Domo pessoal

Cá estou para lhes apresentar minha mais nova fic, que compõe a 'Saga de uma nova vida', iniciada em Troca Equivalente. Já tem algum tempo que estou com essa historia na cabeça, mas desde que comecei a trabalhar, meu tempo se reduziu drasticamente, então, acabei adiando o lançamento dela.

Luthier – A Melody to Dream, é o reflexo de um dos meus grandes sonhos, sempre morri de vontade de escrever algo sobre musica e acima de tudo, sobre essa profissão maravilhosa que é o Lutherismo.

No decorrer da historia vocês vão entender melhor sobre o que se trata. Essa fic é também um prólogo para Vale das Flores, eu sei que falei isso sobre Isadora também, mas muitas das coisas que aconteceram em 'De volta ao Vale das Flores', será explicado aqui.

Aqui vocês serão apresentados a uma jovem impetuosa e perspicaz que vai mudar para sempre a vida de um espectro, que achava que aquela, seria apenas 'mais uma' missão.

Boa Leitura a tudos e Ju, espero que goste.

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Luthier – A Melody to Dream.

By Dama 9

Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Juliana é uma criação minha, como um presente especial para uma grande Ficwriter, a Kaliope, autora da fic Galácticas na Grécia.

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Capitulo 1: You are one in a million!

Eu tenho procurado por aquela pessoa especial

I've been looking for that special one

E eu tenho estado procurando por alguém para dar o meu amor

And I've been searching for someone to give my love

E quando eu pensei que toda aquela esperança havia ido embora

And when I thought that all the hope was gone

Você sorriu, e eu fui até onde você estava

You smile, there you were and I was gone

.:: A História Dentro da História::.

Sorriu docemente enquanto andava pelo largo corredor, nunca pensou que um dia deixaria de sentir frio ao passar por ali, embora todas as paredes fossem sombrias e o ambiente muito triste, seu coração enchia-se de alegria e felicidade a cada vez que os cruzava em direção daquela sala.

Aquela cujos querubins renascentistas pareciam dançar entre as paredes e ele lhe esperava, com aquele sorriso que dava apenas para si e aquele olhar, que muitos achavam inexpressivo, até mesmo ela pensara assim por muito tempo, mas agora, conseguia enxergar com perfeição o brilho apaixonado que emanava deles e que fazia seu coração se aquecer.

A porta abriu-se antes mesmo que a tocasse, sorriu ao vê-lo na sacada, fitando os Elíseos com um olhar perdido, como se sua mente estivesse longe. Aproximou-se a passos lentos e sorrateiros, como se quisesse pega-lo de surpresa, mas mal postou-se a suas costas ele virou-se.

-Pensei que não houvesse notado minha presença; ela falou com um sorriso de menina.

-Jamais deixaria que passasse despercebida por mim, mi lady; ele falou estendendo-lhe a mão num gesto suave.

-Em que estava a pensar? –Cora perguntou, apoiando a mão sobre a dele, mas o mesmo, para sua surpresa, puxou-a para seus braços, prendendo-a em um abraço apertado.

Assustou-se com essa repentina atitude, não fora um gesto brusco, apenas, sentira algo diferente vindo dele quando o mesmo lhe abraçou. Aquilo seria saudade? –ela se perguntou confusa, instintivamente apoiando a cabeça sobre o ombro dele, sentindo os orbes marejarem em antecipação.

-Preciso lhe contar algo; Hades começou, deixando os dedos de uma das mãos correr com suavidade pelas melenas negras.

-O que é? –ela perguntou contendo um soluço.

Detestava aquelas conversas naquele salão, nenhuma das vezes que conversaram ali havia sido um assunto agradável. Se bem que da ultima vez, se aquilo não houvesse acontecido, jamais estariam juntos; ela pensou.

-Em breve uma guerra vai se iniciar; o imperador falou, tentando não preocupa-la, mas desde que a abraçara, traíra-se completamente.

-O que quer dizer com isso? –Cora perguntou, erguendo parcialmente a cabeça.

-Que irei reencarnar no corpo de um mortal e lutar contra Athena; Hades explicou, embora houvesse sentido o coração se partir ao ver lágrimas amargas correrem pela face acetinada da esposa.

-Por quê? –ela perguntou respirando fundo.

-Isso já foi decidido há algum tempo; ele falou vendo-a se afastar. –Cora, por favor; o imperador falou tencionando se aproximar.

-Porque você tem sempre essa mania de decidir sozinho as coisas? -a jovem falou esquivando-se do toque dele. –Desde aquele dia, eu prometi a mim mesma que jamais me arrependeria da decisão que tomei em ficar a seu lado, porque lhe amo, mas às vezes me pergunto se você sabe que estou realmente ao seu lado; ela falou fitando-o seriamente.

-Cora;

-Porque você age como se a minha opinião não importasse e por isso, nem perde tempo em me perguntar algo, ou comentar comigo o que decidiu, antes de faltar um minuto para acontecer? -ela exasperou com ar decepcionado.

-Cora, isso foi há muito tempo e...; Hades tentou se explicar, mas foi em vão, a jovem o cortou, erguendo a mão para que ele se calasse.

-Só volte a falar comigo, quando gravar bem em sua cabeça que sou sua esposa; a jovem falou dando-lhe as costas. –E não um dos espectros que lhe obedecem sem questionar;

Passou a mão nervosamente pelos longos cabelos negros, suspirando pesadamente, maldita hora que tomara aquela decisão de entrar naquela guerra, mas já estava feito e não voltaria atrás, por mais que doesse; ele pensou, mais uma vez deixando que o orgulho se colocasse como prioridade em sua vida.

.I.

Luthier... Sim, um Lithier é um artista, desde a Idade Média, o Luthier era aquele que dava vida aos sonhos, levava através dos sons que extraída dos instrumentos que confeccionava, sentimentos as pessoas.

Tocando-lhes os corações com poucas notas ou peças completas, ser um Luthier era como um dom transmitido a poucos, os mestres escolhiam a dedo seus pupilos, porque alem de confeccionar, teriam de ter as mãos perfeitas para manusear aquela obra de arte.

Desde muito cedo desenvolvera essa paixão por musica clássica e pela profissão que aprendera com o avô. Não eram todos da família que gostavam de ouvir Vivaldi, Beethoven, Bach, Wagner e Mozart a paixão de sua vida, pela história e pelo talento.

Todos esses mestres que passaram pela Europa e foram imortalizados no mundo todo pelas melodias, peças e operas que compuseram e faziam seu coração vibrar extasiado e os orbes castanhos brilharem maravilhados ressaltando ainda mais, os finos riscos dourados contidos neles.

Deu um baixo suspiro, olhando o braço cujos pêlos haviam se eriçado completamente, alguém poderia lhe chamar de doida. Mas queria excitação maior do que estar no meio daqueles concertos, no teatro municipal, ouvindo a nona sinfonia de Beethoven ser tocada de maneira tão vibrante e envolvente que fazia a todos tremerem, ou até mesmo Don Giovanni de Mozart sua grande paixão.

Lutar contra fantasmas do passado, as lembranças do que poderia ou não ter sido por sua própria negligencia. Ainda se perguntava como seria estar presente na época que aquela opera fora encenada pela primeira vez.

Como desejava por ter visto Mozart regêla em meio a tantas pessoas, refletindo toda sua dor pela perda do pai, mas ainda tendo aquele fogo queimando em seu olhar, pela paixão que tinha pelo que fazia.

Ele era o melhor e sabia disso. Não havia quem o negasse; a jovem pensou suspirando, balançando a cabeça levemente para os lados, agitando os finos fios avermelhados. Lá estava ela novamente sonhando acordada em frente aquele teatro.

Quem sabe um dia poderia tocar ali; ela pensou, ajeitando a alça do grande estojo de couro em suas costas. Era melhor se apressar, o tempo estava fechando e tinha que fazer aquela entrega entes de voltar para o ateliê.

-o-o-o-o-

Fechou ainda mais a gola do sobretudo, céus, como aquele lugar conseguia ser tão frio? Saia de um inferno quente, para entrar em um gelado; ele pensou, sem conseguir reprimir a ironia da situação.

-Droga de lugar; o jovem de longas melenas azuladas quase violeta resmungou, praguejando intimamente quanto ao fato de ter sido literalmente 'obrigado' a aceitar aquela missão, ou teria de bancar a babá de Atreu.

Ainda se perguntava quem aquele moleque puxara, Lady Cora era uma pessoa tão calma e pacifica que duvidava que havia sido ela, agora o imperador, definitivamente não fora ele. Ah sim! Zeus. Havia se esquecido de que ele era avô e tio do pequeno ao mesmo tempo. Então estava explicado de quem o garoto puxou o ar espevitado.

Só pedia, tomara que as Deusas do Destino tenham permitido que só essa característica houvesse sido herdada do avô. Porque certamente, Lorde Hades não iria gostar nada-nada de ver o moleque com menos de dez anos, fazendo suas primeiras 'Bacanais' particulares com as ninfas de Thanatos; o jovem pensou, passando a mão nervosamente pelos cabelos.

-Ôh vida difícil; ele suspirou, enquanto atravessava a Champs Élysées.

Tanto lugar para ir parar, mas não, haviam-no mandado justo para Paris; o cavaleiro pensou lembrando-se de que não seria nada mal fazer uma visitinha a terra natal.

Andou mais um pouco, parando em frente a um café, ouviu uma melodia ecoar porta a fora e não pode deixar de voltar-se com curiosidade para o lugar.

Não era nada muito pomposo, era simples, mas bastante requintado. Pensou em entrar, mas não conseguiu se mover, sentia a mente simplesmente voar com aquela melodia, era como se o mundo houvesse simplesmente parado.

-"O que esta acontecendo comigo?"; Aiácos se perguntou, nunca fora de apreciar musica erudita, mas aquela fazia com que simplesmente esquecesse de tudo.

Viu através de uma porta de vidro, alguém tocando dentro do café. Mal notou que agora seus pés tomavam vida própria e o levavam para dentro do estabelecimento. Sentou-se em uma mesa vazia e viu em um canto do salão uma jovem compenetrada tocando um violino clássico.

Ela parecia tão compenetrada ao fazer aquilo, que aquele momento poderia ficar congelado em sua mente para sempre, como o dia em que vira um anjo descer a Terra e lhe enfeitiçar com aquela melodia celestial; ele pensou seguindo atentamente os movimentos da jovem, ao tocar as cordas com o arco e fazer até as paredes vibrarem de emoção.

-Deseja algo, monsieur? –uma simpática garçonete perguntou, aproximando-se da mesa que estava.

-Uhn? –Aiácos murmurou voltando-se para ela, só agora a notando ali.

-Pardon, não queria atrapalhá-lo; ela falou apontando para a jovem que encerrava a melodia e preparava-se para guardar em um estojo de couro o violino.

-Tudo bem; ele balbuciou, balançando a cabeça levemente para dos lados.

Uma sirene, era a única explicação para justificar o poder que aquela jovem tinha ao manipular a melodia e todos ao seu arredor daquele jeito. Ouvira dizer que sirenes usavam a voz falando ou cantando para enfeitiçar as pessoas, mas nunca pensou que houvesse exceções para isso, ao utilizar instrumentos musicais; ele pensou.

-Deseja algo? –a garçonete tornou a perguntou, chamando-lhe a atenção.

-Um chá, por favor; o cavaleiro pediu maquinalmente, mesmo porque detestava chá, só pedira para fazê-la lhe deixar sozinho.

-Um momento; ela falou numa breve reverencia se afastando.

Voltou-se para a jovem que agora conversava com um senhor de certa idade, ela parecia bastante empolgada ao falar, mas isso não era o que mais lhe chamava a atenção e sim aquele sorriso, tão acolhedor e aconchegante que sentiu o tempo parar a sua volta novamente.

Se ela era uma sirene, os mortais ainda não haviam se dado conta disso; ele pensou, contendo um suspiro. Céus, será que existia algo para combater aquele tipo de sensação? –Aiácos se perguntou, sentindo um estranho frio tomar conta do estomago.

Ela gesticulava abertamente, sorrindo ao falar de alguma coisa que apreciava muito, porque seus olhos brilhavam. Outra coisa, ela não era francesa, sempre ouvira dizer que Europeus fossem mais recatados, então, ela deveria ser estrangeira; o cavaleiro concluiu fitando-a atentamente.

-Aqui está, monsieur; a garçonete falou, chamando-lhe a atenção.

-Obrigado; ele falou contrariado por ser interrompido em sua análise novamente.

-Com licença; ela falou se afastando-o, deixando-o a sós com aquela xícara de chá; ele pensou torcendo o nariz enojado.

Voltou-se para a violinistas, mas surpreendeu-se ao não vê-la mais ali. Olhou para todos os lados, vendo-se sozinho no café. Deixou algumas moedas sobre a mesa, o suficiente para pagar e sobrar para a gorjeta e deixou rapidamente o lugar.

Olhou para todos os lados da rua, mas não a viu em lugar algum, passou a mão nervosamente pelos cabelos. Deveria ter sido só uma ilusão, era impossível que existisse alguém como ela; o cavaleiro tentou se convencer de que estava apenas sonhando acordado, o que era bastante atípico de si.

Apertou a gola do sobretudo novamente no pescoço, suspirando, teria que continuar procurando enquanto fosse necessário, precisava encontrar logo o que procurava antes que o imperador inventasse de mandar alguém para lhe 'ajudar'.

.II.

Alongou os braços para cima, enquanto subia as escadas, um sorriso bobo formou-se em seus lábios, mais um trabalho bem feito. Agora só precisava descansar um pouco e voltar ao trabalho dali à uma hora; ela pensou, enquanto retirava o casaco, pendurando-o de qualquer jeito no corrimão da escada, enquanto seguida para seu quarto.

-o-o-o-o-

Sentou-se em um dos bancos que rodeavam aquele jardim ao pé da Torre Eiffel, com ar cansado, andara o dia todo e não conseguira resolver o que precisava; ele pensou, jogando a cabeça levemente para trás recostando-se melhor no assento, enquanto via as barras de aço erguerem-se acima de si.

Um ótimo projeto de engenharia; o cavaleiro pensou, acompanhando com o olhar, barra por barra, até perder de vista a ponta da torre, que estava bem longe de seu campo de visão.

-Tia um palhaço, olha só; ele ouviu uma voz infantil falar animada, possivelmente arrastando alguém para um canto da praça onde um grupo de palhaços se apresentava.

Depois da Itália, aquela era a cidade das artes, certamente antes de ir, iria assistir alguma apresentação do Cirque du Soile, ir a Paris e não assistir uma apresentação deles, ou até mesmo deixar de visitar o Senna no pôr-do-sol, era a mesma coisa de jamais ter pisado na Cidade Luz.

-Monsieur, cuidado; ouviu uma voz aflita falar.

Ergueu a cabeça para ver com quem era, mas logo sentiu uma bola acertar-lhe contudo na cara, mal teve tempo de fechar os olhos.

-Pardon, monsieur; uma jovem falou aproximando-se dele correndo.

Passou a mão em frente aos olhos vendo que nada acontecera, a bola não era tão pesada, por isso só seu orgulho fora ferido; Aiácos pensou, vendo o brinquedo rolar no chão, havia se esquecido que no fim de tarde algumas crianças iam com os pais brincar ali.

-Tudo bem; ele falou agitando a mão levemente, para afastar quem quer que fosse se aproximar.

-Tem certeza? -uma jovem de melenas vermelhas perguntou, segurando-lhe a mão e afastando-a da frente de seus olhos, para poder ter realmente certeza de que ele falava a verdade.

-Já disse q-; Aiácos parou ao deparar-se com um par de orbes castanhos e intensos sobre si. –"A sirene";

-Ficou um pouco vermelho; a jovem falou sem notar o olhar chocado dele. Tocou-lhe o topo da testa com a ponta dos dedos e ouviu-o resmungar algo se afastando.

-Eu estou bem; ele falou levantando-se.

A jovem fitou-o seriamente, fazendo-o desviar o olhar incomodado, detestava aquele tipo de pessoa que parecia enxergar até o mais fundo de sua alma, apenas com um olhar.

-Tia; um pequeno garotinho falou escondendo-se atrás da jovem, fitando temeroso o cavaleiro.

-Desculpe monsieur, ele não teve a intenção de acertá-lo; Juliana explicou, passando a mão suavemente pela cabeça do garotinho. –Vamos, desculpe-se; ela falou, voltando-se para o menino.

-Pardon, monsieur; ele falou com a voz tremula diante do olhar impassível do cavaleiro.

-...; Aiácos assentiu silenciosamente, enquanto olhava de soslaio para a jovem.

-Bem, com licença; ela falou, puxando o menino consigo enquanto se afastava.

-Um momento, mademosele; o cavaleiro falou, fazendo-a estancar e virar-se. O menino afastou-se correndo para brincar com as outras crianças, deixando-a ali.

Um pesado silêncio caiu sobre os dois, encararam-se por alguns minutos e o tempo novamente pareceu ser congelado.

-Eu poderia saber seu nome? –ele perguntou hesitante.

A jovem ponderou por alguns segundos, olhando-o desconfiada, para por fim responder.

-Kaliope; foi à única coisa que ela disse antes de dar-lhe as costas e afastar-se.

-A bela voz; ele murmurou vendo a silhueta esguia afastar-se aos poucos de seu campo de visão.

Uhn! Então não estava sonhando; ele pensou com um sorriso matreiro formando-se em seus lábios.

-Acho que essa estadia aqui não vai ser tão ruim assim; Aiácos murmurou antes de voltar a andar pelas ruas parisienses.

.III.

Respirou fundo, andando em círculos pelo grande salão de seu templo. Já passara mais de vinte e quatro horas e nada daquele idiota lhe dar algum retorno informando sobre a missão.

-Mestre Minos, algum problema? –uma voz cordial soou atrás do juiz que foi obrigado a parar de andar.

-Lune, me diga que aquele idiota já deu algum sinal? –ele perguntou voltando-se para o espectro de orbes violeta.

-Nenhum ainda, senhor; Lune respondeu. –Quer que mande alguém até lá?

-Não, é melhor esperarmos; Minos falou suspirando cansado, maldita hora que mandara aquele irresponsável sair em missão, se bem que, o pobre Atreu não merecia Aiácos como baba; ele pensou.

-Tio Lune; ouviu-se uma voz infantil ecoar pelo templo.

-Ah não; Lune murmurou suando frio.

-O que foi? –Minos perguntou, vendo o espectro correr se esconder atrás de seu trono.

Não houve resposta por parte do cavaleiro, mas logo um garotinho de mais ou menos quatro anos de cabelos negros e vivos orbes verdes apareceu com uma bola na mão, correndo para dentro do templo.

-Tio Minos, viu Lune, ele prometeu que iria me ensinar a jogar aquele negocio de humanos? -o pequeno perguntou quase tropeçando nos próprios pés devido a corrida.

-Futebol Atreu, aquele esporte se chama futebol; o juiz corrigiu pacientemente.

Todos os dias pela manhã, agradecia os céus pelas Deusas do Destino terem feito aquele garoto puxar toda a amabilidade da mãe, porque um outro Hades, só que em miniatura, não seria fácil agüentar; ele pensou.

-Futebol; o menino repetiu, como se guardasse a palavra. –Então, tio Lune prometeu que me ensinava; ele falou fazendo beicinho por ver que o espectro desaparecera.

-Vem aqui; Minos chamou, abaixando-se até o joelho tocar o chão e ficasse na mesma altura que o garoto.

O menino olhou para os lados e se aproximou com ar curioso, viu Minos fazer um sinal para que ficasse em silêncio e em seguida apontou o trono, onde podia-se ver perfeitamente uma mecha prateada para fora do esconderijo.

Atreu abriu um largo sorriso, assentindo ao compreender o que o Minos lhe mostrava. Acenou, enquanto se afastava.

-MESTRE MINOS; uma voz esganiçada ecoou por todo o salão.

Minos voltou-se com um olhar furioso para Marquino que entrava correndo no salão. O espectro estancou no mesmo lugar empalidecendo.

-Perdão mestre; ele falou com a voz tremula.

-Espero que tenha um bom motivo para justificar esse escândalo; Minos falou com um olhar literalmente de gelar o inferno.

-Aiácos mandou noticias; ele avisou.

-Finalmente; o juiz falou, suspirando aliviado.

-ACHEIIIIIIIIIIIII;

Os dois quase deram um pulo ao ouvir a voz de Atreu ecoar pelo salão, assustando até mesmo Lune em seu esconderijo.

Fitou a cena com a sobrancelha instintivamente se arqueando, era uma pena que não tivesse uma filmadora, seria bastante interessante registrar uma cena daquelas; Minos pensou, balançando a cabeça levemente para os lados.

Continua...


Domo pessoal

O capitulo chega ao fim, mas antes de ir, gostaria de agradecer a minha grande amiga Margarida, que me ajudou com seu faro de repórter investigativa, para que eu tivesse o material necessário para fazer essa fic.

Muitas surpresas estão por vir, espero sinceramente que gostem.

Um forte abraço...

Já ne...