Oi todo mundo! Esta estória, Returning, era originalmente em inglês por mim, mas foi traduzida para português pela fantástica Vanilla07, pra quem eu agradeço muito. Obrigada, Vanilla07, você é maravilhosa.

Além disso, obviamente todas as pessoas e coisas que você reconhecer neste texto são de propriedade da maravilhosa J.K.Rowling; só a estória escrita abaixo me pertence!

Obrigada a todos, eu espero que vocês gostem da estória, e por favor façam reviews!

xoxo,

Willow Ann

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Estudantes estavam se locomovendo alegremente em todo o saguão, tentando sentar-se rapidamente em seus lugares para o começo do banquete de abertura. Risadas e conversas podiam ser ouvidas por todos, contando diferentes memórias e aventuras das férias de verão. Todos estavam, exceto um garoto. Era sempre este mesmo garoto que parecia ser diferente de todos, até mesmo no já diferente mundo mágico. Ele parecia atrair atenção qualquer lugar que fosse, não importando o quanto ele tentasse ser normal. Em qualquer outro ano, Harry Potter estaria pulando de alegria por estar de volta a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, mas, este ano, ele queria nada mais do que voltar a dormir. Então ele sentou no começo da mesa da Grifinória com seus melhores amigos Rony Weasley e Hermione Granger. Ele pôs seus joelhos juntos ao seu peito, sua cabeça com seu rosto escondida de vista. Depois de uma frustrada tentativa de conversa, Rony e Hermione desistiram de tentar fazer Harry falar mais do que havia durante a viagem de trem até a escola, optando para ver se ele iria se abrir de manhã, depois de uma boa noite de sono. Entretanto, Hermione concluiu pelos círculos pretos ao redor dos olhos de Harry que ele dificilmente dormia mais, mas decidiu manter o fato para si mesma, para a tranquilidade de Rony. Então, sem ser pelas olhadas preocupadas trocadas pelos dois amigos, Rony e Hermione estavam extraordinariamente quietos também, seus humores afetados pela depressão de seu melhor amigo. Exceto por isso, na excitação de todos por retornar a Hogwarts, Harry achou que pela primeira vez, ele estava sendo piedosamente ignorado.

Entretanto, Harry não era tão ignorado como ele pensou. Acima, na mesa dos professores, os olhos de quase todos os professores estavam nele. Eles todos haviam visto como Harry entrou no Salão Principal, seguido pelos lados por Rony e Hermione. Normalmente, esta era uma grande visão, vendo os três caminhando no Salão Principal. Eles estavam geralmente rindo e sorrindo, os garotos brincando entre si, tentando, e conseguindo, fazer Hermione sorrir, não importando o quanto ela tentasse esconder. Portanto era comum visualizar Harry Potter e Rony Weasley com grandes sorrisos em seus belos rostos e um sorriso nos lábios de Hermione e seus olhos brilhando de divertimento, sobre o livro que ela estivesse lendo no momento. Entretanto, neste ano, não havia sorrisos nas caras dos garotos assim como os olhos de Hermione pareciam brilhar de lágrimas, em vez de diversão. Rony estava pálido e continuava dando afetuosas e preocupadas olhadas em Harry, também por uma boa razão.

Os professores imediatamente repararam nas mudanças ocorridas nos seus jovens alunos. Os três componentes do "Trio de Ouro" como todos os mestres (menos o professor Snape, que chamava os de "O Trio do Inferno") em particular os denominavam tinham agora 16 anos, e não eram mais crianças. Hermione virou uma incrível e linda moça. Seus cabelos não eram mais crespos mas caiam nas suas costas em pequenas ondas. Seus olhos eram gentis e amáveis, e seu rosto era bonito e único, e iria conquistar o coração de qualquer garoto quando não estivesse atrás de um largo livro, fato quase constante. Rony sempre fora alto e desengonçado. Ele ainda tinha o cabelo característico Weasley e sardas, mas era bonito e tinha um aspecto adorável.

Harry, no entanto, foi quem mais mudou. Ele deu uma bela espichada durante o verão, crescendo vários centímetros e ficando com a mesma altura de Rony. Ambos eram altos para a idade, com 1,80m, o que era uma surpresa para Harry, pois ele sempre fora pequeno para sua idade. Ele não é mais o menino frágil que era aos onze anos. Seus olhos ainda são de um estoneante verde esmeralda como sempre foram e seu cabelo, se possível, mais bagunçado do que nunca, virado em todas as direções, não importando o quanto ele quisesse ajeitá-lo. Ganhara músculos bem torneados de anos de quadribol e treino extra que fez no verão quando ele não conseguia dormir que era, coincidentemente, todas as noites. Sua fase de raiva durante o verão fora substituída por confiança e calma. Mas a característica mais percebida de Harry era o seu amor. Harry amava todos a sua volta, não importando quem eles sejam ou o que fizeram para ele no passado. Em algum lugar profundo do seu coração, ele até amava o professor Snape. O amor de Harry era sua melhor parte e podia ser percebido toda vez que ele sorria. Seu sorriso era o maior sorriso do mundo e podia facilmente humilhar o de Lockhart. E, para qualquer um dos professores mais velhos, quando ele sorria, era James Potter aparecendo de novo, com Lily brilhando através de seus olhos. Harry foi feito por amor, Harry era a definição de amor. Ele nunca pensava em si mesmo e estava sempre preocupado com todos ao seu redor.

Mas era esse fato, contudo, que começara a fazer Harry querer ficar separado das pessoas. Harry estava sofrendo. Em junho passado, o padrinho de Harry, Sirius Black, foi morto por Bellatrix Lestrange no Departamento de Mistérios. Sirius era a única família que ele já havia tido. É claro que ele amava Rony e Hermione como se fossem sua família mas Sirius era diferente. Ele sempre foi diferente. Sirius era seu pai, seu irmão, seu melhor amigo, tudo isso em uma só pessoa. Enquanto Harry amava todos a sua volta, ele nunca tinha dito as palavras "Eu amo você" para ninguém. E Sirius Black era a única pessoa que a quem Harry tinha pensado em dizê-las, mas ele foi embora. Harry se culpava pela morte do seu padrinho. Isto também trazia a tona memórias de Cedrico Diggory e a sua culpa sobre o que aconteceu, que havia se amenizado, voltou a toda força. Harry já tinha visto demais, vivido demais, e se alguém olhasse perto o bastante veria, nestes bonitos olhos verdes, uma sombra que eles estava tentando desesperadamente esconder. Bolsas negras, resultadas das várias terríveis noites sem dormir por causa de impiedosos e terríveis pesadelos, envolviam seus olhos. Harry estava convencido que as pessoas ao seu lado, as pessoas que ele amava, sempre acabava machucadas. Então ele tinha decidido durante o verão que, não importando o quanto isso custasse para ele, para a segurança das pessoas ao seu redor, ele não amaria ninguém.

Então, aqui ele estava, no tradicional banquete da abertura do ano letivo de Hogwarts, tentando desesperadamente afastar Rony e Hermione e falhando miseravelmente. Eles os amava tanto que até doía, e eles o amavam também. Era visível em cada ato que Hermione Granger e Rony Weasley amavam Harry Potter, seu melhor amigo, seu terceiro. Eles não ficavam completos sem ele, assim como Harry não era completo sem eles. E, portanto, sua decisão de afastá-los havia sido destruída em poucas horas de encontro com eles. Entretanto, Harry ainda estava deprimido. O trio sentou na frente da mesa e Harry puxou seus joelhos ao seu peito, escondendo a face. Qualquer lugar que ele olhasse, ele lembrava de Sirius. Um cão latindo ao longe o lembrava de Almofadinhas. Estar em Hogwarts lembrava que Sirius já havia entrado nos salões com seu pai e Remo Lupin, seu antigo professor e agora, amado e íntimo amigo. Harry não era nenhum estranho para dor. Ele já havia passado por todos os tipos de dor existentes, grandes e pequenas, físicas e emocionais. Mas a dor que ele estava sentindo agora, que ele está sentindo desde a perda de seu padrinho, fazia tudo no mundo parecer infantil e insignificante. Entre perder Sirius e descobrir a profecia, seu mundo que estava desmoronando por tanto tempo, por mais que ele havia tentado tanto mantê-lo em pé, estava finalmente caindo ao seu redor. Harry tinha o peso do mundo às suas costas"nos seus ombros".

Harry não podia deixar de pensar a ironia dessa afirmação e lembrou a primeira vez que a força dessa ironia e de tudo o que ele tinha fazer tinha chegado a toda força. Ele estava ditado na sua cama na Rua dos Alfeneiros, olhando sem expressão para o teto, e estava pensando sobre o mundo no geral. Ha, quando as pessoas estão estressadas, elas muitas vezes dizem "eu sinto como se o peso do mundo estivesse nss meus costas". Inferno, tio Válter frequentemente diz isso sobre seu trabalho e Grunnings é uma empresa de brocas. Mas a diferença entre quando todos dizem isso e eu digo isso é que todos SENTEM como se tivessem o peso do mundo nas costas e eu TENHO esse peso nas minhas costas. Eles nem acham que isso possa existir, que é só uma citação, mas existe, e está nas costas de um garoto de 16 anos. Minhas costas. Se eu não matar Voldemort, eu estarei condenando o mundo mágico e trouxa à escuridão. Esta percepção o transformou. O que tivesse sobrado de sua rápida infância sumiu e foi trocada por determinação e uma aceitação resignada que brilhava nos seus olhos. Confiança suportava todos os seus elegantes movimentos, e ele parecia como que estivesse carregando o fardo do futuro do mundo o melhor possível.

Mas por dentro, Harry estava gritando. Ele não podia lidar com isto, com tudo que ele já havia passado e tudo que ele ainda iria passar. Ele se sentia preso e em pânico. Mas ele também sentia, e sabia, que se Sirius estivesse aqui, ele poderia lidar com tudo. Que se Sirius ainda estivesse vivo, a profecia não seria tão ruim, e derrotar Voldemort não pareceria tão impossível como agora. Harry suspirou. Ele estava cansado. Não, muito mais que cansado, ele estava exausto, tanto fisicamente e mentalmente. Ele dificilmente dormia, não por causa de visões vindas de Voldemort, pois Harry finalmente havia dominado Oclumência sozinho na privacidade de seu quarto, sem um idiota e gorduroso professor nas suas costas gritando com ele. Ele dificilmente dormia por causa de medonhos e terríveis pesadelos feito pelo seu próprio subconsciente. Visões do mundo queimando, Voldemort destruindo Hogwarts, todos as pessoas que ele amava brutalmente assassinadas. Estes só são alguns de seus pesadelos.

Seu pior pesadelo, de longe, contudo, era aquele do véu do Departamento de Mistérios. Ele estaria no aposento cavernoso sozinho, olhando para o véu, quando de repente, seu padrinho apareceria, e Harry iria correr até ele, abraça-lo, pedir desculpas, contar a ele o quanto ele sentiu sua falta e o quanto ele significava para Harry, mas ele pararia de falar quando Sirius afastaria seus braços e o encarasse. Então Sirius começaria a falar com Harry, culpando-o pela sua morte. Dizendo que ele o odiava e que nunca o amara, mas que ele só aguenta sua presença porque ele era filho de Tiago e Lily. Sirius iria dizer que ninguém o amava, e que ninguém jamais o amaria porque ele era um assassino. Harry sempre acordaria deste sonho, suando, às vezes gritando, com os lençóis torcidos e presos ao seu redor, com a voz sussurrada do seu padrinho dentro da sua cabeça, enquanto a única coisa que ele quisesse fazer era só dizer o quanto o amava.

Perdido em seu pensamentos depressivos, ele nenhuma vez ergueu os olhos para ver a mesa dos professores. Se tivesse, ele perceberia que os olhos de todos os professores que eram membros da Ordem da Fênix olhando para ele, procurando, esperando, por algum sinal que mostrasse que ele estava bem. Nenhum deles achou esse sinal. Professor Dumbledore esta olhando para ele triste e longamente. Nunca Alvo Dumbledore havia parecido tão velho quanto ele estava neste momento, enquanto estava olhando pra Harry. Alvo amava Harry. Na verdade, Alvo amava todos os seus estudantes, mas ele amava Harry como se ele fosse um membro da sua família. Como se fosse seu neto. Ou na verdade, seu bisneto. Mas o que realmente o estava machucando era saber que Harry não confiava nele como antes, ou até se ele confiava nele. Ele havia escondido coisas dele por muito tempo, e mesmo que ele odiasse isso, ele ainda tinha mais uma coisa que ele estava escondendo de Harry. Ele sabia que quando Harry descobrisse, ele não confiaria mais nele e talvez nunca mais. Porém Alvo queria contar a ele o mais rápido possível, quando ele tivesse certeza que Harry dominava Oclumência. Alvo havia percebido imediatamente a sombra nos olhos de Harry, no momento que ele havia entrado no Salão Principal e suspirou profundamente. Harry estava machucado mais do que todos supunham por causa da perda de Sirius Black, e se perguntou, não pela primeira vez, se estava fazendo a coisa certa.