Obs.: InuYasha não me pertence.

"Esquecer a sua descendência não é fácil... Principalmente se ela puder mudar seu destino. Se perder nas linhas do tempo e parar no lugar que mais odeia, não estava em seus planos... Muito menos desvendar os mistérios do Antigo Egito. O passado que tanto evitava voltou só para ela..."

Entre Tempos e Deuses

Era um local bem iluminado... Pelo menos o palco, onde um palestrante de altura mediana e olhos incrivelmente verdes se encontrava. Poucos fios de cabelo restavam na cabeça deste, que continuava a falar sobre o mesmo assunto que há duas horas atrás.

Dentre os que presenciavam esta palestra, uma menina se destacava de todos os outros presentes: seus cabelos negro-azulados, brandos, estavam soltos e caíam-lhe sobre os ombros; seus olhos, azuis como o céu em um dia ensolarado, estavam quase se fechando, talvez de sono, diante de tal apresentação.

A garota olhava para os lados, como se buscasse por uma distração, algo ou alguém que pudesse tirá-la dali, que pudesse chamá-la para tratar de outro assunto... Mas por mais que olhasse e buscasse, nada encontrava além de colegas extremamente interessados no assunto que estava sendo discutido.

Respirou fundo, já perdera a conta de quantas vezes se ajeitara na cadeira onde estava sentada. Voltou a estralar os dedos, e mais uma vez, alguém fez o típico ruído de quem quer silêncio. Parecia que a única saída era prestar atenção naquele velho maluco, que explicava coisas sobre o Antigo Egito, da qual Kagome já sabia, e muito bem por sinal...

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A família de Kagome, originalmente, era de descendência japonesa, mas na geração de seu bisavô, o mesmo se apaixonou por uma mulher egípcia durante uma de suas viagens em volta do mundo.

A família do jovem descendia de grandes sacerdotes do Japão Feudal, era conhecida por cuidar de templos e celebrações, possuir famosos amuletos e outros objetos protetores. Yumiko era filho único e órfão de pais, que morreram assim que ele nasceu. Ainda muito jovem, Yumiko deixou de cuidar dos templos e passou a viajar ao redor do mundo.

A família da mulher egípcia era descendente de um grande faraó, e carregava o fardo de guardar uma tumba secreta. Tal tumba, era de conhecimento apenas daqueles onde nas veias corria o sangue real. O casamento, conforme os costumes egípcios, não dependia da lei... Mas era necessário o consentimento do pai da noiva. De acordo com as tradições daquela família, a garota deveria casar-se com um rapaz egípcio, e assim, manter o segredo da tumba por mais uma geração.

Mas o segredo estava prestes a ser quebrado, e toda uma tradição, interrompida... Caída de amores, a mulher acabou por revelar tal segredo ao rapaz japonês. Sem ter escolha alguma o pai da garota se viu obrigado a aceitar tal casamento, para que o segredo permanecesse apenas naquela família, que agora já não possuía o puro sangue egípcio.

O até então rapaz, chamado Yumiko, aceitou a todas as regras impostas pela família egípcia e passou a carregar o fardo de guardião da tumba ao lado de sua esposa Nefertiti.

Depois de uma geração, o pai de Kagome voltou a morar no Japão, e foi onde ele conheceu a mãe da garota. Sem ter que se preocupar com o fardo que a família Higurashi havia se submetido há anos, o senhor Higurashi morava com sua família na capital Tókio.

Todos na casa sabiam sobre o Egito e sobre toda sua história. Por mais que fosse evitado o assunto da tumba, mais cedo ou mais tarde o avô de Kagome viria a falecer, e então, eles teriam que morar no Egito e assumir a guarda da tumba secreta...

Por essa e por outras, a família toda sabia muito bem ler os hieróglifos, falar a língua antiga, e sabia da história do país... Mas para Kagome, tudo aquilo era muito difícil. Não podia contar com ninguém, não podia se prender a algo... Toda sua vida giraria em torno do segredo da família.

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Kagome detestava o Egito.

Não apenas pelo simples motivo de ter que conviver com a história desse país, mas por saber que mais cedo ou mais tarde seria obrigada a ir para lá e viver entre montes de areia sem fim. Só de pensar em abandonar seus amigos, abandonar a vida da qual tanto gostava, uma grande solidão a invadia.

Ela era uma pessoa que estava sempre feliz, mas nos últimos dias sua felicidade se limitava a seu exterior. Por dentro, sua alma carregava o peso daquele segredo e daquela família... Sua alma era cheia de melancolia e de cuidados, muitas vezes sombria e lastimosa... Mas tudo isso eram pequenos detalhes, que ela tentava esconder daqueles que tanto ama e venera.

-A história do Antigo Egito com seus quatro mil anos de duração é a mais longa experiência humana de civilização...

É incrível como aquele cara insistia em tentar explicar sobre aquele povo há tanto morto. O Egito agora não passava de mais um país pobre, pelo menos para Kagome. Será que ela guardava tanto ódio por aquele povo, por algo que muitos deles nem culpa tiveram?

Talvez... Talvez aquele sentimento que a invadia cada vez que ouvia falar do Antigo Egito, pudesse ser definido como ódio. Nos últimos dias, Kagome se encontrava no pior de seus estados. Ouvira uma conversa de telefone de seu pai, dizendo que seu avô não passava bem, e a saúde dele estava cada vez pior. Já era de se esperar... Seu avô era um senhor de idade, e há muito tempo já guarda aquela tumba. Nada mais justo que passar para frente 'o compromisso'. Além do mais, ele já não tinha a saúde em bom estado quando seu pai saiu do Egito, com o passar de o que agora dariam exatos vinte anos, a doença com certeza teria se agravado.

A notícia de que eles teriam que ir ao Egito com certeza não tardaria a chegar... Era tudo uma questão de tempo.

-Ao ouvirmos a palavra pirâmide, logo nos vem à mente a imagem das três enormes construções localizadas no planalto de Gizé, as quais formam, provavelmente, o mais decantado grupo de monumentos em todo o mundo...

Pirâmides e tumbas eram um sinônimo para Kagome. Para que cuidar dos restos de alguém? Com certeza, se ainda existissem 'restos' dentro daquelas 'coisas'.

-O túmulo para um egípcio antigo era o seu castelo da eternidade e deveria durar para sempre. Eles acreditavam que a sobrevivência após a morte dependia em primeiro lugar da preservação do corpo físico...

Castelo da eternidade... Kagome queria continuar a morar em Tókio e fazer dali o seu castelo para a eternidade, ao lado de seus amigos e de seus pais. Seria muito pedir para viver uma vida feliz?

Ela aprendeu a viver com duas diferentes culturas dentro de sua casa: a egípcia e a japonesa. Mas dentre estas duas, o que mais a intrigava era o fato de que para ambas, os seres possuíam quatro elementos (no caso da egípcia), ou quatro almas (no caso da japonesa).

De acordo com que seu pai lhe ensinou, os egípcios acreditavam que todo ser humano é formado por quatro elementos: o ba, uma espécie de alma; o ka, ou "duplo", réplica imaterial do corpo; o khu, centelha do fogo divino; e o kat, ou seja, o corpo. Acreditando numa vida após a morte, entendiam que esses quatro elementos precisavam ser preservados depois do falecimento do indivíduo. O ba e o khu, sendo elementos espirituais, precisavam apenas de orações. O corpo, por ser a moradia do ka, tinha que ser preservado e protegido...

Conta uma velha lenda, que uma jóia foi formada da união desses quatro elementos. Uma jóia por muitos almejada, que ficava guardada por uma sacerdotisa cheia de ambição e que mais tarde veio a assassinar o faraó que a amava. E era a tumba deste faraó que sua família guardava... Quanto a jóia, conta-se que no momento em que o faraó foi morto, ela desapareceu juntamente com a sacerdotisa. (1)

Por outro lado, de acordo com a crença japonesa que sua mãe lhe ensinara, acredita-se que a alma é dividida em quatro partes: Aramitama que representa a coragem; Niguimitama que representa a amizade; Kushimitama que representa a sabedoria e Sakimitama que representa o amor. Essas quatro 'almas' tem que estar em harmonia, para que a alma seja boa... Caso contrário, a alma pode se corromper, criando um ser maligno.

Conta esta lenda, que uma jóia foi formada, e passou a ser chamada de jóia de quatro almas. Surgiu depois de uma batalha intensa entre uma sacerdotisa e vários Youkais. Depois de muito lutar, como último recurso, a sacerdotisa lacrou os Youkais em seu coração que foi expelido junto com as almas dos Youkais e formou a Jóia de Quatro Almas. A jóia também é muito almejada, e foi guardada por uma pura sacerdotisa, que mais tarde, veio a morrer pela ambição de um homem que a amava.

Era uma semelhança estranha, que despertava certa curiosidade em Kagome... Parecia que eram duas histórias iguais, contadas de maneiras diferentes, por povos diferentes. Na verdade, parecia uma grande mentira.

-Bem... Aqui eu encerro minha palestra sobre o Antigo Egito. Alguém tem alguma pergunta? –Kagome finalmente escutou as palavras que tanto almejava: O FIM DAQUELA PALESTRA! As luzes que estavam apagadas para uma melhor visualização do palco foram acesas.

Respirou aliviada, e um sorriso se formou em seus lábios rosados enquanto olhava para os lados, animada... Mas logo o sorriso se desfez, ao ver a quantidade de pessoas querendo fazer perguntas... E entre essas pessoas, seus amigos!

Ayumi, uma garota de cabelos ondulados e olhos negros, agitava euforicamente a mão no ar... Eire e Yuka, as outras duas melhores amigas da garota, mantinham em seus olhos um brilho de intensa satisfação e admiração. Houjo, um rapaz que vive atrás de Kagome, estava com os braços também erguidos, esperando sua vez de perguntar. Kagome havia sentado um pouco afastada de seus colegas, porque mais uma vez conseguira se atrasar para a palestra do primeiro ano de Arqueologia.

A garota deu um longo suspiro, e voltou a encarar o palestrante. Eram tantas as perguntas que aquela gente queria fazer... Finalmente, o velho voltou a falar.

-Não poderei responder a todas as perguntas de vocês, peço desculpas... –pôde-se escutar muitos murmúrios desapontados, e Kagome abriu um sorriso discreto –Mas, responderei a mais uma pergunta... A senhorita de azul na última fileira, pergunte. –ouviram-se muitos suspiros resignados.

-Qual era a finalidade das pirâmides, e como elas foram construídas? –o auditório todo se encontrava virado para a 'felizarda', que perguntou e voltou a sentar-se... Aquela pergunta, Kagome já sabia: simplesmente não havia resposta! Depois de quase três horas de palestra, será que aquele pessoal não tinha sido capaz de entender que o povo egípcio possuía muitos mistérios?

-Bem... –o palestrante parou um pouco, mas logo retomou a resposta –Foi uma boa pergunta, que talvez responda a de muitos dos presentes aqui.

Uma pequena agitação começou, mas com apenas um sinal das mãos por parte do palestrante, parou, e o silêncio voltou a reinar no auditório.

-São duas das mais intrigantes perguntas de toda a história da humanidade e que, talvez, nunca venham a ser respondidas ou, por outro lado, talvez venham a ter centenas de respostas conflitantes, conforme o ponto de vista de cada um de nós. Durante esta palestra, tratei dos vários aspectos que as envolvem, inclusive os místicos, mas as conclusões, vocês mesmos terão que tirar. Espero que tenham gostado, e que esta palestra os ajude com alguma coisa, por menor que seja. Obrigado pela atenção que me deram. –muitos aplausos irromperam o auditório, Kagome continuava imóvel.

Aos poucos, as pessoas começaram a se retirar do recinto, e a garota se espreguiçou aliviada ao notar que já estava fora do local...

Seus amigos correram na direção dela e começaram a conversar animados sobre tudo que ela fora obrigada a escutar, enquanto a morena apenas observava o céu e as ruas por onde passavam.

Com sua pequena bolsa nas costas, a garota observava atentamente cada pessoa que por ela passava. Pessoas normais, sem problemas para se preocupar... As amigas de Kagome logo se separaram, indo cada uma para um lado, mais respectivamente, cada uma para sua casa. Ela, por sua vez, continuou reto. Abriu sua bolsa e pegou seu celular. Bateu os olhos no visor, e guardou-o novamente... Ainda era uma e meia da tarde.

Porque fazia Arqueologia, se detestava cada história que estava ligada ao passado? Nem ela mesma poderia responder isso. Cursava aquela faculdade, talvez pelo simples fato de sua vida estar ligada a fatos do passado. Possuía o sangue de um faraó nas veias, mas possuía também, o sangue de sacerdotes... Tudo na sua vida tinha algo ligado ao passado. Por isso se sentia muitas vezes 'em casa' estudando sobre isso, mesmo odiando o assunto.

Morava em um templo, muito conhecido. Antes de seu bisavô partir em viagens, deixou um responsável para guardar os templos, se no caso de algum dia voltar ao Japão... Por pura coincidência, ou por obra do destino, sua agora mãe era neta do homem que ficou encarregado de cuidar do templo. Isso talvez explicasse o fato de seus pais terem se conhecido e se apaixonado rapidamente.

"Porque tudo é tão complicado? Tenho medo... Medo de ter que ir. Receio de ter que assumir algo que eu não esteja preparada..." Kagome balançou a cabeça, tentando afastar estes pensamentos... Subiu lentamente os inúmeros degraus que a levavam até o templo onde morava.

Parou em frente à árvore sagrada, que diziam ter quinhentos anos. Passou a fitá-la... Sempre fazia isso. Aquela árvore parecia realmente sagrada. Passava para a garota uma sensação de calma, e uma intensa felicidade. Uma suave brisa bateu, agitando um pouco as folhas da árvore e mexendo o belo vestido amarelo que Kagome estava usando.

A garota respirou fundo, e estava prestes a voltar a andar quando avistou um homem... Ou melhor, um casal. Um belo casal. Pareciam estar comprando amuletos... O rapaz tinha cabelos longos, negros, e olhos arroxeados. A garota possuía cabelos negros e olhos castanhos. Ambos sorriam muito, e escolheram juntos o amuleto. Kagome conhecia muito bem aquele rapaz. Ele tinha apenas um ano a mais que ela... Sabia também muito mais que apenas a idade dele.

Sim, Kagome o amava. Há muito tempo o amou, ou será que ainda ama? Talvez ame, mas sabe que este sentimento é impossível. Além do fato de ter um fardo a carregar, ele tinha namorada. O nome deles? Era algo que Kagome gostaria de gritar, o nome dos dois... O fato de lágrimas teimosas rolarem livremente por seu rosto afastava qualquer pensamento da cabeça da garota, que apenas observava o casal feliz descer as escadas do templo abraçados.

Até então, Kagome se encontrava escondida ao lado da árvore sagrada... Apesar de estar triste e sentir seu coração se comprimindo dentro de seu peito, ela não teve pensamentos ruins e nem sentiu ódio, como costuma sentir. Seria a árvore mais uma vez?

Poderia até não ser, mas a garota acreditava que sim. Apesar de tamanha tristeza pesar em seu coração no momento, não se sentia péssima e não estava arrasada... Secou as lágrimas, fez uma reverência em frente à árvore, e correu para dentro de casa, passando reto por seu pai, que acabara de vender os amuletos.

Adentrou a casa, sem falar com ninguém e dormiu para esquecer de tudo, aproveitando a calmaria que passava por sua cabeça graças àquela árvore que espantava seus pensamentos.

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Acordou aos poucos, e calmamente levantou-se. Sentou na cama e olhou para os lados. Tudo naquela casa estava estranhamente calmo. Olhou no relógio, era apenas cinco e meia da tarde... Colocou seus chinelos, pegou sua bolsa e abriu a porta. Não ouviu os típicos gritos de seu irmão e nem sequer o viu correndo ou tropeçando no corredor.

Andou lentamente até a cozinha, mas parou à porta ao perceber que seu pai e sua mãe conversavam.

-Mas... Querido, será difícil para as crianças...

-Temos que voltar ao Egito. Sabes melhor que eu! Estávamos fadados a ter este destino desde o dia que nos casamos, e sabíamos bem que este momento chegaria!

-Eu... Eu sabia que chegaria... Mas não esperava que fosse tão cedo. –era nítida a tristeza e a decepção nos olhos de sua mãe, Kagome podia ver e sentir isso.

Acidentalmente encostou-se na porta, fazendo-a emitir um ruído alto o suficiente para chamar a atenção de seus pais.

A garota tinha lágrimas nos olhos, não queria! Não queria! Seu pai a encarava seriamente... A garota não agüentou, saiu correndo sem se quer olhar para trás. Pode escutar um grito abafado de sua mãe, mas não virou para ouvir qualquer explicação.

Correu o mais rápido que pôde até seu refúgio... Entrou no porão, que ficava abaixo do templo. Dentro deste pequeno lugar encontrava-se um armário empoeirado e objetos antigos, assim como alguns amuletos e artigos egípcios que seu pai havia trazido. Davam a este poço muitos nomes, mas o fato é que há anos ninguém ali mexia. Na realidade, ninguém se aproximava dali... Kagome caiu de joelhos no chão e deixou que as lágrimas tomassem conta de seu rosto.

Arrastou-se até um canto, uma parede, e recostou-se na mesma... Chorou por um longo período de tempo e depois, tentando se conformar, levantou-se. Uma súbita onda de fúria tomou conta da morena, que acabou por esmurrar a parede de madeira. A árvore na qual ela tanto acreditava não era capaz de afastar as coisas ruins de sua cabeça, pelo menos naquele momento.

Uma pequena dor invadiu o corpo da garota, começando pela mão, com a qual havia socado a parede de... Aquilo não era madeira! A parte onde Kagome bateu, era protegida por madeira! Esse pequeno filete caiu quando a garota aplicou força sobre ele, e revelou alguns... HIERÓGLIFOS?! Kagome puxou o restante da 'parede' de madeira que estava ali, revelando um pedaço de pedra com...

Sim, eram hieróglifos! Kagome não estava conseguindo lê-los muito bem, por causa da pouca luz que entrava ali. Abriu a porta daquele porão, e então poucos filetes de luz entraram no lugar. Era pouco, mas o suficiente para ela ler os hieróglifos cravados na parede. Com sua pequena, mas suficiente experiência, conseguiu traduzir as escritas:

'Quem aqui pisar

Quem aqui estiver

Quando isto ler

No Antigo Egito viverá

Até o grande segredo desvendar'

"Mas... O quê...?" Kagome continuou a ler os hieróglifos.

'Ao faraó você irá

Para a verdade revelar

Viverá com os antigos

Para virar um novo mito'

O chão sob os pés da garota sumiu, uma escuridão envolveu o porão... Não se enxergava um palmo para qualquer que fosse a direção. A única coisa que sobrou no lugar era Kagome, flutuando em meio às trevas, e os Hieróglifos que começaram a emanar uma estranha luz vermelha.Sentiu os olhos pesarem, o corpo doer, e logo em seguida não sentiu mais nada. Estava inconsciente...

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(1) A história sobre os quatro elementos egípcios é verídica, porém, a 'lenda' que segue sobre a junção destas não é real, é fictícia, e foi inventada por mim... Achei uma semelhança, e acabei por aproveitá-la na fic! XD

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queRo agRadeceR a Tassi Higurashi, quE ReviSou a fiC pRa mim! E taMbéM a Gy-Chan, que foi obRigada a eScutaR minHaS teSeS MaLucaS sobRe o AntiGo Egito...

oOi xD eSpeRo quE teNhaM goStaDo, e poR favoR, comeNteM...