Capitulo 01 – Pequena Surpresa

Draco estava feliz. O motivo? A guerra havia acabado há alguns meses, o Lord foi derrotado, o mundo mágico estava em reforma. Tiveram algumas perdas, guerra é guerra afinal. Mas principalmente ele estava livre, e tudo isso graças a ele, Harry Potter. Com o depoimento de Potter ele e a mãe foram perdoados, o pai estava cumprindo pena em Azkaban. Lucius poderia não ser o melhor pai do mundo, não aceitar a sua sexualidade mas, o que ele poderia fazer? A sua natureza já havia escolhido o parceiro ideal. Um lindo moreno de olhos verdes.
Draco Malfoy um veela possessivo e muito mais muito ciumento. Agora que a guerra acabou o principal objetivo dele vai ser conquistar esse moreno custe o que custar.

– Draco, querido. Poderia me arrumar suas anotações de Defesa? Preciso terminar o trabalho para entregar na próxima aula. – uma loura exuberante interrompe as divagações do Príncipe da Sonserina.

– Pansy só porque o professor Bins não presta atenção no que a classe está fazendo não quer dizer que você deve desrespeitá-lo assim. – Blaise dizia ao mesmo tempo em que Draco entregava suas anotações.

– Se vocês dois não tivessem ficado se agarrando até tarde a Pansy não iria precisar terminar o trabalho dela no meio da aula de História da Magia. – finalmente o pequeno príncipe se pronuncia apenas para fazer aqueles dois pararem, até porque depois dessa Blaise voltou a prestar atenção na aula mais sem graça de toda Hogwarts enquanto Pansy ficava envergonhada e tentava finalizar o seu trabalho, afinal as anotações de Draco eram simplesmente divinas, ele sempre gostou de entender muito bem qualquer matéria que estudasse, por isso sempre arrumava tempo para se aprofundar sobre cada capitulo dos livros-texto deles para assim conseguir superar todas as expectativas.

Finalmente a aula acabou e os Sonserinos seguiram para a segunda aula do dia – Defesa Contra as Artes das Trevas – essa era uma das quatro aulas compartilhadas com a Grifinoria. A aula foi tranquila, nada de extraordinário. Parecia que o dia iria ser normal. Ok. Qualquer um ali sabe que em Hogwarts nenhum dia do ano deve ser considerado normal.

– Só mais uma aula para o almoço. Mas tinha que ser Poções?

– Rony você só pensa em comer? Credo. – A castanha advertia o ruivo enquanto o moreno de olhos verdes achava graça daquilo. O Trio de Ouro seguia pelos corredores de Hogwarts rumo às masmorras do Castelo, antes as aulas de poções eram simplesmente terríveis, mas agora que Harry decidira qual carreira seguir, ele decidiu se dedicar ao máximo a entender essa matéria fascinante, o que ele mais queria ser era nada mais nada menos do que um Medimago, especificamente de crianças. Ele queria fazer diferente, e depois de uma conversa franca com Snape sobre o seu desejo ele o trata melhor em sala de aula. Claro que também saber que ele era um agente-duplo que sempre amou a sua mãe e faria de tudo para protegê-lo contribuiu para eles se entenderem. E Harry estava bem, agora que a guerra havia acabado ele iria ter um ano letivo com nada mais do que as aulas e os trabalhos para entregar como motivos das suas preocupações. Sentaram-se do lado Grifinorio da classe enquanto os Sonserinos também se acomodavam. A sala de aula não era tão cheia, 24 alunos separados em trios. Snape fez sua entrada triunfal de sempre. Tudo estava ocorrendo como todos os dias, parte teórica logo depois a prática, fazer uma Poção com a textura de uma pomada para aplicar em ferimentos externos. E obter a coloração rosa claro da pomada não estava sendo uma tarefa nada fácil. Após a guerra Snape não sentia mais a necessidade de colocar medo em seus alunos, ele gostava de ensinar aquela arte. E após a conversa com Harry ele percebeu que não precisava mais atuar. Ele agora ajudava durante as suas rondas pela classe, distribuía algumas dicas e fazia ao máximo evitar algumas explosões. Algo que estava tentando fazer nesse momento.

– Longbotton, preste mais atenção, não coloque esse ingrediente agora, primeiro é o olho de salamandra, depois as três asas de morcegos. Se fizer nessa ordem e mexer no senti...

Nesse momento a porta foi aberta de uma vez interrompendo a intervenção do professor em mais uma possível explosão do caldeirão de Neville. E lá estava parada a criança mais fofa que alguém poderia ter visto. Ela não poderia ter mais que três aninhos, cabelos loiros em um gracioso corte Chanel, um vestido lilás com detalhes brancos e os olhos verdes muito bonitos. Ela foi caminhando em direção ao professor com os olhos chorosos, aquele lugar era estranho para ela, mas aquele homem não era. Snape confuso com aquela interrupção observava aquele ser pequenino se aproximar dele ao mesmo tempo em que ele perguntava.

– Mas o quê? Quem é você? O que faz aqui? – A criança parou um pouco confusa com as perguntas e simplesmente colocou as mãos na cintura sorriu. Aquele homem a conhecia.

– Que pergunta tio Sev. Sou eu, a Lily. – Ao mesmo tempo em que ela dava uma olhada pela classe onde alguns alunos a olhavam confusos e outros tentando não sorrir muito da confusão formada. De repente a pequena solta um gritinho de felicidade.

– Papi! – E a criança correu e se jogou nos braços de um atordoado Malfoy. Que ficou ali com cara de quem ia desmaiar a qualquer instante.

– Eu sou seu Pai? Tem certeza disso meu anjo? – Malfoy sussurrou para a pequena. Ele tinha certeza que ela não era filha dele, ele nunca havia tido intimidade com ninguém. Nem com uma mulher muito menos com um homem. Ele sendo um veela submisso tem a capacidade de ter filhos, uma benção para ele em sua opinião. Pois depois que ele conquistasse o amor da sua vida ele poderia dar tudo a ele. Até uma família.

– Mais é claro que sim papi. Mas eu num intendo. – a garota olhava confusa para ele, ali era seu pai, mas ele estava um pouco diferente. Ela não se lembrava dele ter saído com o tio Sev. Então porque ele estaria ali com aquelas pessoas que não conhecia?

– O que meu anjo não entende? – Nesse momento todos estavam calados prestando a maior atenção na cena que se desenrolava. Malfoy tendo uma conversa com uma garotinha que definitivamente parecia muito com ele. Severo não ousava interromper. Era uma cena completamente bizarra e impossível. Ele sabia da condição do seu afilhado, sabia que não se envolveu com ninguém antes da guerra e sabia que ele havia encontrado o seu parceiro ideal apesar de não saber de quem se tratava.

– Eu tava bincano no escritoro, mas papai já disse que num era pra bincar lá. Papi num dexa eu ficar de castigo. Eu num fiz porque quis, tinha um cordão na mesa e eu tava bincando de girar ele, e eu girava e girava e girava. Mas ai papai tava me chamano pra ir almoça e eu me sustei fui tentar guarda o cordão bunito e descer da cadeira mas eu cai e eu acho que fiz magia sem quere papi e eu apareci ali do outro lado da porta. O que ta conteceno? Onde a gente ta papi? O senhor ta difelente. – a gorotinha falava tudo muito rápido e meio chorosa uma cena completamente fofa de se ver.

– Professor eu acho que é melhor o Malfoy ir falar com o diretor. – Granger escolheu esse momento para interromper, ela sendo a sabe-tudo que era já tinha percebido o que estava acontecendo e que aquela garota tinha vindo do futuro. Enquanto a Hermione fazia todas as possíveis conclusões à garotinha virou para aquela voz que interrompia aquela cena fofa. E qual não foi a surpresa que a pequena Lily soltou outro gritinho de alegria. E tentando se soltar dos braços de seu pai saiu em disparada na direção de seu outro pai.

– Tia Mione! Papai! – E o momento não poderia ficar mais constrangedor. A Lilian desceu do colo de Draco e foi parar no colo de Potter. Um silencio horroroso se estendia na sala de aula, aquela era a cena mais surreal de todos os tempos. Ninguém estava entendendo muita coisa. Desde quando Malfoy tinha uma filha? Desde quando essa suposta filha também era uma Potter?

– Num to de castigo não né papais? – Ela olhava de um pro outro fazendo biquinho. Os dois muito pálidos para responderem algo coerente.

– Ok, classe. Estão dispensados. Senhores Malfoy e Potter vamos até o diretor resolver esse pequeno probleminha.

Todos demoraram alguns segundos para entenderem a ordem de Snape. A maioria da classe sempre gostava quando eram dispensados mais cedo, mas naquele momento todos estavam atordoados para comemorarem alguma coisa. Ate mesmo Ronald Weasley estava de boca aberta tentando entender toda aquela situação e a sua fome momentaneamente esquecida. Alguns alunos conseguiram compreender a ordem e já se podiam ouvir o barulho das carteiras sendo arrastadas e materiais sendo guardados enquanto os dois mais recentes papais de Hogwarts se encaminhavam para fora da sala acompanhando um apressado Snape.