SAILOR MOON ZODIAC

O nascimento da nova Lua crescente

Agosto de 2000 – Tóquio

A mansão Kido estava agitada aquele dia. Há um bom tempo que Saori selecionava as melhores alunas da cidade para uma aula sobre Grécia e mitologias diversas.

Ela cansara de fazer as vezes do avô, Mitsumasa, que apoiava torneios de luta mundo afora e agora centrava a cultura e alegria. Tudo culpa do que o destino fizera.

"Sua morte não será em vão, sua morte não será em vão!"

As palavras ecoavam desde a morte de Seiya, o bravo guerreiro da constelação de Pégaso, seu primeiro e único amor. Até a falida Guerra Galáctica, Saori vivia num mar de rosas, que viu desabar aos poucos. A morte do rapaz a fizera cair num abismo, o da tristeza. Ela, que se encontrava na poltrona vermelha do salão de negócios até o momento, se levantou e seguiu até um retrato de Seiya.

Ele estava no Parthenon. O vento suave fazia sua franja dançar ao ritmo da brisa, um sorriso simpático e maroto e ele, encostado na sua Caixa de Pandora. Estava tão lindo, pensou Saori. Agora lhe tomara conta da mente, uma raiva.

"Seu idiota! Por que não foi embora quando mandei? Podias agora gozar da paz que temos. Eu podia me virar sozinha!" – Saori pegou um vazo e ameaçou jogar no retrato – "Idiota! Não sabe a falta que faz!" – parou. Imaginou o que Seiya faria naquela hora. Certamente seguraria seu braço e lhe pediria para acalmar um pouco. Sentiu alguém tocar seu ombro.

"Seiya?" – e virou-se rapidamente. Não foi a figura de Pégaso que viu, e sim, Hyoga e logo atrás Shun, ambos preocupados com Saori.

-Tudo bem com você? – perguntou Cisne, achando estranha a reação da mulher a sua frente.

-Está, só me alterei um pouco...

Parou um pouco, observando os dois cavaleiros. Estavam ali, agora, adultos. Quando tudo aconteceu, eram adolescentes. Ela lamentara a sorte deles, tão novos e tendo de ser tão maduros, enfrentando as mais dolorosas e violentas batalhas para segurança de Atena, ela mesma, e toda humanidade. Já foram uns 13, 14 anos, agora eram homens feitos. Hyoga era recém-casado, fazia um mês apenas. Shun vivia num chove não molha com June: ora queria casar, ora não. Ikki sumira há seis anos e não dava notícias. Shiryu havia se casado cinco anos antes com Shunrei e vivia na China, mas atualmente estavam como visitas os dois na mansão.

-De fato, sentimos falta dele. Todos nós. – disse Shun, adivinhando o que se passava com Saori. Ela se incomodou um pouco e abaixou o retrato e disse cheia de confiança:

-Vamos! Temos um trabalho a fazer!

Os dois cavaleiros assentiram e junto com sua deusa, saíram da sala.

As jovens estavam no salão principal. Havia umas 50 meninas. Todas entre 14 e 16 anos. Entre elas, Kiara Hongo e Yui Kashiwara, duas amigas de infância. Kiara observava a decoração greco-romana da casa encantada. Era uma jovem razoavelmente alta, cabelos castanho-escuros presos a um rabo-de-cavalo que mais parecia um coque alto de bailarina e corpo não tão belo. Não como Yui, que apesar de baixa, tinha um corpo de modelo. Esmeraldas brilhantes no lugar de olhos, cabelos loiro em escova, só a franja não obedecia a regra ditada pelos cabeleireiros.

-Ouvi dizer que os assistentes da Sra. Kido são homens lindos, mais parecem deuses! – comentou Yui.

Sem olhar para a amiga, Kiara respondeu com um sorriso tão lindo quanto seus os olhos castanhos que tinham:

-Para mim, vale mais a aula que admirar homens belos.

Yui bateu de leve na cabeça da amiga, ao estilo "Pedala, Robinho".

-Sua CDF, bobona, pare um pouco com os livros e admire o que há a sua volta!

Kiara ia responder, quando, algo pareceu chamá-la e como que em transe, seguiu para um corredor. Yui ia segui-la, mas nessa hora, Hyoga chamou as alunas e o instinto "paty" fez ela seguir o belo ser a frente.

A menina Hongo estava em frente a uma porta travada por computador. Deu-se um curto-circuito e a porta abriu. Ao entrar, o transe acabou e Kiara voltou a si e começou a admirar o local. Haviam 10 caixas grande com desenhos curiosos. Olhou algumas: uma trazia em seu relevo um busto de mulher acorrentada, outra, um cisne, outra, uma cabeça de dragão. Kiara se achava na sala chamada "Ala das Armaduras", onde as armaduras de bronze ficavam.

-Oh!

Kiara viu no centro da sala, um cetro dourado. Era o Báculo de Niké, a companheira da deusa Atena, Saori Kido. Sem saber disso tudo, Kiara passou a observar de perto o reluzente objeto. Não resistiu, tocou no cetro. Um poderoso cosmo surgiu e do cetro saiu um broche dourado e rosa e a jovem não soltava mais o cetro e sem tirar a mão, ajoelhou-se adormecida. Seu cosmo despertara... e o de Niké, após 8 anos, surgiu novamente.

Shiryu estava no telhado da mansão, curtindo uma suave brisa, há tempos, Tóquio não era a mesma cidade de sua bagunçada adolescência. Já naquela época, era uma cidade poluída, mas não como agora, fizeram Dragão vir a capital do Japão, não por gostar da cidade, e sim, pelos amigos. Estava sossegado, quando sentiu os cosmos, um conhecido, outro não. Ele desceu rapidamente e seguiu até onde sentira. Hyoga pediu a Shun que protegesse Saori, já que ambos sentiram cosmo tão diferente e ficaram preocupados.

No caminho, Cisne e Dragão se encontraram. A porta não abria. O curto que abriu, também a lacrou. Eles arrombaram a porta. Viram uma jovem grudada ao cetro e ao adentrarem a sala, mão deixou de segurar o Báculo e ela tombou, deitando de costas, sem sentidos e foi socorrida pelos cavaleiros.

-O que houve com ela? – perguntou Shiryu.

-Talvez ela tenha ativado Niké. – disse Hyoga, olhando para Shiryu com um ar preocupado. – Talvez seja o prelúdio de uma nova batalha, Shiryu.

Apesar de não repararem, suas expressões tornaram-se assutadas. Não tinham medo de enfrentarem os inimigos outra vez, mas o pêsame de Seiya em seus corações e a angústia de outra batalha mortal... Agora que viviam em paz! Shiryu percebeu que Hyoga sentira o mesmo temor que ele e tentou dissipar aquele ar sombrio.

-Não Tiremos conclusões precipitadas, pode ser também um bom sinal. Vamos leva-...

Kiara acordara. Apesar de tudo o que houve, quando perguntaram o que aconteceu, ela disse não lembrar.

-Qual é a sua escola e seu nome? – perguntou Hyoga tirando do bolso uma relação de nomes.

-Hongo, Kiara Hongo. Escola Eterna Primavera.

-Está se sentindo bem, Hongo? – perguntou Shiryu.

-Estou, não se preocupe, senhor... – respondeu com um tímido sorriso no rosto.

Kiara se sentia tonta, mas sabia que algo aconteceu de diferente.

-Bom, pelo você não é uma bicã... Kiara Hongo, seu nome está aqui! – disse Hyoga com um sorrisinho de brincadeira. Kiara pareceu não gostar da brincadeira e por um curto, mas curto espaço de tempo, e sem saber, ela demonstrou o seu cosmo. Hyoga e Shiryu reconheceram o cosmo. Seja lá quem Kiara era, eles não podiam tirar decisões precipitadas...

-Vou leva-la até onde se encontra sua colegas, Hongo. – assim dizendo, Cisne deu seu braço como um cavalheiro e junto com Shiryu, saíram e levaram a jovem até o salão onde estavam as alunas e Saori.

-Kiara! Deus, onde você estava? Saiu tão de repente! – gritou histericamente Yui, e dando uma risada ao apoiar sua mão no ombro da jovem desaparecida – se foi ao banheiro se arrumar, por que não me chamou?

Kiara se irritou com a brincadeira e empurrou com a amiga.

-Nem eu sei o que aconteceu, e quer brincar com coisa séria, Yui Kashiwara?

-Desculpa, amiga... Mas que tu tava estranha, você estava. Saiu muda, como se algo lhe tomasse...

Hyoga, Shiryu e Shun escutavam atentamente a conversa e se entreolharam pensando que ali podia estar um deus maligno como houve com Eiri e o próprio cavaleiro de Andrômeda ou algo bom, que eles não conheciam. Tão logo o cosmo de Niké apareceu, ele também sumiu, completa e misteriosamente...

A noite caiu, tão bela e estrelada como poucas em Tóquio.

-O que está te incomodando?

Uma pergunta séria e rara, que saia da sorridente Shunrei. Mesmo não podendo sentir a cosmo energia carregada de preocupação do marido, ela sabia que Shiryu estava tremendamente preocupado.

-Não é nada, Shunrei.

-É sim! Senão, por que estaria sendo tão teimoso assim comigo?

Os dois se encaravam num certo ponto até frios. Até Shunrei começar a demonstrar uma expressão triste.

-Não me diga... Não me diga que você...

-O que é que está pensando? – indagou Shiryu, com uma cara de certo modo engraçada.

-Depois de tanto tempo, depois de 14 anos? Você não vai lutar, vai? De novo não!

Shiryu sabia que este era, não somente dela, mas o maior temor de todos os seus entes queridos. Shiryu sentou-se ao lado da esposa e a abraçou, fazendo com que ela encostasse sua cabeça enquanto acariciava a cabeça.

-Eu não sei, Shunrei. Sentimos o cosmo da deusa da vitória de novo mas ele desapareceu da mesmo forma que voltou. Talvez seja um sinal bom, ou um sinal ruim. Sou apenas um mortal, quem sou eu para dizer o que vai acontecer?

-Shiryu, mas o que VOCÊ acha? – perguntou Shunrei, que se segurava para não chorar de preocupação, enquanto observava os azulados olhos de seu grande amor.

-Espero que signifique o fim das batalhas. Não suportaria ficar longe de você de novo, Shunrei.

Depois da resposta, Shunrei não se desabou em lágrimas, porém, dois pequeninos fios de água verteram de seus pequeninos olhos chineses.

A noite também chegara na casa dos Hongo. Kiara estava na janela de seu quarto observando as estrelas. Sentia nelas um poder, um destino.

"Ah, estrelas! Que digam o que me aconteceu. O que me escreveram?"

Ela saiu dali e deitou-se na cama. Tão logo se cobriu com a manta e cai no seu devaneio.

Ela acordou caída no chão de mármore e olhou a sua volta. Vielas gregas. Ela foi andando até chegar num templo numa montanha, que parecia ter um monte seguido. No alto lia-se "Aries" e ela entrou. No recinto, viu uma escultura dourada que parecia um carneiro. Viu chegar perto dela um rapaz belo. Olhos azuis claros e um cabelo dourado como a armadura. Um leve tom bronzeado e um "terceiro olho" na testa completavam a feição da figura aqui descrita. Ela se assustou com a presença do ser a sua frente. E sorrindo desconcertado, o rapaz perguntou-lhe:

-O que aconteceu, senhorita Helena?

-Helena? – foi aí que Kiara viu-se dentro de uma veste grega branca como neve.

-Helena, sacerdotisa pessoal da senhora deusa Atena. Não me reconhece?

Kiara encarava o rapaz. Ele pensando que Kiara brincava com ele, sorriu em meio a gargalhadas.

-Helena, sou eu, Erino, o cavaleiro de Áries.

-Hã... Ah, sim, Erino... Áries. – Kiara fingia entender o que o tal de Erino falava.

-Atena te chama lá em cima, em seu templo. – e apontou para a saída da casa.

Kiara seguiu o caminho, passando por todas as casas. Em cada uma, viu belos homens e esculturas douradas, até chegar a sala de Atena.

A deusa lá estava, no trono e voando ali perto, algo que parecia ser uma fada de asas de pássaros. Ela se levantou, parecendo não se incomodar com a proteção que tinha.

-Kiara, finalmente chegou. Não é fácil deixar uma memória flutuando entre as estrelas, mesmo para uma deusa.

-Você é realmente a deusa que está escrita nos livros de história? – Kiara não podia deixar de se espantar.

-Kiara, você é reencarnação de minha serva, a sacerdotisa Helena. Como destino, você se torna uma guerreira. Vês esse broche em seu ombro, que no mundo real está em seu uniforme?

-Sim. O que é?

-O broche sagrado de Sailor Moon Atena, a minha sacerdotisa.

Nessa hora a fada chegou perto dela e rapidamente se transformou no cetro que a jovem vira na Ala das Armaduras. Kiara se lembrara o que houvera naquela hora que os homens a salvaram. E então, a fada voltou ao normal.

-Sou a deusa da vitória, Niké. Muito prazer. Não se preocupe, a sua intuição lhe guiará!

Kiara deu uma risadinha ao ver o jeito simples que a deusa falava. Atena caminhou até ela, mortal Kiara.

-Peço que me salve agora. Acorde e vá a mansão Kido. Para se transformar, diga "Pelo poder de Atena, transformação!" e no inimigo atire sua tiara. Agora vá!

Kiara sentiu cair no nada e acordou em seu quarto. Saltou de sua cama e vestiu uma roupa simples, mas que permitisse que saísse na rua. Pulou a janela do quarto com o broche grudado no lado esquerdo da camiseta. Direção leste, à casa de Saori Kido, a deusa Palas Atena!

-E então, verme, alguma notícia da "Essência de Atena"? – uma voz de mulher jovem gritava em meio à escuridão. Um terrível monstro nojento e ajoelhado ante quatro figuras femininas que a escuridão não permitia ver seus rostos, mas nem preciso ver era para saber que estavam nervosas e agitadas. O monstro aqui dito parecia uma gosma vinda das profundezas do esgoto, e para não deixar os leitores enojados, não seguirei com a descrição da criatura. Imaginem se quiserem o resto da "pessoa" monstruosa.

-Hoje senti uma cosmo energia poderosa numa casa "aaassiiim" de grande – o monstro abriu os braços em cruz, demonstrando o tamanho da casa.

-Huh, uma mansão, quer dizer? – disse outra jovem.

-É, é sim, maaaaansão...!

-Quero que vá lá e investigue. Se sentir a presença da essência tire do corpo do infeliz e nos traga! Tem 3 horas ou terá a cabeça destroçada, Monstro Geléia Negra!

-Sim, sim, senhoras, trago o que querem! – o monstro saiu correndo, não querendo perder um segundo só do prazo mortal.

-Não acha que foi dura demais com ele? – disse uma quarta voz, implicando com a terceira. Esta prontamente lhe respondeu:

-Se quiser ser destruída pela chefa, siga em frente, sendo boazinha com todos nossos servos... – e saiu para a profunda escuridão.

"Como vou entrar lá? É cheio de segurança!" – Kiara roia as unhas de nervosismo. Entrar numa mansão cheia de seguranças e câmeras... Parecia loucura, mas tinha que arranjar um jeito!

-Calma, menina, tenha calma. – a voz longa e suave de Atena ressoavam na sua mente. – Transforme-se, e de certo modo, conseguirás coisas incríveis!

Kiara voltou-se para trás rapidamente, esperando ver os glaucos olhos da deusa, mas tudo que viu foi a casa que ficava de frente a mansão, dona da árvore que se escondia. Teve a idéia de usar uma máscara feita na aula de Artes e sair correndo enquanto se transformava. E fez, correu em direção ao portão e um dos seguranças assustados informou a casa.

-PELO PODER DE ATENAAA, TRANSFORMAÇÃO!

Uma poderosa luz envolveu Kiara e ao se desfazer como a neblina, viu vestida com um colan branco e do centro, um laço rosado de onde saiam aquele tecido que fica nas costas dos marinheiros, em tom azul-marinho. Uma saia de mesmo tom, botas da cor do laço, luvas com a beirada no braço da cor da bota de cano longo e uma "coleira" rosada no pescoço. A tiara dourada com uma pedra no centro completava o visual de Sailor Moon Atena!

Kiara sentiu-se mais leve, solta... e rápida. Saltou sobre os muros e ganhou a casa, que entrou quebrando uma janela e se escondeu num canto esperando os guardas passassem.

Com os barulhos de cacos caindo, Hyoga, Shiryu e Shun acordaram num relance e saíram de suas camas quase que voando. Sailor Moon ia entrando. O poder impedia que quem a conhecesse, visse outra pessoa vestida naquela fantasia. Foi o que ocorreu, pois Shiryu deu de cara com a nossa heroína.

-Quem é você? – ordenou Shiryu.

-Sou Sailor Moon! Sou uma guerreira de Atena, mais que isso, sou também a sua sacerdotisa! Algo maligno está tentando atacar esta mansão.

-Você é uma amazona? Onde está sua armadura.

-Armadura? Viajou? – indagou inocentemente Kiara.

-Se você é uma guerreira de Atena, prove: CÓLERA DO DRAGÃO!

Kiara se esquivou. "Não creio que este cara seja o inimigo. Seus olhos, vejo a chama da justiça em seus olhos" e pensando foi, enquanto se desviava de outro golpe causado pelo cavaleiro.

-Se estás do lado da justiça, não penso em lutar contra ti, senhor. – gritou Kiara, num ato de tentar entrar num acordo com o santo de Dragão.

-Nunca ouvi falar em guerreiras de categoria "sailor" que não usa armaduras. Apesar de que conheço você de algum lugar, menina... – ao terminar a frase, Shiryu começou a encarar a jovem e por fim terminou – Mas talvez, seja apenas engano.

Os outros cavaleiros chegaram e vendo Kiara perguntaram quem ela era. Shiryu lhe contou o que a menina dissera.

-Para superar a segurança de alta tecnologia daqui ou tem que ser muito bom ou tem quer ter poderes especiais. De fato, chances de ser uma guerreira de Atena ela tem. – expressou-se Hyoga.

-Eu não sei o que vai atacar, mas Atena me avisou num sonho. Cabelos castanhos, levemente encaracolados e olhos verdes como o mar. – disse Sailor Moon – Disse que no sonho viajei no passado.

-Assim diziam ser a aparência de Atena no passado... – conclui Shun, e olhando para os colegas termina a sentença – ela fala a verdade.

Sailor Moon de repente saiu correndo, e os cavaleiros a perderam de vista. Ela subiu até o quarto de Saori, onde ela dormia tranqüila, quando...

-Sim, é a essência, é ela sim! – algo nojento e asqueroso repetia feliz da vida, enquanto tragava algo que parecia ser a alma de Saori.

-Pare agora mesmo! – disse uma sombra na porta do quarto

-Quem é você? – gritou assustado o monstro-geléia.

-Sou uma guerreira do amor e a justiça. E está na hora de ser castigado! – andou um pouco para a luz do luar vindo da gigante janela revelar sua identidade. – Sou Sailor Moon Atena, e vou castigar você em nome das estrelas e da deusa Atena! – e finalizou, apontando para o monstro.

-S-Sailor Moon? – gaguejou o monstro – uma sailor?

-Largue ela!

-Gosma ácida! – ele lançou o ataque.

-Estrelas de Atena. – e um monte de estrelas desciam das mãos de Sailor Moon e aos poucos enfraquecia o monstro.

-Deixe-me viver, deixe-me viver. – implorava o monstro sendo destruído.

-Ainda não terminei – retirando a tiara da testa, ela posicionou-se e se preparava para atacar – MOON TIARA, ATACK!

O monstro se desfez. Saori acorda e olha para Sailor Moon assustada. Sailor Moon consegue enxergar Atena nos olhos daquela mulher. Respeitosamente se ajoelha e se levanta em seguida.

-Durma em paz novamente, Saori Kido, a senhora Atena. Lembre de mim, Sailor Moon, sua eterna sacerdotisa. – assim dizendo, Kiara se lança pela janela, pouco antes dos cavaleiros chegarem.

-Está tudo bem, Saori? – perguntou afobado Shiryu.

-Sim, uma nova guerreira nasceu, banhada pelo luar. Não temam, meus cavaleiros, a luta não é de vocês agora. Pelo menos, por hora.

Os cavaleiros nunca tinham visto nos 14 anos que se passaram Saori com um olhar sereno e feliz como agora, como se por um só instante, se esquecesse de Seiya. Junto com ela, os guerreiros também sorriram, sob o luar prateado da Lua cheia daquela noite.

Continua...

PREWIEW

Yui é a melhor amiga de Kiara. E no fundo da alma possui um trauma. Ela enfrentará seu destino em "O novo brilho da Antares", uma nova guerreira nascerá e ajudará Sailor Moon Atena. Se você fosse não perdia! "GODESS ATHENA, HELP ME, MAKE UP!"

Miri's Comments: Hello, my friends! Pobre de mim e minha mente: um fanzine, duas fics e mais uma em conjunto! Ninguém merece, né? Junte isso ao um 1º Colegial em que sua mãe pega no pé sem parar! Fazê o quê, né? Medeia, essa fic em "lonjura" ta no seu gosto? Espero que sim, afinal, aposto que se eu der só o primeiro capítulo pra uma amiga ler, ela me mata: no Word deu sete folhas! Não sei se vai continuar tão longa, minha mão dói sem parar... Demorei uns três dias pra escrever, mas tá bom... Espero que goste e em breve vou colocar figuras. Uma curiosidade da fic é que a cada tempo a protagonista muda, até chegar num ponto que uma vai dominar, Kiara é que não! Se descobrirem qual é a minha fic favorita vocês matam de certo modo qual Sailor há de ter prestígio! Beijocas para vocês amigos e amigas!