Depois da Tempestade, a bonança

Essa fanfics foi escrita em resposta ao desafio do WIKTT em que Severo Snape deveria iniciar a fanfics casado e terminar a fanfics com Hermione Granger.

Capítulo I- Um casamento?

- Ora, Severo, mas realmente eu fico muito feliz que você e Sibila tenham resolvido se casar, principalmente nesses tempos tão difíceis que estamos atravessando. Uma festa é sempre muito bem vinda! - disse Dumbledore, muito contente sentado em sua mesa, na sua sala redonda, onde muitos personagens dos quadros (preferencialmente fotos de ex-diretores) os observavam com atenção.

- Sim Alvo e pretendemos realizar a cerimônia antes do reinicio das aulas, para que já possamos estar aqui quando estas se iniciarem. – Severo Snape explicou polidamente. – Sibila faz que estão de irmos ao litoral. Sabe que eu não gosto, mas mesmo assim insiste.

- Ora, Severo, não lhe custa fazer a vontade de sua futura esposa. – considerou Alvo. – Ela gosta de muito de você.. Aliás, sempre gostou. E bem, meu amigo, você não é ninguém que pode ser considerado como fácil de se lidar, portanto.. se Sybila consegue agradeça aos céus. Minerva ficou muito surpresa com o convite para sermos seus padrinhos. Ela sempre pensou que você a odiasse polidamente. – disse Alvo, sorrindo com os olhos por de trás de seus óculos de meia lua.

- Ora, Minerva estava enganada. Apenas não concordávamos e não concordamos em algumas coisas, mas realmente eu não odeio. – explicou ele. – Seria como colocá-la junto a pessoas que ela não mereceria estar.

- Entendo, Severo. mas e falando nisso, você pretende convidar Lúcio, Nott, Avery e seus velhos "amigos" para a cerimônia??

- Realmente não sei, Alvo. – disse ele, afastando os cabelos do rosto. – realmente não sei. Não gostaria de convidá-los, mas sinto não ter outra alternativa.

- Severo, isso depende muito de como anda seu relacionamento com eles. – comentou Alvo. – Eu ser seu padrinho, você sabe, pressupõe os dois lados da questão.. Não sei realmente, mas essa decisão cabe a você, meu amigo. E seja qual for saiba que eu lhe respeitarei.


Era o dia do casamento de Sibila Trewlaney e Severo Snape, um dos mais improváveis pares românticos que haviam se formado em Hogwarts. A professora de Adivinhação estava radiante. Nunca fora, realmente uma mulher bonita, mas estava exultante, realmente muito feliz, no dia de seu casamento, afinal a pessoa que estava ao seu lado no altar, era aquela que ela sempre quisera que estivesse. Tinha uma quedinha por Severo Snape o sério e sisudo sonserino, desde quando conseguia lembrar-se. O casamento bruxo não era diferente do casamento trouxa. Em linhas gerais os trâmites eram os mesmo. Mas o casamento bruxo ao contrário do trouxa jamais seria desfeito a não ser com a morte de um dos cônjuges, ou seja, não existia divórcio. Tudo era parte de um ritual formado a milhares de anos e se parecia incrivelmente com aquilo que os trouxas chamavam de casamento civil. Na verdade o par poderia Ter casado em Hogwarts. Dumbledore insistiu, mas Sibila declinou do convite, e tanto insistiu que Severo acabou por ceder. A cerimônia seria realizado a beira-mar, na praia de ( ver alguma praia inglesa). Era um reduto dos trouxas, mas Severo com a ajuda de Dumbledore, havia encantado o local. Para os trouxas o local parecia mais uma extensão do mar e aos se aproximarem dali se lembrariam de compromissos urgentes que haviam deixado de cumprir. Os bruxos acharam tudo aquilo impressionantes. Jamais alguém ousara tanto em matéria de cenários de casamentos. mesmo Lúcio e Narcisa Malfoy, acostumados a todos os tipos de refinamentos jamais haviam presenciado um casamento na beira do mar.

Severo Snape estava sentindo-se mal com toda aquela parafernália que de Sibila fazia questão. Por vezes, realmente se arrependera de Ter cedido aos insistentes caprichos da futura esposa, mas aprendera com o passar do tempo a como gostar dela, a como entendê-la. Sibila estava radiante e queria aproveitar muito bem aquele dia e portanto esperava que tudo corresse conforme ela havia planejado. Realmente, Severo não negava que a mulher houvesse feito uma campanha para conquistá-lo, e realmente o fizera aos poucos. Não que ele pudesse afirmar que amava sua futura esposa, mas realmente gostava dela, muito.. como nunca havia gostado de nenhuma antes. Ao que lhe parecia, Sibila não se importava com seu jeito sério e calado de ser. Ao menos sempre que ele ficava bravo, ela fazia algo para lhe agradar, nem que fosse ficar em silêncio. E Severo apreciava muito as pessoas que sabiam lhe respeitar. Ele circulou seu olhar para os presentes. Não eram muitas pessoas, mas eram convidados seletos. Ele sorriu com desdém ao pensar isso.

Seus colegas Comensais, pessoas seletas. Realmente, seletas. Seletas nas trevas. Por fim, decidira-se a convidá-los. Lúcio e sua arrogância, Crabbe e Goyle e sua imensurável burrice, Nott e sua prepotência, Mcnair e sua desdenhes. Todos estavam ali. Todos.

Por fim, toda aquela espera teve fim, ao soar de um sino, iniciou-se a cerimônia. De fronte a um pequeno altar, ladeado de flores estava um homem, vestido de preto, que Severo reconheceu ser o juiz, o ministrante da cerimônia. . E no inicio de um corredor, com tapete vermelho no chão estava Sibila, vestida de noiva. E contrariando todos os seus hábitos, ele sorriu. Realmente ela estava linda!

Sibila, caminhado no corredor ladeado com as mais belas flores do campo que os feitiços de sua varinha conseguiram fabricar, o viu sobre o altar. Alto, magro, mas positivamente bonito, os cabelos bem cortados e arrumados e incrivelmente não estava de preto. Fora um pedido que ela lhe fizera. Que no dia do casamento ele estivesse vestido com outra cor, e ele realmente tinha uma veste azul escura que fazia seus olhos negros, ficarem ainda mais escuros, se isso fosse possível.

Os presentes comentavam sobre a beleza da noiva e sobre a expressão feliz no rosto de Snape. Lúcio Malfoy fez até alguns comentários mordazes sobre isso e seus fieis escudeiros riram discretamente.

Tudo parecia lindo, maravilhoso, um sonho, mas quando a cerimônia terminou e os noivos iam descendo do altar, uma leva de aurores apareceu, vindos de todos os lados.

Ninguém sabia de onde haviam surgido todos aqueles aurores. Eles saiam dos lugares mais inimagináveis e começaram a atingir todos os Comensais da Morte presentes Snape era um dos mais visados. Mesmo que muitos dos aurores imaginassem que Snape servia como mediador entre as partes, as ordens eram de aniquilá-lo tanto quanto aos outros. Um auror lhe lançou uma Maldição, quase o atingindo, enquanto Sibila, olhava tudo atônita. As ordens eram claras. os Comensais da Morte deveriam ser capturados, preferencialmente vivos, mas se fossem mortos, apenas se daria menos trabalho aos dementadores.

Sibila ficou com raiva. Uma raiva grande, enorme que parecia querer saltar do seu peito. Aqueles aurores horríveis tinham vindo destruir seu casamento. Mas porquê?? Há muito tempo Severo não exercia mais atividades nas Trevas, pensava ela. Mas as ordens e a opinião da grande maioria dos bruxos era clara: Uma vez Comensal da Morte, sempre Comensal da Morte. Mas será que ela não merecia nem a felicidade de Ter um casamento calmo?? Os convivas que não tinham diretamente nada a ver com a luta entre Aurores e Comensais começaram, a sair correndo.. De todos os lados se ouviam maldições Imperdoáveis serem proferidas. Muitos eram os inocentes que haviam sido atingidos por feitiços simples, mas estuporantes. Sibila olhava para tudo abismada. Lutava entre a vontade sair correndo dali e a de ficar, para tentar ajudar o marido. Severo lhe fez um jeito para que sumisse dali, desaparecesse, se protegesse em algum lugar.. qualquer lugar.

Novamente, o mesmo auror mirou Snape, que tentou se desviar, mas foi atingido... Ele caiu altar a baixo, mas não se feriu gravemente.. Sibila, apavorada, achou que o marido morrera e correu em sua direção, ajoelhando-se a seu lado.

Severo estava desacordado, e o auror se aproximava cada vez mais. Sibila tentava desesperadamente acordar e socorrer o marido caído no chão. Quando o auror chegou na direção deles, com o intuito de acabar de uma vez por todas com Severo Snape, e parou logo atrás de Sibila, ele escutou uma voz atrás de si, era um feitiço, um feitiço das Trevas que Lúcio lançara com o intuito de acabar com o auror. Com o treinamento da academia em fração de segundos o auror desviou do feitiço , porém, o Avada Kedavra atingiu Sibila em cheio.


- Severo, você tem certeza que não quer se afastar da escola? – Era Dumbledore quem perguntava.

Severo Snape estava mais abatido que de praxe. A morte de Sibila durante o casamento fora um golpe duro. Um golpe muito duro. Realmente já havia passado por momentos terríveis em sua vida.. mas ali, além da dor de Ter perdido a esposa, também reinava o remorso. Jamais deveria Ter consentido em fazer o casamento fora de Hogwarts, jamais deveria Ter convidado seus "amigos" comensais para a cerimônia.. Era uma lista enorme de jamais....

- Você não deve se culpar tanto, Severo. – comentou Dumbledore, levemente penalizado com o estado do amigo. Se habituara a ver Snape sempre em estados lastimáveis, com remorsos a flor da pele, mas desta vez estava sendo diferente. Ele se considerava culpado da morte da esposa. Dumbledore acreditava piamente que Severo não amava Sibila, mas que realmente gostava muito dela, tinha-lhe um carinho muito especial, e bem, de qualquer modo, se essas fatalidades não acontecessem, eles seriam, possivelmente muito felizes juntos.

Snape apenas olhou o diretor, sem nada responder.

- Severo, talvez fosse melhor você tirar umas semanas de folga. passear, se distrair..- comentou o Diretor. – Acho que você sofreria menos.

- Se eu puder escolher, Alvo, prefiro ficar. – era mesma voz fria, mas que parecia exprimir algum sentimento, além do sarcasmo habitual. Continha dor, muita dor. – por aqui sempre encontrarei o que fazer... e mesmo, depois do ataque, creio que voltei a meu lugar de origem no "Círculo". – ele comentou com falsa naturalidade. – Todos pareceram muito pesarosos com o que acontecera, mas segundo ouvi do Lord, o mais impressionante é que ele voltou a acreditar na minha sinceridade ao regressar para as trevas. – os olhos negros de Snape brilharam estranhamente ao fazer aquela afirmação.

- Severo, sei que você deve estar sofrendo sentimentos contraditórios neste momento, mas...

- Você não confia em mim, Alvo? – questionou ele.

- Confio é claro, mas sei como você sabe ser vingativo. – explicou o Diretor, franzindo as sobrancelhas. – Por isso, lhe peço, Severo que não leve isso tudo para o lado pessoal.

- Não tinha essa intenção, Alvo. – ponderou ele. – Não se esqueça de que quem desferiu o feitiço em Sibila, foi Lúcio e não algum dos aurores.

- Por isso que lhe peço que não leve isso para o lado pessoal, meu amigo. Prometa-me.

- Farei o possível, Alvo. – concedeu ele. – Farei o possível.