N/A: Eu queria agradecer de maneira especial a todas as pessoas que acompanharam essa fanfics, dando idéia, sugestões e fazendo críticas. O final pode não ter sido dos mais criativos, mas chegou num ponto que era a única a maneira de tudo dar certo.

Muito obrigado a todos e desculpas eventuais problemas e demoras.

Mil beijos

Sarah

Capítulo XXXVIII- No fim tudo dá certo, se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim"

A Hermione do futuro, jogou-se para trás de uma poltrona. Se Severo desse de cara com duas Hermione não entenderia nada, e mesmo não era esse seu objetivo. De lá, ela disse para a outra:

- Pense no que vai dizer... por favor, pense duas vezes no que vai falar. – implorou ela.

No instante seguinte, Severo surgiu no vão da porta. O aspecto do homem era lamentável, cortes no rosto, nos braços, as vestes estropiadas. A Hermione vinda do futuro observou que não reparara nisso, tão centrada que estava há tantos anos atrás...

Ele encontrou a esposa sentada na cama, com as mãos em meio à cabeça. Um malão semi-pronto esperava no lado da cama, com a preciosa caixinha de música ao lado.

- Ainda bem que encontrei você, ainda bem. – ele sentou-se ao lado da esposa na cama, abraçando- a . – Deus sabe o quanto rezei para conseguir lhe encontrar.

Severo Snape estava tentando atrasar o enterro de Sarah o máximo tempo que fosse possível. Hermione sumira, mas sem querer, uma imagem apareceu em sua cabeça, uma imagem semi-esquecida... Ele conseguira falar civilizadamente com Hermione, naquele dia, logo depois do enterro dos pais dela? Não, lhe parecia que não tinha conseguido, que a encontrará no meio da escada e que ela não lhe dera chance de falar, mas uma vez que essa idéia aparecia deveria ser assim mesmo. O estranho era porque ele se lembraria disso agora. Será que Hermione....

-Hermione, você tem que me escutar. – pediu ele, erguendo o rosto dela delicadamente com a mão.

- Fale. – ela pediu. Tinha que ver se a historia dele, coincidiria com o que falara a Hermione que estava escondida de trás do sofá. Se coincidisse, se aquela mulher triste, fosse realmente seu futuro... E mais, ela sabia sobre o bebê, e até ali não falara a ninguém sobre o assunto.

A historia de Severo era a mesma que a Hermione do futuro contara. Que quem matara os Granger fora Lúcio Malfoy, que as pessoas das Trevas queriam separa-los, pois consideravam que assim, Severo teria mais tempo para se dedicar às questões das Trevas.

Um silêncio seguiu a historia do homem.. Ele procurava acariciar os cabelos castanhos da moça, que não sabia o que fazer. A Hermione do futuro, torcia que ela acreditasse na história, e se não chegasse a isso, ao menos que falasse sobre Sarah. Talvez, talvez Deus lhe considerasse merecedora de algo de bom.

- Você acredita em mim, Hermione? – ele perguntou- Você não vai me deixar, vai?

Severo Snape sentou-se numa poltrona, enquanto todas as outras pessoas pareciam impacientes, mas alheias aos velórios. Era uma troca de conversas, de informações e de novidades que cercava o ambiente. Agora sentia uma agonia no coração, como se esperasse uma resposta decisiva. Ele tinha certeza que teria a ver com Hermione, com o dia que ela fora embora. Era uma sensação muito estranha, como se de alguma forma tivesse a possibilidade reviver alguns momentos de seu passado.

Na Mansão Malfoy, Willian descia sorrateiramente as escadarias, carregando um enorme tapete voador. Era uma vantagem ser de uma família tradicional, onde objetos mágicos antigos eram guardados como relíquias. E mais do que isso, o melhor era saber que essas coisas existiam. Willian agradeceu a mãe, por ter lhe contado sobre "os segredos dos Malfoy" , rezaria em honra da alma dela por um ano, todas as noites. Sim, e isso porque fora difícil encontrar o tapete. Dificil era apelido.. fora quase impossível.

Com um estalo o garoto loiro abriu a portA da biblioteca da mansão, recebendo olhares admirados dos demais.

- Você demorou- disse Louise.

- Demorei, mas achei.... – disse ele, desenrolando o tapete. – Se preparem que vamos partir em segundos.

A jovem Hermione respirou profundamente. Queria muito acreditar em Severo, e bem, era possível que ele não posse culpado. Sim, era possível.

- Eu acredito em você, Severo.- disse ela, olhando e sorrindo de leve para o marido.- Eu amo você, vou sempre amar você. Sei que você não faria isso comigo, e....

A Hermione do futuro sentiu-se sendo sugada para dentro de um redemoinho incontrolável. Fizera algo errado, alterar ao futuro, mas ao mesmo tempo em que poderia ser condenada, tinha que agradecer a si mesma. Cenas foram passando em sua cabeça, cenas que não estavam ali antes : ela grávida de Sarah, numa praia, com Severo usando um enorme chapéu preto de bruxo, o nascimento de Sarah, uma recepção em sua casa com os amigos, todos obviamente achando tudo muito estranho: Hermione sendo casada com Severo Snape, Sarah maiorizinha destruindo dois tubos de ensaio e levando um pito do pai. Sara na escola ostentado o uniforme de Sonserina...Aquilo foi girando cada vez mais rápido e ela não conseguiu mais divulgar as imagens... Tudo era muito rápido.

Severo, sentado no velório de Sarah também sentia aquelas sensações, era como se flutuasse, flutuasse para um lugar melhor, para uma vida mais feliz, maravilhosa que não era a vida dele, havia Sarah, Hermione, risos, diversões.... O velório desapareceu perante seus olhos, e ele descobriu-se de olhos abertos deitado em sua cama, na sua casa... o cheio macio dos travesseiros aromáticos, a maciez de seu colchão... Ele virou-se e deparou-se com Hermione também já acordada.

- Acordou cedo querida. – ele comentou.

- Um pesadelo Severo. – ela sorriu para ele- Um pesadelo horrível, de que Sarah tinha morrido.

- No meu pesadelo também tinha a morte de Sarah, Hermione. – ele franziu as sobrancelhas. – Foi mesmo só um pesadelo?

- Faz alguma diferença? – ela perguntou, mas a conversa foi interrompida por uma minúscula batida a porta, e logo após Sarah correndo e se jogando sobre os pais ainda deitados na cama.

- Não faça isso, Sarah que machuca.- ralhou Hermione, sorrindo muito ao ver a filha viva, feliz, radiante.

- Bom dia pai, bom dia mãe... – ela cumprimentou, beijando o rosto de ambos. – Pai, posso passear no bosque? – ela perguntou marotamente.

- Você vai com quem, minha filha?

- Com Willian, Louise, George e Carl. – disse ela – Os meus amigos de sempre.

- Pode ir. – concordou ele- e mesmo de que adianta negar?

Ela beijou novamente o rosto do pai e saiu do quarto gritando.

- Severo, você estraga essa menina. – reclamou Hermione. – deixa-a fazer o que quiser...E esses amigos dela, todos mais jovens e tem mais uma historia duvidosa de um tapete mágico que os ouvi conversando.

- Não desconverse Hermione... – disse ele- Foi um pesadelo? Parecia muito real, demais até.

- Faz alguma diferença se foi ou não?- perguntou ela, ao ver a expressão de dúvida no rosto do marido – Severo, pense .. não é muito melhor hoje do que no "pesadelo"? estamos tendo uma segunda chance... Não podemos desperdiça-la!

- Não vamos desperdiça-la. – disse ele, beijando a esposa. Mas o sossego durou pouco instantes. Uma nova batida na porta, denunciou a chegada de uma terceira pessoa.

Os dois se entreolharam e sorriam ao mesmo tempo, enquanto Hermione comentou em voz baixa.

- Ela é terrível, não é mesmo? Mas nossa filha é a melhor garota do mundo.

***FIM***