Mudanças

InuYasha abriu os olhos em terror quando ouviu a voz de Kagome chamando seu nome, o cheiro do sangue da garota invadiu suas narinas e aquilo foi o bastante para fazer com que seu corpo congelasse. Olhou para os restos de Naraku que aos poucos desfaziam-se a sua frente e deu meia volta para encarar a cena que nunca imaginara presenciar.

Kirara jazia semi-consciente a alguns metros da batalha, tentava repetidamente levantar e juntar-se a sua dona, mas voltava a cair sem forças para ficar sobre as quatro patas. Sangô arrastava-se na direção de Kagome que apoiava-se a um tronco caído com as mãos sobre o peito, o rosto sujo de terra e com algumas escoriações retorcia-se com a dor do golpe que recebera.

InuYasha piscou algumas vezes ainda sem conseguir acreditar em seus olhos, seu corpo moveu-se instintivamente e ele correu na direção da colegial. Várias flechas voaram em sua direção e fincaram-se na terra separando-o da garota que sem forças para pronunciar seu nome apenas o encarava em silencio, os belos olhos azuis, que sempre transmitiam-lhe confiança, cheios de dor e medo.

- Kagome... – Deu mais um passo e outra flecha cortou o ar fincando-se próxima a seu pé direito – Quem diabos...?

Os olhos dourados perscrutaram a clareira a sua volta em busca do atirador, embora o brilho rosado que as envolvia ao cruzarem o espaço e o cheiro familiar fosse facilmente reconhecido, InuYasha não conseguia acreditar no que estava presenciando. Caminhou lentamente na direção que as flechas haviam partido sem conseguir visualizar ninguém.

- Miroku! Você deveria protegê-las! – Olhou a sua volta procurando pelo monge pervertido e não o encontrou em nenhum lugar a sua vista.

- Ele não pode ouvi-lo, InuYasha – A doce voz feminina veio de um lugar as suas costas e ele virou para encarar a sacerdotisa parada ao lado da colegial. – Foi o primeiro a ser eliminado.

- Do que está falando, Kikyou?

- Ele tentou proteger os outros como você pediu, até usou a Kazana contra mim – Um sorriso frio curvou os lábios de Kikyou.

- Por que está rindo? – Tentou aproximar-se novamente e outra flecha caiu próxima a seus pés – Ele poderia ter matado você.

- Tem razão, mas existe uma ironia nisso... – Kikyou pegou outra flecha, encaixando-a no arco e mirando no hanyou a sua frente. – No momento que você matou Naraku e libertou o monge de sua maldição também lhe tirou a única forma de proteger suas amigas e a si mesmo de mim.

- Está dizendo que você o matou?

- Sim. – Ela sorriu novamente apontando o corpo do monge caído atrás de Kirara – Essa yokai estúpida tentou me impedir... – Desviou a flecha do hanyou e mirou na gata yokai – Mesmo ferida ainda achou que tinha que me desafiar... – Sem nenhuma hesitação disparou a flecha que atingiu o peitoral da gata do fogo, com um rugido angustiado, ela caiu novamente e sua forma imponente diminui – Yokais desprezíveis....

- O que está fazendo? – InuYasha saltou desviando de duas flechas que voaram em sua direção – O que diabos acha que está fazendo? – Pousou ao lado da sacerdotisa e agarrou o arco quebrando-o em dois facilmente.

- Não, InuYasha... – A voz de Kagome não passou de um murmúrio,mas foi o bastante para chamar a atenção do hanyou sobre si. – Ela não... – A flecha em seu peito brilhou mais forte e a colegial gritou de dor antes de cair de joelhos.

- Réplica tola. – Kikyou riu novamente o que fez com que uma mão cheia de garras fecha-se sobre seu pescoço fino – O que foi, InuYasha? – Colocou as pequenas mãos frias sobre os braços dele – Não consegue me matar? – Um riso alto percorreu a clareira – Mesmo depois de eu ter matado todos os seus amigos?

- Cale a boca!

- Seu hanyou maldito e ingrato! – Ela estreitou os olhos irritada – Faça algo! Acabei de matar os únicos amigos que tinha, sua mulher vai morrer em pouco tempo e você continua a—

- Eu mandei calar a boca! – Apertou o pescoço delicado em suas mãos, a raiva despertando em seu corpo não era uma boa coisa. InuYasha podia sentir a Tensaiga vibrar em sua cintura e sabia que tinha que tentar se acalmar antes que a raiva dominasse seus sentidos completamente.

- Você gostaria disso, não é mesmo, InuYasha? – Um sorriso maligno iluminou as feições da sacerdotisa – Que eu me calasse para sempre? – Com um movimento rápido ela desembainhou a espada e sorriu enquanto com um hábil movimento do pulso afundou a lamina enferrujada em seu estomago. – Morra traidor!

InuYasha arregalou os olhos soltando a garota e levando as mãos ao ferimento, caiu de joelhos quando ela girou a lamino abrindo o ferimento e afundou a espada o máximo que sua força lhe permitia.

- Kikyou... – A voz saiu rouca e baixa, a dor física não era nada comparada ao sentimento de perda que aquela ação lhe causava. Fechou a mão sobre o cabo da espada e dando um gemido baixo quando ela a puxou.

- Você nunca será mais do que isso, InuYasha. – Olhou para a arma ensangüentada em suas mãos e chutou o rapaz a sua frente com uma força sobre humana – Um maldito e incompetente hanyou!

- Eu disse para se calar! – Levantou de um pulo, as garras banhadas em seu próprio sangue brilharam por alguns segundos antes que ele as afundasse em seu peito, retalhando as roupas brancas da sacerdotisa. – Eu posso não ser grande coisa, Kikyou... – Olhou com satisfação o frágil corpo de barro quebrando com seus golpes, mas a amargura logo o atingiu ao sentir o cheiro dela preenchê-lo – Mas, você não é melhor do que eu...

- A diferença, InuYasha... – Um sorriso doce curvou os lábios de Kikyou enquanto os restos de seu corpo caiam por terra – É que eu nunca desejei ser mais do que era...

O hanyou olhou confuso para o sorriso calmo que iluminou as feições delicadas da sacerdotisa enquanto uma intensa luminosidade irradiava de seus restos e flutuava envolvendo-o. Fechou os olhos lentamente sentindo o cheiro dela envolvê-lo, era quase como abraçá-la novamente. Não aquele corpo frio com cheiro de morte que ela havia se tornado, mas a verdadeira Kikyou de cinqüenta anos atrás, a mulher adorável que ele havia amado e por quem quase se transformara em humano.

Um gemido feminino as suas costas o despertou dessa espécie de sonho fazendo-o virar-se depressa na direção da colegial. A dor em seu coração aumentou ao ver a flecha coberta com seu sangue caída ao lado do corpo da jovem, ao que parecia ela tinha conseguido retirar a haste de madeira sozinha, o que fizera com que o sangramento aumentasse. Ele apoiou-se na espada que caíra a seus pés quando atingira Kikyou e usando-a como uma bengala conseguiu levantar-se e aproximar-se de Kagome.

- Não tente se mexer – caiu de joelhos a seu lado e rasgou uma parte da saia da garota tentando parar o sangramento – Vou levar você para casa...

- Não... – A voz da garota não passou de um sussurro sofrido que o rapaz se esforçou a ignorar enquanto tentava estancar o sangramento sem ter sucesso. A tremula mão feminina pousou sobre a dele – Não adianta...

- Não vou perder você também. – Rasgou uma parte de sua camisa fazendo um torniquete na região do ferimento. – Não posso ficar sozinho de novo...

Kagome apertou a mão dele fracamente, seu corpo estremecia de frio e cansaço e era tão difícil permanecer com os olhos abertos. Forçou um pequeno sorriso em seus lábios quando os olhos dourados encontraram os seus, podia ver o medo e a dor em seu rosto suplantando a expressão decidida e teimosa de sempre.

- Conte o que aconteceu a minha família... – Fechou os olhos lentamente sem saber se teria forças para abri-los novamente – Fique com eles se... desejar...

- Claro, eles me receberiam de braços abertos... – Mesmo tentando não conseguiu esconder o tom irônico enquanto sentava ao lado da garota e cuidadosamente a puxava para seu colo, sentiu como se flechas invisíveis perfurassem seu coração ao ouvir os gemidos abafados que deixaram os lábios femininos. – O responsável por sua... – Fechou os olhos sem conseguir pronunciar as palavras, seus braços a apertaram contra si instintivamente – Pelo que está acontecendo agora – Completou, a voz quase ausente.

- Eles ficarão felizes se você for...

- Não fale, está apenas gastando energia desnecessária, Kagome. – Pousou um dedo sobre os lábios delicados, impedindo-a de continuar. Sabia que não restava muito tempo para ficarem juntos, mas não queria que palavras desnecessárias estragassem aquele momento. – Eu não pertenço a aquele mundo, Kagome... A única coisa que me interessava lá não vai mais existir.

- InuYasha... – Ele estremeceu ao sentir os lábios moverem-se embaixo de seu dedo, sentiu mais do que ouviu seu nome deixar os lábios dela. Observou as lágrimas silenciosas deixarem os olhos azuis que tanto admirava e percorrem a face pálida, desenhando uma trilha imperfeita sobre a fuligem que cobria a pele delicada.

O hanyou sentia os olhos arderem com as lágrimas reprimidas por perdê-la, nunca a deixara vê-lo chorando e agora era essa a ultima de suas preocupações, piscou quando sentiu a vista embaçada fazendo com que uma gota salgada caísse sobre a face da garota misturando-se as suas lágrimas. ' Não foi assim que imaginei que terminaríamos...'

- Você tem o que desejava... – Kagome forçou-o a baixar a mão até a corrente que trazia no pescoço. – Entregue-me o fragmento que estava com Naraku e eu...

- Não! Vai acabar com suas energias.

- Não me importo – Um sorriso fraco, mas sincero curvou os lábios da colegial lentamente – Contanto que você... obtenha o que sempre desejou.

- Você não sabe o que desejo, Kagome – Deslizou um dedo pela bochecha da garota, enxugando algumas lágrimas – Eu mesmo não sabia o que desejava... – Afastou as mechas negras de sua face, ajeitando-as de forma que emoldurassem o rosto querido.

- Nem tudo é exatamente como desejamos. – Ela murmurou fracamente, fechou os olhos sem forças para mantê-los abertos e sentiu a mão dele apertar a sua. Um gemido baixo deixou seus lábios quando ele a soltou momentaneamente para tirar o quimono vermelho e envolvê-la nele, oferecendo seu calor.

- Você deveria ter o que deseja, você merecia ter tudo o que deseja – Ajeitou-a em seus colo percebendo que não ouve gemidos acompanhando os movimentos dessa vez, olhou preocupado para ela sentindo-a cada vez mais fria – Kagome?

- Estou tão...cansada... – Ela murmurou, a voz melodiosa mole como se estivesse com sono.

'Descanse' ele quase falou, mas sua mente reprimiu essa palavra. Sabia o que significava descansar para ela nesse momento e era egoísta demais para permitir-se deixá-la ir ' Só mais alguns minutos...'

- Eu sei... – Abraçou-a mais forte sabendo que não mais poderia machucá-la e baixou a cabeça permitindo que as lágrimas deslizassem por seu rosto livremente – Eu sei que está...

A espada caiu a seu lado, e o barulho pareceu alto demais em meio ao silencio que dominava a clareira. Olhou para a Tensaiga por entre os fios prateados que cobriam seu rosto parcialmente e pela primeira vez desejou não ter herdado a espada que tirava vidas do pai e sim a que Tenseiga estivesse ali a seu lado. Fechou os olhos enquanto seu coração se apertava com o silencio da garota em seus braços.

'Meus desejos nunca foram corretos... porque nunca deixei meu coração decidir.' Abriu os olhos de repente sentindo a espada vibrar perto de sua perna, ajeitou um braço sob suas costas e estendeu a outra mão para o cabo da espada observando-a transforma-se. Viajara por toda a parte buscando a jóia, lutara com centenas de yokais para que pudesse tornar-se um yokai completo apenas para perceber que quando tinha essa chance ela não mais importava.

'Kagome...' ainda podia sentir o coração dela batendo fraca e lentamente, a respiração serena lhe dizia que ela havia perdido os sentidos. ' Se houvesse uma maneira, eu desejaria ficar com você...'

'Você pode ficar com ela... ao menos parte de você pode.'

InuYasha levantou a cabeça de repente procurando pela fonte da voz, a espada continuava a pulsar em suas mãos enquanto ele perscrutava o local em busca de alguém que pudesse estar falando. Estava enlouquecendo, os ferimentos e a dor da perda iminente estavam mexendo com sua mente.

'Prefere deixá-la morrer?'

Outra vez a mesma voz de tom indefinido, apertou mais o punho da espada e abraçou a garota desfalecida protetoramente. ' Quem está falando?' Não havia mais ninguém ali com vida para poder ajudá-lo ou mesmo atrapalhar sua paz.

'Você quer salvá-la?'

'Quero!' Sua mente gritou em resposta, porque tinha que se torturar dessa forma. Não havia como mudar o destino.

'Qual seria seu desejo a jóia se as coisas fossem diferentes?'

'Ficar com Kagome...eu...'

'Qual era o seu desejo antes de Kagome existir? Quando ainda estava com Kikyou'

'Humano, eu ia me tornar humano por ela...' sua mão afrouxou o aperto no cabo da espada quando sentiu o coração da colegial começar a falhar ' Fale logo! Ela vai morrer!'

'Você tem duas formas... Duas escolhas a fazer. Enquanto estava sozinho seu desejo era tornar-se um yokai, mas quando encontrou com elas você desejou tornar-se um humano'

'Não posso mais desejar nada, a jóia está corrompida!' Olhou em desespero para a colegial, a respiração estava tão fraca ' No momento eu pediria a vida de Kagome'

' Você pode transformar-se no yokai completo que sempre desejou se der sua humanidade a garota'

'Eu preciso da jóia para isso'

'Não, InuYasha. Tudo o que você precisa está em suas mãos.'

'Mas, eu não...' A espada vibrou novamente com força o suficiente para que seu corpo estremecesse, as ultimas palavras daquela voz misteriosa ainda ressoavam a sua volta, mas tudo o que ele ouvia eram as batidas do coração de Kagome que haviam se ajustado ao ritmo da pulsação da Tensaiga.

- Tudo o que preciso está em minhas mãos... – Olhou para a Tensaiga banhada em seu sangue que continuava a pulsar cada vez mais fraca assim como o coração da garota em seus braços. Podia ouvi-la murmurar palavras incompreensíveis, estremecendo fracamente enquanto seu corpo esfriava apesar das tentativas frustradas dele aquecê-la. – Eu desejei ser um yokai completo porque estava sozinho... eu desejei ser humano... por elas.

'Tudo o que você precisa está em suas mãos'

Não a jóia, ou desejos egoístas ou altruístas. Apenas aquilo que seu coração desejava, quantas noites permanecera em claro pensando em qual seria seu desejo a jóia e quando finalmente tinha essa chance, isso não mais importava. 'Eu quero ficar com Kagome'

'Você pode ficar com ela... ao menos parte de você pode.'

' Posso ficar com ela, parte de mim ficará sempre com ela...' pousou a espada entre os dois, ignorando com seu sangue parecia brilhar misturando-se ao dela 'Posso dar a ela minha humanidade...' Tocou o rosto frio delicadamente, viu as pálpebras delicadas estremecerem sem força para se abrirem para ele novamente.

- Você nunca vai me perdoar por isso... – Baixou a cabeça, uma lágrima rolou por seu rosto caindo sobre os olhos dela – Você me deu uma vida de mais de uma maneira – Beijou as pálpebras delicadas cuidadosamente enquanto continuava a murmurar com voz embargada – Parece justo que eu lhe de a vida ao menos uma vez.

InuYasha ignorou a pontada no ferimento que voltou a se abrir quando ele inclinou-se sobre a garota, abraçou-a forte contra seu corpo colando os lábios aos dela. Mais lágrimas deixaram seu olhos fechados quando sentiu a frieza contra seu corpo.' Eu te amo, Kagome... Aceite a única parte minha que posso lhe oferecer'

Kagome estremeceu com o calor que espalhava-se lentamente por seu corpo, começava no lugar que a flecha penetrava aquecia seu corpo. Era quase como se fogo liquido percorresse suas veias, sentia os ferimentos queimarem, a pele parecia esticar-se e ela não conteve um gemido abafado contra algo quente que seus lábios.

'InuYasha...' Mesmo que seus sentidos enfraquecidos não o reconhecessem, ela saberia quem era a fonte de seu conforto. O cansaço parecia desaparecer de seu corpo a medida que os lábios que atacavam os seus tornavam-se mais possessivos. Uma energia invisível os ligava, era quase como se fossem empurrados um contra o outro enquanto sentia-se puxada para fora do torpor em que havia estado mergulhada durante os últimos minutos.

'Eu te amo, Kagome ' podia ouvir a voz dele em sua mente, vibrando em seu corpo e recusando-se a deixá-la partir. 'Aceite a única parte minha que posso lhe oferecer'

A colegial abriu os olhos de repente, podia sentir as garras afiadas afundando na sensível pele macia de suas costas, o gosto salgado das lágrimas em seus lábios misturando-se ao gosto dele. Apertou a camisa dele com toda a força que foi capaz de reunir, podia ouvi-lo chamando-a em pensamento e não conseguia responder em meio ao beijo desesperado que compartilhavam. O sangue pulsava em suas orelhas em um ritmo selvagem que ela sabia seguir as batidas desenfreadas do coração do hanyou

'InuYasha...' viu as pálpebras tremerem antes de revelarem os orbes pulsando em um misto de vermelho e dourado, presas afiadas roçaram seus lábios e ela estremeceu em apreensão. Levantou uma das mãos lentamente e tocou seu rosto delicadamente, sentiu mais do que viu as estrias arroxeadas aparecerem sob seus dedos. 'O que você fez?'

Ele afastou-se quase instantaneamente da gora quando ouviu a voz dela soar em sua mente, piscou algumas vezes tentando clarear os pensamentos enquanto o yokai dentro dele lutava selvagemente para libertar-se de seu controle. Inspirou profundamente deixando-se preencher pelo cheiro adocicado da garota antes de pousá-la no chão e levantar de um pulo.

- Por que? – a garota sussurrou, tentou sentar-se e caiu no chão novamente. Seu corpo ainda não completamente recuperado. Fechou os olhos com força quando ouviu os passos afastando-se de si. – InuYasha...

- Leve a jóia com você... – Ele estranhou o próprio tom de voz, rouco e profundo, não lembrava nada que já ouvira deixar sua boca – Ela não pertence a esse mundo... – Começou a caminhar lentamente, ignorando as primeiras gotas de chuva que caiam sobre o acampamento.

Kagome abriu os olhos novamente, a visão embaçada com as gotículas de chuva que lavavam seu rosto lentamente. Apertou a veste de rato de fogo contra o corpo, imaginando que fossem os braços de seu dono a envolvê-la. 'Por que, InuYasha? Você tinha a jóia, não precisava ser assim...'

'Kagome, sua tola...' InuYasha começou a correr, não por causa da chuva ou do frio, mas porque queria colocar a maior distancia possível entre os dois antes que perdesse a consciência completamente. 'Você nunca me entende...' Sabia o que o yokai faria se sentisse todo o cheiro de sangue presente naquele lugar. Não queria correr o risco de dar a vida a Kagome apenas para que o monstro dentro dele a matasse 'Eu fiz isso porque amo você '


N.A. – Oi minna,

Hum... mais uma resposta aos desafios do fórum Mundo dos Fics ( link no meu profile se alguém tiver interesse ). Não tenho muito a dizer aqui a não ser... Não me matem! Tem mais uma parte XD

Espero que gostem e deixem sua opinião.

Kissus e ja ne,

Naru