Capítulo 1: O Poder Infernal (ou Sem Necessidade de maldade)


- É aqui, Rabicho? - disse a voz sibilante, diante da caverna no interior do Japão.

- Sim, milord! - disse o homem com cara de rato, olhando o seu mestre. - Aqui está oculto o Grande Poder!

O homem observava o local. Seu rosto era bonito, com olhos verdes e cabelos lisos e negros. Ou assim parecia:

- Ótimo! Vamos entrar! Rabicho, feche o Feitiço de Proteção Anti-trouxas por trás de nós. Estou cansado desse disfarce trouxa, embora realmente você tenha demonstrado cérebro ao decidir tomar esse caminho. O Xogunato da Magia Japonês é muito rígido quanto a bruxos estrangeiros em seu território, e duvido muito que mesmo o mais fraco de meus Comensais pudesse caminhar aqui sem ser discreto...

O homem com cara de rato parou e apontou a varinha para o chão e disse:

- Plebo Interdita! - usando o Feitiço de Impedimento de Trouxas.

Uma luz de cor dourada acertou o chão, formando um arco na mesma cor no chão, que rapidamente desapareceu:

- Ótimo! Acho que agora posso desfazer-me desse disfarce! – disse o homem.

O rosto do homem voltou a sua horrenda forma original. Para começar, o rosto não era totalmente humano, mas sim verde e com narinas afundadas e fendidas, como as de uma serpente. Os olhos, vermelhos e fendidos, eram diabólicos. Nenhum traço de sua feição era humano: o mais próximo que alguém era capaz de definir sua forma era dizendo que ele era alienígena, o que de forma alguma condizia com a verdade.

- Lorde Voldemort, você não me contou nada sobre o que pretende encontrar aí. - disse Rabicho - O que é?

- Dizem as lendas dos trouxas que um Grande Poder Infernal está aprisionado dentro dessa caverna. Bem, pesquisei e realmente aparenta existir alguma coisa aqui... Vamos seguir em frente! Espero que seja um bruxo competente o bastante para fazer um simples Feitiço da Luz.

- S-s-sim, milord? Lumos! - disse Rabicho, fazendo a ponta de sua varinha acender como uma lanterna.

Os dois seguiram em frente por alguns metros: Rabicho tinha medo de tudo, enquanto Voldemort transpirava expectativa. Foi quando eles chegaram perto de uma grota, aonde entraram.

- É aqui! - disse Voldemort.

Um cristal estava suspenso a uns seis metros de altura, dentro de um pentagrama que luzia uma luz azul clara. Exatamente embaixo do cristal, dois cajados perfilados como se fossem um armorial guardavam um pequenino bastão de uma madeira estranha, com cristais presos à ela. Esse bastão não era uma varinha, pois seu formato era diferenciado. De certa forma, lembrava o cabo de uma espada. Uma voz surgiu do cristal:

- Você veio me libertar?

- Sim! - disse Voldemort - Eis Lorde Voldemort! Sou o futuro Soberano do Mundo, tanto dos bruxos quanto dos trouxas!

- Sim, compreendo! - disse a voz - Mas o que me exige em troca de minha liberdade?

- Lealdade total à mim, e todo o poder que tiver!

- E o que me dá em troca, além da liberdade?

- Tudo o que desejar, que estiver ao meu alcance.

- Aceito a proposta. Mas preciso da força vital! - disse a voz.

- Rabicho, venha cá! - disse Voldemort, suave.

- N-n-não, m-m-mestre! Vo-vo-você sa-sa-sabe que eu so-so-sou leal a vo-vo-você! - disse o homem com cara de rato, em pânico.

- Não me obrigue, Rabicho, a forçá-lo! - disse Voldemort.

- Por favor, mestre! Não!

- Rabicho, você precisa entender que meu desejo de lealdade não deve ser questionado! Crucio! - gritou Voldemort, apontando a varinha para Rabicho, que gritou de pura dor e desespero quando foi atingido pelo raio que saiu da varinha de Voldemort. Rabicho caiu no chão e foi arrastando-se na direção de Voldemort.

- Não precisa se preocupar! - disse Voldemort - Você já passou por coisas piores antes!

Voldemort sacou de suas vestes sua faca cerimonial, negra como carvão e cravejada de esmeraldas. Pegou o antebraço de Rabicho e o cortou na altura do local aonde via-se um crânio com uma cobra perfazendo de língua, a Marca Negra dos Comensais da Morte, os homens de Voldemort. O grito lancinante ecoou por todas as proximidades, e logo em seguida uma risada doce e diabólica, como o de um pequeno pestinha que queria matar alguém.

E alguém notou isso, a milhares de anos-luz da região.


- Capitão! Capitão! - gritou o jovem oficial, olhando sua aparelhagem de sensoriamento espacial. - Distúrbio no sinal do quadrante do Sistema Solar!

- Que tipo? - disse o capitão, devidamente fardado, que observava a todo aquele plantão dos agentes da Galáxia Policial.

- Parece uma quebra de prisão. Estou fechando o sinal para melhor rastreamento! - disse o oficial.

- Qual o seu nome, oficial? - perguntou o Capitão.

- Oficial Kura, senhor! - disse o oficial, de cabelos azuis e olhos verdes. - Sou treinado em comunicações e rastreamentos.

- Ótimo! - disse o Capitão - Alguma coisa...

- Fechei o sinal. Origem: Quadrante do Sistema Solar, Planeta Terra, local conhecido entre os nativos como Japão... Sim, é uma quebra de prisão! Prisioneiro: Surien. Condenado a prisão perpétua na cápsula de prisão por genocídio em mais de 50 sistemas planetários do Setor Jurai principal, danos à propriedade, furto...

- Chega! Basta! - disse o Capitão, de forma branda - Já ouvi falar nesse Surien: dizem que tem a mente de um psicopata e a alma de uma criança. Bem, seja como for, precisamos mandar homens para lá...

- Quer que eu peça uma tropa? - disse Kura.

- Não. Iremos utilizar nossos operativos na região, mandando reforços em caso de necessidade...

- Desculpe, Capitão, mas você acha que devemos confiar naquelas duas? Não estou questionando o talento e habilidade de Kyone, mas quanto a Myoshi...

- Entendo sua preocupação, oficial, mas devemos fazer as coisas da forma mais simples. Acredito que Jurai não vai achar nada divertido saber que um de seus maiores inimigos está à solta. E você sabe como é difícil lidar com os comandantes do Conselho do Império Jurai.

- Sim, Capitão!

- Bem, prepare os documentos e a ordem de prisão para transmissão hiperespacial para a Yagami. Prioridade Alfa. Coloque nas ordens para que Surien seja capturado vivo e de forma discreta.

- Sim, Capitão! - disse o oficial, enquanto começava a preparar os documentos para transmissão aos oficiais da Galáxia Policial no planeta Terra.

O Capitão observou o planeta logo abaixo, pela janela da sala de operações da base central da Galáxia Policial:

- Jurai...

O Império Jurai, o maior Império Galáctico, detentor de provavelmente metade do Universo Conhecido, era o maior financiador da Galáxia Policial entre todas as organizações que compunham a Federação Intergaláctica. A Galáxia Policial era a força de elite entre todas as tropas de manutenção da paz e da ordem no Universo. Seu agentes graduados eram os melhores em suas áreas:

- Entretanto, fico imaginando se não foi um erro colocar Myoshi na Galáxia Policial...

O Capitão guardou para si próprio o comentário e foi buscar uma xícara de café na cafeteira...


- GGGGRRRR! Ryoko! Agora você me paga, sua desgraçada! - disse a jovem vestida com um belíssimo, mas com desenhos exóticos, kimono.

- Ora, ora! - disse a mulher com roupas (e seios!) diretamente vindos de algum filme pornográfico - A princesinha está nervosa!

- Ora, sua... - disse a jovem.

- Parem vocês duas! - disse o jovem que estava com seus livros escolares abertos, com cabelos curtos negros e olhos também escuros - Desse jeito, nunca vou passar no teste para a Universidade de Tsukuba! Aeka, Ryoko, por favor!

- Ela vai me pagar, Tenchi! - disse a jovem de nome Aeka – Asaka! Kamizake!

- Sim, Lady Aeka! - disseram os dois postes de madeira flutuante que se aproximaram, vindos do nada.

- Ei, em grupo não vale, Aeka! - disse Ryoko.

- Ataquem! - disse Aeka, completando a ordem aos postes de madeira.

Os dois postes abriram-se para revelarem pequenos canhões laser que disparavam tiros em altíssima velocidade. Tanta que Ryoko quase não escapava. E não escaparia, se ela não tivesse as habilidades de se tornar imaterial, e com isso atravessar objetos sólidos, e de voar.

No meio do fogo cruzado entre os dois postes protetores de Aeka e a exuberante Ryoko, quem acabara se dando mal foi o jovem Tenchi, que teve o livro de preparação para Tsukuba incinerado (novamente!):

- Mais que droga, vocês duas! - disse Tenchi - É o quarto só esse mês!

- Ei, gente! - disse uma garotinha pondo o pé para fora da cozinha e vendo a briga entre as duas.

- Puxa vida! Aeka, Ryoko, vamos parar de confusão? Tá na hora do jantar! - disse a jovem.

- Não se meta nisso, Sassami! - disse Aeka - Agora vou mostrar para Ryoko o que acontece com quem se mete com a Princesa Aeka de Jurai!

Sassami fez uma cara meio de "então se matem, suas loucas" e voltou para cozinha.

- Pelo amor de Deus, parem essa briga, por favor! - disse Tenchi, atirado de baixo da mesa da sala.

- As probabilidades de um dia Aeka e Ryoko se tornarem amigas equivalem a algo na casa de 1.647.234.542.755 por 1. - disse uma voz mais de experiência - Ainda não entendo como você não desiste de apaziguar essas duas!

- Pequena Washu! - disse Tenchi - Dê um jeito de parar essas duas malucas! Senão elas vão colocar a casa abaixo!

No exato momento em que Tenchi disse isso, a antena de TV despencou do teto, depois que Ryoko subiu e colocou-se próximo ao teto, quando Asaka atirou.

- Está vendo o que eu quero dizer? - disse Tenchi, desesperado.

- Pega leve, Tenchi! - disse Washu, sorrindo - Elas só estão estressadas demais... Precisam relaxar um pouco. Que nem você.

- Então que vão relaxar escrevendo haikuou praticando ikebana, não destruindo minha casa pela terceira vez esse ano! - disse Tenchi, desesperado.

- Calma... - disse Washu - Existe 99,998 de chance de a qualquer momento chegar alguém para acalmar os ânimos, muito embora o Princípio da Incerteza de Heisenberg diga que...

- Eu não estou nem aí para Heisenberg, pequena Washu!

No meio de toda essa briga (com tiros e explosões suficientes para fazer filme de Rambo nenhum botar defeito), ninguém sabe como, mas Sassami ouviu uma campainha tocar. Então ela gritou da cozinha:

- Eu atendo!

Ryoko continuava a esquivar-se dos ataques de Asaka e Kamizake, quando de repente:

- Mas que diabos! - disse uma voz bem séria - Não tem uma única vez que não vemos vocês duas brigando!

- Oi, gente! - disse uma outra, alegre, quase infantil.

Os contendores pararam de uma hora para outra, ao olharem para a porta. Viram então uma garota de cabelos negro-azulados grandes, com uma mecha cobrindo-lhe o olho da direita e um rosto transpirando competência, e outra garota, essa com cabelos loiros e olhos grandes e azuis e uma cara que para quem fosse sarrista seria certamente a de uma débil mental. Claramente que as duas vinham do serviço, pois usavam calças e botas brancas, com jaquetas azul-ciano com detalhes vermelhos e carregavam duas armas em coldres presos às cinturas.

- Kyone, Myoshi! - disse Tenchi - Que surpresa! Mas chegaram em uma ótima hora!

- Olá, senhoritas! - disse Aeka, sempre formalmente cortês.

- Chegaram bem na hora! - disse a jovem Sassami, que carregava com ela um bichinho que era a mistura de um coelho com um gato. - Acabei de fazer o jantar.

Sassami pos a mesa com a ajuda de Tenchi e Kyone, quando todos sentaram-se para comer. Conversavam enquanto comiam e, no caso de Ryoko, bebiam (provavelmente mais do que comia):

- Estávamos sentindo saudades! - disse Tenchi.

- Vocês sumiram daqui por semanas! - disse Ryoko, enchendo o cálice com saquê.

- É verdade! Tivemos um período complicado, mas agora estamos em uma missão direta da Central!

- Direto da Central? - perguntou Aeka. - O que será?

- Deve ser algo realmente importante para mandarem a ordem diretamente a vocês duas... - disse Washu, pensativa.

- Aqui! - disse Kyone, entregando uma espécie de disco para Aeka - Esse é o Holodisco da nossa missão.

- Ah, jovens Kyone e Myoshi, a quanto tempo! - disse um senhor, com uma aparência realmente velha, mas demonstrando gozar de boa saúde. Tinha um físico que apenas aparentava ser frágil. Isso Tenchi Masaki sabia muito bem.

- Oi, vovô! Como está o templo? - disse Tenchi.

- Senhor Katsuhito, a quanto tempo o senhor não desce do templo! - disse educadamente Aeka.

- E então Katsu... Que tal um saquê para dar uma animada no ambiente? - disse Ryoko, segurando uma garrafa de cerâmica.

- Ryoko, sua pervertida! - disse Aeka brava.

- Calma, vocês duas! - disse o senhor Katsuhito Masaki, com um sorriso fácil nos lábios. - Mas, se me lembro bem, a senhorita Kyone estava falando de uma missão que receberam da Galáxia Policial.

- Isso mesmo. - disse Myoshi, toda empolgada - Missão da Central, vê se pode!

- Até que enfim... - disse Kyone, como se fosse uma coisa que por muitos anos ela não teve porque alguém estorvava ela.

- Deixe-me ver. - disse Aeka, enquanto entregava o holodisco a Washu - Pequena Washu, pode nos emprestar o computador?

- Vou fazer melhor! - disse Washu - Conectei a TV dessa casa ao computador.

Quando dizia isso, Washu, que tinha o tamanho de uma garota de 12 anos de idade, deitou o aparelho de TV no chão.

- Mas o que está fazendo, Washu?

- Você verá, Tenchi! - disse Washu, com um sorriso doce nos lábios. Essa era a senha de Tenchi para "encrenca".

Mas nada de errado aconteceu: Washu inseriu o holodisco no computador e rodou-o. A tela da TV passou a projetar as informações holográficas do holodisco.

- Apesar da tecnologia absurdamente obsoleta, eu consegui fazer alguns ajustes e tornar o tubo dessa TV um projetor holográfico. Vejamos então...

- A nossa missão - disse Kyone - é prender o conhecido criminoso Surien, que se encontrava preso até 24 horas atrás em algum local do Japão, mas que foi solto por alguma entidade desconhecida. Apenas sabe-se que o padrão energético desse ser que libertou Surien é bastante estranho. Vim aqui porque eu gostaria de saber se a pequena Washu sabe algo sobre esse padrão. - completou Kyone, tocando uma parte dos hologramas, que automaticamente se expandiu, mostrando algo como um eletrocardiograma.

- Hummm... - disse Washu - Basicamente é um padrão humano, e terrestre, mas possui algum tipo de energia mais poderosa...

- Alguém com Poder Jurai, como o Tenchi? - disse Aeka.

- Não... - disse Katsuhito.

- Vovô? - disse Tenchi.

- Todos vocês sabem que eu sou na verdade Yosho, o Herdeiro do Trono de Jurai, mas que a muitos anos atrás vim para a Terra, fugindo da luta entre castas e famílias de Jurai. Ao chegar na Terra, descobri que os terráqueos possuíam seus próprios poderes. Ou pelo menos alguns deles.

- Como assim, vovô?

- Tenchi, eu reconheço esse padrão. Ele é um padrão de um bruxo.

- Bruxo? - perguntou Kyone.

- Alguém capaz de usar magia ancestral, algo semelhante ao Poder Jurai... - disse Katsuhito - Um deles, chamado Grindelwald, tentou roubar-me a Espada Jurai, mas foi rechaçado por mim, quando contei com a ajuda de um outro bruxo, chamado Alvo Dumbledore. Não o vejo a anos, mas sei que ele é Diretor de uma Escola de Magia e Bruxaria... Se reconheço os detalhes desse padrão energético, aqui é o poder destrutivo. - completou Katsuhito, apontando uma parte do holograma.

- Sim! - disse Washu - Segundo meus cálculos, esse poder de...

- Bruxaria!

- Bruxaria... Rivaliza com o Poder Jurai em proporção: o Poder Jurai só é mais forte pois o próprio povo de Jurai e seus descendentes são mais preparados para lidarem com energias primevas do cosmo que os seres humanos da Terra.

- Mas quem poderia querer libertar Surien... - disse Tenchi.

- Lembre-se Tenchi: muitas coisas que os humanos daqui imaginam serem lendas, na verdade são forças e poderes vindos de Jurai e do Império...

- Como a Pequena Washu? - disse Tenchi - Todos diziam que era um demônio entocado por Deus desde muito antes do surgimento do ser humano na Terra.

- Isso! - disse Katsuhito - Acredito que algum bruxo maligno possa ter lido alguma lenda envolvendo Surien e imaginado que libertando-o ganharia poder.

- Nesse caso, temos que nos inflitrar entre esses... bruxos... e capturar Surien. - disse Myoshi.

- Myoshi, Kyone, vocês não disseram ainda se esse Surien é forte. - disse Ryoko, esparramada no sofá e tomando saquê tranqüilamente pelo gargalo, para desprezo de Aeka.

- Bem, Ryoko, esse é o padrão de Surien... - disse Kyone, apontando uma parte da imagem.

Ryoko viu o padrão e engasgou com o saquê, cuspindo-o logo em seguida:

- QUE? ESSE É O PADRÃO DE SURIEN? - disse Ryoko.

- Ele é pelo menos dez vezes mais poderoso que você... - disse calmamente Washu, analisando o gráfico de padrão de Surien.

- Não é à toa que o chamavam em Jurai de "O Demônio Surien". – disse Sassami.

- Mas como é a aparência desse tal Surien? - perguntou Tenchi.

- A verdade é... Ninguém sabe. Tenchi, Surien não é humano, nem da Terra, nem de Jurai. Ele é uma forma do mal. Sabe-se apenas que deseja destruição sem motivo. Ele fica com alguém apenas enquanto esse alguém impor destruição suficiente. - disse Kyone.

- Bem, senhorita Kyone, - disse Katsuhito - agora, se me dão licença, tenho que tomar algumas providências para ajudá-las a cumprir sua missão.

Katsuhito saiu da casa sem jantar, enquanto os demais conversavam. Nesse meio tempo, Sassami se aproximou de Tenchi e disse:

- Por que a Aeka e a Ryoko estavam brigando?

- Parece que a Ryoko tirou uma nota melhor que a da Aeka no Videokê... - disse cabisbaixo Tenchi.

E todos passaram a divertir-se, e nem repararam na coruja que passou voando perto da janela, indo em direção de um mundo novo para eles, que já tinham cruzado mais da metade do Universo e até mesmo visitado o Planeta Jurai.

E esse mundo ficava no próprio Planeta Terra...