Endless Temptation

Autora : Ge Malfoy

Beta: meSlash

Obs: Isto é uma fic de autoria própria, e não uma tradução de fic alheia.

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Capitulo 24 – A Proposta

Atenção: Para uma maior compreensão dos detalhes dos capítulos, acesse :

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(Tirem os espaços abaixo)

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Harry sentia seu corpo deitado em um colchão não muito macio e um cheiro forte de fronhas novas. Estava bem coberto em uma colcha macia e pelo silêncio à sua volta, já era noite. Vagarosamente ele abriu um pouco seus olhos, e descobriu que estava na enfermaria de Hogwarts, com Sirius lendo uma revista em uma poltrona perto da cama, visivelmente cansado.

Em poucos segundos, sua mente trouxe de volta a última imagem que teve antes de desmaiar: O corpo de Malfoy. Ele estava no chão junto à cama, caído de bruços em uma forma torta, e a pele branco-esverdeada, como o tom de pele de um corpo sem vida, e seus olhos revirados para cima. Havia uma mancha líquida vermelha no carpete por toda região de sua cabeça, claramente de sangue.

Harry sentiu-se profundamente nauseado e levou as mãos ao rosto. Sirius apressou-se em levantar e correr ao afilhado, deixando a revista cair no chão.

- Harry! Harry, como você está? Como está se sentindo?

- Mal. Acho que vou vomitar – Respondeu o garoto com voz pastosa. Sirius correu para pegar um saco, e assim que o passou a Harry, ele passou mal. O padrinho segurou seu corpo na cama, em uma expressão de considerável preocupação. Madame Pomfrey veio ajudá-los, removendo o saco a outro local da enfermaria e deixando uma poção doce para neutralizar o estômago.

Harry sentou-se e pegou uma toalha úmida para limpar a boca e as mãos. Bebeu apenas um gole da poção e olhou para Sirius sentindo-se miserável.

- Por favor, me diga que ele não está morto

- Ele não está, Harry... – Respondeu Sirius sem energia. O garoto iluminou-se, embora a expressão do padrinho não o encorajasse -... mas, ele está em coma.

Harry não sabia se ficava aliviado por saber que Draco ainda estava vivo, ou desesperado pelo fato de estar em coma. Pela feição de Sirius, o quadro era grave, então o desespero prevaleceu. Seu coração estava comprimido e sua garganta apertada para chorar. Quando o padrinho o abraçou, as lágrimas venceram e ele desmanchou-se em dor e tristeza.

Embora estar nos braços de Sirius fosse algo confortante, como estar nos braços de um pai, Harry sentia-se morrendo aos poucos. Como ele poderia viver sem Malfoy? Como ele poderia se desculpar por ter sido tão idiota e ter dado importância a coisas tão pequenas, quando o amor que tinham era tão mais forte? Draco jamais saberia o quanto ele ainda o amava, o quanto ainda precisava dele. Nada mais importava, nem Voldemort, nem Hogwarts, nem Dumbledore. Harry só sentia vontade de gritar, ou pelo menos de correr o mundo atrás de alguém que fizesse Malfoy voltar do coma.

Ele afastou-se de Sirius, esfregando os olhos e limpando o rosto com a toalha. Seu corpo tremia em soluços e sentia ser impossível acalmar-se. A enfermeira trouxe um remédio, o qual Harry engoliu prontamente, esperando seu emocional sucumbir ao efeito do mesmo. Apenas alguns minutos depois, seu coração entrava em um ritmo quase normal novamente. O desespero permanecia, mas já conseguia construir palavras inteiras.

- Os m-médicos sabem... o que... h-houve? – Perguntou Harry rouco. Sirius passou os nós dos dedos por seu rosto para limpar algumas das lágrimas que ainda corriam pelo rosto do afilhado.

- Até onde eles sabem, Malfoy bebeu uma garrafa quase inteira de whisky de fogo, perdeu a consciência e bateu a cabeça no chão. Por sorte havia o carpete e a queda foi amortecida um pouco, ou a concussão poderia ter sido pior e ele poderia até ter morrido na hora. Eles presumem que o coma seja alcoólico e não em razão da concussão.

- Whisky! Mas porque ele beberia tanto Whisky?

- Não temos a menor ideia. – Respondeu seu padrinho, olhando-o de baixo – Pensávamos que talvez você pudesse nos dizer. Quando foi a última vez que se falaram?

- Ontem à noite... – Harry estava começando a sentir uma onda de culpa emergir dentro de si, recordando dos possíveis motivos que teriam levado Draco a beber – ..Nós... meio que... discutimos, mas... mas ele parecia completamente calmo, Sirius! Não acreditaria nem por um segundo que ele estivesse abalado com nossa conversa.

- Se importaria de me contar a história toda? – Sugeriu Black.

Harry explicou a traição de Malfoy com Carl, o caso com Fred e todos os detalhes que conseguia se lembrar da discussão da noite passada. Sirius tinha uma expressão compreensiva, como de quem estivesse juntando todas as peças de um quebra-cabeça.

- Se me permite ser sincero, Harry, acho que você foi corretíssimo em sua atitude. Mas conheço sonserinos, meu irmão era um, e eles treinam muito a dissimulação de sentimentos. A mim não restam dúvidas que a bebedeira foi fruto desse ciúme de você e Fred. Malfoy certamente não aguentou ter recebido o troco que merecia.

- Eu juro Sirius, ele estava calmo! Conheço Draco, ele não esconde as coisas de mim! – As lágrimas brigavam para voltar aos olhos do moreno, ele não podia aceitar que aquilo era sua culpa.

- Vamos dar tempo ao tempo e ver como as coisas correm. Talvez mais cedo do que imaginemos Draco volte a si, e tudo será esclarecido. Tenha calma, ok?

- E a mancha... de sangue no carpete, Sirius? Ele não perdeu sangue?

- Não, o que você deve ter visto no carpete era o resto do whisky de fogo. Ele tem esse aspecto parecido com sangue quando seca. Malfoy não sangrou, exceto o machucado em seu lábio pela queda.

- Ele não deveria estar aqui? – Harry estava agoniado, precisava ver Malfoy, certificar-se de que o que Sirius lhe dizia era verdade.

- Dumbledore o enviou ao St. Mungus quando descobriu que estava em coma. Madame Pomfrey pode fazer milagres, mas coma é outro nível de complexidade.

- Você acha que ele vai sobreviver? Acha que vai voltar do coma?

- Não sei, Harry – A expressão de Black era dolorosa – Espero que sim. Sei que você o ama como eu amo Moony, e não sei o que eu faria no seu lugar. Acho que morreria se o perdesse. Portanto, espero que ele fique bem.

As lágrimas voltavam a lavar o rosto de Harry e Sirius voltava a se sentir agonizado por não poder fazer mais pelo afilhado. Apenas mantinha-se ali em silêncio. Pela entrada da enfermaria, aproximava-se Dumbledore, respeitosamente em suas vestes brancas, aguardando a permissão de Black para aproximar-se. Sirius passou a mão pelo cabelo de Harry e levantou-se de perto da cama.

- Boa noite, diretor.

- Boa noite, Sirius. Por favor, não se retire por mim. Apenas vim ver como está Harry.

- Boa noite, professor – Respondeu o moreno, com a voz abafada pela toalha.

- Harry... - Iniciou Dumbledore – ..Voltei de St. Mungus agora à noite. O Sr. Malfoy apresenta estabilidade no quadro. Não há hematomas ou quaisquer danos em sua cabeça. Apenas o coma resultante do álcool. Pedi ao Dr. Herman Witt que me mantivesse informado em tempo integral, e qualquer novidade, prometo que será o primeiro a saber.

- Obrigado professor.. – Respondeu o grifinório, tentando segurar as lágrimas – ..Professor?

- Sim?

- O senhor acha que há chances dele voltar?

Dumbledore tomou-se por aquela sua típica expressão calma e equilibrada, como se sempre tivesse um plano, não importasse quão grave fosse qualquer situação. Era algo que sempre o reconfortava.

- É claro que há chances, Harry.

- O senhor me permitiria visitá-lo? – Os olhos suplicantes do garoto jamais falharam com Dumbledore. Ele não poderia negar-lhe absolutamente nada nessa situação.

- Sim, mas planejaremos isto amanhã, Harry. Hoje foi um longo dia e preciso descansar. Tenha uma boa noite. Sirius, o que quer que precise, sabe onde me encontrar. Boa noite a vocês dois.

O diretor retirou-se, deixando um sentimento parcial de paz dentro de Harry. Ele queria sair daquela cama para ver Malfoy o mais rápido, mas sabia que com Sirius ali isto seria impraticável.

Alguns minutos depois que Dumbledore saiu da enfermaria, os gêmeos Weasley, junto com Brian e Sam entraram juntos, caminhando em silêncio na luz fraca do ambiente. Sirius os cumprimentou e foi buscar suco e alguns salgados, já que passaria a noite ali.

- Hey Harry – Acenou George, inclinando-se para beijar sua bochecha.

- Olá – O rosto vermelho entregava seu estado melancólico, mas eles pareciam compreender a situação. Fred também beijou sua bochecha, sabia perfeitamente que não era o momento de disputar propriedade com Malfoy ausente e no estado em que estava.

- Viemos mais cedo, mas você ainda estava dormindo. – Disse Fred, sentando-se na beirada da cama ao seu lado – Como você está?

- Arrasado... – Respondeu Harry cabisbaixo.

- Harry... – Sam o abraçou e seu perfume suave agradou ao moreno. Ele a abraçou forte e viu Brian por trás dela, acenando em uma expressão desanimada.

- Ele vai ficar bem, Harry. Soubemos que Lucius Malfoy está pagando os tratamentos mais caros do mundo para recuperá-lo. – Fred soava otimista e George concordava prontamente com suas afirmações – Já houve um caso assim há alguns anos na high-society e o garoto voltou do coma em dois anos.

- Dois anos! – Exasperou-se o garoto - Mas... mas dois anos é muito tempo!

- Isso foi quase uma década atrás, acredito que hoje há recursos mais modernos...

- Carl não saberia responder essa questão? – Perguntou Brian, recebendo um olhar de censura por parte dos gêmeos – Ora pessoal, vamos lá, eu sei que houveram problemas entre Harry e ele, mas pelo menos saberíamos mais sobre as probabilidades de recuperação de Malfoy. Já que ele cursa formação para medibruxo, deve saber!

- Quando você o vir, pergunte a ele então. – Respondeu Fred com aspereza – Certamente não é o momento para colocá-lo aqui.

- Fred, ele tem razão. – Interrompeu Harry subitamente – Talvez Carl saiba mais sobre isso..

- Tenho certeza que Madame Pomfrey sabe mais que ele, e ela está acordada ainda. – Retrucou Fred, em um tom levemente desesperado.

- O que há com você? – Perguntou Kinney, olhando-o de lado – Qual o problema de trazermos Carl aqui?

- Nenhum! Só acho que não é o momento. Harry está abalado e não sabemos como Carl vai reagir.

- Carl vai reagir como sempre reagiu, Fred. Ele nunca foi estúpido com ninguém, porque seria logo com Harry?

- Não estou dizendo que ele vai ser estúpido, Kinney! Só estou ressaltando a possibilidade dele não estar disposto a dar informações para acalmar os nervos de Harry.

- E porque diabos ele agiria assim em um momento desses, Weasley?

O clima e o tom de voz na enfermaria estavam ficando pesados para o horário e as vozes dos dois já ecoavam pelo quarto. Harry não entendia o desespero de Fred por não ter Carl ali, mas queria o corvinal presente para conseguir informações, não importasse o quão amargo fosse ter a presença dele por perto.

- Esquece, eu não vou discutir com você. Harry é quem deve decidir se quer ou não ele aqui. – Completou Fred, encerrando a discussão com uma expressão carrancuda.

- Bem... – A voz de Harry era fraca, porém seu olhar era firme – Não se trata exatamente de querer... mas acho que eu preciso saber as chances que Draco tem de se recuperar do coma.

- Vou chamá-lo. – Afirmou Brian, deixando um olhar vitorioso frente a Fred. Sam também despediu-se de Harry, acompanhando o irmão.

- Tem certeza que é uma boa ideia? – Perguntou o ruivo, encarando as mãos do grifinório.

- Eu preciso saber, Fred. Mas me diga o que está havendo? Porque não quer Carl aqui?

- Há todo um contexto problemático, Harry. Carl é meu ex, que espera que eu esteja do lado dele nessas discussões entre você e Malfoy. Mas eu estou do seu lado acima de qualquer pessoa exceto George, e mesmo tendo a mesma filosofia de relacionamentos abertos, acho que ele violou algo que não deveria, sem a sua permissão. Por outro lado, meu vínculo de ex com ele deveria ser mais forte do que meu vínculo com amigos, mas não é assim que funciona. E pra fechar, tudo isso tem uma parcela de culpa minha, porque afinal fui eu quem o convidei para a GWS.

- Então me deixe sozinho com ele. – Sugeriu o moreno, segurando sua mão – Prometo que nada de ruim vai acontecer. Só quero conversar um pouco com ele e entender mais sobre o estado de Draco e também... de certa forma... entender o que Draco viu nele...

- Isso ainda faz diferença? – Fred sabia que estava entrando em uma linha perigosa de perguntas para o momento, mas algo dentro dele queria ouvir de Harry se o garoto ainda amava o sonserino.

- É difícil avaliar seus sentimentos em relação a uma pessoa que você está a ponto de perder para sempre, Fred. Eu gostaria de dizer que já superei e consegui apagar o sentimento que tinha por Malfoy, mas há algo pendente. Nós não acabamos juntos, mas também não brigamos de uma forma que tudo tivesse acabado de vez. Essa coisa mal resolvida acaba comigo.

- Você acha que se a situação fosse inversa, ele estaria se sentindo assim?

- Acho que o fato dele ter entrado em coma alcoólico fala por si.

Embora não houvesse qualquer resquício de rispidez nas palavras de Harry, elas atravessaram Fred de uma forma bastante afiada. Concluindo que havia passado do limite, olhou para George, quem entendeu imediatamente a situação em mútuo silêncio. Projetou um sorriso artificial em resposta e com um leve aperto sobre a mão do grifinório, levantou-se para retirar-se do quarto.

- Nos vemos amanhã. Tente descansar.

Enquanto os gêmeos retiravam-se do quarto, Harry esfregava o rosto com as mãos, sentindo-se culpado pelo que dissera a Fred. Sabia que o ruivo estava magoado, mas não tinha qualquer fibra emocional para fingir estar tranquilo com a situação de Draco.

Ouviu um receoso toque no batente da entrada da enfermaria, e viu que Carl estava encostado ali, escondido pelo escuro do quarto. Reconhecia sua silhueta trêmula nas luzes das velas e, antes de responder, respirou fundo.

- Entre...

O garoto caminhou devagar, com as mãos no bolso e uma expressão abatida. Quando já estava perto da cama, Harry reparou que seus olhos estavam bastante vermelhos. Carl mirava o chão e a cama, tentando encaixar-se em uma situação bastante desconfortável.

- Brian disse que você queria me ver...

- Carl... – Harry queria ver se o garoto tinha coragem de olhá-lo nos olhos. O corvinal o fez, embora ainda fugisse de sua atenção por alguns segundos – Vamos conversar...

- Ok...

- Pegue a cadeira ao lado da outra cama.

Carl o fez sem pressa, e sentou-se ao lado de Harry. Seu corpo dispunha-se tranquilamente na cadeira e não apresentava nenhum sinal de tensão, apenas cansaço.

- Seus olhos estão vermelhos... – Denotou Harry, em um olhar confortante.

- Estão? Pois é... acho que não foi um bom dia... – A voz de Carl beirava a rouquidão absoluta.

- Eu queria perguntar algo sério a você... algo pessoal...

- Pergunte – Respondeu o garoto displicente, ainda encarando o chão da enfermaria.

- Tem certeza?

- Sim.

Harry ficou um tempo em silêncio ponderando se a pergunta era adequada, mas após considerar o passado, concluiu que nada seria inapropriado.

- Você o ama?

Carl subiu seu olhar do chão para o rosto de Harry em uma expressão entre dor e concentração. Ele focou as íris verdes por alguns segundos e voltou a encarar o chão.

- Se nós vamos conversar neste nível de sinceridade, há algumas coisas que você precisa entender do começo... – Respondeu o garoto sem devaneios.

- Muito bem, estou ouvindo.

- Harry... eu conheço Malfoy há tanto tempo quanto você. Entramos no mesmo ano, estávamos no mesmo local quando ele sugeriu que vocês fossem amigos... eu presenciei tudo isso... – Carl soava cansado a cada palavra – ..Mas ao longo dos anos, enquanto vocês brigavam, eu só conseguia odiar o fato de eu estar na Corvinal e ele na Sonserina... Eu o admirava, admirava sua posição, seu modo de se portar, sua popularidade... e com o tempo, por volta do terceiro ano, eu percebi que aquilo não era só admiração. Foi o mesmo ano em que conheci Fred, e entendi que definitivamente gostava de garotos.

- Fred tem esse dom. – Comentou Harry, acenando para que ele continuasse.

- Tem... e eu realmente achei que Fred era a solução para todos meus problemas. Depois de conhecê-lo, passei a lidar com essa atração com muito mais naturalidade. Mas toda vez que Malfoy estava por perto, inevitavelmente eu me sentia apaixonado, com direito a frios na barriga e essas coisas que tolos apaixonados sentem. Mas briguei contra isso porque sabia que não tinha qualquer chance com ele. Malfoy sequer sabia que eu existia...

- Por que você pensava isso? – Harry estava surpreso de saber tanto de Carl em tão pouco tempo. Concluiu que o garoto provavelmente estava tão abalado que precisava desabafar.

- Porque é a verdade. Sonserinos no máximo disputam com a Grifinória. Corvinal e Lufa-Lufa sequer são partes de Hogwarts para eles. E ele parecia sempre estar com aquela Pansy, jamais pensei que poderia gostar de garotos...

- Bom, se te faz sentir melhor, isso nem eu suspeitava... - Admitiu o moreno, quase risonho.

- Harry... – Carl olhou em seus olhos e não desviou mais o olhar – Você entende que quando Fred me chamou para a GWS, tudo veio à tona novamente? Eu não tinha nem um milésimo de resistência perto dele. Quando nos apresentamos formalmente, pela primeira vez eu vi Malfoy sorrir, e ainda por cima estava sorrindo para mim! Você tem ideia do choque eletrostático que era tudo isso de uma vez só, depois de anos em uma paixão platônica?

- Oh Carl... – Harry tinha um sorriso no rosto, meramente porque entendia perfeitamente o que era ver Malfoy sorrir pela primeira vez.

- Eu respeito você Harry, admiro você por sua coragem... sei que você não deve acreditar que o respeito, levando em conta que fiquei com Malfoy durante o seu namoro... mas no momento em que tive essa oportunidade, era uma questão de faltar com o respeito com você ou comigo mesmo, jogando uma oportunidade pela qual eu esperei 7 anos no lixo e me arrependendo para o resto da vida. Eu poderia ser hipócrita e dizer que me arrependo, mas prefiro ser sincero e dizer que embora eu não me arrependa, eu sinto muito pela dor que eu causei a você...

- Eu não esperava que você se arrependesse... – Harry apresentava um tom de voz incógnito, nem ríspido e nem compreensivo. Diante do panorama que Carl apresentara, não podia ter certeza se teria feito diferente naquela situação. Logicamente isso ainda não encobria o fato de que o garoto havia destruído seu namoro. Pelo menos começava a entender mais da situação do corvinal – Mas não entendo porque com Malfoy era diferente, já que você disse que prefere não ter relacionamentos sérios...

- Acho que você entende tão bem quanto eu porque Malfoy é diferente, não? – Carl tinha um sorriso no rosto, no entanto duas lágrimas escorreram por seu rosto. Harry entendia que a proporção de dor no garoto parecia próxima da sua – E sabe o pior de tudo isso?

- Fale.

- Malf... – Carl bebeu um gole de água, enquanto as lágrimas aumentavam em quantidade -... Malfoy nunca vai me amar do jeito que ele ama você, Harry.

- Carl... – Harry fechou os olhos porque sentia uma profunda dor cada vez que repetiam isso.

- Você sabe que é verdade. Todos nós vemos como ele olha para você... é quase como se ele te venerasse, Harry. E por mais que eu sinta em admitir isso, não é a forma que ele olha para mim.

Em um momento bastante vulnerável, ambos tinham lágrimas pelo rosto no momento. Harry passou uma toalha ao corvinal e bebeu mais um pouco do remédio calmante que Madame Pomfrey deixou ao lado da cama. Embora suspeitasse que a relação de Malfoy com o garoto não fosse como a sua, ouvir aquelas palavras do próprio Carl era bastante doloroso.

- Carl... – Harry tentava ter voz entre os soluços. Seu corpo voltava a entrar em desespero – Você acha que ele vai voltar do coma?

- Ele tem que voltar... – Respondeu o moreno enfático, limpando o rosto.

- Sim, mas... mas como medibruxo, m-me diga quais são as chances disso acontecer...

Carl limpou o rosto, bebeu mais um pouco de água e se recompôs na cadeira, tentando manter a calma. Seu nervosismo já estava ultrapassando limites.

- Não há um padrão exato. Pacientes de coma alcoólico vão desde uma noite a várias décadas, alguns nunca voltaram. Tudo depende de quanto tempo ele passou já em coma até ser encontrado. Em termos técnicos, o álcool pode inibir o processo de controle glicêmico, que ocorre no fígado, o que levaria a uma hipoglicemia fatal se não for corrigida a tempo. Há também o risco da desidratação, pois ele inibe a vasopressina, que é um hormônio muito importante no sistema renal encarregado de fazer a recaptação de água no corpo. Como estava a cor do corpo dele quando vocês o encontraram?

- Algo como um branco-esverdeado...

- Oh Merlin... – Carl escondeu o rosto com as mãos. Harry se desesperou.

- O que foi? O que isso quer dizer?

- Branco-esverdeado é o penúltimo estágio antes do enrugamento por desidratação alcoólica. Quase todas as doenças que afetam o fígado fazem a pessoa ficar com a pele inicialmente amarelada e depois, em um estágio mais avançado, esverdeada.

- O que isso pode trazer de consequências? Oh Carl, por favor, seja honesto, me diga quais são as chances…

- Penso que pelo menos uma semana até restabelecerem o curso normal de circulação, hidratação e glicemia, Harry. Ele poderia até acordar antes, mas se sentiria extremamente mal, e por isso o corpo geralmente se mantêm no coma.

Harry se desfez em soluços, com o rosto escondido por uma toalha. As lágrimas também escorriam silenciosamente pelo rosto de Carl, mas ele guardava a esperança de que Malfoy voltasse ao normal quanto antes. Naquele momento, não havia nada que pudessem fazer senão esperar.

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Pela manhã, Fred voltou à enfermaria antes dos horários de aula. Harry tinha os olhos inchados e ressonava fortemente com o rosto sobre uma toalha molhada. Carl dormira de braços cruzados na cadeira, com a cabeça pendendo para baixo. Concluiu que provavelmente os dois não teriam discutido aquela madrugada.

Ele preparou um café da manhã com Madame Pomfrey para levar à enfermaria e, enquanto posicionava os talheres, Carl foi lentamente acordando e abrindo os olhos.

- Hey Fred – O moreno bocejou, esticando os braços para trás.

- Bom dia, Carl. – Fred vestia uma camiseta preta justa com jeans e seu cabelo estava molhado. O corvinal não se lembrava de vê-lo tão bonito desde a última reunião GWS - Notícias de Malfoy?

- Não, ainda não...

Sirius voltou do café da manhã com George, energeticamente cumprimentando todos e sentando em uma poltrona mais distante, onde permanecia lendo O Profeta Diário. A conversa paralela gradualmente foi despertando Harry de seu sono profundo.

O garoto virou-se e fez grande esforço para livrar-se da preguiça e sentar-se na cama. Olhou para todos em volta e esfregou os olhos com as mãos. Tinha o rosto bastante amassado e o cabelo terrivelmente bagunçado.

- Olá...

- Como se sente, Harry? – Perguntou Fred, apressando-se em levar um copo de suco ao moreno. Sirius levantou-se e aproximou-se da cama.

- Um pouco de cansaço nas costas apenas.. – Harry pegou o suco e agradeceu Fred. Tinha um buraco no estômago de tanta fome.

- Bom dia a todos – A voz imponente de Dumbledore entrava no recinto, e tanto Harry quanto Carl ficaram tensos e esperançosos por boas notícias – Acabei de voltar de St. Mungus novamente. O Sr. Malfoy permanece em coma e estável. Infelizmente não pude vê-lo, pois seus pais proibiram qualquer visita além dos médicos no quarto. Sinto em informar que não haverá possibilidade de visitá-lo, Harry.

O diretor assegurou que faria o possível para conseguir a permissão de Narcisa Malfoy para que os garotos pudessem visitar Draco, mas sua expressão era de desanimo. Ao deixar a sala, Sirius o acompanhou para tentar extrair mais notícias sobre o estado do garoto.

Carl despediu-se de todos para ir até seu quarto tomar um banho. Sentia-se exausto e só queria encontrar uma cama para derramar-se por ela, sem se preocupar com a aula de hoje. Brian passou por ele, cumprimentando-o e indo em direção aos garotos na enfermaria.

- Bom dia pessoal. Notícias de Malfoy?

- Mesma coisa. Agora seus pais proibiram visitas. – Respondeu George.

- Que ridículo! Eles acham o que? Que vamos sequestrá-lo?

- Bom, nós não, mas a turma de você-sabe-quem pode tentar por um preço na ausência e deslealdade de Lucius Malfoy nos últimos anos..

- Por que diz isso?

- Lucius Malfoy andou foragido dos comensais desde a última missão da Ordem – Completou o gêmeo - Provavelmente achou que acabaria morto. Então pensamos que você-sabe-quem não deve estar muito feliz com isso.

- Eu vou ver Malfoy, vou com a capa, não quero nem saber – Interrompeu Harry, mordendo um dos bolinhos que Fred havia trazido.

- Temos um plano sobre isso – Anunciou o ruivo, soando mais que confiante – Você vai com a capa e com Dobby, e no meio tempo um de nós fica aqui se passando por você nas aulas. Avisaremos Dumbledore que um de nós precisou voltar à loja por causa da demanda e... voilà!

- Isto é brilhante! – Entusiasmou-se Harry. Seus olhos brilhavam para o ruivo e Fred sentia-se satisfeito por ter a confiança do garoto novamente.

- Dumbledore não irá suspeitar? – Questionou Brian, cruzando os braços em ar suspeito.

- Claro que não. Já conhecemos bem Harry, conseguimos nos passar por ele. Pelo menos por uma semana…

- Certo.. – Brian ainda tinha suspeitas sobre o plano, mas sem conhecer o passado dos gêmeos com o moreno, resolveu não opinar – Bom, eu vou para a aula. Se tiverem notícias de Malfoy, me avisem.

- Pode deixar. – Respondeu Harry, acenando para o sonserino.

- George, você vem para a aula?

A pergunta de Brian fez todos voltarem o olhar para George, quem não sabia de onde vinha aquele convite. Fred ergueu as sobrancelhas e deu um toque mínimo de cabeça para que George o seguisse. O ruivo o fez e eles saíram da enfermaria para o corredor em direção a sala de aula.

- George…

- Sim?

- Você e Fred têm muitas ideias brilhantes, não? Particularmente essa última de se passar por Harry.

- Fred tem mais ideias que eu, geralmente...

- Sim, mas tenho certeza que você merece uma boa parcela dos créditos delas...

- O que te faz pensar isso?

- Você é um cara esperto, fala menos que Fred, mas observa mais.

- Se você diz... – George não estava entendendo onde Brian queria chegar. Onde quer que fosse, pelo tom que usava, não parecia ser em uma cama com ele.

- Você gosta de Quidditch?

- Se eu gosto de Quidditch? – George riu entusiasmadamente – É lógico que sim, Fred e eu somos fanáticos!

- Então você deve saber que esta semana a Irlanda disputa os jogos de semifinal da Copa Mundial de Quidditch, certo?

- Sim, estou sabendo.

- Há semanas eu venho pensando em uma forma de ir. O problema é que estaremos em aula e...

- ...e você quer que eu me passe por você aqui, durante o jogo. – Completou George.

- Mas tenho uma proposta irrecusável. – Interrompeu Brian, com um sorriso perverso – Tenho tickets para a área VIP na final, e no dia da final não teremos aula...

- Oh! Isso é uma boa proposta. – George tinha um largo sorriso no rosto. A área VIP da Copa Mundial de Quidditch era apenas para convidados, ainda que ele e Fred já fossem ricos, jamais conseguiriam comprar neste setor – Quantos tickets você tem?

- Tenho 7, todos VIP. – Kinney aguardava ansioso a resposta de George.

- É, ser filho do Ministro tem suas vantagens...

- Mas há algo além dos ingressos…

- O que?

- Eu gostaria também de te agradecer… particularmente... pela gentileza. – O moreno aproximou-se perigosamente e olhou em seus olhos – Esta parte especifica da retribuição eu poderia e gostaria de... adiantar... para quando fosse mais conveniente a você, George.

- Hmm... – O ruivo, lisonjeado, forçava os músculos de rosto a não sorrirem feito bobo – E, que tipo de retribuição estamos falando, Brian?

- Vamos por da seguinte forma: O que você quiser.

- O que eu quiser? – Repetiu George, elevando suas sobrancelhas ao máximo.

- Penso que por você já ser rico, não vai ter interesse em dinheiro, certo? – Brian sorriu da forma mais charmosa que George já vira – Se você preferir posso pagar em dinheiro, mas estou disposto a qualquer ideia.

- Brian... – George riu, já não aguentava manter a pose Monalisa frente às ideias que passavam pela sua cabeça.

- Podemos fechar o acordo? Precisarei ir esta noite, já que o primeiro jogo é amanha de manhã. No meio tempo você pensa o que quer. Você tem o meu tempo, meu corpo e meu dinheiro para qualquer coisa que achar digna de tomar aquela poção horrível e se passar por mim.

- Ok.

Perto da sala de Poções, Brian foi em direção ao corredor lateral, onde havia uma pequena sala retangular de suprimentos escolares e puxou George para dentro. Estava bastante escura e apertada, somente a luz externa que passava por baixo da porta lhes dava uma ideia de onde estavam e suas respectivas silhuetas.

- Onde estamos? – Perguntou George rindo.

- Como se fosse importante... – Resmungou Brian, em um sorriso que foi rapidamente substituído por um beijo na boca do ruivo.

O moreno agarrou George e o empurrou contra a única parede sem prateleiras da sala, grudando seu corpo no dele e roubando um beijo que beirava a loucura. Ele prendia suas mãos na parede, explorando seu pescoço entre beijos, chupões e mordidas leves.

George sentia os joelhos de Brian afastarem suas pernas e seu quadril o impulsionar para cima. Quanto mais sentia a calça do sonserino endurecer, mais queria se apertar contra ele. O beijo de Kinney o deixava fora de si. Em uma mistura de chupar e beijar sua boca, ele queria se perder completamente naquela sensação.

Em um piscar de olhos, Brian já estava soltando suas mãos e abrindo sua camisa com pressa. Quando chegou no cinto de sua calça, a força que empregava para arrancá-lo de lá torturava George por dentro. Os dedos do moreno abrindo o botão e o zíper de sua calça provocavam choques de prazer no seu abdômen e ele sentia um profundo desespero que aquelas roupas sumissem do seu corpo.

O ruivo avançou para imitá-lo e puxou a camisa de Brian, abrindo todos os botões e jogando-a no chão. Mesmo que ainda faltasse sua calça, ele voltou a beijá-lo apaixonadamente, fervendo de prazer. Desceu sua mão para apertar a calça do moreno, fazendo-o gemer antes de abri-la e empurrá-la para baixo.

George subiu beijando as pernas de Brian, mordiscando sua barriga e puxando-o para si com força. Kinney o esmagava na parede, esfregando sua boxer com força e lascivamente entre suas pernas. Tornava-se difícil para George aguentar sem gemer. Entre os sons que sua garganta não conseguia evitar, o moreno desceu para torturá-lo em sua virilha, enquanto as mãos dele agarravam as laterais de seu corpo.

- Oh... Brian… - George estava rouco, com a cabeça encostada na parede e de olhos fechados.

Assim que o moreno deslizou as mãos por dentro de sua boxer enquanto mordiscava sua virilha, o som de Snape conversando com o professor Dave chegou aos ouvidos de George, ainda que ele tivesse dificuldade em se concentrar naquele momento.

- Mas o quadro permaneceu estável?

- Sim, mas não querem ninguém lá, por isso vão removê-lo a outro hospital. – Dizia a voz de Snape – Sem sombra de dúvida uma grande tolice. O St. Mungus tem os melhores medibruxos do país.

- Bem, se vão tirá-lo do país, talvez conheçam melhores…

- Sim, os medibruxos da Bulgária são renomados, mas não conhecemos seu histórico tão bem como os daqui, Wickliff..

- Lucius deve saber o que faz.

- Certamente que sim.

Concluiu que o assunto era Draco e logo estaria longe de Londres. Harry tinha de saber disso o quanto antes, porém o que ocorria entre suas pernas não o permitia se mover em qualquer outra direção. Enquanto Brian descia a boxer por suas coxas e logo deslizava a língua por sua ereção, George quase implodia em um orgasmo. Assim que deixou um gemido gutural escapar de sua garganta, a porta se abriu e o professor Dave pôde vê-los com a claridade que entrava no recinto.

- Oh, rapazes, sinto muito.

Dave fechou a porta no mesmo segundo e George sentiu que Brian estava congelado na mesma posição. Passou a mão por seu cabelo e viu o moreno regredir o movimento de sua boca, deixando sua excitação sozinha.

- Quem nos flagrou, George? – Brian soava chateado.

- O professor Wickiff, de Diplomacia e Ética.

- Oh Merlin, justo o professor de ética?

- Brian, acredito que o fato de ele ter fechado a porta imediatamente é um bom sinal…

- Oh George…

- Vamos... – George o puxou para cima e beijou sua boca, subindo sua própria boxer ao mesmo tempo. Não era agradável cancelar um orgasmo, mas certamente era mais prudente já que o clima havia acabado – Vista-se e vamos para a aula.

- Ok... mas isso não terminou.

- Que dure enquanto estiver duro. – Riu o ruivo, fazendo Brian gargalhar.

Após estarem vestidos, abriram a porta da sala e depararam-se com Snape, os encarando com um olhar suspeito, de olhos espremidos. Brian ficou sério, mudo e travado. George sorriu para o professor carrancudo e recebeu um olhar crítico particular de Severus.

- Sim, professor?

- Aula. – Respondeu Snape enfático.

- Sim senhor. – Brian acenou e saiu da sala, deixando George para trás.

O ruivo ainda tinha o sorriso travesso no rosto, de uma felicidade que nada poderia abalar naquele momento. Snape o encarava como se quisesse saber o que havia ocorrido ali, e a única pista que teve foi pelo momento em que George pegou o cinto de Brian do chão.

- Nos vemos na aula, professor.

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- CONTINUA -

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Notas da Autora: AAAH George, tá ficando esperto garoto! Snape ficou bege com o flagra, mas aos poucos ele vai ver que não é o único em Hogwarts. Na verdade acho que ele é um problemático, fica todo posando de machão e no fim fica lá nos amassos com o Lucius. Enfim, Draquito em coma people, drama! Carl explicou porque foi cretino, isso não ameniza nada o fato de ele ter destruído o namoro do Harry, mas de certa forma, não sei nem se eu teria feito diferente. Harry mais uma vez ouviu mais um testemunho de que Draco realmente o ama, e cada vez mais isso dói, especialmente com a chance dele perder o amor da vida dele por causa de Whisky. Enfim, no próximo capítulo temos mais umas revoluções, vocês vão ficar de pêlos em pé!

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Notas da Beta: Mea culpa! Sim, a demora dessa vez foi culpa minha, porque recebi o capítulo na sexta a tarde, mas passei o sábado e parte do domingo longe da internet, então só vim terminar de betar ele agora a noite. Malz aê. Mas acho que o capítulo com um quase lemon delicinha dos dois ai compensa neh! ^.^ Drama total esse do Draqueenho! =O

Muitas emoções nos esperam! \o/

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Respostas das reviews do capitulo 23:

DW03 ( Pobre draquito, até quando ele é legítimo nas desculpas dele o povo duvida! huehuahue! Ate o proprio Harry duvida! Mas vamos ver se nesse cap 24 legitima o baque. O Fred na verdade não é obcecado, ele é mais pra impaciente, faz anos que ele espera pegar o Harry, e agora fica nesse vai não vai com o Malfoy, isso estressa o gêmeo! Mas vamos ver o que eles vão aprontar com o loiro em coma..) Vinicius Malfoy (Meu love, não quero maltratar o draquito não, ele que foi lá se embebebdar aquele louco! Ele tem sorte de estar em coma ou ia me ouvir dar um puxao de orelha daqueles! De qualquer forma, o que me consola é que o Lucius está cuidando de pagar os tratamentos mais caros pra que ele volte a si o mais rápido. O problema vai ser o Harry, que esta extremamente abalado emocionalmente com tudo isso. Vamos ver se o Fred breca um pouco isso tudo né? Beijos querido! Obrigada pelos elogios!) d ( Tadinhooooooooooooooooooooooo! Não manda o draquito morrer não!)

Demais reviews sendo respondidas nelas mesmas ;)