NA: Agradeço a todos os que acompanharam essa fic simples e totalmente despretensiosa. O final é singelo, mas é feliz! Em especial meu muito obrigada a Sheyla Snape pelo apreço e apoio na questão desta fic.

Beijos

Sarah

Capítulo VI- Beijo casual?

-Tem certeza de que isso não lhe causaria incômodos, srta. Granger?- ele perguntou desejando que ela respondesse que não lhe causaria problemas, que seria um prazer estar com ele naquela noite seguinte e mais, que não o convidava apenas para constar e cumprir as tolas normas sociais. Queria que ele de alguma forma dissesse que gostava mesmo da presença dele, de estar em sua companhia. O homem apenas sacudiu a cabeça, em contrariedade com seus pensamentos, afinal era ou não era Severo Snape?

- Nenhum incomodo, professor. – ela retorquiu- seria um prazer recebê-lo, para continuar nossa conversa. – ela sorriu um sorriso quente e amável.

- Então estamos combinados. – disse ele, saindo da porta. Não havia ninguém por perto, mas mesmo assim ele aproximou-se da moça beijando-a levemente nos lábios. Talvez, conjeturou ele- pudesse haver alguém.

Hermione estava surpresa e feliz ao ver que a situação tão casualmente criada, realmente estava dando frutos. Snape degelara perceptivelmente com ela, nem parecendo à mesma pessoa. Fora uma coincidência feliz tê-lo em sua cama naquele dia. Pena que não fosse ainda como ela gostaria, mas tudo se encaminhava bem. Não se importava que todos a considerassem louca, que Harry e Rony houvessem se afastado, e ela descobrira depois que eles não passavam de dois pesos mortos atados em suas pernas. Era ótima a vida sem eles, e sem Molly Weasley policiando todos os seus atos. Além de Snape o grande lucro de tudo aquilo fora ter conseguido sair da área de influencia da Sra. Weasley.

E Snape.. acalentara aquele sonho por muitos anos, muitos anos amara aquele homem sabendo que ele não lhe dirigiria um olhar, as vezes nem mesmo para odiá-la e agora, parecia fascinado por ela, encantado. Preferia que o suposto namoro continuasse para sempre, que não houvesse tempo pré-determinado nem nada do gênero. Que o sisudo Severo Snape realmente conseguisse olha-la com outros olhos além de a sabe-tudo irritante que ele adorava humilhar na escola.

Snape caminhava pelas masmorras de Hogwarts, com um rumo definido, embora na realidade gostasse mesmo era de ter ficado na sede da ordem, com a Srta. Granger. Ele se recriminada intimamente por pensar assim. A srta. Granger, apenas estava se aproveitando de uma oportunidade para se livrar de pesos indesejáveis, de companhias discutíveis e da intragável Molly Weasley. Não queria na verdade nada com ele. O problema, segundo Snape era que dia-a-dia ele, o insensível, com o coração tão ou mais penetrável que um bloco de mármore, gostava mais e mais do joguinho que casualmente fora atirado em seu colo. Era interessante fingir que havia alguém no mundo que gostava dele, que se preocupava com ele, e mais, que essa pessoa era do sexo feminino e não era apenas e tão somente Alvo Dumbledore. Era obvio que ela não nutria interesses por ele e por este motivo que tinha que não se deixar envolver mais do que já estava envolvido. Era justamente esse o problema. Ele estava muito envolvido... Envolvido demais pela trama inventada inocentemente pela sabe-tudo.. Inocentemente? – ele coçou a cabeça num sinal de perplexidade. Parecia mesmo inocente, mas será que era natural? Será que a srta. Granger tinha algum plano por trás disso? Será que ele era mero joguete nas mãos de uma garota sagaz que usava seu charme para induzi-lo a participar dessa trama? Não sabia, não queria e ao mesmo tempo queria saber, precisava saber.

Hermione estava sentada de fronte a lareira esperando pela chegada de Snape. Durante todas as noites naquela semana, ele viera até a sede da ordem, fazer companhia a ela, conversar sobre livros e mesmo apenas ficar em silêncio, observando as achas crisparem. Sabia perfeitamente que depois de decorridas duas semanas não era mais necessário continuar com a farsa do namoro engodo. Todas as pessoas que se relacionavam com eles, e mesmo as que somente os conheciam socialmente sabiam do envolvimento. Obviamente ninguém iria se surpreender quando soubessem do rompimento, pois na opinião geral era impossível alguém em sã consciência agüentar a companhia de Snape por muito tempo.

Um leve farfalhar fez com que Hermione percebesse que Snape chegara. Como todas as noites, ele lhe daria um leve beijo e sentaria na poltrona a seu lado.

- Boa Noite! – ela falou sorrindo, enquanto ele se acomodasse.

- Olá, srta. Granger- respondeu polidamente.

- Acho que temos um assunto importante para tratar.- ela fechou o livro que estivera lendo e virou seu rosto na direção do recém-chegado.

- E qual seria? – ele franziu as sobrancelhas desconfiado de que o momento que tanto temia, o final do namoro engodo havia chegado.

- Bem, - ela evidentemente procurava as palavras certas- faz duas semanas que estamos sustentando este namoro, professor.- ela suspirou, mas sabia que tinha que fazer isso, não poderia mantê-lo atrelado a uma historia que ela elaborara baseada numa mera casualidade- Creio que esta na hora de..

- Entendo! – ele baixou os olhos em direção a lareira- Acho que seria conveniente inventarmos uma mesma história, para não haver nenhuma distorção de informações- ele parecia frio e metódico. Já que era para acabar que fosse em grande estilo.

Hermione não acreditava mesmo que ele fosse dizer algo diferente disso. Era serio demais para tal.

- O ideal- continuou ele- seria que você me deixasse por algum motivo que você ache melhor, fica a sua escolha. Não será difícil dizer que não é possível me aturar ou qualquer amenidade neste gênero- ele comentou com seu tom de voz mais gélido.

- Como o senhor achar melhor- ela limitou-se a concordar.

Depois passaram a elaborar os detalhes do rompimento, tudo com uma precisão cientifica, como se estivessem elaborando uma poção conjuntamente.

Na saída, não era mais preciso encenar nada. Fora uma convivência pacifica e feliz que durara o tempo pré-programado para tal. Apenas isso! Quando Hermione, levemente tristonha foi abrira porta, foi surpreendida pela mão gélida de Snape em seu rosto. Era um toque frio, mas suave, e ela fechou os olhos tentando aproveitar ao máximo aquele momento. Para Snape, o rosto dela era quente, tranqüilo, até de uma tranqüilidade e docilidades comoventes. Surpreendeu-se com o fato dela ter fechado os olhos. Porque faria isso?

A tentação de beija-la foi mais forte que ele, e isso que Snape era um homem cujas emoções demoraram para aflorar, mas quando surgiam nada poderia detê-las.

Hermione ainda de olhos fechados, sentiu os lábios dele colados nos seus, e dali surgiu um beijo quente, cheio de paixão, de desejo, daqueles que não se quer que termine jamais.

No final do beijo, ela abriu os olhos, inquirindo diretamente um par de olhos negros como a noite que estavam de fronte a ela.

Snape limitou-se a sorrir e a beija-la novamente, com mais intensidade do que na primeira vez.

Na manhã seguinte possivelmente Molly Weasley, caso entrasse no quarto de Hermione, veria lá o professor Severo Snape, porém desta vez, diferentemente da outra, não teria sido por mera casualidade.

FIM