Terra Média

Aiko Hosokawa

Athantis


Terra-Média lugar habitado por mais diversas criaturas: Humanos – há variações nessa espécie tais como: anões e hobbits, Elfos e outros seres fantásticos que vivem em relativa paz. Relativa, pois desde os tempos mais antigos há desavenças entres os seres predominantes do lugar: Elfos e Humanos. Criaturas tão semelhantes, mas ao mesmo tempo distintas. Em comum possuem o orgulho e a vaidade em contra posição um é imortal de beleza esplendorosa o outro mortal e mutável.


Reino humano de Athlantis...

Um jovem cavaleiro entra a passos largos no grande salão. Pará a frente do homem sentado no trono.

"Meu senhor". Disse ajoelhando e baixando a cabeça.

"Sim Kamus. O quê houve agora?". A figura ali sentada era imponente e irradiava majestade.

"Meu rei Julian mais um de vossos fiéis servos foi abatido. Isaak está morto". Tinha um grande pesar na voz.

"Isaak? Seu jovem discípulo? Mas o que aconteceu?". O rei ficou preocupado já era o décimo guerreiro que perdia naquele mês.

Kamus levantou-se e estendeu a mão direita que segurava um objeto: "Isso aconteceu!".

Julian ficou atônico: "Um flecha élfica! O mesmo motivo das mortes anteriores". Constatou atordoado. A flecha tinha a ponta e mais cinco centímetros acima sujos de sangue.

"Sim meu senhor: foram os elfos! Temos que dar um jeito nessa situação! Não podemos esperar sentados que eles venham e tomem nosso território. Melhor dizendo não podemos esperar que nos matem, pois sem sombra de dúvidas essa é a intenção deles!". Perdeu o seu habitual ar frio, falando com paixão e deixando lágrimas imergirem em seus olhos. As várias pessoas que ali estavam (nobres e outros guerreiros) sobressaltaram-se ao ver o general do exército falando daquela maneira: era no mínimo preocupante.

"Acalme-se cavaleiro! Sei que o jovem era como um filho para você, mas ele era um guerreiro e conhecia os riscos. Além do que de nada adianta disseminar o terror entre o nosso povo!". O rei com toda sua sabedoria, e claro sabendo que em um confronto direto com os rivais seria a sentença de morte para todo o seu povo, tentou abrandar a situação.

"Perdoe-me meu senhor, mas há de convir não podemos mais ficar parados". Kamus retomou sua habitual postura.

O rei Julian levantou-se, caminhou até a janela do lado esquerdo do templo e vislumbrou a beleza e a imensidão de seu reino: o povo de Athlantis sem dúvidas era o mais rico e próspero dos cinco povos.

"Vamos enviar uma comitiva de paz para Rhovanion". Disse ainda olhando para fora.

"Mas senhor...". O general tentou protestar.

"Mas o quê cavaleiro? Pretende contrariar uma ordem minha?".

"Perdoe-me meu senhor. Em momento algum minha intenção foi essa". Novamente ajoelhou-se mostrando respeito.

Julian abandonou a janela caminhando para seus aposentos passando ao lado do guerreiro. "Que bom, pois você irá liderar o grupo".

"Eu?". Levantou-se rapidamente.

"Será como um sinal de boa vontade de nossa parte e não poderíamos mandar um grupo que não saiba se defender. Não desejo perder mais guerreiros". Foi a última coisa que disse antes de abandonar o recinto deixando para trás um cavaleiro inconformado.

"Eu não acredito nisso!". Já no estábulo Kamus deu um forte soco contra um pilar de madeira.

"Reação nada inteligente...". Um jovem loiro e alto saiu das sobras. "... Machucar-se não adianta. São as ordens do nosso rei; isso é o que ele julga correto então temos a obrigação de obedecer".

"Daidaros? Eu sei quais são as minhas obrigações e em momento algum pretendi reneg�-las. Eu simplesmente não gosto de elfos". Disse passando a mão esquerda sobre os ferimentos causados pelo impacto na mão direita.

"É verdade você nunca gostou deles. Posso saber o motivo?". O guerreiro sentou-se sobre um monte de feno olhando com curiosidade para o amigo.

"Não adianta olhar com essa cara, você sabe que eu não vou falar". Desviou o olhar tentando mudar de assunto.

"Fazer o quê? Nunca arranco nada de você mesmo! Enfim... deixa pra lá. Mudando de assunto: já escolheu o grupo que irá te acompanhar? Eu quero ir junto".

"Escolhi sim, mas infelizmente você não está entre eles. Necessito que alguém lidere o exército na minha ausência e não podemos nos dar ao luxo de expor os únicos que conseguem colocar ordem nas coisas por aqui. E se algo acontecer...".

"Nada vai acontecer meu amigo!".

"Sabe tão bem quanto eu que será perigoso, não se iluda. Se algo acontecer assuma o meu lugar!". Falou com firmeza enquanto o outro encarava aflito.

"Você é como um irmão para mim. Tome cuidado... Quem irá te acompanhar?".

"Shiryu e Hyoga".

"Só eles ! Leve o Ikki..".

"Muito passional vai criar confusão".

"O Seiya...".

"Cá entre nós eles é esforçado, mas vive apanhando...".

"É verdade. Tem o Shun".

"Sei que ele é seu discípulo e que tem muito talento, mas não gosta de lutar!".

"Concordo, mas tem um exército inteiro á sua disposição leve mais homens!".

"É melhor minimizar a perdas caso elas ocorram".

"Esse seu jeito frio é irritante".

Kamus sorriu com a cara do preocupado amigo. "É melhor eu me preparar para a viagem".

No alojamento dos cavaleiros...

"Que droga! Eu queria muito ir com vocês!". Um jovem moreno de cabelos curtos e espetados falou fazendo beicinho.

"Não adianta Seiya, foi o Kamus que nos escolheu". O loiro que estava próximo disse com uma pitada se arrogância na voz.

"Concordo com o Hyoga". Falou o rapaz de longos cabelos negros e lisos.

"Você só fala isso Shiryu por que você vai!". Novamente fez cara de criança mimada contrariada.

"Eu também não vou e não estou dando esse ataque. Por que quer tanto ir Seiya?".

"Até parece que você não sabe Shun. Eu quero ver os elfos! Dizem que eles são lindos...".

"Tenha santa paciência! Dá para parar com essa infantilidade?". Bufou outro rapaz.

"Até parece Ikki, você também está com raiva, pois não vai!". Seiya falou mostrando a língua e viu o outro levantar do canto onde estava sentado e sair furioso.

"Você irritou o meu irmão!". Falou Shun um pouco apreensivo.

"E daí? Ele não pode fazer nada, mas eu ainda queria ver os elfos...".

"Podem ser bonitos, mas são inimigos! Na primeira oportunidade enfiarão uma flecha em nosso peito! E se eu tiver oportunidade sem dúvidas matarei um deles!". Hyoga falou com ódio enorme fechando os olhos com força e quando os abriu viu seus companheiros com olhos arregalados.

"Não é quem eu estou pensando. É?". Falou referindo-se a presença que sentiu atrás de si. Virou lentamente e viu dois frios rubis o mirarem.

"Kamus...". Falou hesitante.

"Você não vai Hyoga". Mal terminou de falar e já ia se retirando.

"Mas mestre o senhor vai precisar de ajudar e eu quero ir! Por Isaak...".

"Por ele nãoÉ pelo reino! Nunca deixe uma questão pessoal superar os interesses do reino, cavaleiro! Sei o que está sentindo, mas começar uma guerra não vai mudar o fato de que seu amigo está morto".

"Ele levou a flecha por mim...". Hyoga baixou a cabeça sentindo os olhos cheios de lágrimas.

"Então faça valer a pena!". Kamus falou com ternura e confiança.

Saiu à procura de mais um guerreiro, avistou Ikki sentado em uma colina, caminhou até ele e ficou surpreso com o belo pôr do sol que o rapaz contemplava calado: o céu variava em tons alaranjados, avermelhados e os últimos raios dourados eram os que mais próximo estavam ao semicírculo que se escondia lentamente.

"Esmeralda adorava o pôr-do-sol". Falou sem desviar o olhar.

"Ela foi uma das muitas inocentes vítimas de nossa mais recente guerra. Apesar da vitória nosso povo vai demorar a se recuperar das enormes perdas".

"É. Tem hora que me pergunto o porquê de lutar tanto".

Kamus surpreendeu-se com essa afirmação. "Ora Ikki o porquê está diante de seus olhos agora...".

"Com assim?". Olhou intrigado para o homem de pé á seu lado que ainda admirava o horizonte.

Kamus encarou os olhos curiosos do jovem: "Lutamos pelo direito à vida. Pelo direito de admirar as pequenas e as grandes belezas dela".

"É verdade". Concordou virando-se para ver o sol esconder-se completamente.

"Ikki, você irá substituir Hyoga".

"Como quiser". Levantou-se e percebeu que seu general era bem mais alto que ele mesmo e tinha uma postura diferente de todos outros guerreiros que já havia conhecido. Ficaram calados até que o último raio de luz solar desapareceu e a noite se tornava escura e fria.

"Está esfriando". Comentou Ikki.

"Acho que eu sinto menos frio que os outros, mas vamos entrar". Caminharam em silêncio até o abrigo onde seria servido o jantar e depois dormiriam cedo para descansar, pois a viagem se iniciaria na manhã seguinte.

O dia mal amanhecia e já estavam de pé o trio colocava os últimos pertences nas celas dos animais ainda no estábulo.

"Estão prontos?". Perguntou Kamus.

"Sim". Ikki e Shiryu responderam.

"Vamos". Chamou montando em seu belo animal negro com apenas uma mancha branca na testa. Os outros dois fizeram o mesmo em suas respectivas montarias.

"Tome cuidado". Daidaros disse a Kamus no momento em que a marcha lenta começava.

"Promete que vai voltar Ikki...". Shun falou com voz chorosa, olhos repletos de lágrimas segurando a mão do irmão em cima do cavalo.

"Seja corajoso meu irmão, lute como um homem, e eu sempre estarei ao seu lado. Nunca esqueça". Falou ternamente desfazendo o contado lentamente com o movimento do cavalo deixando para trás o jovem amedrontado por está novamente só.

"Shi amigão vê se volta logo!".

"Shiryu, por favor, se cuida". Uma jovem morena de longos cabelos negros e olhos castanhos falou segurando as duas mãos juntas contra o peito. O guerreiro curvou-se e depositou um suave beijo na testa na menina.

"Shunrei eu prometo voltar o mais rápido possível. E Seiya cuide da minha irmã por mim". Encarou o amigo enquanto falava.

"Pode deixar. Cuidarei dela como se fosse minha irmãzinha".

"Obrigado". O cavaleiro apressou o cavalo para alcançar os companheiros que já estava um pouco á frente.

Seguiram em silêncio por um bom tempo, quando já estavam bem longe Shiryu olhou para trás admirando a beleza da cidade que foi construída em uma colina, com o castelo ficando no ponto mais alto, encostado a um grande rochedo de tom branco azulado: a posição era estratégica para evitar um ataque surpresa, pois daquele ponto só se podia atacar pela frente essa se tratava de um imenso planalto. Aquela distância as casas dos camponeses pareciam pequenas miniaturas nada mais.

"Lindo". Murmurou mais para si.

"Concordo". Kamus falou postando-se ao lado do jovem, também admirando a beleza do lugar.

"É por isso que lutamos". Ikki parou do lado do general e como os outros dois admirou a beleza do local. Até a maneira como os primeiros raios solares batiam contra as paredes parecia diferente aquela manhã no fundo de cada coração ardia a incerteza, a dúvida se algum dia voltariam áquele local.

"Vamos". Chamou o general.

Seguiam lado-a-lado, Athlantis já não podia ser vista, o sol estava a pino e a temperatura quente deixava a jornada ainda mais penosa e lenta. Pelos quatro cantos do horizonte somente vegetação rasteira e rochedos eram vistos. Nesse clima desértico a viagem seguiu por longos oito dias.

Ao fim do nono dia...

Era fim de tarde quando os cavaleiros depararam-se com uma íngreme subida. Foram forçados a descer dos cavalos para enfim chegar até o topo.

Do alto admiraram a beleza de um grande e densa floresta separada de onde estavam apenas por um rio com aproximadamente cinco metros de largura, mas bem raso em toda a sua extensão.

"De um lado um seco deserto, do outro a vida salta aos olhos com toda a sua força e beleza. Estranho!". Comentou Shiryu ainda encantado com a beleza que estava ante seus olhos.

"É o reino dos elfos: tão belo quanto perigoso". Kamus novamente subiu em seu cavalo e começou a descer até o rio, os outros dois fizeram o mesmo.

Emparelharam os animais: Kamus ao centro, Ikki á esquerda e Shiryu á direita.

"Será perigoso. Não devemos nos afastar um do outro de forma alguma". Falou o general e começaram a marcha, ultrapassando o rio com calma. Já era fim de tarde, logo anoiteceria e tudo ficaria ainda mais perigoso, com essa certeza em seus corações finalmente entraram na floresta.

-

NA/ Sei que parece, mas essa fic não é só Kamus e Milo (amooo esse casal e nunca vou separ�-los!). Todos os dourados vão aparecer e vários casais vão surgir, podendo aparecer Yuri e até hentai.

Aceito sugestões (de casais e situações) e adoraria saber o que vocês estão achando.

Qualquer semelhança com "O senhor dos anéis" e jogos de RPG NÃO é por acaso.