CAPÍTULO 8 - Festa & Lua

Para Hermione tudo aquilo parecia não parecia ser real. Ela era esposa do homem que amava! Depois de tantas coisas que ela passou, ela teve uma segunda chance para amar. Quando ela olhava Draco conversando com os convidados, sendo gentil a quem desejava felicidade, ela não agüentava e lhe dava um longo beijo, o abraçava e principalmente... Sorria.

E aquele futuro que um dia parecia ter acontecido, que agora era passado, era apenas um sonho mal desfocado de sua mente... Era isso, ela queria acreditar que tudo isso foi apenas um sonho.

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Draco nunca tinha se sentido tão feliz em toda a sua vida. "Se eu seguisse outro caminho, não conseguiria ficar tão feliz como eu estou agora." Ele não sabia que se tivesse escolhido outro caminho, sua vida teria sido totalmente diferente. Infeliz, deprimente e degradante.

Draco acreditava que a vida era feita de escolhas. Uma única escolha poderia alterar a sua vida. As escolhas mudam completamente o futuro das pessoas, famílias, comunidades, e até mesmo, nações.

A escolha que ele tinha feito teria conseqüências, mas ele estava disposto a agüentar qualquer coisa, desde que estivesse ao lado de Hermione.

Ele tinha um pouco de medo que o seu pai fizesse algo contra ela, Draco sabia identificar quando ele falava sério.

Por enquanto, Draco só queria aproveitar a sua festa de casamento, ele puxou Hermione para dançar uma música lenta com ele. O salão onde a festa estava acontecendo foi finamente decorado com detalhes brancos e pratas. A festa e o casamento foram bem no estilo dos trouxas, mas nem por isso foi menos luxuosa do que um Malfoy gostava de exibir.

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Enquanto dançava com Draco, Hermione percebia um homem solitário com olhar perdido encostado em uma parede bebendo, era Rony. Quando a música terminou, ela foi falar com ele.

Rony percebendo que a amiga se dirigia a ele, começou a encará-la.

Quando ela chegou perto de Rony não sabia o que dizer... O que dizer a uma pessoa que é apaixonada por você no dia do seu casamento, sendo que você já foi casada com essa pessoa, mas ela não lembra?

Eu sei que meu amor
É imperfeito
Mas se ele deixar, vou lhe mostrar
O quanto também
Tenho defeito
Não é pra me gabar
Mas rio do que faço
Eu devia chorar

- Rony... Hum... Você está bem?

- O que você acha, Mione? - ele respondeu azedo, olhando para o copo de champanhe vazio.

- Você ficou muito bem de terno. - ela disse tentando mudar de assunto, forçando um sorriso.

Ele também tentou sorrir. E começou a encará-la de novo, Hermione também o encarou.

- Hermione? Posso te pergunta umas coisas?

- Claro, Rony...

- Quando nós namoramos durante aqueles poucos meses... Você me amava de verdade? - ele perguntou com os olhos se enchendo de lágrimas.

- Sim, Rony... Eu te amava muito... - ela respondeu, sentindo que iria chorar se ele chorasse.

- Então... Por que não demos certo?

Eu sei o mal que fiz
Já está feito
Mas lhe pedi perdão, por ser assim
E o coração que
Tenho no peito
Não quer acreditar
Já nem estou mais aqui
Nem em qualquer lugar

- Rony... Eu... Eu te achava tão imaturo... - por um instante Hermione se arrependeu de ter dito aquilo, pois se lembrou de como ele havia se mostrado maduro e forte em uma situação de perigo, que foi na guerra.

- Você nunca me perdoou por ter te traído, não é?

- Não.

- Eu estava bêbado Mione, só tinha 17 anos e queria aproveitar a vida. - ele falou aflito.

- Agora nós temos 21 anos, Rony, o tempo passa tão rápido. E é ele quem modifica as coisas. Eu te perdoei, Rony.

- Obrigado, Mione. Só quero saber mais uma coisa... Você realmente ama o Draco?

- Amo! Do fundo do meu coração. - as lágrimas já escorriam pelo rosto de Hermione.

Nem luz, nem espelho,
Nem olhos pra enxergar
Acho que sou alguém
Que nunca vai mudar
Lá vai se embora meu mundo sem mim.
O que há de errado em ser tão errado assim?
Já vou saindo, não precisa empurrar.
Pois meu maior defeito é insistir
Que ele é perfeito,
Que é pura crueldade pedir pra ele mudar

- Que bom para você. - ele falou pegando um copo de vinho de uma bandeja que passava, sendo servida por um garçom - Sabe, Mione - ele tomou um longo gole de vinho - Quando nós amamos realmente, nós ficamos felizes com a felicidade da pessoa que amamos e tristes com as tristezas dela... Eu te amo... Mais do que você possa imaginar... Um amor tão grande que estraçalha a minha alma e esmaga o meu coração... E eu te amo tanto que se você está feliz, eu fico feliz também, não importando nos braços de quem você esteja, você vai estar sempre dentro de mim. Eu te amo tanto, que não sei se isso vai acontecer de novo, às vezes não acontece nem uma vez. - ele disse a última frase com um sorriso amargo.

Hermione não agüentava mais, começou a chorar e abraçou Rony. Ele ficou sem graça com o abraço, mas retribuiu o abraço.

- Às vezes Mione... Eu queria ser como os vampiros.

- Vampiros! - ela olhou para o rosto de Rony, ainda abraçada com ele.

- Os vampiros... Quer dizer, deve ser bom, acordar e não lembrar que você supostamente é humano. Não sentir nada, nem dor, nem amor. Talvez isto seja bom. E está tudo bem.

- Eu acho que isso é muito triste. Já imaginou nunca poder amar alguém? Rony, tudo passa e isso vai passar, ok? Um dia você vai se apaixonar de novo e só me ver como uma amiga.

Rony sorriu com desgosto, ela não entendia mesmo, ele jamais se apaixonaria de novo. E ele sabia disso.

Draco observava a cena meio enciumado, meio amargurado. Quando de repente ele sentiu uma mão o puxando pelo ombro. Era Pansy Parkison, ela dera um forte tapa em Draco, e bêbada subiu em cima de uma mesa e começou a gritar chamando a atenção de todos os convidados, que já observavam a cena desde o tapa.

- VOCÊS ESTÃO VENDO! ESSE SAFADO, LOIRO OXIGENADO, ME USOU! DISSE QUE GOSTAVA DE MIM, que gostava do jeito que nós nos amávamos, né, Draquinho? E DEPOIS CASOU COM UMA PODRE DE UMA SANGUE RUIM! - Pansy apontou para Hermione, que já tinha saído dos braços de Rony e via a cena assustada - AQUELA SANGUE RUIM ROBOU O MEU HOMEM! ME SOLTEM! - os seguranças arrastavam Pansy para fora da festa - AAAAAAAAAA, EU VOU ME VINGAR DRACO! DE VOCÊ E DESSA SONSA!

Os convidados trouxas não entenderam nada. O que era uma sangue ruim? Mas o que importava o que uma mulher bêbada dizia? E além do mais, parecia ser uma maluca mesmo! Onde já se viu! Se vestir toda de preto para uma festa de casamento!

Depois desse acontecimento a festa teria morrido, se não fosse por um pequeno grande detalhe. Lucius Malfoy aparecerá na festa, com o mesmo ar superior de sempre.

Acenando para os jornalistas, ele puxou Draco para o seu lado para tirarem fotos.

- Sorria, Draco. - ele sussurrou entre os dentes.

- O que você está fazendo aqui? - Draco perguntou entre os dentes também sorrindo.

- Agora que estou tendo uma carreira política eu não poderia brigar com o meu próprio filho, não é? E não se esqueça que a maioria dos bruxos são mestiços ou sangue ruins... - Lucius sussurrava tudo com o sorriso mais falso para as câmeras.

- Você não muda mesmo...

- Ah, antes que eu esqueça: Você está deserdado. - e aumentando a voz para que a imprensa bruxa ouvisse - DÁ UM ABRAÇO AQUI NO PAI, FILHÃO! - os flashs dispararam mais ainda com o abraço de pai e filho.

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- Ah, Graças a Deus, conseguimos sair daquela festa. - disse Draco enquanto tirava os sapatos, ele estava sentado na cama.

- Aham! - falou Hermione de dentro do banheiro.

- Mione! Não demore muito! Esperei muito por essa noite, hein? - disse Draco com um sorriso moleque.

- Draco, fique quieto! Você é mesmo um safado! - Hermione se prendia para não rir.

- Tudo bem, amore mio! - ele ficou rindo.

- Ah, você conheceu os meus tios italianos?

- Conheci. - Draco tirou a roupa, ficando só com a calça e se esparramou na cama - Eles são bem simpáticos, capiche?

- Capisco! - Hermione saiu do banheiro, ela vestia uma camisola longa de seda branca.

Ela foi até a cama e se deitou ao lado de Draco. Ele chegou perto dela e começou a beijá-la, do pescoço até a boca...

Foi uma noite de paixão e entrega total do amor que cada um sentia pelo outro.

Pela manhã, Draco fez questão de preparar o café da manhã de Hermione. Os dois estavam radiantes de tanta alegria e felicidade.

- Pronta para a nossa lua de mel na Itália?

- Preparadíssima. - ela disse enquanto terminava o café da manhã.

- Seu sorriso...

- O que, Draco?

- Seu sorriso, é como se estrelas estivessem explodindo. - ele a olhou perdido em pensamentos.

Ela sorriu e lhe beijou.

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Nota da Autora: PENÚLTIMO CAPÍTULO! Desisti de editar esse capítulo e postei o original mesmo. Esse capítulo foi baseado no filme Sobre Meninos e Lobos, sou apaixonada por esse filme e quem viu vai conseguir identificar as partes que copiei dele.

Sorry me, por não ter feito a lua de mel propriamente dita. A parte das estrelas explodindo eu tirei do livro: Uma Vida Interrompida - Memórias de Um Anjo Assassinado, escrito pela Alice Sebold. Um dos melhores livros que eu já li. A música é do Pato Fu, Imperfeito. Eu copiei alguns trechos dela. Ah, e aquelas partes em italiano, eu nem sei nem de onde veio a idéia... Terra Nostra, Esperança ou talvez, e provavelmente, um devaneio qualquer.

Eu adorei escrever essa fic e espero que vocês estejam gostando de lê-la. Espero também que vocês comentem, pois os comentários, incentivam a nós (autores) a continuar escrevendo. É o reconhecimento pelo nosso "trabalho", por que, alguém que gasta as horas do seu dia, que faz com que os seus dedos apertem as mesmas teclas (Sério, doe muito ficar digitando durante muito tempo, quem escreve sabe do que eu estou falando...) escrevendo para que os leitores não comentem... É um infeliz. Não me façam ser uma infeliz :)