele finalmente me soltou.

– Vamos, Lily. Senão chegaremos atrasadas... – disse Lene já perto da Mulher Gorda. Quando ela havia chegado lá? Ela tinha um olhar severo em sua face, e ele apontava diretamente para Sirius. Talvez nem todos percebessem, mas eu via que lá no fundo tinha um pinguinho de tristeza...

– Desculpe, Lene! Tchau, Sirius! Até a aula!

– Quer dizer, se ele aparecer na aula... – murmurou Lene para Sirius não ouvir.

– Tchau, ruiva! – ele me deu um abraço - Marlene... – ele acenou com a cabeça.

– Sirius... – Lene fez o mesmo.

Saímos pela Mulher Gorda. Chegando ao Salão Principal, sentei-me ao lado da Lene em frente à Dorcas e Alice. Quando foi que todo mundo passou pelo salão comunal que eu não vi?

– Se divertiu com Sirius, hein... – disse Dorcas em voz baixa.

– Nem fale! – completou Alice – Quando passei pelo salão comunal você estava rindo feito uma doida!

– E aposto que se não tivesse chamado você, estaria até agora... –queixou-se Lene.

– Que é que tem, gente? Sirius é meu amigo!

– Às vezes parece ser mais do que só um amigo... – queixou-se Lene novamente em um tom quase inaudível...

– Pare Marlene! Você sabe que não é verdade! – em outras circunstâncias teria zoado ela por estar com ciúmes, porém falávamos de Sirius para Marlene, então, não era a hora.

– Só estou relatando os fatos, Lily...

– E que tipo de fatos são esses? - perguntou Dorcas morrendo de vontade de dar risada.

– Que em vez de Lily ficar agarrando-se com Sirius na sala comunal, deveria dar uma chance dessas para James...

– Marlene! – Alice era outra que estava totalmente segurado a risada. – Que tipo de conselho de amiga é esse?

– O tipo que faz sua amiga ser feliz até o dia de sua morte!

– Marlene! Isso é coisa que se diga? E bem que você podia tratar Sirius um pouco melhor, né!

– Sim! Até trato, mas só no dia em que você tratar James melhor.

– Lene, é diferente! Sirius é o meu amigo!

– E James é o meu! Você não gosta que trate mal seu melhor amigo também não gosto que trate o meu! – Marlene disse com tom alto e nada relutante. Alice percebeu o clima tenso entre nós duas.

– Gente, a aula da McGonagall já vai começar! – Lice finge que nada aconteceu...

– Lice tem razão, - concordou Dorcas. – Melhor irmos...

– Vamos então! – Eu e Lene respondemos juntas.

Todas levantamos. Partimos para a sala de transfiguração. Chegando lá, não havia nenhuma mesa, nenhuma cadeira, só McGonagall estava lá na frente, de pé.

– Vamos, cheguem, façam uma fila. Já irei explicar... – todos os alunos fizeram fila. – Muito bem! Hoje vocês terão de fazer uma enorme transfiguração, e para isso precisarão de um parceiro. – A sala toda se moveu, inclusive eu, que enganchei na Lene. – Que eu irei escolher... - que droga! – os pares estão escritos na lousa, - Minerva acenou com a varinha e todos os nomes apareceram na lousa, exatamente a ordem em que a fila estava. Nesse momento, uma gotinha de esperança. Porém, com outro gesto, os nomes foram organizando-se em duplas. Procurei meu nome por alguns segundos até que o encontrei, encontrei-o ao lado do nome de James.

– Não! Por quê, professora? – protestou Lene - Não vou fazer trabalho com Sirius! Não vou mesmo. Ele não ajuda em nada e fica atormentando.

– Lamento, Srta. McKinnon, porém não fui eu que escolhi as duplas, portanto não pode ser eu quem vai mudá-las.

– Mas que droga! – resmungou ela cruzando os braços abaixo dos seios.

– Eu sei que você me ama, Lene! – riu-se Sirius do outro lado da sala. Lene revirou os olhos.

– Bom, agora que estamos todos resolvidos, - McGonagall olhou por cima de seus óculos quadrados para Sirius e Marlene. – Vou lhes explicar o que devem fazer. Os objetos que transformarão serão sorteados na hora.

– Mas isso é impossível, não temos nem como treinar – manifestou-se Longbottom, ainda com o braço envolto na cintura de Alice.

– Não, isso é difícil, não impossível. – corrigiu McGonagall com um ar sério. – Juntem-se com seus pares. - James veio até mim. - Agora, atenção! Vocês têm três semanas, agora pratiquem com coisas menores novamente, todos peguem seus ratos nas gaiolas e sentem-se com a dupla para poderem praticar, e também analisar as habilidades de seu companheiro. – peguei meu rato e voltei para o lugar, logo James chegou e sentou-se em minha frente. Começamos as transfigurações. James não era o que possa se chamar de ruim...

– Então, Ruiva você não vai mesmo me dar uma chance?

– Já disse que não, James!

– Por favor, eu faço o que você quiser!

– Então me deixe-me paz!

– Isso não é uma opção... Só depois que você aceitar sair comigo.

– Eu já disse que não! E se você não parar... – apontei a varinha para ele.

– Você não teria coragem...

– Experimenta...

– Quer sair com... – nesse momento lhe joguei a azaração cara-de-lesmas. Foi instantâneo, James começou a vomitar lesmas em cima de seu rato.

– Srta. Evans, o que aconteceu ai?! – McGonagall vinha aproximando-se preocupada.

– Eu... Sem querer joguei uma azaração em James...

– Srta. Evans, eu não esperava isso de você! Está de castigo! A partir de amanhã terá aulas de voo com o Sr. Black – os lábios de Sirius tremeram, não por ter que me dar aulas, mas pelo sobrenome. Já os meus lábios, bem, também tremiam, como o resto de meu corpo. Como McGonagall sabia que eu odiava voar?

– Não, professora! Por favor! Eu não sei voar! – admitir isso na frente da sala toda era difícil, sou muito orgulhosa, porém tudo está perdido mesmo.

– Por isso mesmo! No final do mês terá um teste, - McGonagall tinha um olhar severo, sabia que não havia sido tão sem querer assim... - se não tiver aprendido continuará com as aulas até que aprenda! – meus olhos começaram a lacrimejar. Vi que Lene olhava em minha direção e dizia, sem emitir som, as palavras: "não chore!". – Estão todos dispensados! Srta. Evans, Sr. Black, levem o Sr. Potter para a enfermaria, já!

Sirius passou o braço por baixo do braço de James, fiz o mesmo e o levamos até a enfermaria. Chegando lá, tive que explicar à Madame Pomfrey tudo o que havia acontecido. "Espero que Minerva tenha lhe dado um bom castigo!". Acredite, deu! Colocamo-lo na última cama do lado direito, e sentei-me na cadeira ao lado. Sirius olhou para James depois para mim e saiu de fininho para que eu não percebesse.

– Aonde você vai?

– Aula de adivinhação, por quê?

– Não, você não pode me deixar aqui com ele! Fique você! – retruquei. James soltou um gemido.

– Desculpe, ruiva, mas a culpa dele estar ai não é minha, bye bye! – e saiu correndo, só ouvi os gritos de Madame Pomfrey xingando Sirius. Vi-me ali sozinha com James que agora parara de vomitar um pouco.

– Desculpe-me, James. Juro que não foi a minha intenção, era só pra assustar você, porém a raiva falou mais alto.

– Tudo bem, ruiva! – contraí o rosto, por que ele gosta tanto de me chamar de "ruiva"? James percebeu meu incômodo. – Dá um desconto, você me mandou pra enfermaria!

– Tá... – eu cedi e ele riu

– Sério? Você vai deixar mesmo?

– Fazer o quê? Você tem razão!

–Nossa! Isso é bom! É um começo!

– Um começo? Começo pra quê?

– Pra você parar de me achar insuportável...

– É, quem sabe um dia? Um dia bem longe de hoje... – ele riu, depois passou a mão por cima da minha que estava em cima da maca. Retirei-a rapidamente. Vi um pequeno sorriso no rosto dele. Sem querer sorri também.

– Sabe, ruiva, pode ir, não quero que você perca aula por minha causa!

– Sério, James? Mas você vai ficar aqui sozinho?

– Não tem problema! Vai senão vai chegar tão atrasada que não vai poder entrar...

– Obrigada, James! – dei um rápido beijo em sua bochecha, levantei, peguei minha mochila e parti para a aula.

Quando já estava fora da enfermaria parei pra pensar. Eu dei um beijo em James? Eu dei um BEIJO em JAMES POTTER? Ai meu Deus! Se alguém ficar sabendo disso eu estou ferrada! E se ele agora achar que eu gosto dele por causa disso? Mas foi totalmente sem intenção, não foi? Ele não seria tão burro de pensar que estou gostando dele. Isso tem que sair da minha cabeça, senão estar ou não estar fisicamente na enfermaria com James não fará a menor diferença. Pois pensaria nele durante toda a aula de Runas Antigas.

Não deu outra! Passei a aula toda pensando nisso. Mas que droga! Se tivesse parado para pensar por um milésimo de segundo eu não teria feito aquilo. Mas que Merda! Merda!


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