Essa fic não é só minha. Eu a construo junto com um amigo. E isso é tudo que precisam saber. Enjoy D

Disclaimer: O mundo da Sétima Torre não nos pertence. Pertence ao Tio Nix, e espero que ele não se importa de ser chamado assim xD

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A Sétima Torre

Fic: O Fim do Véu

Prólogo

Entre guerras e paz; problemas e soluções; ódio e amor, aqueles povos continuavam evoluindo, continuavam intactos, continuavam com suas vidas. O Castelo se mantinha em pé, os navios do gelo continuavam resistentes, mesmo com o clima frio e as condições desfavoráveis.

No Castelo muitas coisas mudavam, mas a força da Magia da Luz continuava fonte de dependência daquelas pessoas. Os portões do Castelo ficavam sempre abertos.

As ordens haviam voltado. A ambição humana era maior que o desejo de uma civilização com direitos iguais. Os herdeiros das famílias da nobre Ordem Violeta, adoravam menosprezar os Escolhidos com menos perícia na Magia da Luz, que tinham maiores dificuldades com as cores avançadas. Mas os renegados não mais existiam, o povo era livre, tinha direito... Tudo isso se devia a uma lenda, que mesmo o mais avassalador dos inimigos não conseguira derrubar: Tal Graile Reren, o nobre Escolhido estava na memória de todos, mesmo os milhares de anos que separavam suas eras.

Os homens do Gelo avançavam em sua reconhecível perícia nas guerras. Agora, aquele povo tinha em seu poder uma quantidade muito maior de Pedras-do-Sol. Não era comum, mas vez ou outra se encontrava tais pedras cravadas em algumas armaduras e nas pontas de algumas afiadas armas. Tornou-se nobre o guerreiro que mesmo com as tradições antigas, sabia usar com destreza a Magia da Luz.

Mas mesmo essas inovações não mudavam o costume daquele povo. Os Homens do Gelo continuavam adorando o sofrimento como seu professor. O poder das Matriarcas... Este como sempre se mantinha um mistério. As Garras de Danir haviam sido inutilizadas, mas uma de suas mais nobres portadoras continuava na mente de todo aquele povo: Milla Mão-de-Garra.

Fic humildemente escrita por Breno Pitol Trager e Gabriel Mendes... Baseado no livro: "A Sétima Torre" de Garth Nix

Capítulo 1: Início

O amanhecer sempre deixava Sean animado. Era uma exceção apenas quando acordava do amanha de um dia ruim. E esse tal mau humor estava muito freqüente ultimamente. Era notável a qualquer um, a frustração do herdeiro ao trono do Castelo dos Escolhidos. Mesmo aos nove anos de idade Sean não tinha sequer mordomia, ainda que um dia chegasse ao maior cargo do seu povo. O pai era exigente, Sean sabia que ele o amava ainda que não demonstrasse esse afeto. A mãe mal conhecia, sendo que ela havia morrido quando o garoto tinha quatro anos. O imperador costumava dizer:

"Meu filho, ainda que seja meu herdeiro, não entrará à Ordem Violeta pelo sangue que tem e sim pelo suor que derramar. Até que se torne o imperador, terá prestigio e reconhecimento por merecer. Um dia assumirá o trono, seja da inferior Ordem Vermelha, ou do maior posto da Ordem Violeta".

Sean sabia que causava mais problemas do que deveria. Três semanas o afastavam de seu teste para a Ordem Vermelha, todos do castelo o respeitavam, pareciam achar o Imperador louco por não dar ao próprio herdeiro o selo, a honra de pertencer a mais alta Ordem do Castelo. Mas ele sabia que não merecia. A sua frustração, que aumentava a cada manhã era por sua busca sem êxito a uma Pedra-do-Sol.

Até uma dessas pedras, a maior fonte de poder dos escolhidos, o pai negara e sem uma delas ele não poderia ser admitido à ordem. Sean possuía sim, uma dessas pedras. Mas para ele não era o suficiente, aquela pequena pedra que ele carregava no pescoço era de longe para o menino, o suficiente.

"Certamente é possível uma aprovação com isso... Mas é humilhação demais, o filho do Imperador ter uma única Pedra-do-Sol. Está quase morta, pareci que meu pai só quer que eu entre à Ordem e depois ganhe algum festival e consiga uma pedra melhor. Será necessário..." vivia pensando Sean entre vários afazeres, como suas aulas, diversão entre outros interesses particulares "ROUBAR? Não, eu não posso me rebaixar a esse nível, preciso pensar em algo rápido, ainda que passe no teste com 'isso', preciso de uma outra pedra a todo custo".

Sean sabia toda a teoria da magia invocada por essas pequenas rochas mágicas. Como de fato prestou atenção nas incontáveis aulas de invocação mágica que lhes foram prestadas, o menino poderia criar até a maior mágica que os escolhidos conhecem. Ele poderia usar o violeta... Se não fosse a fraca Pedra-do-Sol que tinha, desde os quatro anos.

Mas teoria e prática são coisas distintas. Em uma semana faria dez anos e teria seu teste. O garoto estava convicto que teria uma bela reprovação como presente, caso não obtivesse uma segunda pedra. E mesmo que comparecesse ao teste com uma dessas pedras, precisaria encontrá-la logo, a tempo de invocar a magia necessária rápido, principalmente o Raio Vermelho da Destruição. Não fazia isso com sua pedra, porque caso não conseguisse outra delas, usando a que tinha no momento, ela ficaria mais fraca ainda. Mas se caso ele não treinar-se, ficaria mais longe ainda da ordem. E de provar seu valor ao pai.

Os clãs continuavam independentes, apesar de todo o trabalho das Matriarcas para que os homens do gelo tentassem viver em harmonia, era claro que as rixas entre os Homens-do-Gelo não deixaram e não deixariam de existir. A morte continuava sendo a punição pelos erros, os problemas entre alguns Escolhidos continuavam presentes, principalmente pela falta dos espíritos sombra. Ainda que milhares de anos separassem os Escolhidos a esse ritual que permitia a eles ter um servo de Aenir, era claro que o povo do castelo queria conhecer a vida com tais criaturas à disposição.

O nome da Matriarca responsável pelo selo desse ritual continuava na memória de todos, incluindo os Escolhidos. O nome de Malen era inesquecível, até mesmo para o tempo avassalador. Enquanto uns a idolatravam por ter livrado as criaturas de Aenir da escravidão e da servidão aos humanos, uns a repudiavam, por ter retirado esse poder dos Escolhidos.

Mas as Guerreiras do Gelo continuavam idênticas. Agora aquelas mulheres invejavam um poder, sonhavam com o vislumbre de um dia ter em suas unhas aquelas garras. As Garras de Danir foram guardadas, há muito que ninguém tinha o prestígio de usá-las, a morte de Milla Mão-de-Garra retirou o direito de qualquer um a portar aquelas armas. O povo do gelo avançava no arsenal. Muitas armaduras de Selski agora eram incrementadas com a Magia da Luz. Não era comum, mas vez ou outra havia armas que continham pequenas Pedras-do-Sol cravadas em suas lâminas assassinas. A caça era fonte de alimento, destreza em combate era fonte de reconhecimento e inteligência e sabedoria continuava sendo as principais "armas" das Matriarcas.

Mesmo os milhares de anos não mudavam o pilar do Mundo das Trevas. O Véu, as Grandes Pedras, os guardiões. O tempo não modificava aquilo tudo. Mas haveria um dia em que tudo se transformaria e a vida daqueles povos mudaria para sempre. Um dia tudo mudaria. Esse dia, de fato não estava muito longe.

Prévia do próximo capítulo:

Dois jovens, duas buscas, dois destinos... Sean e Rina. Um quer uma Pedra-do-Sol a todo custo, outra se livrar do destino de se tornar uma Matriarca... E ambos encontrarão problemas... O início dos problemas, apenas a degustação da verdadeira desgraça. No próximo capítulo, de nome: Busca... Tragédia.