Capítulo I - Sarah Granger

Em uma praça bruxa de Londres, uma senhora muito idosa estava sentada tricotando, enquanto a menina que lhe acompanhava lia, se negando a brincar com outras crianças. Mais uma  reunião escolar se daria naquele dia e Sarah embora fosse a melhor aluna, sempre tivera problemas quanto ao seu comportamento. A velha Sra. Longbotton se perguntava se Hermione conseguiria estar presente a reunião. Hermione Granger, a grande executiva do Gringotes, sempre que possível buscava conciliar o banco e a filha, mas o banco sistematicamente vinha sendo mais importante.

Durante quase três anos depois da formatura em Hogwarts, Hermione fora pouco vista no mundo bruxo, embora continuasse a se corresponder com todos. Segundo os comentários ela havia voltado a viver com seus pais no mundo trouxa enquanto fazia faculdade em Lion. Porém, os pais dela haviam morrido antes do nascimento de Sarah num desastre de avião. Hermione sempre contara que seus pais iriam a um congresso de Dentística nos EUA, quando  o avião teve uma pane e caiu no meio do Oceano Atlântico.

Por esse motivo ela voltara ao mundo bruxo, com a menina Sarah nos braços. Todos queriam saber quem seria o pai do bebê, e por ela não contar e resolver assumir a criança sozinha, boa parte de seus amigos lhe voltaram às costas. Um dos poucos que não fez isso foi Neville Longbotton. Em um acordo mudo, a Sra. Longbotton ficava com Sarah enquanto Hermione e Neville estivessem na faculdade e Hermione auxiliaria Neville para que ele fosse aprovado nas disciplinas da faculdade de Herbologia.

Quando a faculdade terminou Hermione pensou em levar Sarah embora, viver no mundo trouxa. Mas a Sra. Longbotton não queria que isso acontecesse, e por isso convidou-as a morar em sua casa.. Hermione relutou.. parecia que preferia voltar ao mundo trouxa, mas por fim acabou aceitando. Isso trouxe um grande consolo à velha Sra. Longbotton, que adorava a menina...

Os anos passaram e Sarah Granger faria 11 anos no mês seguinte. Ela era bonita, os cabelos negros, longos, cacheados somente nas pontas, quase sempre presos em um rabo de cavalo. A pele era alva como a neve e seus olhos eram negros como a noite. Gerando um contraste gritante.Suas feições eram muito parecidas com a de Hermione, como por exemplo o sorriso que seria igual, se o de Sarah não fosse tão gélido.  A Sra. Longbotton, sempre achara difícil descrever Sarah Granger (a quem ela chamava de minha netinha), ela era muito parecida com a mãe, mas havia alguma coisa nela, em sua forma de pensar e na frieza daqueles olhos negros, que lembravam alguém que ela não conseguia distinguir exatamente quem fosse. 

Naquele instante a menina Sarah Granger levantou-se e pegou uma flor de um canteiro, chegando perto a Sra. Longbotton, com um sorriso no rosto e os olhos negros brilhando:

- Vó trouxe uma flor para a senhora. – sua voz era fria como a neve.

- Obrigada Sarah querida. – disse a Sra. Longbotton. Olhando a menina e observando o livro que ela lia. A Sra. Longbotton, realmente adorava a garota, tão fria, tão distante, mas ao mesmo tempo tão amável...

O eterno problema de Sarah era o fato de ser extremamente orgulhosa. Sarah considerava quase todas pessoas inferiores. Para cada amigo de sua mãe tinha um apelido. Amigos estes que passada a primeira surpresa a cerca da atitude de Hermione, a respeito do bebê foram voltando aos poucos..

Parvati, (a feiosa) que havia casado com  Dino, o perna-de-pau e que tinham uma espécie de tenda adivinhatória para enganar as moças trouxas.  Lilá, a desvairada (necessariamente amiga da feiosa) casada com Simas (o playboy falido) com aquelas crianças pequenas, que gostavam de mexer nos livros da Sarah, principalmente nos de magia negra, até parecia que eles sabiam instintivamente onde estavam; Rony, o pobretão (não era muito criativo, mas, segundo ela era real) que vivia cercando sua mãe; Harry, ela só chamava de pretenso auror e Gina. Bom de todos o que ela mais gostava era de Gina, a grande amiga de sua mãe. Ela era doce e simpática e além de tudo sua madrinha e que junto com Neville lhe davam presentes maravilhosos.

Neville Longbotton era um caso a parte. Sarah tinha verdadeira adoração por ele, talvez isso se devesse ao fato de não ter pai.. O caso é que o padrinho fazia todas as vontades dela, em qualquer caso. Hermione agia as vezes como mãe dos dois, ralhando com eles. Sarah apenas lastimava o fato de Neville ser muito bobo e não conseguir responder a maioria das perguntas que ela lhe fazia.

A alta executiva do Gringotes, Hermione Granger olhava os balancetes do ano Em cima de sua mesa uma foto de sua filha Sarah, sorrindo friamente. Sua gerência incluía o repasse de contas para as filiais dos Gringotes estrangeiros. Era um serviço fácil, mas extremamente burocrático e Hermione o odiava . Após tomar um providencial cafezinho, ela voltou-se a pilha dos repasses.  Era um método arcaico que fazia sua filha Sarah rir demais. Tinha que separar os repasses de valores e as retiradas e enviar, via coruja para o Gringotes correspondente. Sarah achava que poderiam fazer um programa de computador para isso, mas Hermione lhe dissera computadores não funcionavam no mundo bruxo. Sarah e sua mania inventiva propuseram algumas idéias, rejeitadas prontamente..

Ela começou a separar as fichas.. odiava aquele serviço, foram uma, duas, três.. cinco.. até que ela encontrou... Porque ele não poderia ter transferido aquela maldita conta? Porque era teimoso.. Isso não era uma qualidade, era uma característica.  Teimoso, sarcástico... Ela meio sorriu, pegou a ficha e colocou no local correspondente, passando para a seguinte.

Quando a carta de Hogwarts chegara, Sarah fez uma festa. Neville aproveitando a deixa lhe contou a surrada história de que sua família achava que ele seria um semi-aborto, enquanto podava algumas mudas de samambaias gritantes. Sarah sempre achara o mundo bruxo muito engraçado, isso talvez por ter sido criada de forma essencialmente trouxa. Naquela manhã, ela havia levantado cedo pois iria acompanhar a mãe nas compras de seu material. A Sra. Longbotton dissera que não iria por estar se sentindo muito cansada. Hermione apenas a olhou e disse que talvez fosse melhor ela procurar um medibruxo. A velha Sra. Longbotton apenas dissera que era a velhice e que contra esta não tinha remédio. Sarah deu um beijo na avó e saiu acompanhando sua mãe.

Ela conhecia o Beco Diagonal muito bem. Vovó Margarida, sempre lhe levava ali para buscar os seus livros. Sua mãe sempre lhe proibira ler qualquer coisa que dissesse respeito à Magia Negra, mas Sarah parecia fascinada pelo assunto. Com a varinha de sua avó ela criara em seu quarto uma pequena câmara secreta, onde tinha seus livros. Para uma menina de 11 anos era uma coleção considerável. Seu autor preferido era Severo Snape. Ela tinha todos os livros dele, achava-os muito interessantes e gostaria muito de conhecê-lo pessoalmente. Diziam dele que era sarcático e malévolo. 

Sarah ia caminhando lentamente com a mãe pela rua repleta de lojas. Na frente da loja de roupas da Madame Malkin, encontram-se com  Percy e Penélope Weasley que estavam com suas filhas gêmeas, que iriam ingressar em Hogwarts junto com Sarah.

- Ora, mas se não é Hermione Granger! – exclamou Percy.

- Percy! Penélope! – disse Hermione cumprimentando-os. – Vieram comprar os materiais para as meninas?

- Pois é, Mione. E os preços estão pela hora da morte. – exclamou Percy, penalizado.

- Deixe de ser pão duro, Percy. Você, como assessor direto do Ministro da Magia tem um ótimo salário. – falou Hermione.

- Não mais do que você, certamente... –contrapôs ele , com um sorriso falso por debaixo dos óculos. – esta é a Sarah?

- Sim... – respondeu a menina, cumprimentando-o polidamente, enquanto examinava atentamente com uma expressão aborrecida no olhar, ele , a esposa e as duas filhas incrivelmente ruivas.

Percy Weasley e Hermione ficaram mais alguns instantes conversando sobre o Ministério da magia, os Weasley e assuntos afins.. Sarah apenas observava o movimento, enquanto as gêmeas Weasley a observavam. Por fim, Hermione resolveu ir embora, porque não tinha o dia todo para comprar os materiais de Sarah.

Quando elas se distanciaram, Percy comentou com Penélope, que Rony realmente tinha razão: a filha de Hermione, parecia uma grande pedra de gelo.

Na loja de Madame Malkin elas compraram as vestes de Sarah que fez questão que a mãe lhe comprasse um vestido de baile .

- Sarah, minha filha. Os baile são só para quem está do quarto ano em diante.

- Bom, mãe, mas e porque eu não posso ser convidada?

- Porque você é uma criança, filha.

- Eu quero o vestido! A vovó deu o dinheiro. – disse ela, friamente tirando um bolo de galeões do bolso.

- Sua avó faz tudo o que você quer, Sarah. – respondeu Hermione lentamente, enquanto se dirigiam para o local das roupas de baile.

Hermione apenas observava a filha e os vestidos. Ela os recusava com uma frieza impressionante. Pegou um branco e preto  discreto e disse apenas enquanto entrava no provador

- Vou provar este aqui.- Vestiu-se e saiu. Ela ficara linda, pensou Hermione. O preto lhe caia muito bem, principalmente em contrates com o branco. E Sarah era um contraste.  Rapidamente ela trocou de roupa e saiu abraçando o vestido. Iria leva-lo.

Dali, saíram para a Olivaras Artesãos de Varinhas. Hermione abriu a porta e elas entraram no aposento deserto e empoeirado. Hermione pensou que o lugar quase não mudara em quase 20 anos que estivera ali pela única vez. Sarah se escorou no balcão e ficou espiando as pilhas de varinhas ali localizadas.

Um dado momento, um senhor idoso de olhos bem azuis, e ficou olhando para Sarah, cada vez se aproximando mais.. Os olhos azuis olhando dentro dos olhos negros da menina. Ele sorriu para ela enquanto dizia:

- Achei que a veria mesmo por esses dias, Sra.. , é Srta. Granger. – disse ele, ainda olhando Sarah, mas se dirigindo a Hermione.

- Como vai, senhor? – cumprimentou Mione.

- Bem obrigado.  22 centímentos,  flexível, ébano e pêlo de unicórnio, não é?

- Sim, senhor. - respondeu ela sentindo-se por algum motivo inconfortável.

- E você, Sarah Granger. – disse ele para a menina.

- Eu?

- Qual é o braço da varinha? – perguntou ele, tirando a fita métrica prateada do bolso.

- Bom, sou destra. – respondeu esticando o braço direito.

O senhor Olivaras mediu o braço dela e balançando a cabeça começou a pegar algumas caixas...

- E o que eu tenho que fazer?

- Experimentar.. Não se preocupe, senhorita , é a varinha que escolhe o bruxo.

- Porque? – quis saber Sarah.

- Pelas aptidões de cada um, e pela possibilidade de se realizarem grandes feitos, ou simplesmente pela possibilidade de executar feitiços simples. Ou muitas vezes pela própria necessidade.

Ele começou a lhe alcançar varinhas, mas assim que ela fazia movimentos com elas ele logo a tirava de sua mão. A pilha de varinha ia crescendo e Sarah ia ficando preocupada.. o que aconteceria se não arrumassem uma varinha para ela??? O sr. Olivaras pareceu ver a apreensão nos olhos dela e disse:

- Não se preocupe, senhorita Sarah em algum lugar vamos achar a sua varinha... – Ele observou –a mais uma vez e disse pensativo:

- Será? Acho que sim... Bem, vamos tentar...

Ele caminhou até a última prateleira à direita, onde pareciam estar varinhas excluídas e no topo desta prateleira, tinha um pequeno símbolo negro que pareceu conhecido a Sarah, mas que ela não identificou. O sr. Olivaras, contou a terceira varinha do monte e tirou a caixinha e a trouxe:

- Experimente essa aqui, Srta. Sarah.

Sarah pegou a varinha que ele lhe alcançava e sentiu um calor na ponta dos dedos, que parecia lhe queimar.. Pegou a varinha e mexeu-a no ar.. e fagulhas saíram...

Ela sorriu e disse:

- Avis!

- Sarah! – disse Hermione, repreendendo-a

Algumas pombas surgiram da varinha e saíram pela loja..

- Muito bem, senhorita Sarah! Muito bem.. Tinha mesmo que ser....

- Ser o que?

- A senhorita não deve saber, mas cada varinha tem sua irmã.. em geral apenas uma irmã ou no máximo duas... A irmã da sua, eu vendi há muitos e muitos anos para um rapaz búlgaro.

Hermione se mexeu discretamente.

- Com a varinha ele salvou-se muitas vezes da morte, e ao mesmo tempo matou muitas pessoas, mas não sem motivo, nunca sem motivo.

Ele encaixotou a varinha e Hermione pagou- a . Quando estavam na porta da loja, o Sr. Olivaras disse:

- A senhorita tem uma varinha das Trevas muito poderosa em suas mãos. Sempre reflita o que vai fazer, sempre. Não se deixe levar por impulsos...

Sarah saiu sorridente da loja, queria e iria descobrir quem era a pessoa das Trevas que tinha a varinha irmã da sua...

Naquele dia se iniciava mais um Ano letivo em Hogwarts. Severo Snape pela primeira vez, pensara seriamente em largar a escola.. Chegara, durante as férias, a conversar sobre o assunto com Alvo Dumbledore que não aceitou sua demissão.. Na realidade, ele queria se dedicar aos livros e pesquisa de novas Poções, que pudessem curar as doenças trouxas que vinham atingindo o mundo mágico. Fizera até em sua casa um magnifico laboratório para desenvolver esses objetivos.. Mas pelo jeito, tudo passaria mais um ano trancado, pela impossibilidade dele ir até a Bulgária todos os dias... Sua irmã lhe dizia que teria que largar Hogwarts independentemente da vontade de Alvo Dumbledore e voltar para casa. Era necessário desenvolver seus livros pois eram muito comercializados no mundo mágico. Mas ele não deixava de sentir certo receio, pois Voldemort fora derrotado mais uma vez, mas era uma derrota provisória., como todas as outras..

Pegou o Profeta Diário de alguns dias antes e releu a manchete de capa sobre a mudança de diretores no Banco Gringotes, que pela primeira vez passaria a ser Administrado por uma bruxa que não era puro-sangue. No interior do jornal estava a reportagem e uma foto. Ela parecia à mesma menina que ele conhecera, que amara e de quem jamais esquecera, exceto por uma diferença: sua expressão era fria e calculista e os olhos tinham um brilho gélido. Ela era uma alta executiva, que não tinha tempo para nada, nem para a filha. Ele não conhecia a menina, mas ouvira falar dela. O mais impressionante é que a menina não tinha pai. Hermione Granger, enfrentara todos os preconceitos e criara sua filha sozinha, dizia-se que a menina era filha de um trouxa que a abandonara.. mas a menina, não fora criada somente pela mãe. Em reconhecimento a tudo o que ela fizera pelo neto, a velha Sra. Longbotton, era quem cuidava da menina. Isso ele sabia de ouvirem comentar.

Por três anos consecutivos Hermione recusara as propostas de Dumbledore para vir ensinar em Hogwarts, mesmo que ele lhe oferecesse três vezes de salário do que ela recebia no Banco. Mas ele tinha certeza do motivo que a impelia a fazer isso.. 

Snape jogou o jornal sob uma cadeira e vestiu uma bela capa.. A cerimônia de inicio do ano iria começar mais uma vez... Antes de subir para o Salão Principal ele abriu uma gaveta em sua escrivaninha e tirou de lá a foto de uma moça sorridente com vestes da Grifinória, que acenava para ele. Ficou alguns instantes olhando para a  foto, e depois a guardou na gaveta.. Já estava atrasado para a cerimônia.

Todos os alunos mais velhos, já haviam chegado.. E ele fora um dos últimos professores a chegar.  Sentou-se em seu lugar na mesa e ao seu lado surgiu o professor de Herbologia: Neville Longbotton, totalmente atrapalhado. Ele sentou-se e começou a tentar atrair a atenção da Sra. Sprout que agora lecionava Adivinhação (ela considerava mais fácil.. era só enrolar os alunos) . Quando ela olhou, Neville lhe disse:

- Esse ano a minha afilhada Sarah vem estudar em Hogwarts.

- Quem, a filha da Hermione? – perguntou ela.

- Sim.. – confirmou ele...

- Achei que ela fosse mais nova... – comentou a Sra. Sprout.

Neville estava observando a entrada dos alunos com atenção.. Snape simplesmente conservava sua expressão fria enquanto pensava se a menina seria parecida com Hermione...

Dali a alguns instantes o grupo de alunos do primeiro ano entrou no Salão Principal de Hogwarts. Todos olhavam extasiados para o teto, para as mesas... Enquanto isso o grupo era aplaudido quando passavam...

Sob orientação da Prof. Minerva, eles se colocaram em fila, virados para o salão. Uma menina, em um dos cantos, virou-se para trás e sorrindo, acenou levemente para Neville que parecia desesperado...

"Então, aquela é a filha da Hermione" – pensou Snape, olhando para a menina. De longe ela parecia-se com a mãe, muito embora os cabelos fossem mais lisos, cacheados nas pontas e mais escuros. Ela olhou novamente na direção de Neville, e então ele pode ver seus olhos.. eram olhos negros, tão negros como a noite e frios, aparentando uma personalidade nada maleável. A filha de Hermione, então olhou para ele, examinando-o.

Naquele instante, o Chapéu Seletor terminara sua canção e iria começar a seleção. A professora Minerva explicou que deveriam sentar-se no banquinho e  colocar o Chapéu e começou a chamar os nomes..

Snape normalmente se desligava dessa apresentação, ao contrário dos outros professores.. Ele apenas prestava atenção quando escutava algum nome conhecido ou quando o Chapéu mandava o aluno para a Sonserina..

- Avery, George.- chamou a prof. Minerva. Era um garoto de cabelos castanhos e olhos claros, que se sentou no banquinho. Nem bem ele colocara o chapéu, a grande aba se abriu e disse:

- Sonserina. - Snape apenas assentiu com a cabeça, pensando: "Grande novidade, um Avery na Sonserina."

Mais alguns nomes foram ditos.. Corvinais, Lufa-Lufas e Grifinórios, iam se dirigindo as mesas. Mais alguns nomes até que a Professora Minerva chamou:

- Granger, Sarah.

A menina dos olhos escuros sentou-se no banquinho. Ela se portava como uma princesa. Snape percebeu que Neville tinha as mãos agarradas na mesa...

Ela colocou o Chapéu na cabeça, tapando-lhe os olhos.. O Chapéu parecia indeciso com o que faria com a menina..

- Alguns dos seus pais é da Sonserina? – questionou o Chapéu.

- Não senhor. A minha mãe da Grifinória e meu pai era trouxa. – explicou ela.

- Eu lembro da sua mãe, mas você não se parece com ela. – afirmou o Chapéu. - Tem certeza que seu pai não era da casa Sonserina ?

- Tenho sim...

- Mas não pode ser, não pode ser.. - O Chapéu rodou na cabeça da menina, ele parecia indeciso...

- O que não pode ser? – quis saber a menina, arregalando os olhos na escuridão...

Mas o Chapéu não respondeu. A Aba se abriu e ele gritou:

- Sonse... - e parou, parecia Ter se arrependido... A menina tinha começado a sorrir, mas parou.

Toda a escola tinha os olhos presos na seleção, bem como todos os professores. Neville parecia apavorado. O Chapéu Seletor jamais mudara a casa de alguém, após ter começado a falar uma.

- Grifinória! – exclamou ele por fim.

A menina fez cara de choro enquanto tirava o Chapéu e o recolocava no banquinho. E depois caminhou até a mesa da Grifinória sentando-se .

Neville parecia ter recuperado a vida, e murmurou:

- Graças a Deus, acho que a Mione morreria.

 Mais alguns alunos foram selecionados entre eles, alguns Sonserinos tradicionais como Carl Macnair, William Malfoy, Louise Nott e também alunos tradicionais de outras casas como Weasleys na Grifinória, Diggory na Lufa-Lufa e um casal de gêmeos Patil na Corvinal.

Depois, Alvo Dumbledore deu seus avisos habituais de inicio de ano.. Nenhuma novidade importante e assim, iniciou-se o banquete.