Hoje, dia 25 de junho de 2003, termina nossa saga de fanfics "Caminhos Cruzados I e II". Queria agradecer a todos e em especial a cada um que acompanhou esta série, que fez seus comentários e suas criticas e espero sinceramente não ter deixado muito a desejar. Saibam que fiz o que era possível. Espero que tenham se divertido muito com nosso magnífico par SS/HG como eu me diverti em escrever toda essa história.

Beijos a todos,

Com carinho.

Sarah Snape.

Capítulo XX - Finalmente o fim.

Em uma ou duas semanas, as coisas no mundo mágico pareciam Ter voltado a seu rumo normal. Arthur Weasley foi reconduzido a posição de Ministro da Magia, de onde fora destituído por Moody e Dumbledore voltara a Hogwarts. Não que tivessem sido poucas as pressões que ele enfrentara para que assumisse como Ministro, mas segundo seus argumentos, Hogwarts era sua vida e por isso ele somente voltaria a deixar a escola, morto. Como seria complicado acumular os dois cargos, ele não tinha interesse em ser Ministro da Magia. Dumbledore lastimava a muito a morte de sua fiel escudeira Minerva, mas sabia que ela morrera por amor e que talvez isso trouxesse a ela própria algum tipo de consolo, onde quer que esteja. De sua sala ele aproveitava e olha para fora, procurando a acompanhar o resultado de um pedido que Severo lhe fizera mais cedo.

No campo de quadribol havia um grupo reunido e acrescido de outro homem: Irnius Granger.

- Ainda não acredito que Remo tenha preferido passar ferias com a Hoock a vir nos ajudar contra Voldemort. – troçava Sirius.

- Não é isso, Sirius. – retrucou o outro, levemente envergonhando - Apenas recebi as corujas de vocês ontem e daí vim correndo para cá.

- Nada pessoal Remo - dissera Lúcio, com sua expressão de pouco caso – Mas vocês deveriam estar em algum lugar ou fazendo coisas, estupendas para não ter contato nenhum com o mundo externo.

Os outros deram risadinhas, enquanto Remo Lupin corara furiosamente. Numa das partes do grupo estava Frank Longbotton que aproveitava para provocar o amigo Richard.

- Observem bem e digam que não tenho razão. – começou a falar o auror atraindo a atenção de todos. – Olhem as vestes deste cidadão. – ele indicou Richard com a cabeça. – É a combinação trouxa mais ridícula de que já tive conhecimento.

Richard estava com uma calça amarela, uma camisa vermelha e gravata azul clara, e fazia uma grande expressão de desagrado.

- Qual é o problema, Frank? – quis saber ele.

- Não existe problema nenhum, Richard. –era a voz de Irnius Granger sobrepunha as gargalhadas dos outros. – Mas quem escolheu esse traje não entende nada de vestimentas trouxas.

Sírius Black que chegava a chorar de tanto rir, ainda completou, afinando a voz:

- Deve ter sido a Sybilinha dele!

As gargalhadas foram gerais.

- Richard, por favor! – era a voz de Severo Snape, fazendo o possível para manter-se sério. – Se quer mesmo ficar com aquela mariposa, ao menos não deixe que ela lhe escolha as vestes. Você está ridículo.

- Apoiado. – completou Lúcio Malfoy. – Olhe para mim, para minha elegância e me tome como exemplo, Richard. – ele indicou as próprias vestes sendo incontestavelmente vaiado por todos.

- Cai fora, pavão! – era Frank Longbotton quem falava isso rindo, e todos concordaram. – Nunca vi alguém que se pavoneia por qualquer coisa quanto esse daí... Mais egocêntrico que você só o Lockrart.

- Não precisa ofender ele, Frank! – dissera Snape, rispidamente. Porém os outros todos concordavam.

- Quem é esse Lockrart? – quis saber Granger.

- È melhor você não saber, Irnius. – disse Lúcio. - Isso é intriga da oposição. Fui eleito o homem mais elegante do mundo mágico pela Transfiguração Hoje. – gabou-se.

- Pudera, comprou a eleição! – disse Richard.

- Cala a boa, Richard – disse Lúcio de maus modo – cuida da sua vida!

Houve um minuto de silêncio até que Sírius perguntou:

- Severo você conseguiu?

- È claro que sim. – respondeu Snape, presunçosamente.

- Lá vem o presunçoso.

- Sírius fica na sua. – disse Snape ralhando - Eu trouxe o chapéu seletor e o banquinho.

- Ainda não entendi o porquê dessa idiotice. – contrapôs Remo. – É obvio que ele é da Sonserina.

- Não sei... Seria muito bom que fosse.. Daí estaríamos em maioria absoluta, desde que Richard não trocasse de lado, claro. – disse Lúcio com frieza olhando para o amigo com desprezo. Mas Richard fingiu nem notar a dura observação. – Vocês estariam perdidos.

Snape retirou os equipamentos da caixa que estava no chão e mandou que Irnius sentasse no banquinho. Mesmo desconfiado, o dentista fez o que lhe era pedido, e logo um chapéu estranho lhe cobriu os olhos.

Sírius esfregava as mãos. Havia apostado com Lúcio Malfoy uma rodada de cervejas amanteigadas no Três Vassouras, caso Granger fosse selecionado para a Sonserina. Tinha certeza de faturar o prêmio.

O chapéu começou a se agitar na cabeça do dentista e demorou alguns minutos para proferir seu veredito:

- Sonserina!

Irinus Granger ainda estava com o chapéu e tentava retirá-lo quando foi ouvida a voz de Sírius Black, gritando feliz...

- Hoje tudo por conta de Lúcio Malfoy... – e saindo correndo vibrando para o povoado seguido de perto pelo loiro. –...o Mais novo separado do pedaço.

Os dois se afastam rapidamente enquanto os remanescentes se entreolhavam:

- Lúcio se separou? – começaram a questionar.

- Não foi bem isso. – explicou Richard com um sorriso maroto. – Narcisa saiu da casa deles de armas, bagagens e centenas de milhares de galões e foi morar com um garotão trouxa de 18 anos.

Todos riram com vontade.

- Sim... – disse Richard baixando o tom de voz.- parece que ela disse que estava na hora de trocar "o homem mais elegante do mundo mágico" por um que... –ele parou e depois continuou.. – vocês sabem o quê!!!

Ele foi interrompido pelos risos. Frank Longbotton chegara a deitar-se no chão para rir melhor.

- E ainda disse, que deixaria os restos para a sua irmã, Severo - ele indicou Snape com a cabeça - uma vez que Lauren se contentava com pouco!

- Que maldade!! - disse Remo, falsamente compungido. – mas quem lhe disse isso, Richard?

- Bom, algumas partes Lúcio contou, e outras foram a Sibila.

- Mas como é que a Sibila sabia de todos esses detalhes? – quis saber Frank com a voz entremeada de risos.

- A Narcisa contou, ora! – disse Richard falsamente aborrecido.


Um casal passeava feliz e de mãos dadas por um parque trouxa em Londres.

- Severo, nem acredito que todo esse pesadelo terminou! – era voz de Hermione, Severo lhe oferecia uma bela rosa vermelha.

- Para mim minha querida, ainda parece algo inacreditável. – explicou ele, passando outra rosa no rosto dela – Às vezes penso que estou sonhando. De um dia para outro a minha vida deu uma grande reviravolta. O pesadelo acabou e agora vamos per ser felizes. – ele ergueu a moça do chão beijando- a .

- Eu para ser sincera sinto pena de Moody! – contrapôs ela com um sorriso.

- Pobre diabo, realmente. – concordou Snape. – Mas ainda acho que tudo terminou da melhor maneira possível para ele, Draco e os outros. Estão fazendo tratamentos, sendo reabilitados em uma espécie de prisão trouxa... Depois voltarão ao nosso convívio... – explicou ele, sob o olhar atento de Hermione.

- Bom, mas sem uma grande ameaça pairando no ar, teremos paz - dissera ela. – Meu pai que pareceu muito influenciado por toda essa história. Esta indo sempre a Hogwarts, adquirindo conhecimentos. Ele em contou que foi selecionado para a Sonserina.

- Nem poderia ser diferente, mas o incrédulo do Lúcio ainda teve que pagar cervejas amanteigadas para todos, por conta de uma apostinha que fez com Sírius. – contou ele, com um sorriso. – Você não sabe o quanto me sinto feliz, Hermione! Você não pode imaginar. – ele falou tomando a mão da moça.

- Severo, eu nem sei o que lhe dizer. – comentou ela, olhando nos olhos. – é bom demais essa paz, essa felicidade.

- Já falei com seu pai. – ele começou a falar, sobre um olhar interrogativo da moça. – E se você quiser... – ele tirou do bolso uma caixinha aveludada negra, abrindo-a – Poderíamos nos casar.

Hermione olhou-o feliz. Parecia que ia explodir de felicidade. Agora na paz teria a sua chance de ser feliz e de fazê-lo feliz.

- È claro que eu aceito, se isso é um pedido. – troçou ela.

- E o que mais haveria de ser? Amo você.

- Eu também te amo, Severo e é claro que aceito seu pedido. – respondeu ela, seriamente.

O par se beijou muito feliz e partir daí jamais foram vistos separadamente, sendo considerados um dos casais mais felizes do mundo mágico. Isso tudo porquê, numa determinada ocasião os seus Caminhos se cruzaram.