Disclaimer: Naruto e Little Pieces não me pertencem.

Aqui está, Little Pieces é escrito por O.o Kaoru-chan o.O, originalmente em espanhol, mas os curtas são tão fofos que eu não resisti e trouxe para vocês. O link do original está no profile.

Little Pieces

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Ascensor

Elevador

Desafio de jisse kawai

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- Estás irritada? - perguntou o belo jovem, avançando pelas ruas de Konoha, uma pequena cidade perto de Tóquio.

A garota de cabelos róseos o olhou com o cenho franzido e apressou o passo, deixando o rapaz umas quantas passadas atrás. O jovem Uchiha suspirou cansado. Por que sempre a deixava irritada? Por que sempre tinha de ser tão frio?

Meneou a cabeça e apressou o passo para alcançá-la.

- Sakura – chamou-a, quando alcançaram a entrada de um edifício.

Ignorou os gritos entusiasmados das estudantes ao seu redor, apenas se limitou a olhá-las fixamente muito, mas muito feio; e o único que conseguiu foi que as garotas sorrissem mais abertamente – se isso fosse possível.

O jovem Uchiha maldisse chamar tanta atenção. Voltou a vista para a garota de madeixas rosadas, que pareceu não levar muito bem os chamados de atenção do atrativo jovem, ao dar meia volta e avançar até o elevador.

- Sakura! – voltou a chamar, mas, desta vez, mais alto. A garota de cabelo róseo voltou a ignorá-lo enquanto chamava o elevador e esperava impaciente. Já estavam aproximando-se quando a recepcionista se acercou com um enorme sorriso no rosto.

- Senhor Sasuke Uchiha – chamou com uma voz sexy... ou uma tentativa de sê-la – tenho uma chamada para você.

- Não posso agora – grunhiu, tentando mover-se até o elevador. Tinha tempo, a caixa de metal ainda estava no quinto andar.

- Mas ele diz que é importante, Sasuke-sama – insistiu a recepcionista, fitando de canto de olho a jovem rósea, que parecia irritada. Voltou a mirar o rapaz em frente a si e tomou-o pelo braço – Pode ser um assunto que não requer demora, Sasuke-sama. Por favor, atenda-o – disse, enquanto o arrastava até a mesa de recepção, uns quantos passos mais atrás.

Sasuke observou Sakura, podia notar sua irritação crescente. Sabia que era ciumenta, cada vez que uma mulher o chamava, geralmente, passados cinco segundos o resgatava. Sendo assim: 1... 2... 3... 4... 5... 6?

Está bem, estava muito irritada.

E o elevador já chegava ao segundo piso; melhor apressar-se com o telefonema.

- Sasuke Uchiha – grunhiu quando atendeu.

- Hey! Teme, como vão as coisas com a Sakura-chan? A deixastes irritada? Está chorando? Olha, que, se ela estiver chorando, vás te ver comigo! Estú--

- Dobe – Sasuke girou os olhos e mirou Sakura. O elevador chegada ao segundo piso – Para que me chamastes? – perguntou, impaciente.

- Quero saber se já te arranjastes com a Sakura-chan e se vens amanhã à festa, teme – respondeu Naruto.

- Idiota – grunhiu Sasuke, quando entendeu que a chamada não tinha nem um grama de importância. Desligou e olhou de uma forma intimidadora a recepcionista, dizendo-lhe claramente – Afasta-te antes que eu me irrite.

A recepcionista deu uns passos para trás, assustada; e Sasuke deu meia volta para ver como Sakura entrava no elevador e apertava um botão para que as portas se fechassem.

- Demônios – resmungou enquanto corria até as portas metálicas.

- Senhorita – disse uma freira, que também estava no elevador, vendo como Sakura apertava o botão repetidamente para que as portas se cerrassem e como Sasuke corria – Creio que esse homem quer pegar o elevador.

- Não se preocupe, irmã, ele merece ir pelas escadas – respondeu, com um sorriso, Sakura.

- Oh.

Afortunadamente para Sakura e desafortunadamente para Sasuke, as portas se fecharam antes que ele pudera evitá-lo. O último que viu foi um sorriso satisfeito da jovem rosada.

- Merda – maldisse Sasuke, golpeando as portas brilhantes e metálicas.

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Sakura se despedia, com um sorriso, da irmã, no sétimo andar; foi, quando as portas se abriram, que viu o jovem Uchiha, com a respiração acelerada em frente a ela.

Surpresa com a sua velocidade, não pode articular nenhuma palavra, mas não deixou passar o modo como ele se ficava bem assim... agitado.

Sasuke cortou o contato visual e olhou a irmã em frente a ele.

– Se importaria, irmã? – disse, avançando um passo, fazendo Sakura retroceder no processo.

- Não, claro que não, filho – acrescentou a mulher, com as bochechas levemente coradas, saindo do elevador.

As portas se fecharam atrás dela; e ficaram apenas Sasuke e Sakura ali.

Ela recuperou a compostura e cruzou os braços, com o cenho franzido e olhou para outro lado, ignorando, novamente, Sasuke.

Ele, cansado daquele comportamento, a encurralou, tomando-a pelos ombros, na esquina do elevador. Ambas mãos nos lados da cabeça da garota, impedindo a saída.

- Não me ignores – disse-lhe simplesmente, fitando-a diretamente nos olhos. Ela deixou seu estado de surpresa de lado, já havia se acostumado aos movimentos bruscos de Sasuke. Sempre a encurralando em algum canto.

- Mereces – disse entre dentes, devolvendo-lhe o olhar. Verde versus negro.

- Droga, Sakura, chega de estupidez.

- "Estupidez"? "Estupidez"?.! – voltou a repetir mais alterada – Pois, a mim, não me parece uma estupidez, Uchiha-san – remarcou Sakura, irritada – Mesmo que, claro, sempre se deve fazer o que o grande Sasuke-sama queira – bufou exasperada.

- Te disse que não confiava em Itachi! – vociferou irado. Seu irmão sempre lhe tirava tudo. O respeito de seus pais, a honra do clã, o posto de presidente na empresa... o primeiro lugar em tudo!

Não ia deixar que ficasse com Sakura.

Isso não.

Jamais.

- Não – disse Sakura, quieta – Não confias em mim - seu tom de voz era baixo, quando seus olhos cortaram o contato visual, e seus ombros passaram a tremer. Tudo aquilo era um sintoma de que Sakura ia chorar. Com seus dedos, traçou o contorno de seu rosto, até o queixo fino, onde o levantou. A princípio, ela demonstrou resistência, mas logo ao escutá-lo dizendo seu nome, se deixou levar.

O par de olhos verdes cristalinos lhe devolveu o olhar. Suas lágrimas corriam com liberdade sobre suas bochechas; e Sasuke teve que fazer um grande esforço para fazê-la ver que não era assim e, é claro... para não tomá-la e fazê-la sua naquele lugar.

- Sakura – disse-lhe lentamente - Não suporto a idéia de que possas achar meu irmão melhor que eu. Ele já levou tudo o que uma vez eu quis, meus pais, honra... os primeiros lugares em tudo. Não posso suportar que também fique com o que eu mais quero, não quero que fique contigo.

Mais lágrimas caíram pelos orbes verdes.

- Baka,... eu te amo. Jamais te deixaria – disse entre soluços, suas mãos fizeram o caminho até seus olhos tentando secar as lágrimas, mas foi em vão.

- Obrigado – disse ele.

Sakura levantou a vista. "Obrigado? Obrigado pelo quê?". Abriu a boca para perguntar quando Sasuke aproveitou esse momento para cobrir os lábios dela com os seus; para que, com sua língua, recorresse cada uma das curvas da boca feminina.

Sakura não pensou duas vezes para responder seu beijo, e rodeou seu pescoço com suas mãos; brincando com os cabelos, escuros, na nuca. Sasuke, animado pelos movimentos dela, colocou suas mãos nas bochechas úmidas, acariciando-a, estreitou seu corpo contra o dela e aprofundou o beijo, reclamando um possessivo e violento.

Podia sentir como seu peito subia e baixava sob seu corpo, como suas mãos se aferravam a ele com força, como seu corpo subia de temperatura, como se apertava contra o dele, buscando mais contato.

Sasuke deixou uma mão vagar por suas curvas, até entrar por sob sua camiseta. Acariciando seu estômago e subindo e subindo... até chegar ao seu sutiã.

Perdeu qualquer autocontrole, quando a escutou gemer no beijo, assim que a acariciou em um seio.

Fariam ali mesmo.

- HU-HUM!

- Hu? - disse Sakura, perdida; enquanto Sasuke olhava para trás, irritado, disposto a matar quem se havia atrevido a interrompê-lo.

Na porta do elevador, havia um grupo de freiras, algumas olhando-os com desaprovação, com o cenho franzido, e outras – mais jovens – com as bochechas coradas. Sakura, ainda mais avermelhada que elas, não sabia se era pela situação ou pelo bem que ele ficava quando estava agitado. Atrás delas, os olhos verdes puderam avistar a boca aberta da recepcionista e as mesmas colegiais fitando-a com inveja.

Sakura sorriu com prepotência, "Ele é meu".

No exato momento em que a que parecia ser a freira de mais alto grau de importância abria a boca para falar, Sasuke a interrompeu.

- Peguem o outro elevador – disse cortante e se afastou de Sakura apenas o suficiente para apertar o botão que fechava as portas automaticamente.

Sakura pode ver a cara vermelha de fúria da freira superior antes das portas se cerrarem. Não teve tempo de analisar a situação antes que os lábios de Sasuke voltassem a atropelar-se com os seus. Ele se separou um pouco, para deixá-la respirar, e, com um sorriso no rosto, disse-lhe com um tom de voz que reservava apenas para ela:

- Onde paramos?

Os lábios femininos tornaram a dobrar-se em um sorriso, enquanto ela colocava as mãos ao redor de seu pescoço, grudando-se a ele e beijando-o novamente com toda a paixão que sentia.

Esta vez, não lhe incomodava recomeçar.

O original está no capítulo 14, próximo ao fim.

Caso queiram fazer um elogio pessoal à escritora, ficarei contente em transmitir o recado n.n'

Beijos, abraços e moranguinhos com chocolate \ò.o