PESSOAS, ESCUTEM! OU MELHOR, LEIAM! ò.ó

Essa coisa grande aí em baixo é o primeiro capítulo da novíssima edição de Beyblade 2 - Os Antecessores, que eu resolvi colocar no ar para comemorar os dez anos de existência da história! (É, faz todo esse tempo mesmo!)

Os detalhes estão todos no texto, então não vou me repetir. Só vou dizer que essa nova história não significa que eu vou abandonar a fase 3. Atualizações continuarão a vir ao longo do ano, prometo.

E agora, sem mais delongas, leio o texto abaixo e vão lá xeretar a nova edição das aventuras de Rumiko & cia!


Nota do Autor: Esta história é uma reedição de Beyblade 2 – Os Antecessores, uma fic que postei aqui no Fanfiction "ponto" net entre 2005 e 2007. Na verdade eu comecei a escrever essa história em 2003, por isso decidi reescrever tudo de novo nesse novo ano para comemorar os dez anos de existência da fic e seus personagens. O processo de revisão vai aprofundar mais a história, desenvolver melhor os personagens e explorar pontos que o anime original deixou meio vagos. Como a história se passa ao longo do ano de 2003, vou postar os capítulos no dia que eles aconteceram há dez anos atrás para dar ainda mais ênfase aos "dez anos" da história (o que também significa que atualizações serão frenquentes).

Beyblade 2 – Os Antecessores é uma história muito importante pra mim, pois foi meu primeiro grande projeto como escritor, criado quando eu tinha apenas treze anos de idade, muita imaginação e ainda mais tempo livre para colocar grandes épicos como este no papel (e internet). A história tem até mesmo um site na internet. O endereço está no meu perfil, mas quem tem preguiça de ir até lá pode simplesmente copiar este link sites. google site /beyblade2 byjamie/ e tirar todos os espaços. O site tem mais detalhes sobre todo o universo de Beyblade 2 (tem bem mais do que só essa historinha aqui...), imagens (todas desenhadas por mim), e curiosidades sobre tudo e qualquer coisa. No momento o site está passando por um drástico processo de revisão também, mas logo estará tão foda quanto esta nova edição da história.

E agora, antes de deixar vocês em paz para lerem a introdução e o primeiríssimo capítulo (versão expandida e melhorada!), um último recadinho rápido: eu não moro no Brasil já faz cinco anos e meio, por isso nunca aprendi a tal reforma ortográfica. Fora isso, nunca fui muito bom aluno em ortografia (mas em compensação gramática, acentuação e pontuação até que não são ruins). Faço o possível pra evitar deixar erros absurdos no texto, mas se algum escapar saibam que não foi por falta de esforço (foi pura ignorância mesmo).

E como essa nota do autor já está bem grandinha, vamos logo ao que interessa!


INTRODUÇÃO

Você alguma vez já se perguntou como foi que o beyblade se tornou um esporte tão popular, amado por todos e capaz de unir o mundo em torno de uma só paixão? Já se perguntou sobre a origem das feras-bit, os monstros sagrados que ajudaram Takao (Tyson) e tantos outros beybladers a alcançarem a glória máxima?

Beyblade 2 – Os Antecessores, apensar do nome um pouco incoerente, tenta contar esta história e levar uma luz àqueles fãs insatisfeitos com as poucas explicações dadas por Takao Aoki, o criador da série. Todos os personagens são originais meus, com exceção de Daitenji-san, que nada mais é do que o Senhor Dickenson bem mais novo e com nome japonês.

A história conta a trajetória de Rumiko Higurashi e sua equipe, os Taichi, no primeiro campeonato mundial de beyblade que de fato possuía representantes de todos os continentes. Com o esporte ainda se popularizando, ela, sua equipe e os muitos amigos que fizeram ao longo desta jornada nem faziam idéia das reviravoltas que o futuro lhes reservava, dos mistérios que teriam que desvendar e nem das trapalhadas e confusões que apareceriam em seu caminho.

Apesar de o começo da história ser obviamente inspirado diretamente no anime original, a quarta edição de Beyblade 2 – Os Antecessores inova em muitos aspectos (pra começar, a heroína é uma menina, e sua vitória triunfal no final das lutas mais importantes não é necessariamente garantida). Haverá torneios em todos os continentes (pra compensar o desaparecimento da Oceania, Africa e América Latina do anime original) e também uma tentativa de explicar como monstros poderosos como as feras-bit aceitaram de tão bom grado sua vida de monstrinho amigo de crianças em idade escolar.

Beyblade 2 – Os Antecessores é uma história bem longa: a primeira versão a aparecer no Fanfiction "ponto" net tinha mais de 800.000 palavras distribuidas ao longo de 125 capítulos, e essa nova edição muito provavelmente vai ficar ainda maior. Os capítulos em si são mais ou menos curtos, e o enredo é bem interessante (de acordo com o povo que leu a edição de 2005). E, cá entre nós, é divertido também (e um tanto sarcástico, e dramático nas horas certas).

Para aqueles que leram a versão anterior da história, não se desesperem: ela não vai ser deletada. Isso significa que quem quiser saber o que está para acontecer e não consegue esperar até a próxima atualização pode sempre "trapacear" e ler a versão antiga (e depois se impressionar com as mudanças feitas na revisão).

Gostou do que leu até agora? Então vamos celebrar juntos os dez anos de um dos maiores (ao menos em termos de quantidade de palavras) épicos inpirados em Beyblade de todos os tempos!


CAPÍTULO I

BARATAS E A FESTA QUE NÃO FOI

31 de Dezembro, terça-feira. Sapporo, Japão. 7:15 da manhã.

Uma jovem de longos cabelos castanhos, rosto arredondado e olhar inocente dormia em sua cama. Estava usando seu pijama de fadinha cor-de-rosa que ganhara no natal e sonhava com a sua festa de aniversário, que deveria acontecer em uma semana. Já que ela logo seria uma menina grandinha de doze anos, os pais de Rumiko Higurashi decidiram que não faria mal passar o feriado de ano novo em uma pousada calma e tranqüila, longe das agitações de Tóquio. Rumiko estava até então aproveitando a viagem, mas o que ela não sabia é que naquele exato momento uma barata se aproximava perigosamente de seu futon.

Em pouco tempo a tal barata encontrou seu caminho por entre as cobertas espalhadas pelo chão, seguindo o calorzinho confontável que o corpo da garota emanava. Estava frio em Sapporo naquela época do ano, mesmo insetos asquerosos e nojentos com o poder de sobreviver a guerras nucleres andavam à procura de um lugar confortável para passar a noite. E Rumiko, sendo uma menina de sono relativamente leve e muito, mas muito medrosa, reagiu da maneira mais escandalosa e apavorada possível ao perceber a presença do intruso.

O grito estridente acordou todos na casa. Não somente seu pai, sua mãe, os outros hóspedes e o donos da pousada, mas também o cachorro de estimação dos donos (bem como suas pulgas), os cupins dos móvies e das paredes de madeira centenária, e até mesmo os ácaros dos travesseiros. Sazuke Higurashi, a mãe, foi a primeira a alcançar a filha no quarto e ver o que estava acontecendo. Ao verificar qual era o problema, só não gritou também porque precisava passar uma imagem de segurança para a menina apavorada. Sazuke era tão medrosa quanto a filha, estava nos gens de sua família ter medo das coisas mais ridículas. Não que uma barata fosse ridícula... Talvez até fosse, mas essa não era a questão no momento.

Em nota, deveria ficar registrado que os Higurashi eram daqueles pais que criavam os filhos enquanto liam livros de pedagogos famosos, sempre preocupados em dar a sua única filha a educação perfeita para ser uma adulta independente e competente, sem medo de encarar os perigos do mundo real. Eram episódios como esse que os deixavam na dúvida quanto à eficácia de tais métodos e se valia o esforço de continuar a segui-los.

Takao Higurashi, o pai, matou a barata com uma chinelada certeira. O bicho não teve chance de reagir, foi até um pouco injusta a briga. Empolgado com seu ato de bravura, o homem gritou aos quatro ventos que a ameaça não mais fazia parte deste mundo. Ao invés de acalmar Rumiko, no entanto, a idéia de que havia um cadáver de barata em seu quarto de pousada acabou por assustá-la ainda mais. Como toda boa mãe "entendida" de psicologia infantil, Sazuke passou horas dividindo-se entre servir-lhe copos de água com açúcar, cantar músicas de ninar e inventar histórias românticas e fantasiosas para acalmar a filha e fazê-la dormir novamente.

No dia seguinte a família estava de volta à Tóquio, decididos a não arriscar mais uma noite na companhia dos insetos milenares. Seu ano novo seria celebrado do mesmo jeito que dos últimos doze anos, em um lugar em que todos sabiam não conter baratas.


Nota do autor (é, de novo. Isso acontece de vez em quando): Leitores antigos (e novos leitores que forem espiar a versão antiga) provavelmente gostarão de saber que os off-talks também apareção nesta nova edição assim que tivermos personagens suficientes para isso.

E quem quiser saber o que são off-talks... aguardem! (ou vão xeretar os capítulos mais avançados da versão antiga se não tiverem medo de spoilers).