Confesso que parte da culpa pela história que vem a seguir é minha. Mea maxima culpa (risos). Faz um bom tempo (mais precisamente desde Doze Anos) que sou a Beta da nossa querida Silverghost. Mas, ao invés de botar juízo na cabeça da Lulu, o que faço? Fico colocando mais lenha na fogueira!

Em uma tarde morna e sem-graça, estávamos as duas a conversar no MSN sobre O Nome do Jogo. A Silver em um dilema mortal: Como fechar satisfatoriamente o triângulo formado por Ginny-Harry-Lyn nos pouquíssimos capítulos que faltavam para encerrar a fic?

Eis que em um estalo, me baixou a idéia. "Você não precisa! Sei que você está querendo férias, mas, pensa comigo, a melhor coisa a se fazer é escrever uma terceira parte!"

E, ao invés de ter meu pescocinho virtualmente torcido, escutei a Lu soltar fogos de artifício do outro lado da tela.

Todos sabem que grandes histórias são feitas em trilogias...Star Wars, O Senhor dos Anéis, O Poderoso Chefão...Por que não a saga iniciada em Mistérios de Londres?

E fazia todo o sentido ter uma terceira parte. Da minha perspectiva, Mistérios de Londres é a história dos pais, O Nome do Jogo é um momento intermediário em que tanto os Marotos quanto seus rebentos dividem igualmente a ribalta. O Sétimo Selo é a história dos nossos herdeiros.

Claro que a Silver não vai deixar de citar a ala sênior da história, afinal, os olhos azuis de Sirius, o sorriso caloroso de Susan, os embates verbais de James e Lily, e o charme taciturno de Remus nunca podem ser deixados de lado! Aliás, tenho certeza que nosso amigo detetive terá um bem merecido destaque na trama.

E acredito também que mais uma vez vocês estarão diante de uma grande história!

Muitas confusões amorosas! Triângulos amorosos se tornando hexágonos de fazer inveja aos poemas de Drummond! Trocas de Identidade! Antigos e novos personagens em uma espiral emocional de deixar qualquer montanha russa morrendo de inveja! Ruivas confundidas na penumbra! Princesas encasteladas versus Damas Guerreiras! E amores inconfessos finalmente revelados!

E é claro, muito mistério e ação, afinal, essas foram as marcas registradas de Mistérios de Londres e O Nome do Jogo, e como herdeiro legítimo dessas fics, O Sétimo Selo não poderia falhar nesse quesito!

Em suma, tudo aquilo que vocês estavam ansiando faz tempos. E tenho plena certeza que não vão se decepcionar com o que os aguardam nas próximas linhas!

Por isso, bem-vindos novamente ao Universo MdL/NdJ/SS! Apertem o cinto e aproveitem o passeio!

Um abraço a todos,

Meridiana Johnson (Ana)

PS- E antes que alguém pense nisso. Não adianta me perguntar, que eu não digo com quem o Harry vai ficar!


Hei, pessoal, aqui é a Silver...

A Ana é meio empolgada, não é? Eu tinha tive a idéia de pedir a ela que escrevesse uma pequena introdução para SS, já que ela (como a própria fez questão de frisar) é a culpada de estarmos aqui mais uma vez... Acho que o que ela disse ali em cima já faz admiravelmente bem o trabalho de explicar Sétimo Selo.

Sendo assim, deixe-os com o tão esperado prólogo e a promessa de grandes emoções. Logicamente, sob a condição de reviews... Muitos reviews... hehehe...

Como estou excepcionalmente boazinha hoje, coloquei não apenas o prólogo, mas também o primeiro capítulo da história. Ou seja, espero comentários em dobro, leram? O próximo capítulo deve chegar dia 05 de maio (eu também não posso ser tão boazinha assim sempre, não é verdade?).

De qualquer maneira... Beijos e divirtam-se!

Silverghost.


Disclaimer: Os marotos, Lily e a grande maioria dos personagens pertencem à tia Jo. Susan, herdeiros dos valetes e um ou outro persona perdido pelo meio da história são meus. Se quiserem utilizar, sintam-se livres, mas antes, por favor, comuniquem-se com tia Silver. Ela não morde, viu?


00 – Prólogo


França – 1936

O quarto estava mergulhado na penumbra. As cortinas de veludo vermelho-sangue emprestavam ao ambiente uma atmosfera quase opressiva. Sempre que penetrava ali, ela tinha a impressão de que estava em outro mundo, onde o tempo corria de maneira muito diferente àquele que ela conhecia.

- Hannah? - uma voz rouca perguntou.

Os olhos dela aos poucos se acostumaram com a parca luz e ela pôde divisar um vulto deitado em uma grande cama de dossel. Com passos silenciosos, ela se aproximou, tentando não notar o cheiro acre que dominava o lugar.

Cheiro de morte.

Hannah sentou-se à beirada da cama, observando o rosto contorcido de dor de um velho senhor. Suspirou quase resignada ao sentir as mãos dele procurarem as suas.

- O senhor mandou me chamar? - ela perguntou com a voz quase terna - Não deveria estar se cansando à toa, o médico disse...

- Pouco me importa o que aquele jovem tolo disse. - ele respondeu um tanto violentamente. Ao notar que sua reação assustara a moça, aos poucos, ele procurou se acalmar. - Eu não me importo mais, Hannah. Mas não peço que você me entenda agora.

Ela suspirou novamente.

- O que o senhor quer? - perguntou com a voz calma, observando-o com cuidado.

Ele soltou as mãos delicadas dela e tirou, um tanto trêmulo, um pesado sinete do anelar direito.

- É o meu último desejo, Hannah. - ele murmurou, colocando o anel na palma aberta da mão dela - Encontre os irmãos dele. Junte-os todos novamente. Pela remissão dos meus pecados. Pela paz da minha alma.

Hannah fechou a mão, escondendo o brilho dourado do sinete. Seu pai nunca se separara daquele anel. Por alguns instantes, ela sentiu vontade de chorar. Mas controlou-se.

- Como queira, senhor. Como queira.