Autora: Thaly Potter

Tradução: Infalliblegirl

Disclaimer: Nada me pertence. Nem personagens, nem a historia.

(...)Esse garoto tem uma mistura perfeita. Sangue Weasley (os gêmeos), sangue de maroto (James), sangue de Evans (Lily) e o nome (Sirius).

Uma série de drabbles sobre James Sirius Potter (L) (meu mais novo amor platônico) sobre sua vida, um brigão irremediável e digno neto de maroto.


Impaciência

Caminhava de um lado para o outro no corredor, sentindo os olhos de Ron em sua nuca, no entanto, com sua impaciência, não podia parar quieto.

Harry havia enfrentado muitas, muitas coisas em sua vida. Havia estado a ponto de morrer em incontáveis ocasiões. Incluindo que foi morto uma vez.

Apesar de tudo, Harry não estava preparado para enfrentar a espera de sentar-se em frente à porta em que Ginny trazia seu primeiro filho ao mundo.

Um pedacinho de ambos. Uma coisinha pequena que formava parte dele. Dela. De ambos. Que levava seu sangue, que era seu. Seu filho. Seu primeiro filho.

Em momentos como aquele, em que faltava cada vez menos para se tornar pai, ele sentia mais falta do seu. Para poder tirar suas duvidas e tê-lo apoiado.

Sabia que James Potter, onde quer que estivesse, estaria abraçando Lily, sua Lily; e ambos, eternamente jovens, sorririam quando nascesse seu neto.

- Harry, se acalme - disse a voz de Ron – Não vai ganhar nada... Só vai ficar mais nervoso...

O homem de olhos verdes olhou para seu melhor amigo. Estava talvez mais pálido que ele. Seu filho não era o primeiro sobrinho, mas, era a primeira vez que sua irmã passava pela sala de parto.

E ele pedia que relaxasse. Ele. Que tinha destruído duas pipas ¹ devido ao nervoso que estava antes do casamento com Hermione.

Hermione. Era surpreendendo a mudança que tinha feito em Ron. Agora, as vezes, parecia quase um homem.

Nem ela, nem Molly, nem Fleur, nem Angelina estavam ali. Estavam na lanchonete do hospital, porque a Sra. Weasley tinha tido um ataque de ansiedade, quando soube que fora proibida de ajudar sua filha durante o parto.

"Eu trouxe ao mundo sete crianças... Sete! Não pode me proibir de ajudar minha filha, jovem!"

Mas, obviamente, o medico pode proibir, e proibiu.

Estavam ali há umas boas sete horas, e havia passado da meia noite do dia 26 para 27 de Março. Harry já não sabia o que fazer. Havia caminhado por todo o corredor, sabia todas as placas de cor. Necessitava saber se Ginny estava bem. Se seu filho estava bem.

Deixou-se cair na cadeira, derrotado e enterrou os dedos no cabelo revolto e negro. Perguntava-se, se seu pai estivera nervoso quando ele nasceu, sem saber que Sirius quase teve que para-lo a golpes para que se mantivesse quieto no corredor e não corresse para sala de parto socorrer sua Lily.

- Harry Potter? - perguntou uma voz feminina, fazendo que quase perdesse o equilíbrio quando se levantou.

- Sou eu. – disse aproximando-se a toda velocidade, notando como Ron, atrás dele, dava enormes passos e se aproximava também.

- Foi um parto complicado. Mas acabou tudo bem. Sua esposa está descansando agora, mas se quiser vê-la...

Harry não esperou que a enfermeira terminasse de falar, a deixou com Ron e falando sozinha e entrou no quarto onde, pálida e suada, Ginny estava na cama, com o cabelo vermelho como fogo, esparramada, envolta em lençóis brancos e verdes.

Sorriu, como um anjo, quando o viu chegar e segurou sua mão, que Harry colocou entre as suas, antes de se aproximar dela e dar-lhe um beijo nos lábios.

- Como você está?- perguntou com suavidade.

- Como se acabasse de jogar uma partida de Quadribol com sete balaços em baixo de uma tempestade. - Disse com um sorriso. - Mas sobreviverei. – suspirou - Seu filho foi demasiado complicado de trazer ao mundo, Harry Potter.

Harry sorriu e tirou uma mecha do cabelo dela do rosto.

- Onde está?- perguntou logo, com suavidade.

- Estão limpando e deixando-o bonito, para que o pai o conheça. – disse cansada.

Não haviam terminado de falar, quando uma enfermeira, a que Harry havia deixado falando sozinha, entrou no quaro, com um pequeno embrulho nos braços, envolto em mantas brancas e azuis e o depositou nos braços de Ginny, cujo sorriso aumentou.

- É bonito?- perguntou a Harry, com um fio de voz.

Harry olhou para seu filho, seu primeiro filho, seu filho. Embasbacado. Era pequeno, muito pequeno, e tinha uma mata de indomáveis cabelos negros e os olhinhos abertos, escuros. Era idêntico ao bebê das fotos que tinha conseguido de sua infância. Era como ele. E como seu pai.

- Pensou em algum nome? – perguntou a Ginny acariciando o cabelo dela com suavidade.

- Não prefiro que você escolha – disse com doçura – Afinal eu já trabalhei o bastante por hoje.

Harry esboçou um sorriso. Aquele bebê era um presente para ele. E para seu pai. Por que tinha nascido no dia do aniversario de quarenta e cinco anos dele, onde quer que estivesse.

Olhou para o céu, feroz aquela noite, e suspirou. Seus pais, em algum céu, choravam de emoção. Tinham um neto. E com certeza Sirius, que havia sido como um pai para ele, os chamaria de frescos por chorar como crianças por terem tido um neto.

- Se chamará James. James Sirius Potter. – Disse com a voz lenta, solene.

Ginny esboçou um sorriso e assentiu.

James. O pequeno James havia dado problemas para nascer. Problemas. Os levava nos genes. Era um Potter. Com uma gotinha muito pequena de Black, herdada de sua bisavó paterna. Era a reencarnação dos marotos mais bagunceiros.

Digno de seu nome. Digno de seu sangue. Digno de seu legado.

James Sirius Potter

Digno neto de um Maroto.


Mas uma tradução! Essa fic é da Thaly Potter Black e se chama "Digno de su nombre".

Tem algumas historias que não se relacionam.

James Sirius Potter também é meu mais novo amor!

Se vocês gostarem continuo traduzindo!

E não se esqueçam de deixar Review. ;)