Capítulo 01: Comer, dormir, comer, comer...


"Hoje é dia de folia! E aí, Lily, o que pretende fazer quando essa aula finalmente acabar e nosso ano escolar tiver finalmente acabado? - Susan -"


"Su, eu não estou muito inspirada hoje... Mas tudo bem. Vejamos... Eu vou arrumar minha mala e me preparar para pegar o expresso. E depois vamos todas encontrar sua mãe para embarcamos de navio para a Itália. E quando chegarmos lá nós vamos... Deixe-me pensar... Ir às praias do Mediterrâneo, ler alguns livros, comer, visitar ruínas, dormir, ler mais um pouco, desenhar, pintar, andar, brincar, passear, dançar, ouvir música, conversar... eu já disse comer? - Lily -"


"Não vou passar minhas férias lendo, Lily. Mas tenho algumas idéias interessantes. Como jogar canastra, xadrez, etc, comer, comer, dormir, dormir, comer, jogar, dormir, comer. - Emelina -"


"Tomar sol é legal. E concordo em visitar as ruínas. Além disso, que tal aprendermos um pouco de música? Já que a família da Su é de músicos, nada mais justo, não? E Emelina, você sabia que consegue ser insuportável com essas manias? Nem todo mundo tem a paixão que você tem pela jogatina. - Alice -"


"Acho que a gente pode ganhar dinheiro se apresentado nas ruas de Roma e passando o chapéu. Já que a Su vai nos ensinar a tocar... E eu concordo com as meninas. Eu quero comer muita massa e dormir um bocado para compensar esses dias tendo que acordar cedo para estudar. Coisa que, ao final das contas, é culpa da Lily. - Selene -"


"Eu tô percebendo que o que vocês mais querem é COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER, COMER e eu vou para de escrever porque senão meu braço vai começar a doer. Mas, apesar de vocês, vai ser muito divertido. - Susan -"


"E o jogo? - Emelina -"


"Tudo bem, você ensina a gente a jogar e passamos nossas noites apostando biscoitos. Que tal? - Alice -"


"Hei, porque vocês encaram os livros de maneira tão violenta? Eles são nossos amigos, sabiam? - Lily -"


"Sabe, maninha, eu acho que você bateu a cabeça em algum lugar. Os livros não são nossos amigos. Ao contrário, são nossos piores pesadelos... Ah, esqueci que você não é uma pessoa normal, mas uma alien que veio pesquisar a cultura terráquea. - Susan -"


"O que é um alien? - Selene -"


"Susan! Isso não é muito legal da sua parte! E eu NÃO sou um alien. - Lily -"


"Aliens são aqueles carinhas que os trouxas acreditam que são de Marte e adjacências. Na maioria das vezes, é apenas um elfo doméstico que se perdeu. - Emelina -"


"Sou sua irmão adotiva, tenho o direito de te chatear. Afinal de contas, ninguém mandou VOCÊ me adotar. E você é um alien sim. Eu vi quando você saiu do banho ontem que a sua pele estava verde. Aliás, seus olhos não escondem sua verdadeira natureza, sua marciana! - Susan -"


"Será que eu não posso ser pelo menos uma mercuriana? - Lily -"


"Ei, se ela pode escolher, eu também quero! Quero ser uma saturnina! Deve ser muito legal patinar nos anéis de Saturno... - Selene -"


"E depois ela reclama que os marotos são muito infantis. Sabe, senhorita Lílian Evans, você é uma mercuriana muito infantil. - Alice -"


"Ops... É melhor paramos agora! Dessa vez a McGonagall quase nos pegou. Amanhã estaremos naquele expresso. E então, teremos todo o tempo do mundo para fazermos tudo o que planejamos. Agora, calem essas suas mãos! E NÃO ME COMPARE ÀQUELES IRRESPONSÁVEIS! - Lily -"


Eu disse que vocês não iam conseguir se livrar de mim. Estou com a idéia dessa fic na cabeça há meses, mas só agora consegui começar a colocá-la no papel. Ou eu deveria dizer, na tela do computador?

Bem, para quem acompanhou a saga de Hades, deve se lembrar que nas férias do terceiro para o quarto ano, as meninas, que no futuro formariam as Black Sabath, viajaram para a Itália, para a casa de Susan, e lá aprenderam a tocar e a fazer música.

Essa fic é justamente para contar como foi a estadia delas por lá, ou - como disse Sirius em "às portas do inferno" - as aventuras das loucas no Mediterrâneo. Não será uma história muito grande... Acredito firmemente que em cinco capítulos eu consigo passar toda a história maluca que tenho na cabeça.

Antes de me despedir, quero fazer uma pequena homenagem. São, deixe-me ver... seia anos e meio, quase sete, de amizade. Eu, Luciana - a "noviça rebelde"; Carol, que adotei como irmã, a "Vandinha Adams"; Gabriela, que com suas lentes azuis ganhou de Flávio o apelido de "Sauron" e Vanessa, a loira bombril - atriz, dançarina, cantora, enfim, pau para toda a obra. As quatro mosqueteiras. É a essa amizade e a todos os momentos em que passamos juntas que dedico "Castelos de Areia".

Beijos a todos,

Silverghost.