Título: O astro do Rock

Autora: Bélier

Categoria: Universo Alternativo/Romance Yaoi

Retratação: Eu não possuo Saint Seiya/Cavaleiros do Zodíaco. Infelizmente (ou felizmente) eu não os possuo, pois do contrário eles teriam namorado mais do que lutado... De qualquer forma, eles são propriedade de Kurumada, Toei e Bandai.

Resumo: Meu primeiro U.A! Saori é dona de uma famosa gravadora. Ao contratar a mais nova sensação do Rock mundial, a moça deixa o temperamental artista aos cuidados do seu competente Diretor de Marketing. Isso não vai acabar bem...

Capítulo 9 – Começando a turnê

Ei, vocês querem saber de uma fofoca quente? – Máscara da Morte perguntou ao grupo, animado.

Hum, lá vem! – Afrodite suspirou. – Toda as suas fofocas são quentes... O problema é que, quase sempre, não têm fundamento...

Isso é verdade! – Shura concordou.

Kamus apenas sorriu. Estavam os quatro num restaurante próximo à gravadora, almoçando.

Ah, mas essa é! Pode ter certeza! – Máscara debruçou-se sobre a mesa, pedindo que os outros se aproximassem mais. – Vocês nem vão acreditar! Sabem o tal cantor, o Miro?

Kamus sentiu seu coração disparar. Preparou-se para o pior: provavelmente, Miro tinha algum compromisso, uma noiva arranjada, na Grécia, ia se casar em breve... Sentiu a cor fugir de seu rosto, ao pensar nos maiores absurdos possíveis.

O que tem ele? Desembucha logo! – Shura pediu, curioso.

Bem, um colega meu, fotógrafo de uma revista famosa, o flagrou depois do show... com o namorado! Namorado! Imaginem vocês, o cara... AAAAAAAAAAIIIIIIIIIIIIIIIII! MINHA CANELA! - Máscara da Morte se interrompeu, gritando de dor. – Ficou louco, Afrodite!

Ai, desculpa, foi sem querer... – Afrodite disfarçou. O maquiador lançou um olhar de desculpas para o fotógrafo.

Kamus encostou-se novamente na cadeira, desconcertado. Por essa ele não esperava. Alguém os tinha visto juntos!

Ah, não acredito nisso... – Shura continuou o assunto, para desespero de Kamus. – Mesmo que ele esteja namorando outro homem... – Shura fez uma pausa significativa, olhando para Máscara e Afrodite. – ... não acho que ele seria louco de se expor dessa forma ao público.

Como não, se ele até se declarou durante o primeiro show?– Máscara fez careta, enquanto alisava a canela. – O meu amigo conseguiu fotografá-lo saindo do local com o namorado, que chegou um pouco antes do show começar...

E como o tal fotógrafo sabe que o rapaz era namorado do Miro? – Shura perguntou, curioso.

Bem... É comentário geral na mídia que ele está apaixonado... – Máscara deu de ombros. – E esse homem de cabelos longos vive junto dele.

É mesmo? – Shura ficou intrigado. – Quem será?

Vai saber! Ei, será que vai chover, hoje? – Afrodite tentou desviar o assunto da conversa. Kamus desconfiou que o maquiador sabia da história e estava tentando resguardá-lo.

Vai saber, nada! – Máscara tirou um envelope do bolso da jaqueta, feliz da vida. – Nós vamos saber! Meu amigo me mandou uma cópia da foto, que vai sair na capa da próxima edição! – Máscara olhou o envelope, ainda lacrado, curioso. – Apesar de até agora eu não ter entendido porque ele fez questão de me mandar...

Essa não... – Kamus apoiou os cotovelos na mesa e escondeu o rosto entre as mãos.

Máscara abriu o envelope, animado. – Vamos ver quem é o homem que inspira as músicas do roqueiro mais famoso do momento!

Ele e Shura observaram a foto atentamente, enquanto Afrodite apenas espiava com o canto do olho...

Silêncio.

KAMUS!

x-

Você só pode estar brincando! – Miro olhou o amante, surpreso.

Quem me dera! – Kamus sorriu, constrangido. – Pode se preparar, pois seremos capa da próxima edição da maior revista de fofoca do país!

Miro sentou-se ereto na cama, olhando para a parede. Kamus ergueu-se levemente nos cotovelos, para observar melhor o cantor. – Sinto muito, eu... Não imaginava que poderia lhe trazer problemas...

Sem aviso, Miro começou a rir, a princípio de forma contida, mas, aos poucos, o riso se transformou numa gargalhada sonora. O cantor deixou-se cair novamente sobre o colchão, rindo sem parar.

Kamus apenas puxou o lençol até a cintura, encabulado.

Dane-se! – Miro conseguiu finalmente dizer, ofegante. – Infelizmente, vou perder algumas fãs, mas...

Céus, como você é convencido! – Kamus apertou os lábios, aborrecido.

Kamus, não seja bobo... Você jamais me causaria problemas, eu estou me lixando para o que as revistas falam de mim... – Miro alcançou o rosto do amante com a mão, e acariciou a pele clara. Os olhos azuis do cantor buscaram os do outro homem. – O importante é que você está aqui, ao meu lado...

x-

Kamus estava na sala de reunião com sua equipe, quando Miro entrou, sem ser anunciado. O Diretor de Marketing o olhou espantado.

Miro? Aconteceu algo? – Kamus levantou-se. Ao ver a tristeza nos olhos do homem que amava, adivinhou porque o rapaz estava ali.

Posso falar com você? - Miro olhou para os outros ocupantes da sala.

Vamos até a minha sala! – Kamus pousou uma das mãos, gentilmente, sobre o ombro do cantor. Os dois dirigiram-se até a sala do diretor, sob os olhares atentos de Afrodite, Máscara e Shura.

Como você pode ficar tão calmo! – Miro virou-se para enfrentar o amante, assim que a porta fechou-se, seus olhos brilhando com lágrimas contidas. – Recebi hoje cedo a confirmação das datas dos shows no exterior! Começam daqui a três semanas, nem isso!

Kamus suspirou, sentindo a angústia tomar conta dele também, ao confirmar seus temores. – Eu não fazia idéia alguma das datas... O que eu posso fazer, Miro, me diga? Você sabia melhor do que eu que isso ia acontecer... – Kamus deu um passo a frente, abraçando Miro. – Não é sua primeira turnê!

Miro apoiou o queixo no ombro de Kamus, suas mãos crispadas junto ao tórax do amante. – Mas eu não quero deixá-lo!

Também não quero que você vá... – Kamus acariciou os cabelos azuis ondulados. Apesar de sentir-se quebrar por dentro, o diretor tentou manter a voz controlada. – Mas você tem que cumprir seus compromissos.

Miro ergueu o rosto, encarando-o. – Venha comigo!

Kamus retribuiu o olhar, tristemente. Como ele gostaria de jogar tudo para o alto e acompanhá-lo. – Não posso ir. Você sabe que eu não posso abandonar o meu serviço...

Miro desvencilhou-se do abraço, irritado. – Eu deveria imaginar que o seu trabalho é mais importante do que nós.

Você desistiria de cantar por mim? - Kamus perguntou, seriamente.

Miro abaixou os olhos. – Provavelmente, não.

Kamus voltou a abraçar Miro. – Você é o que eu tenho de mais precioso, mas não posso deixar toda a minha vida pra trás para acompanhá-lo...

O que fazemos, agora? – Miro afundou o rosto no ombro de Kamus.

Vou estar sempre aqui... – Kamus beijou o pescoço do cantor, ternamente. – Esperando você.

Miro deixou escapar uma risada triste. – Vai me esperar quanto? Um mês, dois? Um ano? Vai me dizer que me liga uma vez por semana, ou que vai pegar um vôo para me encontrar assim que for possível? Não vai dar certo, você sabe disso! – Miro segurou com força a camisa de Kamus, torcendo o tecido entre os dedos. – Eu quero você junto de mim!

Kamus afastou-se ligeiramente do cantor, segurando-o pelo queixo e cruzando seu olhar com o dele.

Embora Miro não acreditasse, ele continuaria a esperá-lo.

x-

Miro... – Kamus observou o amante, que insistia em ignorá-lo. – Não fique assim...

Miro pousou o copo de uísque na mesinha de vidro, e envolveu as pernas com os braços, apoiando a cabeça nos joelhos.

Venha comigo.

Kamus suspirou, sentando-se no sofá, ao lado do cantor. – Já discutimos isso durante todos esses dias... Não posso...

Miro fitou o vazio, sem demonstrar nenhuma emoção. Kamus espremeu-se entre o encosto do sofá e o cantor, ajeitando-se atrás dele. Mesmo a contragosto, Miro afastou-se um pouco, cedendo espaço para o amante. Kamus circulou a cintura esbelta do outro homem, enquanto afastava os cabelos dele com a outra mão. Beijou-o na nuca, sentindo que ele estremecia ao contado.

Eu te amo. – Kamus disse, simplesmente.

Venha comigo, então. – Miro repetiu.

Kamus apoiou o tórax contra as costas do amante, descansando a cabeça no ombro dele. Era a última noite em que estariam juntos. No dia seguinte, Miro partiria, iniciando sua longa turnê. Kamus olhou para o canto da sala, onde as malas do cantor repousavam, apenas aguardando o momento de serem levadas. O diretor voltou o rosto, incapaz de olhá-las por mais tempo.

Miro... – Kamus beijou-o novamente, dessa vez no pescoço.

O cantor relaxou dentro do abraço do amante. – Então isso é mesmo uma despedida?

Não precisa ser...

Então... Faça amor comigo. – Miro pediu, levando as mãos até a barra da camiseta desbotada que usava e tirando-a.

Kamus acariciou de leve o abdômen definido do amante. Seus olhos fitaram, vidrados, a tatuagem na pele morena de Miro. Traçou, com a ponta dos dedos, o contorno da pinça do escorpião, no ombro direito do cantor, depositando ali um beijo breve.

Ao sentir os ombros de Miro sacudirem com um soluço, Kamus apenas abraçou-o forte e, pela primeira vez, deixou as lágrimas correrem também.

x-

No aeroporto, Miro caminhava, agitado, pela pista de decolagem. Observou o jato particular que o levaria aos Estados Unidos. Todos os outros integrantes da banda já o aguardavam. O cantor baixou os olhos, triste. Nenhum deles parecia entender o que ele estava sentindo.

Olhou mais uma vez na direção do portão, na esperança de que Kamus aparecesse. Miro havia lhe passado o horário de sua partida, e tinha certeza absoluta de que ele viria. Alguma coisa deveria estar atrasando o diretor, na gravadora.

Sentou-se num dos degraus da escadinha que dava acesso ao jato, e ficou fitando as mãos, sem, no entanto, enxergá-las. Talvez fosse o trânsito. Miro sabia que o tráfego àquela hora costumava ser intenso.

Ou talvez Kamus tivesse resolvido ir junto com ele! Era isso! Ele certamente estava demorando porque estava pegando suas coisas...

Com um suspiro, Miro arqueou os ombros, deixando a cabeça pender, seu cabelo ondulado escondendo seu rosto triste. A quem ele estava querendo enganar?

Kamus não viria.

Vamos, cara, já está ficando tarde! – O guitarrista da banda o chamou, impaciente, da porta do jato. – Não podemos ficar aqui até de noite! Temos um continente todo nos esperando!

Miro enxugou os olhos, disfarçadamente.

Então esse era o fim.

x-

Sozinho em sua sala, Kamus procurava conter suas emoções. Olhou, angustiado, para os papéis sobre a sua mesa, sem enxergá-los. Já era quase noite, e a escuridão começava a envolvê-lo. Ele não se preocupou em acender as luzes. Apenas a luminosidade da cidade entrava pela enorme janela de vidro, lembrando-o que, fora daquela sala, a vida continuava.

Sua mente tentava lhe dizer que estava tudo bem, e que Miro entraria pela porta, impetuoso, e eles discutiriam, e depois fariam amor bem ali.

Mas não. Miro não estava mais lá para brigar com ele.

Para amá-lo.

Afundou a cabeça entre as mãos, tentando apagar a visão do homem que amava. Certamente Miro já deveria estar a caminho dos Estados Unidos, àquela hora.

Ele deveria ter imaginado que aquilo aconteceria. Que eles teriam que se separar, mais cedo ou mais tarde. Miro era um artista famoso, e a vida dele não se restringia apenas ao Japão. Ele poderia ganhar o mundo, se quisesse. Talvez ele nunca mais voltasse.

Talvez ele nunca mais o visse.

Kamus enterrou os dedos nos cabelos, triste. Mesmo que ele voltasse, algum dia, quem lhe garantia que o amor que o cantor sentia por ele ainda estaria lá? Afinal, como a vida dele cruzou-se com a sua, outra pessoa poderia aparecer e levá-lo...

Como ele gostaria de ter sido mais corajoso, e abandonado tudo para acompanhá-lo... Kamus sabia que não o esqueceria tão facilmente.

O Diretor de Marketing recostou-se em sua cadeira, suspirando. Seu olhar recaiu na primeira gaveta da mesa. Abriu-a com certa relutância, e tirou um CD de dentro dela.

Com cuidado extremo, como se o CD pudesse virar pó em suas mãos, colocou-o para tocar. A balada triste ecoou pelo escritório, e lembranças de uma conversa lhe vieram à mente.

"... esta é minha música preferida..."

"...foi escrita já há algum tempo..."

"... sei que soa triste, mas..."

Kamus deixou que a bela voz tomasse conta dele e o embalasse. Olhou para a foto de Miro na capa do CD.

Tão lindo.

(Don't cry – Guns n' Roses)

Fim

(FIM! Como assim, fim! Esperem um pouco...)

(Três meses depois...)

Miro provou o seu café. "Delicioso!"

O cantor observou a pessoas passearem pela rua. Ele estava sentado em um pitoresco Cafe, numa mesinha na calçada, e a cidade lhe parecia maravilhosa. Já começava a escurecer, e as luzes começavam a se acender, aqui e ali.

"Lugar ideal para um descanso." O cantor suspirou. Depois de terminar uma cansativa passagem pela América, o que ele mais queria era descansar. Ele tinha duas semanas até que a turnê recomeçasse, agora na Europa.

Bebericou novamente seu café. Era estranho estar lá, sem seguranças. Mas aquela cidade ainda era um território a ser conquistado. Ele não era muito famoso ali. Talvez um dia fosse. Assim, conseguia passar despercebido pela multidão.

Ei! Você é aquele cantor famoso! – Uma voz afirmou, atrás dele.

Miro sorriu, e, sem se voltar, respondeu. – Sou sim, por que?

Bem, eu trabalho no ramo musical... Talvez você estivesse interessado em contratar um Diretor de Marketing...

Obrigado, mas eu já tenho um muito competente. – Miro apoiou o braço sobre o encosto da cadeira, virando-se. – Você está atrasado!

O cantor encarou o homem a sua frente. Seus olhos se cruzaram com os dele. – Senti sua falta. – Miro levantou-se, e abraçou-o, enterrando seu rosto entre os cabelos cor de esmeralda.

Também senti saudades. – Kamus abraçou Miro forte, sem se importar muito com os olhares que os transeuntes lhes lançavam. – Você não imagina o quanto!

Kamus segurou o rosto do amante entre seus dedos, erguendo-o. Notou que os olhos azuis de Miro estavam ligeiramente úmidos. – Ei, você não é o Miro que eu conheço! – Disse, fingindo-se horrorizado.

Humpf! – Miro esfregou a mão nos olhos, secando as lágrimas. – Você é exatamente o Kamus que eu conheço... Quanto tempo você tem?

Bem, considerando-se que eu nunca tirei férias lá na Kido... – Kamus deu de ombros. – O suficiente para te acompanhar, até você voltar para o Japão.

O rosto de Miro se iluminou. – Mesmo?

Hum-hum. A Saori não gostou muito, não, mas... – Kamus acariciou os cabelos do cantor. – Vamos indo?

Miro acertou a conta no café, e os dois saíram caminhando pela calçada. Kamus indicou um carro para Miro, e os dois se dirigiram até ele. Nem bem o roqueiro tomou seu lugar como passageiro, Kamus o puxou para perto de si, beijando-o com paixão.

Miro correspondeu, afoito, como se aquele beijo pudesse fazê-lo esquecer todo o tempo em que ficara sem a companhia do homem que amava. Enlaçou o pescoço de Kamus, gemendo baixinho ao senti-lo abrir alguns botões de sua camisa.

Kamus deslizou uma das mãos sob a camisa de Miro, alisando a pele macia. Sentira saudades dele. Não só do corpo dele, do perfume dos cabelos azuis, da boca macia dele. O que mais lhe fizera falta foi a companhia do roqueiro temperamental. Do seu jeito emotivo, que o desconcertava. Das brincadeiras fora de hora. Da voz rouca em seu ouvido.

Tudo o que Kamus desejava era estar ao lado de Miro novamente. Cada toque entre eles apenas provava que o tempo não seria capaz de apagar tão fácil o que sentiam.

Depois de algum tempo, os dois se separaram, ofegantes. Miro recostou-se no banco, respirando fundo, enquanto procurava ajeitar com dedos trêmulos os botões da camisa. Kamus apoiou um braço na direção e outro no encosto do banco, fitando demoradamente o cantor. O diretor brincou, distraído, com uma mecha dos cabelos ondulados do amante.

Então, você vai me mostrar a famosa Paris? – Miro perguntou, sorridente.

Kamus finalmente virou-se, deixando de encarar o cantor. Ao dar partida no carro, seus lábios se curvaram num sorriso malicioso. - Sinto muito, meu amor, mas Paris vai ter que esperar!

Kamus ligou o som, e a introdução de "Sympathy for the Devil" invadiu o interior do veículo. Miro fitou Kamus com desejo, o sorriso malicioso de sempre estampado em sua face. – Fico feliz ao ver que você não me esqueceu...

Kamus observou de relance o homem ao seu lado. – Quem pode te esquecer... astro do rock?

Fim! (Agora sim!)

Comentários da autora:

Ai, ai... (snif)

Saiu do jeitinho que eu queria...

Sei que muitas de vocês vão dizer que ficou triste, e me xingar até, mas... (suspiro). Eu estava ouvindo Don't cry, ao escrever esse capítulo, e... Puxa, eu pude até sentir a angústia do Kamus, ao olhar para as malas do Miro... Apesar da despedida, em momento algum eu cogitei não fazer o verdadeiro final. É claro que eles iam ficar juntos. Caso contrário, eu não ia me perdoar jamais.

Quase toda a história foi contada do ponto de vista de Kamus, mas, na cena do aeroporto e no final, foi necessário passar para o do Miro, obviamente. Eu hesitei um pouco em fazer isso, mas não teve outro jeito...

Bem, é isso aí, espero que tenham gostado do final (final). Gostei de escrever essa fic. Apesar de ter dado trabalho, valeu a pena. Foi bom sair do mundinho restrito do Santuário, para variar um pouco.

Beijos!

Bélier