Deepest Reflections

HP não me pertence, todos os direitos pertence a J.K. Rowling.

Essa historia é tradução da continuação deThe Darkness Within e A Part of Me da autoria de Kurinoone.

A historia original vocês podem conferi no link: s/3959072/1/Deepest-Reflections.

As duas primeiras partes já traduzidas pela autora Karol Black:

s/9235853/1/The-Darkness-Within-The-Rewrite by Karol Black

s/9235882/1/A-Part-of-Me by Karol Black

CAPITULO 1

Damien seguiu Lily Potter para dentro Mansão, caminhou para dentro cansado. Mãe e filho tinham as mãos cobertas de terra e Damien ainda tinha alguma em seu rosto. Lily colocou no chão as ferramentas trouxas, antes de lavar as mãos na pia. Ela deixou-se cair em uma cadeira, um sorriso satisfeito no rosto. Seus canteiros estavam perfeitos agora. Não importa o que ela conseguia fazer com a ajuda de magia, jardinagem era algo que ela adorava fazer do jeito trouxa. Ela sempre ajudou a sua mãe e Petunia a plantar as flores em seu jardim quando ela era jovem. Para ela, parecia que a jardinagem era algo para ser feito apenas de maneira trouxa.

Damien lavou as mãos e sentou-se em frente da sua mãe. Lily sorriu para a sujeira em sua testa. Ele deve ter coçados os seus olhos em algum momento com suas mãos sujas de terra. Lily pegou um pano de prato e se inclinou para frente para limpar o rosto menino.

O menino de 14 anos de idade corou um pouco, por sua mãe estar limpando o seu rosto sujo e esfregou suas mãos sobre a testa, tentando se certificar de seu rosto estava completamente livre da terra.

"Você já terminou o seu malão?" Lily perguntou quando ela se levantou da mesa e começou a arrumar sua cozinha bagunçada.

"A maior parte dele." Damien respondeu, esticando as pernas à sua frente. Ele estava sentado de joelhos a muito tempo, e estava começando a ficar com cãibra.

Lily virou-se para Damien com um olhar severo.

"Isso normalmente significa que você nem começou a embalar as suas coisas." ela repreendeu levemente.

Damien sorriu para ela com um de seus sorrisos característicos.

"Ainda falta muito tempo, mãe. Vou arrumá-lo a tempo, prometo." Ele tranqüilizou.

"Como falta muito tempo Damy? estamos saindo daqui a dois dias!" disse Lily, com os seus olhos verde-esmeralda fixos no seu filho mais novo.

Damien apenas deu de ombros em resposta. Lily soltou um suspiro e voltou-se para seus afazeres.

"Vá lá em cima e comece, por favor, eu não vou volta para pegar qualquer coisa de você tenha esquecidos." Ela alertou.

"Está tudo bem. Se eu se esquecer de alguma coisa, Harry pode levá-lo para mim." Damien respondeu à toa.

Lily parou o que estava fazendo e tentou se acalmar. Ela foi pega desprevenida não queria deixar Harry para trás, em casa, e ir para Hogwarts. Pela centésima vez, ela desejou que Harry tivesse aceitado a oferta de Dumbledore para ensinar na escola. Colocando seus sentimentos de lado, ela voltou ao seu trabalho.

"Isso é injusto. Você não pode esperar que seu irmão saia correndo para Hogwarts para levar as suas coisas!" advertiu ela.

" Por que não? Não é como ele se ele fosse estar ocupado com qualquer forma." Damien respondeu casualmente. E de repente ele olhou para sua mãe." Erm, onde está Harry? Eu não o vejo desde do café da manhã." Ele disse, sentando-se na cadeira e olhando ao redor da cozinha.

"Ele está, provavelmente, em seu quarto." Lily disse distraidamente, arrumando sua bancadas que estava em desordem.

Damien levantou-se e dirigiu-se para cima. Ele tinha estado tão ocupado ajudando sua mãe terminar seu trabalho de verão no jardim, que ele nem tinha percebido a ausência de seu irmão. Damien só tinha batido uma vez na porta de Harry e já foi entrando, e viu que o quarto estava vazio. Damien já estava saindo com a intenção de fazer uma busca por toda a mansão, quando ouviu um som fraco, mas distinto, de alguém aparantando. Damien voltou-se para o quarto de Harry e abriu a porta só para ver Harry em frente de sua cama. Ele deixou cair alguns itens estranhos em sua cama antes de olhar para Damien.

O garoto de 14 anos de idade olhou para Harry interrogativamente. Ele estava com sua capa de viagem e tirou num processo recorte jogando-a sobre as costas da cadeira. Damien rapidamente entrou e fechou a porta atrás de si.

"Onde você foi?" ele perguntou enquanto olhava os itens estranhos em cima da cama de Harry.

Harry não respondeu e se sentou ao lado da pequena pilha. Damien foi até a cama e olhou para o "tesouro" em cima da cama.

A maioria era o que parecia ser partes comuns de jóias, um pingente, dois anéis e uma pulseira. Cada um era feito de ouro puro e tinha pedras coloridas estranhas neles. Damien viu uma pena de aparência estranha, pena preta com uma mancha vermelha brilhante apenas na ponta. Ele estava ao lado de uma pequena caixa em forma de hexágono. Mas foi o objeto deitado ao lado da pequena caixa que chamou a atenção de Damien. Era o que parecia ser uma bússola, mas muito mais estranho. Ele era feito de ouro maciço e na frente da bússola tinha uma tampa de vidro matizado roxo. Mas em vez de as marcas habituais em torno das bordas da bússola, havia marcas de runas. Havia inúmeros desenhos, tudo em torno da face da bússola que tinha pelo menos cinco setas diferentes.

Damien estava olhando para o estranho aparelho, imaginando o que era, e o que Harry estaria fazendo com todas essas coisas.

" Onde você conseguiu tudo isso?" Damien perguntou, ainda olhando para a bússola.

"Isso não importa." Harry disse distraidamente. Ele estava segurando a pequena caixa em forma de hexágono na mão e estava muito ocupado olhando para ela.

Damien tinha a sensação de naufrágio acontecendo dentro dele, quando ele olhou para todos os itens estranhos, deitado diante dele. De repente, ele sabia onde Harry tinha encontrado-os.

"Será que você voltou a Mansão Riddle?" ele perguntou, olhando para Harry.

Harry finalmente olhou para cima e encontrou o olhar de Damien.

"O que você quer com todas essas perguntas?" ele perguntou, com uma nota de irritação em sua voz.

"Por que então você não responde?" Damien respondeu.

Harry não disse nada e nos próximos minutos, apenas encarou Damien. Finalmente ele desistiu e, com um suspiro, respondeu a ele.

"Sim, eu voltei."

Damien fez um gesto para os itens adiante deles.

"Então, tudo isso era seu?" perguntou ele.

Harry acenou com a cabeça.

"Legal", disse Damien, seus olhos olhando atrás da estranha bússola. "O que são exatamente todas essas coisas?" ele perguntou apontando para eles.

"Só coisas Voldemort tinha em sua posse. Eu não queria que eles ficassem na Mansão Riddle." Harry respondeu.

"Você quer dizer no caso de alguém ir pega-los?" Perguntou Damien.

"Isso, eu sei que o Ministério não está mais atrás da mansão Riddle. Diggory colocar um fim a isso, mas Rodolfo conseguiu entrar na Mansão e pegar minha varinha. Eu não quero que ninguém indo até a Mansão com todas essas coisas lá." explicou Harry.

Damien acenou com a cabeça em compreensão. Era óbvio que Harry só tinha pego, algumas poucas coisas que significava algo para ele. Ele olhou para a bússola novamente.

" O que é isso, Harry? " ele finalmente perguntou, apontando para a bússola de ouro.

Harry olhou para ele, mas não fez nenhum movimento para pegá-lo.

"É uma bússola." Ele disse simplesmente.

" Sim, isso eu também sei, eu quero dizer o que ela faz?"

"O que qualquer outra bússola faz." Harry respondeu, sorrindo para a expressão irritada Damien usava agora.

" É escuro? " Perguntou Damien. (N/T: no sentido de ser maligno)

Harry sorriu e levantou-se.

"Nada é escuro. Ele pode ser usado para magia negra, como qualquer outro item neste mundo, mas os itens em si, não são escuro."

Damien se sentiu estranhamente aliviado com isso. Ele olhou para a bússola novamente. Harry moveu-se para a mesa, com a pena preta e a caixa em forma de hexágono nas mãos.

Damien teve a chance de pegar a bússola. Ele sentiu uma sensação reconfortante porem bizarro ultrapassá-lo enquanto ele segurava a bússola surpreendentemente leve em sua mão. Ele olhou para os cinco setas, tudo apontando para o que seria a posição norte e examinou as marcas estranhas, runas, decorar o anel externo da bússola. Olhando de mais perto para ela, Damien percebeu que a bússola tinha dois anéis que podem ser movidos de forma independente um do outro.

Damien nem percebeu o que estava fazendo quando ele começou a se mover no sentido horário anel externo. Ele clicou cinco vezes. Damien viu algo flash na face da bússola, mas o que quer que fosse, tinha desaparecido no instante seguinte. Curiosamente, Damien moveu o círculo interno, desta vez três vezes anti horário. Mais uma vez o vidro matizado roxo brilhou como um raio. Damien foi paralisado olhando para a bússola e só percebeu o que tinha feito quando uma voz aguda puxou para seus sentidos.

"Damien! O que você está fazendo?"

Damien olhou para cima, ainda segurando a bússola brilhante. Harry estava em pé diante dele, com o rosto contorcido de raiva. Ele olhou para a bússola e viu que os cinco setas estavam girando loucamente, apontando em todas as direções.

Uma onda de pânico varreu Damien quando viu o brilho no vidro mudando da cor roxa. Um brilho dourado percorreu a bússola e Damien tentou solta-la, mas os dedos não conseguiam abrir.

"Harry, eu não consigo soltar" ele gritou, com medo.

Harry se lançou em direção a ele e agarrou da bússola. Imediatamente os dedos de Damien se libertaram da bússola cintilante. Mas antes de Damien pudesse retirar a mão ele sentiu a sala girar. Ele voltou a apertar a bússola, e por puro reflexo a sua outra mão agarrou Harry.

A bússola emitiu um raio de ouro que atingiu Harry e Damien e engolfá-los em uma bola de luz dourada. Antes que qualquer um dos meninos conseguir pronunciar uma única palavra, eles desapareceram junto com a bússola.

Nas casas alinhadas da Rua dos Alfeneiros todas eram idêntica uma a outra. O calor do verão forçava todos os moradores a abrir suas amplas janelas, tentando captar alguma brisa inexistente. Mesmo sendo à noite, as janelas permaneciam abertas. As lâmpadas de rua piscaram, jogando a rua numa escuridão sombria em todos os poucos segundos. Todas as casas já estavam com as suas luzes apagadas, indicando que a maioria dos moradores da Rua dos Alfeneiros estava dormindo. Todos, menos um.

Harry estava desconfortável em sua cama, olhando para o nada. Ele observou que cada vez que ele voltava de Hogwarts, sua cama na Rua dos Alfeneiros parecia ficar mais e mais desconfortável e pequena. Ele achava que era porque ele se costumava com a confortável cama, macia e quente em seu dormitório da Grifinória.

Ele olhou para as paredes em branco de seu quarto e inutilmente tentou não pensar sobre o pesadelo que tinha o acordado. Não era tão incomum, Harry disse a si mesmo. Ele havia passado por uma terrível provação. Ver alguém assassinado a sangue frio na sua frente, e em seguida, ser forçado a participar de um ritual que trouxe de volta um monstro chamado Lord Voldemort, era o suficiente para dar pesadelos em qualquer adulto, e Harry tinha acabado de completar quinze anos .

Com um suspiro cansado, Harry virou-se para o seu lado e tentou adormecer. Mas ele sabia que esta noite ele voltaria a dormir. Toda noite havia sido a mesma coisa. Toda noite ele acordava depois de reviver os eventos horríveis da terceira tarefa. O corpo de Cedrico morto batendo no chão, com os olhos, aberto, vazio e morto.

Às vezes, em seus pesadelos, Harry podia sentir as cordas que o prendiam à lápide, ele poderia provar o pano que tinha sido forçado em sua boca, sentir a terrível lâmina afundar em seu braço e tirar seu sangue. Seu coração batia loucamente e dolorosamente em seu peito enquanto ele via uma figura surgi do caldeirão, um corpo esquelético envolto de vestes negras, seus longos dedos pálidos segurando sua varinha e seu rosto, como uma serpente com vívidos olhos, vermelhos sangue, olhando para ele, perfurando-o com um ódio tão feroz que parecia que ele iria rasgar a alma de Harry somente com seu olhar.

Harry sentou-se em sua cama, com as mãos tremendo, o suor na testa. Ele tinha que parar de fazer isso, ele tinha que parar de reviver o renascimento de Voldemort. Ele iria ficar louco se continuasse assim. Ele tentou forçar a sua mente, a pensar em outra coisa. Seus olhos percorreram o quarto nu e ele viu o livro encadernado de couro grosso ao pé da sua cama. Harry pegou o livro e olhou para ele. Ele estava olhando para ele antes de adormece.

Ele abriu o álbum de fotografias e olhou para as imagens em movimento de seus pais. Os olhos de Harry estavam fixos nas duas pessoas sorridentes. Seu coração apertou dolorosamente. Ele os tinha visto, bem, não realmente eles, mais, como seus espectros que tinha sido forçado da varinha de Voldemort durante Priori Incantateum.

Harry observava as imagens em movimento e tentou não ficar chateado. Ele sempre tinha pensado que, se, de alguma forma ele possuísse a chance de ver seus pais novamente, a chance de falar com eles, ele iria dizer-lhes muitas coisas. Todas as coisas que ele tinha guardado dentro dele.

Porem quando chegou à hora, quando ele viu as duas figuras de pé em cada lado dele, ele não conseguiu dizer nada. A situação era tal que, ele não teve tempo ou até mesmo estado de espírito, para dizer qualquer coisa a eles. Ele estava duelando com Lord Voldemort, e estava a alguns minutos da morte. Ele não tinha sido capaz de dizer qualquer coisa para seus pais, nem uma única palavra.

Harry fechou o álbum e colocá-lo em sua mesa de cabeceira. Voldemort tinha levado tudo para longe dele. Ele tinha matado seus pais e essa era à razão pelo qual Harry teve uma infância miserável. Ele tinha pensado que ir para Hogwarts teria sido à melhor coisa a acontecer com ele, mas agora que Voldemort estava de volta, o que isso significava para a escola de magia? O que isso significava para o mundo bruxo?

Harry estava ouvindo as notícias e lendo o jornal trouxa, depois que seu tio terminava, e manteve sua assinatura no Profeta Diário, na esperança de saber o que Voldemort estava fazendo. Até agora, porem nada tinha acontecido. O "ministro ainda estava dizendo que estava tudo bem e que 'aquele-que-não-deve-ser-nomeado" não estava de volta. Isso fazia as entranhas de Harry queimar de raiva. Como poderia Fudge ser estúpido?

Harry subitamente foi retirado de seus pensamentos por um barulho alto. Que soou como algo caindo lá embaixo. Harry mergulhou para apanha sua varinha, que estava debaixo do travesseiro. Os restos de suas coisas ficavam mantidos dentro armário debaixo da escada, mas Harry tinha tirado sua varinha. Agora que Voldemort estava de volta, Harry não ia arriscar nada.

Com o coração batendo, Harry apurou os ouvidos para captar qualquer som. Ele ficou surpreso que o barulho não tinha acordado os três Dursley. Harry ouviu um fraco murmúrio e seu coração pulou no peito. Havia alguém na casa. Na verdade, a partir do som dele, havia mais de uma pessoa no andar de baixo. Harry não tinha dúvida de que eram Comensais da Morte. Era natural supor que, com Voldemort de volta, a primeira coisa que ele gostaria de fazer era matar Harry.

Harry levantou-se e caminhou firmemente para a porta. Abriu-a o mais silenciosamente que pôde e saiu e considerou suas opções. Ele poderia correr ou ficar e lutar. Ele poderia correr para fora pela porta da frente e chamar o ônibus Knight e ir para casa do Rony. Ele realmente não sabia como lutar contra os Comensais da Morte. Pois o seu duelo com Voldemort na ocasião não foi nada menos do que sorte. Sua pele se arrepiou de medo. E se Voldemort estivesse lá embaixo? Talvez ele tivesse vindo para terminar o duelo que tinham acontecido á quatro semanas. Harry disse a si mesmo que Voldemort não poderia vim até aqui. Sua cicatriz não estava doendo o suficiente para justificar a presença de Voldemort.

Harry estava no topo das escadas. Ele não podia correr. Ele não iria correr de Voldemort. E o que dizer dos Dursley? Evidentemente, eles nunca se importaram com ele, mas ele não poderia deixá-los no meio de Comensais da Morte e, possivelmente, Voldemort. Eles seriam mortos.

Reunindo todos os nervos de seu corpo, Harry desceu as escadas, tomando cuidado para evitar fazer barulho. Sua varinha ia a frente dele. Em sua mente estava repassando tudo que tinha aprendido até agora sobre defesa. A voz estridente de Hermione estava enchendo sua cabeça com as lições ela tinha ajudado-o. Ele balançou a cabeça para limpá-la e caminhou tranquilamente pela casa escura. Ele conseguiu ouvi o murmúrio agora claramente e foi pego de surpresa com o som. Ele não soava como Comensais da Morte, as vozes eram muito mais jovens. Harry chegou mais perto da cozinha, que era o lugar de onde o som estava vindo.

"... Eu não sabia que ia virar uma chave de portal! Você disse que não era escuro!" uma voz dizia.

"Quem mandou você mexer, em primeiro lugar! Que mandou brincar com ele?" uma segunda voz perguntou, irritada.

Harry sentiu os pêlos na parte de trás de seu pescoço se irisar. Esta voz era muito mais velha, mas ainda assim não velha o suficiente para ser um adulto. E havia algo sobre essa voz, que fez Harry se sentir estranho. Soava muito familiar. Tão familiar, que era francamente assustadora.

"Bem, eu sinto muito! Você não disse para não tocar em nada!" a primeira voz, do mais novo, disse. Harry poderia imaginar um biquinho com a afirmação.

"Honestamente, Damy! Precisava dizer?" perguntou a segunda voz.

"Onde estamos afinal?" perguntou a primeira voz.

Harry estava confuso. Esses visitantes noturnos não sabiam onde eles estavam? E também tinham falado alguma coisa sobre uma chave de portal? Harry chegou o mais próximo da porta, que ousou, em uma tentativa de ouvi-los melhor.

"Eu não sei." a segunda voz respondeu calmamente.

"Eca, olhe o quão limpa está essa cozinha!" a primeira voz disse.

Harry quase riu. Tia Petúnia se empolgava com a limpeza.

"Damy, shish".

"Não, a sério, se eu não soubesse melhor, eu diria que estávamos na cozinha da tia Petúnia." A primeira voz disse.

Harry congelou seu coração batendo dolorosamente rápido. Tia Petúnia? Como eles conheciam tia Petúnia? E por que esses estranhos a chamava de tia Petúnia!

"Damy, mandei calar a boca." Veio a voz do mais velho.

"Hum, acho que realmente estamos na casa da Tia Petúnia." A primeira voz disse, com uma pitada de medo em sua voz.

"Damien, cale a boca!" o outro cochichou.

"Por quê?" Damien perguntou mais baixo dessa vez.

"Tem alguém aqui."

Esse foi tudo o aviso Harry teve antes de ser atingido no rosto com a porta, que foi violentamente escancarada. Com o impacto Harry foi jogado ao chão. Seu rosto começou arder com dor, a porta tenha acertado seu nariz. Contudo ele tinha mantido um aperto feroz em sua varinha e em questão de segundos, estava apontado-a para o atacante. Ele ainda estava deitado no chão, mas isso não importava. O importante era desarmar o atacante.

"Expelli-"

O feitiço de desarmamento morreu na garganta de Harry quando viu quem era, ele estava apontando sua varinha para si mesmo. Olhos idênticos, verde-esmeralda, se entreolhavam. Harry piscou os olhos embaçados, para tentar ver melhor... a pessoa em pé diante dele. Só que eles não eram completamente idênticos. Por um lado ele era mais velho do que quinze. Ele não estava usando óculos e seu físico era muito diferente do seu. Ele parecia uma versão mais velha, mais alta, mais saudável de si mesmo.

Harry ainda estava sentado no chão, olhando com uma misturada de horror e curiosidade. Atrás do Harry mais velho, um garoto também olhava para ele com a boca entreaberta de surpresa, tinha cabelos e olhos castanhos escuros. Seus olhos iam de um Harry para o outro.

"Mas que diabos?" disse ele em choque.

Ambos Harry's - não podia deixar de concordar com essa afirmação.