O Mistério do Bilhete

By Marmaduke Scarlet

Disclaimer: James Potter, Lily Evans e o resto dos outros personagens pertecem a JK Rowling. O que é novo, é meu. Apesar disso, nada aqui tem algum fim lucrativo. Se eu quisesse ganhar dinheiro, estaria comprando ações, e não escrevendo : D


PRÓLOGO

"Há mais coisas entre o céu e a terra,

Horácio, do que sonha a tua vã filosofia".

- SHAKESPEARE

- Podem sair. – Todo mundo pega as suas coisas rapidamente e começa a sair rápido da sala. Junto as minhas folhas de anotações e as coloco em ordem, antes de dobrá-las e colocá-las dentro do livro de Transfiguração. – Com exceção da srta. Evans.

Eu congelo. O quê?

Tudo bem, Lily, não entre em pânico. Não é preciso entrar em pânico. Olho em direção à Madison, que supostamente é a minha melhor amiga, balançando a cabeça de um modo ridí a minha melhor amiga, balançando a cabeça de um modo ridpicculo e ignorando solenemente o Jason, que está tentando tirar a pena dele debaixo do pé dela sem a colaboração de Maddie.

Quando ele finalmente consegue tirar a maior parte da pena debaixo do pé dela, Madison bufa e bate o pé, para mostrar que está indignada com a minha falta de coragem grifinória, e acidentalmente (ou não), pisa na mão de Jason.

Eu também estou particularmente indignada com a minha coragem. Ela escolheu uma péssima hora para fazer as malas e partir para a Mongólia.

Espero pacientemente a turma inteira sair, Madison discutindo com Jason por causa da mão dele (aparentemente Maddie acha que não tem culpa nenhuma do ocorrido, a não ser, é claro, que foi o pé dela que pisou na mão dele, mas isso é apenas um detalhe), e então pego a minha mochila e vou até a mesa da MaGonagall.

Minerva MaGonagall é uma mulher elegante, cuja idade ninguém sabe. Tem cabelos escuros sempre presos num coque firme e ostenta uma expressão severa a maior parte do tempo. É a nossa professora de Transfiguração e merece todos os xingamentos que recebe dos alunos pelas costas, pois é, sem dúvida nenhuma, a mulher mais rude e sarcástica que já conheci. E eu gosto muito dela. Ela não acredita em fazer rodeios, diz que é cansativo. Com MaGonagall, nada de amenidades como "bom-dia, como vai?".

Ela não me diz nada, só me entrega o meu teste.

Nota: zero.

Fantástico, Lily. Simplesmente genial.

- Srta. Evans, esta nota é uma surpresa para mim. - ela diz, enquanto eu fico olhando para o papel, esperando que a resposta mágica para todas as questões irrespondíveis do Universo apareça ali. Droga, eu não deixei nenhuma questão em branco. Como é que eu consegui errar todas?

- Lily - ela diz, mais suavemente. - Se você estiver com algum problema pessoal que esteja prejudicando os seus estudos, eu ou qualquer outro professor estamos aqui para lhe ajudar, está bem?

Concordo com a cabeça, com uma vaga idéia do que ela está dizendo. Gárgulas Galopantes, todas as questões!

- Era só isso. Estude para o próximo teste. Você tem condições de recuperar essa nota.

- Está bem, professora. Obrigado.

Ainda com o teste na mão, saio da sala.

Madison não está me esperando, então vou fazendo o meu caminho até a Torre Norte sozinha. "É necessário que o bruxo ou bruxa que se transfigura em animal (não-humano) mantenha sua varinha durante a transformação. Justifique a afirmação". E a resposta genial da criança aqui: "Sim, é necessário, pois se não o bruxo ou bruxa corre o risco de perdê-la após a transformação".

Ai Merlin.

Uma porta bate à minha esquerda e eu, distraída com a minha fantástica inteligência, me assusto, pulo meio metro e, no processo, derrubo minha prova no chão.

Deixar a coisa no meio do corredor parece tentador, mas mesmo assim, eu me abaixo para pegar a prova.

Não é que eu não queira que ela suma, sabe, porque eu adoraria que ela sumisse para sempre, e junto com ela esse zero horroroso, mas... Deixar minha prova no corredor não parece uma boa idéia. Porque aí alguém pode achar e a minha vergonha será pública, o que torna a coisa toda ainda mais vergonhosa.

Pensando nisso, eu pego a prova. Então vejo uma coisa que não tinha visto antes.

Um pequeno pedaço de pergaminho dobrado, a alguns metros do lugar onde minha prova estava caída.

Olho o corredor. Está vazio, sem ninguém.

Não deveria pegar o bilhete. Não é meu.

Mas se é alguma coisa importante? O conteúdo de uma prova, por exemplo. Ou uma declaração de amor, que se for perdida, a pessoa que iria recebê-la nunca vai ficar sabendo? E se isso separar essas duas pessoas para sempre?

Não, eu não posso deixar isso acontecer.

Pego o papel e o abro.

É um bilhete. E que letrinha ruim, hein? Toda garranchada. Essa pessoa não teve aulas de caligrafia quando era menor?

"Disse para ele como chegar lá sim, não nego. Agora se o Snivellus foi burro o suficiente para ir lá ontem à noite, a culpa não é minha. Eu nunca pensei que isso fosse afetar tanto o Moony, já disse. Droga cara, era para ele estar fazendo um favor para a humanidade!"

Volto a dobrar o bilhete, e guardo na mochila.


N/A: Depois de um tempo, aqui estou eu de volta! Essa fic foi escrita para o X Challenge James/Lily do Fórum Aliança 3 Vassouras, mas adivinhem? Eu perdi o prazo.

De qualquer forma, aqui está ela.

Atualizações quinzenais ou semanais, não sei. Ela já está praticamente pronta, e os capítulos são pequeninos mesmo.

E aproveitando que a propaganda é a alma do negócio... http dois pontos barra barra dukascarlet ponto livejournal ponto com.

Comentários são apreciados (: