Eu realmente não tomo jeito, não? Hehehe...

Bem, a idéia dessa fic surgiu graças a duas figurinhas que eu encontrei nas minhas andanças por sites antras de artes dos marotos. Eu me apaixonei por uma imagem em que os profesores apareciam todos mais jovens e por uma só da Minerva, super-elegante. Fiquei com as duas na cabeça, até que um dia, escrevendo Feito Cães e Gatos junto com a Lisa Black e a Bebely Black, eu precisava de uma peça que os marotos tivessem pregado.

E coloquei os professores ficando mais jovens.

Tempo vai, tempo vem, senti vontade de não apenas citar a peça, para escrevê-la por completo, mesmo porque fora ela a catalisadora para James ter sido escolhido como monitor-chefe; por ter provado que trabalharia bem ao lado da Lily e em prol da escola (tudo bem que ele foi um dos autores da peça, mas abafa...)

Comecei então a escrever Time of your life. O engraçado é que essa fic tinha outro nome no começo, mais voltado para o riso, mas os personagens acabaram tomando à minha frente e os rumos mudaram completamente...

Em todo caso, eu quis repetir aqui a experiência que fiz em Dumbie's Club, escrevendo sob o ponto de vista de Minerva McGonagall. Me diverti bastante com as oscilações de humor dela, com os delírios de detenções e as fornadas de biscoito... Não vou me estender muito mais aqui ou acabarei com a graça da fic...

Mas eu espero que gostem. Eu gostei bastante do resultado final dessa fic e espero que vocês gostem tanto quanto eu. Seja lá qual for a opinião de vocês, não deixem que isso os impeça de clicar lá embaixo no botãozinho roxo e fazer a criança de pirulito feliz. Estou deprimida com a volta às aulas na faculdade, façam uma boa ação e cuidem de mim...

Beijos!

Silverghost.

Disclaimer: Harry Potter e demais personagens não pertencem a mim. Se pertencessem, não faria muita dferença, meu pai continuaria no meu pé mesmo que eu fosse bilionária com as minhas histórias e mandaria eu largar a mão de ser besta e ir para a faculdade, que eu ganho mais.

O título da fic, por sua vez, foi tirado da música "Time of your life", do Green Day, influência e sugestão da minha beta fofa, Meri. Aliás, para quem sentir curiosidade de ouvir e dar uma olhada na letra, eu recomendo (e confesso que fiquei surpresa ao perceber como a letra cabia no que eu tinha escrito mesmo antes de conhecer a bendita música...). A capa da fic está no meu profile, cortesia de outra amiga, a Suzannah.


Capítulo 01: Jovens de novo

Tec-tec-tec...

Os saltos do sapato dela ecoavam severamente pelas galerias quase vazias. Alguns poucos corajosos alunos acompanhavam-na com o olhar enquanto ela se distanciava, os cabelos muito negros escorregando do sempre apertado coque e insinuando-se para fora do chapéu de feiticeira, caindo sedosamente sobre seus ombros. Alguns quadros corriam de um lado para o outro, sussurrando palavras desconexas, ao mesmo tempo em que os olhos dela faiscavam, os lábios finos comprimidos em uma linha perigosa.

A jovem parou diante das soberbas gárgulas que guardavam a entrada do escritório do diretor. As duas a observaram com cuidado, leves sorrisos em suas bocas de pedra.

- Doce de abóbora. - a voz dela ecoou, curiosamente nervosa contra as paredes.

As estátuas se afastaram, dando passagem a ela, que imediatamente começou a subir as escadarias em espiral, a capa negra enfurnando às suas costas. Respirando fundo, ela interrompeu sua marcha à porta fechada do escritório. Duas vozes alteavam-se lá dentro, parecendo extremamente satisfeitas. Com o nó dos dedos, ela bateu e, sem esperar convite, girou a maçaneta.

O escritório de Dumbledore não mudara e nada desde que ela começara a trabalhar ali. Estava tudo no lugar, exceto por um detalhe. Estreitando os olhos escuros por trás dos óculos quadrados, ela encarou os dois homens que conversavam até sua súbita chegada.

O primeiro, de cabelos dourados e elegantes bigodes sobre a boca rósea, sorriu para ela, os olhos claros brilhando de contentamento. Não deveria ter mais que trinta anos de idade. O outro sentado na cadeira do diretor, era mais velho, embora não houvesse um único fio grisalho em meio aos cabelos ruivos, que caíam elegantemente até o ombro.

- Parece que a coisa está se alastrando, Albus. – o loiro observou, divertido, enquanto tirava um charuto do bolso de seu roupão de veludo verde, inflando o peito onde uma serpente de fios de prata descansava.

O ruivo assentiu com a cabeça, seus olhos de safira brilhando enquanto ele se voltava para a recém-chegada.

- Boa noite, Minerva. Caso peculiar, não? Permita-me dizer que você está muito bem de volta aos seus vinte anos. Eu ainda me lembro de quando...

A jovem sentou-se muito ereta na cadeira ao lado do rapaz de verde, que, embora mantivesse o porte elegante, parecia estranhamente perdido dentro do roupão, largo demais para seu corpo.

- Albus, isso já está indo contra todos os limites aceitáveis, Hogwarts nunca assistiu a tamanha falta de respeito! – o rosto dela estava afogueado, e ela contraía continuamente as mãos, pousadas sobre o colo.

- Oho, Minerva... – o loiro a interrompeu – Não seja tão intransigente. Considere isso um presente de Natal. Quem, ao chegar ao limiar da vida, não olhou para trás e desejou estar de volta à sua juventude?

- Horace... – ela sibilou entre dentes, observando-o perigosamente por cima dos óculos.

- Minerva, não sejamos tão irascível. – Dumbledore sorriu, conciliador, recostando-se em sua cadeira, as mãos cruzadas à altura do peito – Eu concordo com Horace. Uma carga de setenta anos a menos das costas de uma hora para a outra é, realmente... Uma situação interessante.

- Mas, professor! Eles não tinham o direito, não tinham ordens, e se...

Duas batidas na porta suspenderam a breve discussão. Logo em seguida, os diretores da Corvinal e da Lufa-lufa tinham se juntado a eles, ambos muito ansiosos e ligeiramente perdidos.

Pomona Sprout continuava uma portentosa mulher, os cabelos dourados e muito cacheados na altura dos ombros. Não havia, porém, uma única ruga de expressão que pudesse denunciar que ela já passara há tempos dos cinqüenta anos. Filius Flitwick, por sua vez, tropeçava continuamente nas barras de sua manta - grandes demais agora, mesmo para seu tamanho já reduzido – enquanto andava de um lado para o outro.

- Dumbledore, você já sabe o que aconteceu? – a voz infantil do diretor dos corvinais soou, enquanto ele tentava enxergar por cima da mesa.

- Já, Filius. E os responsáveis por isso já foram chamados. – ele sorriu, voltando-se para Minerva, que parecia ligeiramente mais calma com aquela informação – Creio eu que temos que rever as condições que se seguirão esse fim de ano. Algum de vocês ainda pretende passar os feriados fora de Hogwarts?

- Eu não perderia essa chance por nada, Albus. – Slughorn piscou o olho para o diretor e amigo, sorrindo – Talvez eu visite a jovem Rosmerta antes de viajar... Na verdade, creio que farei muitas visitas esse Natal... Muitos convites para ceias...

Flitwick balançou a cabeça negativamente, um ar tristonho no rosto de criança. Minerva suspirou, virando-se para Sprout, que agora se dedicava a uma empolgada conversa com Slughorn sobre as festas de fim de ano.

Dumbledore apenas observava seus professores, com um sorriso calmo e os olhos traindo a diversão que lhe ia pelos pensamentos. Embora nada ali pudesse dizer, todos esperavam ansiosamente pelos autores daquela travessura.

Quando uma respeitosa batida soou, pela terceira vez naquele escritório, todos se silenciaram, olhando para a porta fechada. Dumbledore levantou-se, apoiando as mãos em sua mesa.

- Entrem.

A porta abriu lentamente, soltando um breve rangido antes de revelar uma cabeça pequena e olhos muito espertos em um rosto que não deveria ter mais do que cinco anos. Samuel Vimes, professor de Defesa Contra as Artes das Trevas.

Com um sorriso maroto, o pequeno pulou para dentro do escritório, sendo seguido então por quatro rapazes. Minerva sentiu mais uma vez as mãos se contorcerem em seu colo e perguntou-se, por alguns felizes instantes, se não poderia torcer o pescoço daquelas quatro pestes com suas próprias mãos.

Peter Pettigrew vinha quase escondido atrás de Remus Lupin, segurando firmemente a capa do amigo, enquanto o monitor observava todos os presentes com a face cansada. Os dois pareciam quase deslocados ao lado dos dois morenos, que, com idênticos sorrisos quase maliciosos, penetravam na sala sem uma ponta de remorso em seus olhares.

James Potter e Sirius Black. Merlin, o que ela fizera para merecer que aqueles dois fossem cair justamente em sua casa, sob sua responsabilidade?

Os quatro pararam no meio do escritório, sendo encarados por todos os presentes, enquanto Vimes pulava de um lado para o outro, como uma criança contente. Ele era o mais jovem do corpo docente e, aparentemente, tinha sido mais afetado do que os outros: não fora apenas seu corpo que rejuvenescera. Ele parecia ter regredido mentalmente também.

- Muito bem. Creio que mais cadeiras sejam necessárias. – Dumbledore sorriu, conjurando mais algumas confortáveis poltronas.

Eles se sentaram, extremamente confiantes. Minerva, em seus delírios caóticos de vingança pela completa irresponsabilidade e falta de respeito às regras deles, esperava que cobras e lagartos aparecessem de repente, prendendo aqueles marotos para que pudessem arrancar deles como conseguiriam reverter aquela, aquela...

Faltavam-lhe palavras para descrever o sentimento que aquela última peça deles tinha lhe despertado. Meneando a cabeça, ela respirou fundo. Tinha que controlar aqueles instintos, eles eram alunos, ela era uma professora, o máximo que poderia chegar com eles era a detenções.

Um meio sorriso escapou-lhe. Ela certamente passaria muito tempo na deleitosa ocupação de encontrar uma detenção satisfatória para punir os marotos.

- Agora que estamos todos sentados. – a voz de Dumbledore arrancou-a de seus devaneios em que os senhores Potter, Black, Lupin e Pettigrew limpavam o salão principal com uma escova de dente – Eu gostaria de saber se os senhores... – ele olhou por cima dos óculos para os quatro, enquanto voltava a se sentar - ... têm alguma coisa a ver com o curioso incidente que ocorreu há algumas horas com os professores do castelo.

James e Sirius se encararam, trocando sorrisos. Minerva continuou muito ereta em sua cadeira, sem desviar os olhos deles, até o ponto em que Sirius virou-se para ela, piscando os olhos cinzentos enquanto o amigo tomava a palavra.

- Na verdade, professor, Peter e Remus não têm absolutamente nada a ver com esse "curioso incidente". Por outro lado...

Sorrindo orgulhosamente e desviando o olhar dela, Sirius continuou.

- Eu e o nosso querido Jamsie aqui passamos os últimos dois meses aperfeiçoando a poção rejuvenescedora do Borage... Alguns ingredientes a mais para potencializar o efeito, uma ou outra pitada de algumas coisinhas... A poção estava na água que foi servida durante o jantar.

- E quanto tempo isso irá durar? – Slughorn perguntou, interessado.

James meneou a cabeça.

- Não sabemos. Acredito que só com um antídoto...

- Isso significa que vocês nos fizeram de cobaias de uma poção, sem ter idéia dos possíveis efeitos colaterais que poderiam ter nos causado? – Minerva se levantou, os lábios voltando a se contrair.

- Mais ou menos. – Sirius foi quem respondeu – Nós experimentamos a poção na coruja do Remus.

- E? – ela continuou, séria.

Remus suspirou, abaixando a cabeça, enquanto James a encarava, sem tirar o sorriso cínico dos lábios.

- No momento, ela está sendo chocada junto com uma ninhada de outra coruja que encontramos no corujal.

Uma risadinha infantil fez Minerva desviar seus olhos furiosos para Vimes, que agora estava agachado atrás da cadeira de Flitwick. O pequeno encolheu-se um pouco mais e o próprio professor de feitiços remexeu-se inquieto na cadeira, as perninhas balançando furiosamente no ar.

- Vocês poderiam preparar um antídoto, senhor Potter? – Dumbledore voltou a se pronunciar, observando seus alunos com atenção.

- Minha mãe está nos esperando para o Natal. – James respondeu, sério – Mas podemos nos arranjar para passar os feriados aqui na escola e tentar desenvolver um antídoto com a ajuda do nosso adorável professor de poções.

Slughorn meneou a cabeça.

- Sinto muito, meu caro, eu não ficarei para as férias. Creio que terão que pensar nesse antídoto sozinhos, visto que foram tão bem em desenvolver a poção.

- Eles não podem fazer isso sozinhos! – a professora continuou, segurando o chapéu, que insistia agora em querer deslizar pelos cabelos lisos e soltos – Seriam capazes de nos envenenar!

- Não sabíamos que estávamos em um conceito tão baixo com a diretora da nossa casa... – Sirius comentou casualmente, os olhos brilhando na direção dela – Até o professor Slughorn acredita em nós, McGonagall...

Ela voltou a respirar fundo. Estava agindo de maneira ridícula, incapaz de lidar com aquele novo corpo e com a nova carga de hormônios, coisa que tinha esquecido há muito. Voltando a se sentar e tirando o chapéu – sabia que estava lutando uma batalha perdida – ela voltou-se para Dumbledore.

- De qualquer maneira, sugiro que eles sejam tutorados por alguém indicado pelo professor Slughorn. Alguém que se destaque na matéria para...

- Eu tenho dois nomes para isso. Do mesmo ano que eles. Um, entretanto, eu descarto logo por saber que nossos amigos aqui não saberiam trabalhar com ele. Indico a senhorita Evans, que, ao final das contas, é da própria casa dos "infratores".

Os olhos de James brilharam de maneira suspeita à menção do nome de Lily Evans. Minerva suspirou enquanto os outros professores acolhiam o nome da jovem com empolgação.

- Não seria mais seguro indicar alguém do sétimo ano? – ela perguntou, com a voz cansada.

- Os alunos do sétimo ano estão muito ocupados com os NIEM's para cobrarmos tanto deles. – Dumbledore afinal se pronunciou – E, se Horace indicou a senhorita Evans, creio que ela tem competência para tanto.

- Está resolvido então. – James sorriu, levantando-se – Posso chamar a Evans?

- Antes disso, creio que devemos resolver qual será a detenção dos senhores. – Dumbledore sorriu e Minerva sentiu uma pontada de gratidão para com o diretor – Visto que os senhores Lupin e Pettigrew nada têm a ver com a peça, estão liberados. Aliás, eu agradeceria se vocês chamassem a senhorita Evans agora.

Remus e Peter deixaram a sala com um cumprimento de cabeça e Minerva os observou desaparecer pouco antes de Dumbledore virar-se para ela.

- Professora McGonagall, os dois estão sob suas ordens. Vou deixar que você encontre uma detenção apropriada para eles.

Ela assentiu.

- Com certeza, professor.

Os dois marotos apenas sorriram. Sirius continuava a olhar insistentemente para ela e, mesmo tentando se concentrar nas possibilidades de detenção que poderia dar para eles, Minerva não conseguia deixar de se sentir constrangida com a atenção do rapaz sobre si.

Enquanto esperavam pela chegada de Lily, mais professores juntaram-se à reunião no escritório, que parecia a cada momento ficar mais animada. Kettleburn, embora mais jovem, continuava a ter horríveis cicatrizes no rosto. Irma, Papoula, Sinistra... Estavam todos ali, fazendo do escritório um verdadeiro pandemônio, tendo James e Sirius no centro de toda a confusão.

Não que eles se importassem com isso. Na verdade, eles pareciam muito satisfeitos em ser o centro das atenções. Ela revirou os olhos. Garotos... Nada havia mudado de sua época de juventude para... essa época de juventude.

- Minerva, por favor... – a voz de Dumbledore veio logo do seu lado e ela se assustou ao vê-lo em pé, tão perto de si – A senhorita Evans está lá embaixo, mas não sabe a senha. Pode trazê-la?

Ela assentiu, levantando-se, deixando o escritório quase despercebida. Desceu as escadarias, ouvindo o som da conversa se distanciar aos poucos. Por que ela não conseguia relaxar como os outros? Seria ela a paranóica ou eles – todos eles – loucos?

A passagem se abriu tão logo ela pisou no último degrau. Lily estava lá, conversando com as gárgulas, uma expressão cansada no rosto de menina. Ela era tão jovem... Tão jovem quanto a própria Minerva agora era? Quem poderia saber...

Lily ergueu a cabeça ao ouvir os passos dela e deu um pequeno sorriso para a professora. Minerva sentiu sua própria expressão suavizar.

- Senhorita Evans, estávamos esperando por você. – ela deu espaço com o corpo, fazendo um sinal para que a outra a seguisse.

As duas fizeram o caminho de volta em silêncio, deixando que as vozes que se alteavam dentro do escritório e escapavam para o pequeno corredor preenchesse os espaços entre elas. Minerva abriu a porta, fazendo com que Lily passasse e, em seguida, entrou também, cerrando a entrada atrás de si.

Novamente, ninguém as notou. Minerva observou a ruiva relancear os olhos pelo escritório, detendo-os na figura de James e Sirius. As duas suspiraram quase ao mesmo tempo.

- Senhorita Evans, seja bem-vinda.

A voz de Dumbledore fez todos os outros se calarem e voltarem-se para elas. Lily acenou com a cabeça, sentando-se na única cadeira vaga naquele instante – ao lado de James Potter. Minerva encostou-se à porta, esperando o que aconteceria a seguir.

- Boa noite. – Lily cumprimentou educadamente, recebendo muitos boas noites em resposta.

- O senhor Lupin já deve ter lhe dado uma noção do porquê de termos chamado a senhorita aqui. – Dumbledore continuou, voltando a impor certo silêncio – Seus colegas são responsáveis por uma bem elaborada peça de Natal e precisam de ajuda para fazer um antídoto. Infelizmente, nosso professor de poções estará muito ocupado nestas férias para ajudá-los nessa tarefa e indicou a senhorita para o lugar dele.

Slughorn sorriu para a aluna e Lily apenas assentiu, sem desviar a atenção do diretor, muito embora os olhos de James estivessem cravados sobre ela. Minerva meneou a cabeça.

- Eu me sinto honrada, professor, com a lembrança, mas não sei se estou à altura da tarefa. Há outros alunos aqui na escola que...

- Como foi dito mais cedo... – Dumbledore relanceou brevemente o olhar sobre ela – Os setimanistas já estão bastante sobrecarregados com a proximidade dos NIEM's. E, do ano de vocês, o professor Slughorn indicou duas pessoas: Severus Snape e a senhorita. Como existe certa... rivalidade entre os senhores Potter e Black e o senhor Snape, achamos que seria mais seguro convidá-la para o cargo.

Lily finalmente desviou o olhar de Dumbledore para encarar os colegas, sem perceber que Minerva acompanhava cada movimento seu. Sirius sorriu para ela, fazendo um sinal com a mão, enquanto James lhe piscou o olho. A professora sentiu vontade de rir, mas se controlou. Como eles conseguiam ser tão cínicos?

Virando-se novamente para o diretor, ela não pode impedir-se de pensar a mesma coisa que já pensara mais cedo - que Dumbledore estava achando tudo aquilo muito mais divertido que digno de censura.

- Eu vou passar os feriados na escola de uma maneira ou de outra, acredito que não seja nenhum sacrifício ajudar, professor. – Lily respondeu.

Pela primeira vez desde que aquela reunião começara, Minerva sentiu-se realmente feliz. Estava orgulhosa de Lily e, mais do que tudo, sabia que agora, possivelmente, as coisas voltariam aos eixos.