Disclaimer: Inu Yasha não me pertence.

Retrospectiva

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A primeira vez de Sesshoumaru..

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"Ai.. meus kimonos estão apertados novamente.. só estão folgados na cintura e nos ombros.. de resto, estão justo demais.. Sesshoumaru-sama não gosta de desalinho.. preciso pedir permissão e ir comprar novos.." pensava uma menina de 15 anos agora, o corpo já formado e acentuado pelas sinuosas formas dela, que eram fruto de tanta caminhada, exercícios, e a mesma comida há anos.. peixes, frutas, coisas da floresta..

Rin voltava para o acampamento, depois de um demorado banho nas águas termais do Japão, que Sesshoumaru sempre encontrava para que ela pudesse banhar-se sem passar frio. Com os cabelos presos num coque frouxo, feito brevemente para que não molhasse, e a franja caindo inocentemente e sensualmente úmida na testa, contornando seu rosto delicado, porém capaz de fazer com que os seres masculinos a imaginassem com a pior das intenções. E ela nem imaginava.. imaginava menos ainda quais seriam essas intenções, e imaginava menos, menos ainda que seu estimado tutor já a imaginara assim.. inconscientemente..

-"Voltei! Jaken-sama, não quero comer peixe hoje.. não estou com fome!" ela disse ao youkai verde e desengonçado, que preparava uma fogueira para a refeição ser cozida.

-"Maldição Rin.. eu já tinha pescado os peixes.. posso comer o seu então?" ele perguntou, tentando controlar seu 'stress' que já nasceu com ele.

-"Claro que pode Jaken-sama. Coma e faça bom proveito. Onde está o Sesshoumaru-sama?" perguntou olhando ao redor, não encontrando-o.

-"Saiu para andar.. tem feito muito isso ultimamente. Suspeito que tenha alguma coisa o perturbando.." Jaken respondeu sem mais nem menos, concentrado em assar seus peixes.

Rin agradeceu a informação e saiu atrás de seu companheiro, para pedir permissão, para poder ir arranjar kimonos novos.. os seus estavam indecentes, apesar de lindos, bem cuidados.. infelizmente estavam pequenos para o corpo de uma jovem mulher.

Conforme ia embrenhando-se na mata, sentia calafrios, que pareciam avisos de que alguma coisa ali estava errada. Algum cheiro, alguma sensação, alguma coisa ali a perturbava. Estava uma noite ligeiramente gelada, fazendo-a sentir frio no pescoço, no rosto e nas mãos, partes que não eram protegidas pelo kimono. Ouviu um barulho. Um som discreto, mas para ela que vivera na floresta, sabia que aquilo era som de bicho. Olhou para trás, tentando acreditar que deveria ser apenas uma raposa, um filhote de lobo, qualquer animal que estivesse apenas passando por ali. Ouviu de novo, mais perto dela e mais alto. Ouvia agora uma respiração alta e ofegante, assustada, tentou olhar envolta à procura do que seria, tentou gritar por precaução, mas antes que pudesse abrir a boca, sentiu uma mão forte, pressionando-a, impedindo que ela pudesse fazer qualquer som. Sentia-se prensada a um corpo masculino, forte, quente e grande, muito maior do que ela. Sentia alguma coisa enrijecida atrás de si, embaixo. Sentia a respiração ofegante e malandra daquele ser, sentia o cheiro desagradável dele invadir suas narinas, sentia uma das mãos daquele ser odioso percorrer-lhe o corpo evidente naquele kimono apertado. Já estava completamente nervosa, com uma ligeira tontura, um medo, uma dúvida, uma vontade louca de gritar por Sesshoumaru, por Jaken, por socorro, por ajuda. Arregalou os olhos, e lacrimejou quando ouviu a frase nojenta proferida daquele nojento..

-"Isso não é hora de uma menina tão desejosa andar sozinha por aí.. existem seres ruins esperando por uma vítima fácil como você.. deixe-me cuidar de você.. cuidarei direito desse seu corpo novo.. há tempos não me divirto como irei me divertir hoje.." o youkai dizia palavras doentias, enquanto apertava um seio dela com fúria, de maneira também doentia. Rin não entendeu o sentido de 'se divertir' que ele disse.. mas estava apavorada, sentia nojo ao ver seu corpo ser acariciado sem dó nem pudor por aquele que lhe causava repugnância. Despencaram lágrimas de seus olhos quando sentiu que ele puxou seu obi, abrindo o kimono com violência. Queria morrer. Não sabia o que ele faria, mas estava passando mal de tanto medo, tanta violência, tanto nervoso por Sesshoumaru estar longe e Jaken também.

As pernas moles bambeavam, todo o seu treino de artes marciais parecia ter sido apagado na memória, não conseguia se mexer, não conseguia pensar, sentia o corpo seminu gelar, o único calor que sentia era o arder dos olhos e o rolar das lágrimas, e agora, a língua ávida e a saliva quente do agressor em seu pescoço. Desatou-se a chorar.. lamuriava-se, se perguntava onde seu protetor estaria..

O pouco que ele a soltou, não sabe de onde, tentou correr. Não chegou a dar um passo, o youkai a puxou pelo braço e desferiu um forte tapa em seu rosto frágil.

-"Vagabunda! Vadia! Não tente fugir de mim que eu arranco seus seios com mordidas!" Gritou furioso o youkai, que a jogara sem cerimônia no chão, pisando nela com o pé, para impedi-la de fugir. Com o kimono aberto e estendido para os lados, o corpo dela estava completamente nu para quem a visse de cima. Quando tentou se levantar para fugir novamente, sentiu o homem puxar seu cabelo com força, e a face arder novamente. Ele estava batendo nela, covardemente, e agora se deitava com força sobre ela. Tentava segurar as mãos nervosas de sua vítima, que agora gritava, gritava com toda a força, gritava com os pulmões doendo, gritava para extravasar todo aquele medo, gritava por socorro, gritava por Sesshoumaru. Se debatia violentamente embaixo daquele corpo tão maior e mais pesado que o seu, sentiu uma tontura forte, enjôo pelos golpes, e estremeceu com todos os sentimentos ruins que existiam, ao ver o membro rijo que o youkai despia. Não sabia, não imaginava, nunca vira. Mas não se sentia bem, queria vomitar, queria gritar, gritar e gritar..

oOo

Seus pensamentos foram interrompidos por gritos. Gritos estridentes, que urravam para a floresta toda, gritos de desespero. Percebeu que era Rin. Sem tempo para pensar, disparou na direção daqueles gritos, ajudado pelo olfato, perseguiu o cheiro dela. O perfume dela, estava misturado com outro, um odor fétido, nojento, cheirando a sexo, a suor, cheirando a covardia. E que logo cheiraria a morte. Sua mente imaginava coisas inconscientemente, coisas que o deixavam furioso, ardendo em raiva, juntando os fatos e detalhes, sabia o que estava acontecendo. Rin estava sendo.. violentada. O sangue subiu-lhe à cabeça, a expressão impassível agora estavam com feições de raiva, de ódio, os olhos enigmáticos agora davam espaço a olhos carregados de vontade de matar aquele maldito. Não parava de correr, estava se aproximando, estava se aproximando, estava chegando perto, não pensava em outra coisa a não ser em matar aquele que estivesse fazendo mal a uma menina inocente. À sua menina inocente.

Por entre folhagens que estavam na frente, conseguiu ver complicadamente o corpo de Rin, preso e debatendo-se com o pouco de força que lhe restava, chorando, desesperado, vermelho e com hematomas. Correu mais, e finalmente estava perto deles. Não acreditou quando viu. A expressão deu lugar a traços de espanto, fúria. Por um segundo, tudo dentro dele estancou. Tudo.

Nesse mesmo segundo, o outro youkai ali presente disse para o que acabara de chegar:

-"Vá procurar a sua, se manda daqui infeliz." E voltou a beijar e a lamber a pele sedosa de Rin, agora machucada e avermelhada. Antes de desmaiar de tanto ser espancada, viu rapidamente e embaçada, a silhueta e seu salvador ali.

"Sabia que ele não me deixaria para trás.." e desmaiou. Sesshoumaru fervia. Esse segundo pareceu durar tanto, mas assim que acabou, Sesshoumaru assumiu sua verdadeira forma. Um cão gigante, branco como a neve, imponente e raivoso apareceu no local. O primeiro youkai olhou com raiva para Rin, xingando-a por ter desmaiado, não se importando com o poderoso e furioso youkai muito mais forte à sua frente.

Sesshoumaru não esperou nem mais um segundo. Agarrou o maldito pela boca, mastigou-o mil vezes, ouvindo os gritos de espanto, dor e horror do infeliz entre uma mordida e outra. A saliva ácida corroía a pele seca do youkai. Os ossos estavam todos quebrados, ele estava todo desfigurado, mas ainda vivo. Youkais não morrem facilmente, mesmo um inferior daquele jeito. Descontando toda a sua raiva a cada dentada, quando sentiu que faltava alguns poucos suspiros para a morte aliviar o extremo sofrimento daquele odioso, cuspiu-o num monte de saliva, e o abandonou para morrer pelo ácido de sua saliva canina.

Sem demoras, voltou à sua forma humana e correu até Rin. Pela primeira vez na vida, uma expressão de imensa amargura, mágoa, tristeza e desespero. Ajoelhou-se ao lado dela, tirou a parte de cima de seu kimono, e vestiu nela. Passou seu "manto" envolta dela, na esperança de aquecê-la primeiro. Enquanto fazia isso, via com tristeza e rancor as marcas de violência que ela havia sofrido. Não se perdoaria nunca.. nunca. Viveria com aquela lembrança para sempre. Rin era tão pura.. ainda era, mas aprendera do pior jeito coisas que não deveria saber tão cedo.. pelo que parecia, ele chegara um pouco antes do momento em que o maldito iria destruí-la e rasgá-la por dentro. Tomara que realmente o fosse, não suportaria mais ainda saber que Rin havia perdido a única coisa que só ela poderia determinar. Assim que terminou de vesti-la, tomou-a em seus braços, e a levou direto para as águas termais. Rin precisava de calor, precisava de uma limpeza, tratamento das feridas, precisava de um banho.. um banho que era inadiável, um banho que ele teria que dar. Mesmo que isso violasse as regras de cavalheirismo e decência que sempre tivera para com ela, agora era um caso extremo, se os ferimentos não fossem lavados, poderiam infeccionar e sabe-se lá mais o quê.

Não pensava em desrespeitá-la, não pensava em nada mais do que cuidar logo dela. Sem delongas, tirou com cuidado o 'manto' e o seu kimono do corpo dela. Rin respirava com um pouco de dificuldade, devido aos gritos tremendos e choros desesperados. O rosto tão delicado, agora com pequenos cortes, de onde escorriam filetes de sangue. Também escorria um filete de sangue do canto de sua boca. Marcas vermelhas por todo o colo, inclusive no pescoço. Marcas de mordidas fortes nos seios..

Sentia um misto terrível de raiva.. ódio.. tristeza.. pena.. rancor.. amargura.. todas as sensações ruins.. como permitiu que aquilo acontecesse..? Sempre protegera a menina Rin de todas as maldades do mundo, inclusive na hora em que seus pensamentos foram interrompidos pelos gritos dela, estava pensando em como estivera cansado e preocupado nos últimos anos, triplicando a atenção e cuidados com ela, caçando youkais que sentiam o cheiro de cio nela, que a desejavam de longe, e ele se irava com a simples possibilidade de um desses seres inferiores se aproximarem dela para sequer lhe dirigir a palavra. Rin era pura, decente, e assim se manteria. Mas todo o seu esforço foi em vão.. vendo-a daquele jeito deprimente, segurou as lágrimas que vinham pela primeira vez, a brotar em seus olhos. Não chorou. Devia concentrar-se em tirar aquele odor fétido e odiento do corpo frágil, deveria limpar aqueles filetes de sangue que teimavam derramar-se sobre ela, tinha de cuidar dela.. a pior parte, seria o trauma que ela teria.. ainda mais ela, que nem tinha idéia do que o maldito iria fazer se ele não tivesse chegado a tempo..

Arrependeu-se de não tê-la marcado. Achava que ainda era cedo, ou que não era necessário, já que sempre estaria ao seu alcance de proteção. Mero engano..

Com extremo cuidado e delicadeza, ia tirando o kimono dela, deixando que o corpo desmaiado fosse relaxado nas águas mornas. Sabia que água morna era terapia para os humanos, relaxava os músculos, levava embora qualquer tipo de desconforto físico, e às vezes até emocional. Cada vez que ele a tocava, seus olhos ardiam e ardiam, e ele não poderia chorar, pessoas como ele não choravam.

Não estava muito à vontade com aquela situação, jamais encostara nela daquela maneira.. mas tinha que ser ali, agora, não daria tempo de levá-la a um vilarejo nem nada. E não queria que ela passasse por mais humilhação, pelas mãos de mais pessoas. Ainda mais humanos. Ela era a única dessa raça, que não causava ódio e desprezo nele. A única.

Sentia-se mais fraco e mais desgraçado cada vez que olhava para a expressão de cansaço e desespero com que ela desmaiara. Como ele, um lorde, um youkai dos mais fortes, foi deixar isso acontecer? Ele nunca errara em sua vida centenária. Por que seu primeiro erro tinha de ser justo o mais cruel..? O pior que poderia ter acontecido? Fizeram mal à única pessoa que ele gostava de ter perto de si, a única pessoa que o acompanhara e o aceitara do jeito que ele era, com todos os seus defeitos. Jaken também o suportava, mas era diferente. Não era alguém que precisava de proteção..

Quando terminou de banhá-la, carregou-a no colo para fora da água, enxugando-a com delicadeza e calma, apesar do frio. Ele tremia, estava molhado, mas a prioridade era e sempre foi, Rin. Enxugava-a com cuidado, para que o tecido não ferisse ainda mais os arranhões covardes que havia recebido. Vestiu-a com dois kimonos, para que seu corpo ficasse bem protegido. O kimono debaixo era dela, e o outro era.. dele..

Um kimono maior, mais confortável, e que ela ficaria emocionada e feliz se soubesse que estava usando. Sesshoumaru a pegava com calma, devagar.. estava ligeiramente mais pesada, pois estava desmaiada. A respiração estava calma.. não mais ofegante de desespero como antes..

Assim que terminou de arrumar o obi dela, viu que ela fez uma expressão assustada, abriu a boca como se fosse gritar, os olhos ainda fechados, se fecharam com mais força, e ela gritou, sentindo as mãos de Sesshoumaru em si, e pensando que eram de seu algoz. Tudo inconscientemente, ela não acordava, mas parecia que ainda estava vivenciando aquilo, depois de horas de calma, em que estivera sendo cuidada por Sesshoumaru. Sesshoumaru assustou-se, e ela começou a se debater desesperada, pedindo socorro, pedindo ajuda. Ele não soube o que fazer por um momento.

-"Me solte!! Seu monstro!! Tire a mão de mim!!" Rin gritava e tentava tirar as mãos de Sesshoumaru de seu rosto, que ele só estava tentando acalmá-la, igualmente nervoso por vê-la naquele estado.

Num instinto, um impulso de protegê-la mais, mais forte que ele, a puxou com força para seu colo. Estava sentado, e a colocou em seu colo, a abraçou forte, uma mão apertava a cabeça de Rin em seu peito, e a outra a prendia fortemente ao seu corpo. Como se a vida dela dependesse disso, como se alguém estivesse ali, pronto a atacar.

-"Calma Rin.. eu estou aqui.. você vai ficar bem Rin.." ele dizia com carinho, a voz chorosa.. nem percebeu que disse palavras tão doces, tampouco que ele chorava.. chorava feito uma criança triste.. uma criança que perdeu tudo, perdeu todo o amor, perdeu toda a segurança que tinha.. chorava abraçado a ela, como se ela fosse tudo que lhe restava. E era. Apoiou sua cabeça na dela, e ouvia com rancor, uma tristeza sem igual, o choro triste dela, ainda pensando que estava sendo violentada. Ele deixou todas as etnias, todas as características, todas as coisas que faziam dele um youkai. Entregou-se à emoção do momento, não importando se ele era filho de um Taiyoukai. Desistiu de tentar ser forte, fora forte a vida inteira, e agora, uma reles humana de 15 anos, fazia com que ele chorasse.. não era certo.. não tinha razão.. não havia motivo.. mas desde quando há razão nas coisas do coração?

Não a amava do jeito que um homem ama uma mulher. Mas sentia uma grande afeição e carinho por ela.. necessidade de protegê-la das maldades do mundo..

Ficava se torturando, se lamentando por ter sido um péssimo tutor. Chorava mais que ela agora, pedia perdão mil vezes, dizia que aquilo nunca mais iria acontecer, que ela nunca mais sofreria, que ele nunca mais a deixaria sozinha novamente. Logo ela, que era a criatura mais pura, mais bela e graciosa, tinha que ter sofrido tanto? Ele esqueceu-se de sua verdadeira origem, esqueceu de sua neutralidade que o acompanhou toda a vida, esqueceu-se de manter-se indiferente..

Quem o conhecesse e visse a cena, choraria junto. Todos os anos em que ele não moveu o rosto em expressão nenhuma, se compensaram naquele momento. A expressão, os olhos derramando-se, brilhando..

E repetia o nome dela.. Rin.. Riiin..

Continuou chorando, nem percebendo que ela se ajeitara em seu colo, como se soubesse que estava sendo abraçada. Encolheu-se no colo dele, escondeu-se em seu peito, e dormiu. Agora uma expressão calma, com as bochechas vermelhas e úmidas das lágrimas de momentos antes. Sesshoumaru estava fora de si.. pela primeira vez na vida, sentia emoção. A pior delas, mas ainda sim, emoção.. estava sentindo. Desejou como nunca, não ter que sentir aquilo. Agradeceu por nunca ter sentido aquilo, mas praguejou horas e horas por ter que sentir aquilo.. ainda mais pela única pessoa que nunca o abandonara, apesar de toda sua arrogância, todo seu poder, toda sua autoridade..

Olhou para o céu. Ajoelhado no chão, com Rin nos braços. Derramando-se em lágrimas, gritou aos deuses.

-"O QUÊ EU FIZ PARA ISSO ACONTECER?? O QUÊ ELA FEZ PARA MERECER ISSO?!" ele gritou, gritava e cobrava uma explicação dos deuses que ele nunca acreditara que existissem. Agora acreditava menos ainda. Se deuses são justos, e recompensam pessoas boas, então quem fez o julgamento de Rin?

Enquanto gritava revoltado, sentiu os braços de Rin contornando sua cintura. Olhou perplexo para baixo, e não sabia como, ela ainda estava dormindo. Talvez estivesse desmaiada.. mas o abraçou, talvez no instinto de pedir proteção. Ele parou de gritar.. esforçou-se ao máximo para não soluçar mais, para não acordar a menina que agora, somente agora, descansava um pouco. Sem que percebesse, fez um carinho no cabelo dela.. as lágrimas agora rolavam silenciosas, quentes e sofredoras. Resolveu entregar-se à derrota, abraçando-a forte, e encostando seu queixo no ombro dela. Fechou os olhos, tentando dormir agarrado a ela. Dormiriam assim todas as noites agora, não necessariamente ela em seu colo, mas bem mais próxima. Não era exagero, nada mais agora era exagero de proteção. Todo cuidado era pouco.

E assim terminava o pior dia de sua vida centenária. Ele, rendido aos piores sentimentos, e ela, sofrera o pior que uma mulher pode sofrer. Parecia um castigo.. um castigo a ele, que sempre menosprezara criaturas fisicamente inferiores. Mas não era Rin que deveria pagar por esses pecados..

Agora ele mudara. Não sabia se para pior ou melhor. Mas agora, mais do que nunca, sua vida correria em torno dela.

Ouvindo a respiração mais calma dela, aquietou-se. Apertou-a mais em seus braços, e assim adormeceu. Junto a ela, que precisava de calor, e proteção.

-"Nunca mais você vai sofrer Rin.. é uma promessa.." ele disse de olhos fechados, enquanto beijou de leve o topo da cabeça dela. Aquela não era uma atitude dele. Beijar carinhosamente alguém? No momento, ele não sabia por quê, pareceu propício.

Enquanto a Lua chorava névoas pela tragédia, os dois dormiam cansados e abraçados. Só os deuses saberiam como Rin acordaria..

Minna-san!

Td bem x)?

Nossa q demora neh.. isso pq não atualizei as outras..

Aconteceram muitas coisas

Uma em especial, tirou minha vontade de escrever por umas semanas

A vontade de escrever, e a vontade de viver

Mas jah estah passando.. como tudo na vida

Se bem q o coração nunca esquece neh x)

Assim com o Sesshy nunca vai esquecer a Rin!

Nem ela dele..

Como eu amo esses dois ii!!!

Keria um sesshy pra mim também..

Nhah TT

Então.. podem me xingar agora.. tbm morri de pena da Rin

Mas isso era necessario pra historia.. vai valer a pena no final!

Tem muito chão ainda :X!

E serviu pra sensibilizar o coração (?) de pedra q esse teimoso tem ¬¬

Talvez eu tenha exagerado e viajado na reação extrema dele

Mas sei lah.. acho q se isso acontecesse com a Rin.. ele ia ficar louco

Bom.. se eu for merecedora de reviews

Me mandem? Por favor xD

Me desculpem pela demora, e por qualquer coisa a mais!

Bjos:D

By le