Will & Grace não me pertencem (uma pena, porque eu cuidaria bem deles!) e sim aos seus respectivos donos.

Fanfic Slash [sarcasmo porque gosto de variar o gênero. [/sarcasmo

Casal: Will x Jack. – Universo Alternativo e um pouquinho de OOC.

Nota: Não estranhem... Sempre simpatizei com o Vince! Mas precisava mesmo tira-lo da história.

Obrigada a todas as pessoas que se puserem a ler! -

Tenham uma Boa leitura.

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Loney?

20h32 – Restaurante Coffee Pierre

Feito seu pedido, olhou distraidamente a taça de vinho posto em sua frente. Sabia que deveria estar aproveitando o descanso, afinal, não era todo dia que conseguia marcar uma reserva no restaurante mais elegante de Nova York. Deveria estar lá para relaxar, porém parecia cada vez mais distante do seu intento.

Vince.

Este era o nome de seus problemas.

O homem com quem desperdiçara preciosos três anos de sua vida, finalmente, saiu de casa. Melhor dizendo, mudara-se para o apartamento do caso que mantivera disfarçando há meses...

- Mais uma taça de vinho, cavalheiro?

-Não. Desta vez traga-me algo demasiado forte. Por favor.

- Como quiser monsieur. Com sua licença.

Não era sua intenção embebedar-ser dentro daquele ambiente reinado a formalidades, velas, cristais e tapetes persas. Ao mesmo tempo, que fazia parte de sua vontade esquecer-se do trabalho... Dos problemas... Das desilusões... De si mesmo.

21h48 – Ausente Companhia

O clima ameno ao toque lento e suave do piano no anfiteatro, dava ao local o romance, a distinção e a sedução distribuída aos cantos, mesas e bares situados por todo lugar.

O ar enchia-se com paixões; seus olhos vagavam entre as mesas e via-se admirado ao constatar que era praticamente o único solitário no meio de um pastoso circulo de enamorados ou amantes. Todos... Acompanhados.

Sua noite não poderia estar sendo pior.

Definitivamente não.

Outra taça de bebida recolocada sobre a mesa e esperava o último prato num estado que variava entre tristeza, carência, sonolência e frustração.

Quase recolocou sua entrada quando notou o casal de apaixonados entre afagos e carinhos sentados a algumas mesas de distancia.

Ao menos eles sabem fingir que gostam um do outro.

Pensou, cólera.

21h55 – Posso?

Verdadeiramente não sabia por que ainda não se levantara daquele antro de casais falsamente apaixonados e se ido embora!

Estava óbvio que no momento aquele ambiente incomodava e muito.

Não necessariamente invejoso pelas pessoas – aparentemente – felizes ao redor com seus amores perfeitos, estava sim chateado por ter-se dado conta de jamais experimentara a sensação de conforto, quentura e cumplicidade que passavam por seus olhos castanhos, ligeiramente úmidos.

Cansado mais do que realmente gostaria de se sentir resolveu de uma vez procurar algum garçom para entregar-lhe a conta. Quanto mais rápido ver-se livre dali melhor!

Submerso na procura não notou quando um jovem coberto inteiramente de vestimentas pretas em passos delicados e felinos aproximou-se de sua mesa e encostando-se ao seu lado dirigiu-lhe um olhar encantador – notando a seguir o dono dos pares de olhos tão azuis quanto o mais límpido dos céus – assustou-se mais não deixou que transparecesse.

Curioso, porém nada disse esperando que o jovem estranho estancado ao seu lado se pronunciasse primeiro.

Como que ouvindo seus pensamentos – ainda sob olhos castanhos mergulhados nos azuis – afastou-se em passos pequenos antes de indicar a cadeira vazia enfrente ao homem que ainda jazia sentado olhando-o com notável surpresa.

- Posso?

Fora somente o que perguntou, antes de sorrir divertido esperando por uma resposta que certamente que não demoraria por vir.

Continua...