Disclaimer: FMA não me pertence e sim a uma adorável vaquinha que atende pelo nome de Hiromu Arakawa !...se me pertencesse teria muito mais cenas de Royai .

A/N: este conjunto de fanfics tem como tema o Royai 100 themes que são 100 temas escolhidos por fâs do casal Roy Mustang/Riza Hawkeye, cada capitulo vai ser composto de um tema, e na sua maioria serão crônicas, oneshots e songfics. vou tentar postar um tema por semana, sempre as sextas feiras de preferência. espero que vocês gostem !!! Spoiler do mangá, mas nada muito grave .


1# - Military Personell

Se você perguntasse a Jean Havoc como foi seu primeiro dia de serviço sob o comando do coronel Mustang ele certamente afirmaria que foi umas das situações mais constrangedoras de sua vida, não por causa de alguma piada, brincadeira de boas vindas ou algo do tipo, mas simplesmente pela sensação que o escritório do coronel lhe causava.

Sendo o segundo subordinado a ser colocado sob as ordens do então Tenente Coronel, Havoc não imaginava que se sentiria como um jovem cadete que foi designado para subtituir um oficial que se aposentou, não que este fosse o caso, mas a sensação certamente era a mesma. Aquela sensação de estar invadindo, espiando, tentando se incluir em um ambiente no qual não se pertence, como um aluno novo que acabou de ser transferido, esse era a melhor maneira de descrever o que Jean sentiu naquele dia.

Tudo parecia fazer parte de uma rotina, como se as duas outras pessoas que trabalhavam lá fizessem isso a anos, não havia discussões e as conversas eram raras - o silencio quase o deixou maluco durante as primeiras semanas - Tudo parecia se basear em uma troca de olhares e gestos, e por um momento Havoc ponderou se não haveria mais entre o Tenente Coronel e a 2ª Tenente do que estes deixavam transparecer, por dias ele tentou detectar sinais que pudessem deixar escapar algo mais: Um gesto, um sorriso, até mesmo um olhar, um fragmento de conversa, mas nada saia fora da conduta militar; E a idéia logo foi empurrada para o fundo da memória com a chegada dos outros subordinados que iriam trabalhar sob o Coronel: Breda, Fury e Falman.

Não havia mais longos silêncios constrangedores, e o tempo agora era gasto em apostas, conversas e risadas ao invés de procuras por sinais incriminadores.

A intimidade e familiaridade que antes transpirava somente entre o Mustang e Hawkeye se estendeu entre todo o grupo e os sinais antes evidentes e suspeitos sumiram, afinal uma familia havia se formado e a amizade criava laços fortes que muitas vezes impediam que as suspeitas se aprofundassem e a rotina com suas horas monotônas permitia que pequenos detalhes passasem despercebidos. Só havia um momento em que essa harmonia era quebrada e de repente todos os subordinados com exceção de Hawkeye se sentiam excluidos; Por ironia do destino isso acontecia durante as visitas do Tenente-Minha-Elysia-Não-é-uma-Gracinha-Coronel Hughes.

A relação entre os três era algo estranho de se explicar, Havoc tinha a impressão que as brincadeiras do Tenente Coronel sempre significavam mais para Mustang e Hawkeye do que para o resto deles, mas mesmo isso não era suficiente para que o resto do pessoal notasse algo diferente entre os dois, não que ele ficasse reparando é claro, era só um fato que passava por seus pensamentos algumas vezes.

Mesmo assim havia uma aposta secreta entre os 4 subordinados, apesar de ninguém nunca ter obtido prova alguma que Mustang e Hawkeye viviam algum tipo de caso, nenhum deles era insensivel e não mais de uma vez dinheiro foi arrecadado na caixinha de apostas em relação a esse assunto - lógico que sempre discretamente, afinal nenhum deles queria morrer tão cedo e acima de tudo prejudicar ambos os superiores, a lei contra fraternização era levada a sério no quartel.

Se você perguntasse a Jean Havoc se, após anos tentando entender a relação entre seu dois superiores ele finalmente tinha chegado a alguma conclusão, a resposta seria um sim. Se você perguntasse qual conclusão era essa ele apenas diria "tenha uma péssima memória" e com um sorriso irônico sairia assobiando com seu cigarro apagado pendurado nos lábios.

Na verdade Havoc tinha muito a agradecer ao seus hábitos de fumante e sua péssima memória que o impediram de ir embora aquela noite sem seu isqueiro favorito.

Já passava das oito quando Havoc se deu conta que havia esquecido seu isqueiro no escritório, despedindo-se dos outros companheiros no bar apressou-se a voltar ao quartel antes que os escritórios fossem fechados para a noite; Sob o escritório de Mustang era possivel ver um fino facho de luz, a porta entre aberta, nenhuma surpresa para Havoc, as horas extras do Coronel eram habituais, assim como da Tenente Hawkeye.

Assim que se aproximou da porta, viu o Coronel e a 1ª Tenente se aprontando para ir embora, algo parecia ligeiramente diferente e a curiosidade ganhou a batalha contra sua conciência, e Havoc continuou observando das sombras os dois vultos no meio da sala. Até que a surpresa o paralisou, seu cigarro caiu esquecido no chão enquanto um belo palavrão escapava de sua boca, o que obviamente não passou despercebido ao casal a sua frente. Se alguma vez Jean Havoc se sentiu tão perto da morte esse foi o momento, antes que sua mente pudesse registrar qualquer coisa seu isqueiro foi jogado em sua direção enquanto uma agitada Tenente e um Coronel lhe desejavam boa noite, Havoc apenas os seguiu com os olhos, não deixando de notar o olhar sério de Mustang em sua direção - ao contrário do que ele imaginava aqueles olhos não continham raiva ou ameaça, era um olhos que passavam confiança, um pedido que Havoc não hesitou em aceitar - o segredo estava guardado.

O que ele havia presenciado foi um simples gesto, não foi um beijo, sexo ou juras de amor, mas mesmo assim revelou mais do que qualquer uma dessas ações.

Um gesto simples e uma troca de palavras foram o suficiente para que todo o mistério fosse descoberto.

Um gesto como o toque de duas mãos, Roy afastando uma simples mecha de cabelo do rosto da 1ª Tenente, olhos fixos no dela enquanto essa perguntava se ele estava pronto para ir para casa. Ao mesmo tempo tão simples e tão intimo que foi capaz de trazer de volta toda aquela sensação de constragimento que ele não sentia a anos, um gesto que o fez se sentir uma criança espiando algo que não deveria.

Somente mais tarde as palavras de Riza iriam fazer sentido ... vamos para casa...uma simples frase que implicava muito em tão pouco..e naquele instante Havoc sentiu-se impotente diante de tudo aquilo, de um lado havia ganho a batalha contra ele mesmo, havia provado a existencia de algo mais entre os dois, mas a cena não o deixava feliz, ele não sentia pena...nenhum deles merecia ser motivo de pena, ambos tinham escolhido seus caminhos por conta própria, mas a cena diante dele era triste e pela primeira vez ele realmente desejou ter algum poder dentro do caminho que ele havia escolhido, o poder de fazer algo que realmente mudasse leis militares.

Os motivos que o faziam seguir Roy Mustang pareciam ficar mais fortes, sua incrivel confiança no Coronel, no homem que realmente poderia mudar esse país se juntavam agora também a vontade de poder fazer feliz duas das pessoas que mais importavam, que eram a sua familia.

Se você perguntasse a Jean Havoc o que o motivava a seguir o Coronel Mustang e sua fiel Tenente Hawkeye ele diria que um dia isso o tornaria rico.

Afinal, a aposta estava ganha; E por um momento ele se sentiu estúpido por nunca ter reparado durante todos esses anos que os pequenos gestos estavam lá: Em um toque das mãos, na presença dela sempre dois passos atrás, no olhares disfaçados dele, na horas extras durante a noite, nos olhos cheios de sentimento da suposta rainha do gelo, nos encontros disfarçados do alquimista...

Eles sempre estiveram lá ele apenas aprendeu a procurá-los corretamente.

De repente...As píadas do Tenente Coronel Hughes passaram a fazer muito mais sentido.

Fim


A/N: Espero que tenham gostado !!! Por Favor façam o dia da autora feliz e deixem uma Review, criticas, comentários, sugestões e elogios são sempre bem vindos, aproveitando para pedir deculpas caso o formato do texto esteja estranho, meu word não quis cooperar .

obrigado a todos que leram ! até sexta que vem