CAPÍTULO 12:

EPÍLOGO.

Duas semanas haviam passado desde que Deus e o diabo foram derrotados, o mundo estava muito mudado desde então. Os humanos normais não lembravam do que aconteceu, coisas como a guerra, a varíola e a devastação foram apagadas das mentes de quase todos e os que morreram devido a esses eventos foram ressuscitados. A humanidade seguia com sua vida normal e corriqueira, sem se preocupar com anjos, demônios ou entidades paranormais.

Constantine estava muito feliz, nesse momento ele esta em um bar bebendo com os seus amigos: Zatanna, Vingador Fantasma (ambos com roupas comuns) e Chas Kramer. Eles bebiam para comemorar a vitória que tiveram na luta contra Deus e o diabo, são um dos poucos humanos que se lembram muito bem do que aconteceu nos últimos meses.

-Vamos comemorar, todos nós somos grandes sacanas que estaríamos fritando no inferno se não fosse à nova deusa soberana. Um brinde a Wicca! – Disse Constantine.

Todos brindaram e beberam, estavam mais aliviados do que nunca. Um peso enorme foi retirado das costas deles.

-E o que acontece com as almas das pessoas que morrem? – Perguntou Zatanna.

-Vão reencarnando até terem um nível espiritual elevado o suficiente para irem até o paraíso. Não há mais inferno nem purgatório, ninguém irá sofrer por toda eternidade a partir de agora. – Respondeu John.

Beberam a tarde e a noite toda, pois tinham muito o que comemorar, só saíram quando o bar estava fechando, todos foram para suas casas. Com exceção de Zatanna que foi acompanhar John.

-O que quer comigo, mulher?

-Você sabe que sempre tive uma quedinha por você, não me importo que você tenha me abandonado no inferno. Só quero voltar a ter uma relação com você como antes.

-Não prometo casamento, mas se quiser ficar comigo por pelo menos essa noite eu aceito.

Os dois foram até o apartamento de Constantine e fizeram amor pelo resto da noite, esse com certeza se tornou o período mais feliz da vida de John. Estar junto da mulher que ama, ou que mais se aproxima disso, e se livrar de uma vez por todas do fantasma do fogo eterno, eram conquistas que ele não esperava ter nessa vida.

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Raphah estava de volta ao Egito, ele entra em uma casa no meio do deserto, é um lugar feito de pedra muito simples. Dentro dela há vários objetos relacionados à religião cristã, mas parecia uma lojinha religiosa bizarra. Um idoso, moreno, careca e com barba comprida estava naquele lugar, sentado em uma poltrona pronto para falar com Raphah.

-Como foi sua missão na Europa, filho?

-Total fracasso, por minha culpa o nosso Deus esta preso no limbo e não esta mais entre nós.

-Você se tornou uma desgraça para a sua família, saia daqui e só volte quando concertar a merda que fez!

-Mas, mestre Pyratheon...!

-Agora saia daqui, antes que eu te corte ao meio!

Raphah saiu da casa e ficou vagando pelo deserto, um sentimento que ele não conhecia agora o estava dominando. Ele era um homem temente a Deus que seguia a paz e a bondade, no entanto agora ele estava dominado pelo ódio. Tinha raiva de Constantine e dedicará todos os dias da sua vida para se vingar dele, a partir desse momento ele deixa de ser seguidor de Deus para ser seguidor da vingança e isso terá conseqüências para o futuro.

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Já era de tarde, Constantine estava aproveitando esse dia ensolarado para dar um passeio no parque, apreciar a natureza não é das coisas que ele tem como habito, mas depois de tudo o que aconteceu ele começou a dar mais valor para as pequenas coisas. Enquanto estava caminhando, John encontra um homem conhecido sentado em um banquinho de praça, era o anjo Gabriel com as suas roupas finas e com as suas asas escondidas.

-Não veio aqui me dar um sermão pelo que fiz com o seu patrão, não né?

Constantine após falar senta-se ao lado de Gabriel no banco.

-Apesar de ter motivos, eu não nutro raiva de você, Constantine. Só vim avisar que você não esta completamente livre do inferno.

-Qual é? O diabo não esta mais nesse mundo.

-Não se engane, Deus e o diabo não ficarão presos no limbo para sempre. Pode ter certeza, quando eles saírem de lá irão pegar a sua alma onde quer que ela esteja e irão jogar toda dor possível em cima de você.

-Então o jeito é torcer para que eles não voltem tão cedo.

-Não contaria muito com isso.

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Vaticano, Catherina Van Tarsel chora ao perceber que todas as suas rezas foram em vão, Deus não esta mais entre nós, a sua fé esta agora em frangalhos. O exorcista Wagner estava ao seu lado e tenta consola-la.

-Deus ainda há de voltar, faremos de tudo para que isso aconteça o mais rápido possível.

-Não acredito mais nas promessas vazias do catolicismo. Não pertenço mais a igreja de Cristo.

Catherina retira a sua batina (ela usava uma roupa social por baixo), joga-a no chão e vai em direção a saída do Vaticano.

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O limbo é um lugar totalmente branco, não há nada nele: nem luz, nem trevas ou qualquer outro tipo de coisa proveniente desses dois elementos. O limbo é ocupado somente por Deus e o diabo que começam a ter uma longa conversa:

-Pois é, pai. Pelo jeito vamos ter que passar um longo período de férias aqui.

-Não se preocupe, filho. Tenho certeza que acharemos algum jeito de sair daqui.

Deus coloca o braço direito sobre o ombro do capeta e começa a andar com ele por um caminho sem destino.

-Às vezes penso que fui severo demais em te expulsar do paraíso tempos atrás.

-Você fez certo, pai. Eu era muito rebelde, mas já se passou muito tempo. Será que você me aceitaria de novo sendo seu fiel pupilo?

-Se sairmos daqui eu prometo pensar em seu caso.