Capítulo I: Um Dia Normal

Higurashi Kagome, essa sou eu. 17 anos. Linda e inteligente, resumindo eu sou a garota mais popular do colégio. Faço o terceiro ano do ensino médio. Todos os garotos me olham com luxúria. Metades das garotas me veneram, Metades das garotas me odeiam. É bom ser popular. Mas odeio isso. Odeio me fingir de patricinha, odeio viver com minhas unhas pintadas. Mas, apesar de me fingir de patricinha existe uma coisa que patricinhas são e eu não aceito e mim mesma: Metidez. A coisa que mais abomino em alguma pessoa. Mas o engraçado, é que mesmo eu e minha melhor amiga, Rin, não sendo metidas ainda somos as garotas mais populares da escola. É muito engraçado ver as patricinha convictas tentando ser mais populares que nós.

Olho-me no espelho e faço uma careta, eu preferia estar de calça, mas por me fingir de patricinha tenho que usar essa saia. Eu realmente fico bela nessa roupa. Mas eu não me sinto confortável como na minha calça de couro preta. Amarro meus cabelos negros que vão até a metade de minhas costas em um rabo de cavalo. Uma maquiagem simples, sombra branca em cima de meus expressivos olhos azuis, rímel transparente, lápis fraco, e nada de batom, meus lábios são rosados naturalmente. Pego meu material e saio do meu quarto.

Eu não tenho namorado. Não tenho tempo para isso, e isso faz qualquer pessoa pensar em como uma garota rica que só estuda não tem tempo para um namorado? Meu segredo toma muito meu tempo.

Quando desço as escadas dou de cara com minha mãe.

- já vai para a escola, filha? – perguntou-me ela.

- sim, okaa-san – okaa-san mesmo, eu moro no Japão.

- lembre-se que o Kouga vai estar esperando-a as sete horas – acho que minha mãe acha que eu me esqueço disso.

- ele sempre me espera há essa hora, todo dia – relembrei.

- eu sei, então boa aula, e não faça nada que eu não faria! – minha mãe sempre repetia essa frase para mim, acho que é um mantra. Mas no momento tenho que me apressar para ir para a casa de minha amiga Rin! Sai andando para casa dela, ao chegar bati na porta. Rin pulou para fora me dando um susto, típico dela.

- ai Rin, que é isso! Você deve adorar me ver nessa situação! – exclamei. Era mentira, não me assustava era só para tirar onda mesmo.

- ta bem, ta bem! Mas agora vamos – me pegou pelo braço e começou a me puxar. Nada típico de uma patricinha, mas quem disse que somos? Só fingirmos ser, é primordial para meu disfarce.

Ao avistarmos a escola, mudamos nossa postura, eretas, elegantes, sorriso no rosto. E conversinhas fúteis. Ao entramos logo o namorado de Rin, Kohaku, veio em nossa direção deu um beijo demorado em Rin. Eles eram extremamente apaixonados. E isso me felicitava. Mas naquela manhã eu não estava afim de segurar vela, saí andando em direção ao pátio. Retribui sorrisos, até mesmo para os novatos, eu gosto mais deles do que dos veteranos, os veteranos são muito esnobes. Mas para estragar meu dia, quem eu encontro na minha frente? Isso mesmo. ELE! Inuyasha, o cara mais popular da escola, inteligente e de porte atlético, o sonho de toda a garota. Menos o meu!

Aquele cara é um saco, somos inimigos desde muito tempo, é nos encontrarmos e o bate boca começa. Muitas garotas me recriminam por causa disso. Afinal que garota em sua sã consciência não gostava daquele Deus de olhos violetas? Palavras delas, não minhas.

- olha só, você veio, e eu sonhando pensando que passaria um dia sem ver a sua cara! – ele me falou, como sempre zombeteiro.

- essa piada já está velha! – reclamei – mas bem que passar uma semana sem ver a sua cara iria ser uma benção!

- e depois eu que tenho as piadinhas velhas! Me poupe, Kasome, tenho mais o que fazer – eu sabia que ele errara meu nome para me enfurecer.

- desde que suas atividades não entrem no meu caminho, Inu-Kun, por mim tudo bem – eu insisto em chamá-lo de Inu-kun, eu sei que ele odeia esse apelido, ele me olhou com cara de poucos amigos.

- ah não! Minha próxima atividade é tirar nota maior do que você naquela prova de hoje – ai que cara chato, eu também estava cansada de quase todas as minhas notas serem iguais as daquele asno.

- vai sonhando, sonhar é de graça – eu respondo indo em direção ao meu armário.

- pode apostar, e você sabe disso melhor do que eu não? – ele falou indo em direção do armário dele que por injustiça do destino era ao lado do meu.

Só uma magiquinha, juro que não vou fazer novamente. Afinal o bom de ser uma maga era isso, poder fazer magias. Apontei o dedo disfarçadamente para o lugar onde Inuyasha pisaria logo após e sussurrei uma magia fácil:

- urau! [água – uma poça de água se fez onde Inuyasha pisou, ele escorregou para trás e caiu de bunda, eu olhei para trás com preocupação fingida, mas quando vi ele massageando as nádegas dei uma gargalhada e me virei para pegar meus livros no meu armário. E quando estava tirando minha mão de dentro do armário a porta, como que por magia se chocou em minha mão. Dei um gritinho e soltei o livro balançando os dedos. Eu tenho certeza que deve ter alguma maga admiradora do Inuyasha na escola. Pois toda vez que brigamos coisas estranhas aconteciam. Ele riu de mim. Peguei o livro no chão e sai andando em direção a minha sala. Quando entrei ouvi assobios, gritinhos e até mesmo garotos fingindo enfartes, sorri agradecida, e me sentei em meu lugar. Inuyasha logo entrou suspiros eram tudo que podiam ser ouvidos. Garotas inúteis. Balancei a cabeça e vi de relance Inuyasha sentar em seu lugar, que era exatamente o contrário do meu. O professor entrou e começou a dar aula.

Na verdade eu sou uma pessoa diferente da maioria. Sou uma maga, ou bruxa se quiserem chamar assim, só não chamem a mim ou a meus colegas de "profissão" de mágico, pois é o pior insulto que você poderia proferir para um bruxo. Mágicos são aqueles humanos normais que fazem aqueles truques ilusionista e os outros aplaudem entusiasmados. Nós não somos assim. Escondemos nosso dom ao máximo. Minha maior surpresa mesmo foi quando descobri que podia fazer magias. (N/a: não vou colocar flash-backs, pois eu os odeio!) Quando tinha oito anos, eu estava indo para a escola, um cachorro apareceu na minha frente e tentou me atacar, não sei como fiz, mas uma barreira protetora em volta de mim apareceu. Fiquei assustada, minha mãe viu tudo e me falou que algumas pessoas da família eram magas. A história é longa então não vou dar detalhes. Mas em um certo dia um homem de seus dezoito anos, olhos azuis e cabelos negros, apareceu em minha porta, e disse que queria conversar com minha mãe. Passaram horas conversando no escritório da minha casa. Quando terminaram a conversa eles me chamaram, e explicaram que todo mago tinha que passar por um treinamento. E quando meu instrutor resolvesse que estava pronta iria me considerar uma maga completa. Esse homem que conversou com minha mãe se apresentou como Kouga, ele era o escolhido para ser meu instrutor. Iria me ensinar dia após dia como usar magia. E eu sei que o dia em que me tornarei uma maga completa estava muito próximo.

O toque indicando troca de professores me tirou do devaneio. A professora de geografia e sua voz enjoada entraram na sala. Começou com seu típico "olá, Meus Amores" aquele cumprimento irritante era demasiado chato. Mais duas aulas se passaram. E o toque indicando o intervalo foi muito entusiasmado para mim. Sai o mais rápido possível da sala, para encontrar Rin, que não estuda na mesma sala que eu.

- olá – dei os três beijinhos no rosto dela, três beijinhos que não agüento mais distribuir por aí. Mas como disse antes esse comportamento é importante.

- Cadê o Kohaku? – perguntei para Rin.

- ficou na sala de computação, disse que tinha eu fazer uns slides! – ela me respondeu sorridente, Rin era a única pessoa na escola que eu revelei meu segredo – que horas que o professor vai dar a nota daquela prova que vocês fizeram, a que você e o Inuyasha estão competindo?

- na última aula! – era irritante esperar tudo isso.

- torço para que não dê nota igual novamente – Rin riu (N/a: desculpem gente essa foi horrível).

- eu também, mês passado foi um recorde, só duas matérias que as notas não foram iguais – realmente era chato ter suas notas iguais a de alguém, e ainda mais seu inimigo considerado – mas agora que tal comprarmos nosso lanche? – fomos à direção da fila. Alguns garotos cederam a vaga para nós.

- garotos idiotas, elas sabem se virar sozinhas! – falou uma pessoa atrás, os garotos olharam raivosos para a pessoa que tinha falado isso, mas logo abaixaram o olhar ao verem Inuyasha.

- uma ficha de refrigerante e outra de salgado, dona Lin! – eu sorri para a senhora.

- é claro minha querida – ela era legal, e eu gostava muito dela. Fui para fila para pegar os pedidos. Ouvi quando Inuyasha falou:

- oi tia! Pizza e refri. – a mulher sorriu para Inuyasha, ele sorriu de volta.

- ah, Inu! E aí namorando muitas garotas? – falou dona Lin para ele.

- é o jeito, a senhora não quer casar comigo! – revirei os olhos, como é metido a don Juan!

Eu e Rin lanchamos. E fomos para a sala quando tocou o sinal. O professor já estava na minha sala, quando entrei.

Sentei-me e mal podia controlar a raiva, o Inuyasha realmente se acha o máximo. Bom, não posso negar que realmente ele não tenha motivos. É bonito, o capitão do time de basquete, tem uma inteligência rara, já recebera várias bolsas de faculdades importantes e até já ganhara muitos prêmios internacionais com criações de engenharia, e para completar a ficha agora que ele tinha 19 anos. Realmente uma sorte de invejar. Mas eu nunca reconheceria isso para ninguém.

E afinal a minha sorte não é muito diferente da dele. É difícil reconhecer, mas acho que às vezes não mereço tanta sorte do destino. Talvez seja um carma, receber muito agora por que algo de horrível me espera no futuro.

Quanto ao Inuyasha eu o conheço faz muito tempo. Desde quando me entendo por gente. Quando eu era pequena gostava dele. Mas uma colega minha, Kaguya, disse que ele vivia falando de mim pelas minhas costas. Daí por diante tomei-o como inimigo. Infantil eu sei! Mas não posso evitar.

O que me fez lembrar de Kouga que sempre dizia que raiva é para quem não sabe controlar seus sentimentos. Sabe, o Kouga não me ensina nesse ano. Nós voltamos quinhentos anos onde a magia era mais respeitada e ele me ensina lá. Mas, além disso, eu volto para um mundo paralelo, ou seja, o que eu fizer lá não altera a história do meu mundo.

E Toda vez que nós, magos, queremos nos reunir nos concentramos no passado. Em várias assembléias que estão espalhadas por Elpard, o nome dado para o reino onde existem os magos no passado do universo paralelo.

O sinal toca e o professor tão esperado por mim entra.

- Boa Tarde! – falou o professor de álgebra dois entrando.

- Boa Tarde – foi a resposta que demos para ele.

- vou entregar para você as provas de semana passada – ele informou, como se ninguém soubesse. Já estava ficando irritada com ele mexendo na bolsa.

- gente! Fiquem quietos enquanto vou pegar as provas na sala dos professores devo ter deixado lá! – ô professor esquecido. Inuyasha me olhou com cara de vamos-ver. Treze minutos de bagunça e balbúrdia. Era o sonho de todo aluno. Mas o que é bom, dura pouco, e logo o professor entrou na sala com várias folhas na mão. Depositou-as na mesa do professor, e molhou os dedos com saliva.

- Hanna! C+ - falou o professor estendendo a folha. – Giu! B-! ele falou intermináveis nomes. Até que chegou no de Inuyasha. – Inuyasha! A+! Parabéns! – ele olhou para mim vitorioso. O professor falou mais cinco nomes e falou – Kagome! A... – o professor estendeu a folha para mim, não podia acreditar, mas... - +! Parabéns! - completou, Inuyasha que já estava comemorando, parou.

- Ah, NÃO!- falamos juntos – outra nota igual!

Caramba se tivéssemos ensaiado não teria saído melhor.

- se acalmem e me deixem terminar! – o professor falou e continuou, eu e Inuyasha ficamos emburrados em nosso canto! Aquilo já estava irritando muito.

OooOooOooOooOooOooO

- Em casa finalmente! – falei me estendendo na cama, ah como era bom. Mas não tinha tempo para divagar. Tenho que vestir minha roupa e partir para 500 anos atrás, já era quase sete horas. Deixei meu cabelo como estava. Somente tirei minha roupa e vesti minha calça e minha blusa de couro preto. O conjunto era colado e maleável. Coloquei minha bota que era incrivelmente confortável. Peguei minha mochila amarela. E desci as escadas correndo.

- Tchau, Okaa-san! – gritei da porta, não tinha muito tempo. Kouga era incrivelmente pontual. Fui para uma espécie de cabana que protegia um poço velho. Olhei para trás para ver se alguém me seguia. Não tinha ninguém. Simplesmente ignorei as escadas. Pulei de onde estava caindo de cabeça no poço. Senti como se estivesse dentro de uma balde de água fria. Mas logo me vi dentro do poço, escalei com ajuda de algumas raízes que irrompiam da parede. Poderia facilmente usar magia, mas Kouga me aconselhou usar magia somente quando necessário, para não ficar dependente dela. Ao chegar lá em cima, vi meu belo instrutor me esperando, sorri e ele me sorriu de volta.

- olá Kouga-kun! – o cumprimentei.

- oi! – ele respondeu sempre fora um pouco monossilábico. O estágio em que eu estou da magia é o final. Já sei quase tudo. E agora só faltava aprender a invocar espíritos.

- então é hoje que eu vou aprender como invocar minha bisavó?- brinquei.

- não deveria brincar com uma coisa tão séria, é tanto que deixei para ensinar isso por último – ele me repreendeu o que acontecia normalmente, eu brincava somente para irritá-lo – e sim é hoje que você aprenderá o conceito, não a prática!

- por mim é melhor que nada!- reclamei.

- vamos começar? – nós fomos andando para uma cabana que usávamos para treinar – Kagome tenho que lhe prevenir para somente tentar invocar espíritos nos rituais de magia, nunca em outra ocasião, e a forma de invocá-los também será diferenciada. Alguns Espíritos não são facilmente convencidos de participarem, outros vêm por vontade própria, e é nesse ponto que um fator é primordial: fé!

- fé? – perguntei.

- sim – ele estava sendo monossilábico novamente – espíritos têm um tipo de sensor quanto a isso! Parecem saber o que nos abala. Talvez porque sabem mais que nós! Crianças por exemplo, não precisam de rituais para invocá-los, às vezes os próprios espíritos é quem fazem a comunicação. Mas por quê? A fé das crianças são inabaláveis, nem mesmo a realidade as fazem pararem de sonhar! De ter fé!

- entendo!

- Bom Que entenda por que a fé vai ser muito importante em seu caminho!

- Eu sei que sim! Eu sei que sim! – murmurei.

OooOooOooOooOooOooOooOooOooOOooOooOooOooOooOooOooOooOooO

Yo!

Como prometi para os meus amigos que leram minha última fic aqui está a fic que prometi que postaria nesse domingo! O primeiro capítulo (que tenho que reconhecer) está uma droga! Igualmente minha primeira fic. E não faz juz ao verdadeiro sentido da história. Espero que gostem dessa saga épica que estou escrevendo que relacionará magia, guerras e uma cultura desconhecida onde várias raças se estenderão ao longo do caminho!

Agora deixando de lado meu lado poético quero saber a opnião de vcs! O que acharam? (UMA DROGA!) segunda mente idiota! Será possível que ela ficará enchendo o meu saco em todas as minhas fics? Uhauahauhauha! Já não basta ela ficar me dando idéias para a história?

Um abraço e...

(como tradição)

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