Endless Temptation

Disclaimer: A história foi feita sem qualquer intenção de violar direitos alheios. Nem da autora de Harry Potter, nem da Warner Bros e tão pouco de sua editora e envolvidos na criação original do mundo desses personagens. Nenhum lucro está envolvido na criação desta fanfic, tão pouco foi pretendido.

Sumário: Quando Draco Malfoy resolve passar as férias em Hogwarts , encontra algo muito precioso, que pode por em jogo toda a fama de Potter. As coisas esquentam quando Harry descobre que Malfoy não desistiu de provoca-lo todos os anos, mas sim da forma antiga que o provocava. Slash Harry/Draco. SS/LM. Rem/Sirius . Lemon. NC17

Tempo: Pós - HBP

Conteúdo: Slash. Lemon NC17 - Relacionamento entre homens! Você pode achar que fiz de Hogwarts um centro de hedonismo , então cuidado! Se gosta - aproveite/ Se é curioso - leia com cuidado / Se não gosta, clique no botão ' Voltar' lá em cima!

Shipers: HP/DM. SS/LM. RL/SB

Beta: Hanna

---------------------------------------------------------

Capitulo 01 - Uma perigosa descoberta

Era uma tarde gelada.

Todos alunos de Hogwarts estavam em suas casas, aproveitando o Natal com suas famílias .Todos exceto ele.

Dessa vez, seus pais viajaram sozinhos, para uma segunda lua de mel. E ele entendia, seus pais mereciam se divertir. Lucius e Narcissa foram para uma província bruxa paradisíaca chamada Tagsmead Donwitch, onde os casais tinham todas as mordomias trouxas em um mundo bruxo, com praias similares as do Hawaí. Deixaram um vale-passagem para qualquer lugar do mundo que o filho quisesse visitar, mas no fundo, o garoto só queria um pouco de paz. Resolveu permanecer na escola.

Ele estava sentado à borda da fonte, observando seu reflexo na água se desfazendo conforme o vento soprava. Não sabia bem o que queria ver entre as pequenas ondas que se formavam na superfície, mas certamente não era o fundo escuro a sua frente. Os fios loiros de seu cabelo esvoaçavam contra sua testa e ele estreitava os olhos contra o vento. Realmente ele não gostava que este o depenteasse, mas apesar do vento frio, não queria voltar para dentro do castelo.

Malfoy havia ficado em Hogwarts no feriado e não sabia como seria tal experiência, visto que nenhum de seus amigos estaria lá para apoiar suas provocações. Não que tivesse alguém la para provocar, apenas alguns alunos não tinham voltado para suas casas, mas era estranho ficar sem alguém pra dar ordens. Crabble e Goyle não faziam falta além do aspecto submisso e Pansy... bem, Pansy podia não voltar nunca mais, não faria a menor diferença.

- Sozinho, Sr Malfoy? - aproximou-se Snape lentamente , sentando-se ao seu lado.

- É... eu não quis viajar. Meus pais deixaram passagens, mas quero ficar aqui este Natal.

- E fazendo o que? Hogwarts é um deserto nesses tempos.. - acrescentou o professor

- Quero colocar minhas ideias em ordem, decidir o que vou fazer quando acabar os anos letivos aqui.

O garoto não estava com uma expressão exatamente triste, mas algo na voz dele fez Snape preocupar-se. Os Malfoy já tinham futuro garantido, posições de destaque aonde quer que fossem, cargos definidos, por que o garoto se preocupava com isso então? Com que detalhe de seu futuro ele estava preocupado? No profissional? Nos relacionamentos? Nas amizades?

- Problemas com garotas? - perguntou Snape com seu olhar de cima, analizando - o

- Garotas? Não professor, Malfoys não têm problemas com garotas - respondeu Draco com seu sorriso de escárnio.

- É, eu me lembro bem de seu pai com as garotas.. Apesar que ele sempre gostou muito de Narcissa, nunca foi do tipo de andar com várias, ... - fez-se uma pausa e então completou.. - ...Só queria ela.

Não era somente isso que Snape lembrava de Lucius, mas as outras lembranças que rondavam a mente do professor neste momento, bem... elas traziam um certo gelado em seu estômago, e com certeza já deveriam ter sido apagadas há muito tempo..

- Sorte dele ter achado alguém como minha mãe de uma vez. As garotas com que fico, me parecem todas iguais, todas bajuladoras, fracas e choronas... E o senhor? Nunca o vi com alguém aqui em Hogwarts, não sente falta de companhia?

Snape fez algo que Malfoy nunca o vira fazer - baixou os olhos, de modo a encarar o chão, com as mãos apoiadas nas bordas da fonte e tentou dizer algo completamente constrangido..

- ... .. bem... eu.. .. eu nunca... . ... .ahm.. eu nunca encontrei..- Snape estava irritado consigo próprio por não conseguir expressar o que queria dizer ao garoto. Sua tonalidade de voz era forte quando dizia algo, mas foram poucas as palavras que conseguiu falar naquele momento.

- Bom, irei à Hogsmead, volto mais tarde para conversarmos, ok? - desculpou-se o professor rapidamente, já levantando.

E Malfoy concordou com um aceno. Não que ele quisesse realmente conversar com Snape mais tarde, mas concordar com isso serviria para que ele o deixasse em paz naquele momento. Snape se foi e como já anoitecia, Malfoy decidiu ir para seu dormitório.

Caminhou sem qualquer pressa pelos corredores, observando detalhes da escola, que passavam despercebidos no dia-a-dia.

Era engraçado notar como Hogwarts, quase sem alunos, tinha um ar de Mansão, quase similar a sua e... tão vazia quanto. No entanto, mesmo sem elfos ali para servi-lo o tempo todo, sentia-se em casa.

Quando chegou perto das masmorras, a professora McGonagall estava à porta da sala da Sonserina. Ao ver Malfoy se aproximar, apontou uma das poltronas, onde estava um amontoado de pertences do garoto, entre roupas, livros e vidros de poções. Alguns outros monitores, arrumando outras malas, estavam no local também. Aparentemente, estavam tirando tudo dos dormitórios às pressas.

- Professora, por gentileza, poderia informar-me o que esta acontecendo aqui? - perguntou preocupado.

- Certamente que sim, sr. Malfoy. O professor Snape, esta manhã, descobriu o uso indevido de poções tóxicas nos dormitórios da Sonserina, e por questões de segurança, vamos remove-lo aos quartos da Grifinória, até que esteja tudo normalizado. As poções encontradas aqui, se alastram muito rapidamente pelo ar, e podem causar terríveis sequelas se inaladas. É uma questão de segurança, sr. Malfoy e não é uma medida permanente. Antes que as aulas comecem, retornarão aos seus dormitórios.

Por falta de opção, concordou e agradeceu o esclarecimento da professora, sem deixar de notar que ela usara muitas palavras, de forma quase suplicante, talvez para que ele não contasse aos pais que houvera um acidente nos dormitórios do filho.

Pela noite, acompanhou um monitor, que o levou até a sala da Grifinória e posteriormente, ao seu novo quarto.

Após sentar-se em uma das camas, tirou cuidadosamente alguns pertences de sua mala, entre eles seu pijama, sua pasta de dente, suas pantufas, seu despertador... .. .. mas observou que o monitor não se retirava do local.

- O que você quer? Agora os monitores em Hogwarts querem gorjeta também? - disse impaciente.

E o monitor caiu em risadas - Não seu paspalho! Só estou achando engraçado você, Draco Malfoy, sentado na cama de seu arquinimigo, Harry Potter! - e caiu novamente em risos, sem notar a expressão chocada que se formava no rosto do sonserino. Este sentiu seu estômago congelar, e rapidamente se levantou, mais pálido que nunca.

- Pelo profeta! Quem teve a sórdida ideia de me colocar neste lugar? Não, não e não! Me recuso terminantemente a dormir nos mesmos lençóis que Potter!.., aquele verme! Como se já não bastasse dormir na própria Griffinória! Isso não vai ficar assim. Nem que eu tenha de interromper as férias de meus pais! - berrou Malfoy

- Lógico, não seria Draco Malfoy, se não fosse correndo aos gritinhos, atrás de seus pais ...- disse o monitor com cinismo, deixando o quarto.

Pro inferno aquele monitor e suas acusações. Prefiria dormir na floresta a ter que dormir na cama de ... Potter!

Ainda não conseguia acreditar na tamanha má sorte - entre tantos quartos da Grifinória, o puseram justo na cama do menino que mais odiava. Pensava se alguém teria misturado alguma poção de Felix Infelicis no seu café da manhã.

Analisou os lençois e deslizou seus dedos pela fronha do travesseiro. Mas não... ele não tinha coragem.

Como dormir no mesmo lugar aonde aquele grifinório metido a besta dormira tantos anos... Malfoy engoliu a seco.

Sentiu uma repugnância se aprofundar em sua garganta conforme tentava deitar e não tocar os lençois brancos, quase tão brancos quanto sua pele.

Por fim, após algumas tentativas, seu corpo estava esticado entre colchas da Grifinória e o perfume do garoto-que-sobreviveu se exalava do travesseiro. Não era exatamente um perfume forte, era apenas um resquicio de cheiro, impregnado aos tecidos. Era o bastante para deixar Malfoy desconfortável. O único cheiro que ele aceitava em camas, era de amaciante, e ainda exigia que fosse o mais caro dos disponíveis no mercado.

- Oh céus... o que fiz para merecer isso - praguejou transtornado ao quarto, virando-se de bruços. Virava-se de um lado para o outro, rodando a cama como um felino que não achava a posição mais confortável. E então Draco levou as mãos embaixo do travesseiro para fazer um apoio extra à altura de sua cabeça. Porém, ao faze-lo, sentiu algo sólido, de forma retangular lá ... algo parecido com um... livro?

O que Potter teria esquecido de levar? Muito provavelmente algum livro da biblioteca ou de alguma aula que assistira no seu último dia daquele ano em Hogwarts. No entanto, o livro que ali se encontrava era muito mais denso do que os tradicionais livros das aulas que frequentavam. Sentou-se na cama, e pronunciou "lumus" pra acender sua varinha. A capa era de couro vermelho, não continha dizeres ou identificações e estava praticamente novo. Abriu o livro, e nada dizia na contracapa também, exceto no canto inferior direito, o emblema da empresa q produzira o livro. Ainda curioso, Malfoy folhou as páginas até que encontrasse algum escrito ...e mais três folhas em branco dali, encontrou uma com os seguintes dizeres:

'' Segunda, 02 de Fevereiro.

Mais um ano. As mesmas- coisas. Não espero mais nada além de problemas. Voldemort ainda é minha meta, ainda não vou desistir. A cada ano que passa só sinto mais ódio e tenho mais motivos pra destruir quem destruiu toda minha juventude. Não me importa as consequências, eu vou mata-lo. Talvez no meio do caminho haja alguma distração, talvez Gina ou Cho...alguma festa, algum passeio escolar.. O importante é que meus amigos continuam comigo, Rony talvez consiga se declarar para Mione esse ano, não tenho dúvidas de que será engraçado, ao mesmo tempo me pergunto se não ficarei excluído do trio, se começarem mesmo a namorar. Hoje foi tudo como sempre, primeira aula com Snape, que pra variar perguntou o que eu não sabia, Malfoy com sua risadinha irritante, e Dumbledore anunciou as boas vindas aos novos alunos. Tudo igual."

- Será? ... Não ...não...de jeito nenhum. Ele não esqueceria justo esse livro.. - disse Malfoy fechando bruscamente o livro. - Deve ser de algum outro grifinório que ande com aqueles imbecis... Talvez Neville... - pensou consigo.. - Mas Neville ? ... Neville não iria querer matar Voldemort, ele tem medo das plantas de Herbologia, que dirá do Lord das Trevas... e sua juventude não foi destruída por ele.. a do ..do.. Potter que foi - concluiu com dificuldade - E Snape? Não me lembro de presenciar uma aula que Snape tenha perguntado algo a Neville, tão pouco eu teria me dado ao trabalho de rir do dentuço, todos os outros o fazem.

Eu só consigo rir de Potter, exclusivamente pelo motivo que ninguém tem coragem pra tal..

Uau ...Não era possível! Era bom demais pra ser verdade... Não podia acreditar no que seus olhos liam...era isso mesmo..

Era O Diário de Harry Potter .

E estava ali ... em suas mãos! Toda a perpectiva de seu inimigo diante dos acontecimentos que se passaram naquele ano, todos os seus segredos, todas as suas vontades, TUDO de mais secreto do Potter estava ali ! A arma mais "letal" de todos os tempos contra o menino-que-sobreviveu, estava nas mãos de ninguém menos que Draco Malfoy.

Explodiu em gargalhadas, era como dez mil penas dentro de seu estômago fazendo cócegas, uma sensação incrível!

- Ahhh, eu sabia , eu sabia que minha sorte não me abandonaria! Que irônia do destino me fazer dormir nesta cama desprezível, para encontrar uma preciosidade dessas...Ah Potterzinho..você está TÃO ferrado ! - falou para si mesmo vibrando de felicidade depois de recuperar o fôlego.

Malfoy queria pular , seu corpo estrava em pura adrenalina, mil planos passavam por sua mente, todos expondo segredos, vontades, opiniões, pensamentos do grifinório a todos! Seria perfeito! Iria descobrir tudo sobre ele, o que o magoava, o que o deixava feliz, o que o zangava, o que o motivava... Bendita hora que McGonagall o pôs naquele quarto! Estava comemorando, sua felicidade não cabia dentro de si. Esta noite iria dormir bem tarde, queria saber o máximo que pudesse, o mais rápido.

Organizado como sempre, o sonserino decidiu-se por fazer um ritual. Era o fim de Dezembro, e as aulas já voltariam em Janeiro do ano seguinte. Ele tinha 15 dias para ler todos os 10 meses contidos no livro em 300 páginas. Logo, teria de ler 20 páginas por dia até o fim dos feriados . Simplesmente perfeito, era tudo que precisava para divertir-se nesse meio tempo.

E quando as aulas voltassem, ele estaria munido de inúmeras estratégias e argumentos contra o testa rachada de Hogwarts.

Ah..como seria bom ter um de seus amigos ali para contar a novidade, contar todos seus planos. Mas não seria prudente contar por uma carta que esse diário estava em seu poder. Se essa carta caísse em mãos erradas, logo poderia por em risco a chance de conhecer a alma de seu inimigo, e isso definitivamente não era algo a ser cogitado no momento. Agora era só Malfoy e o Diário de Harry Potter.

E lógico, as consequências que viriam dessa perigosa descoberta.