Capítulo 1: Um amor especial.

Louis esta na cobertura de um prédio, ele foge desesperadamente da polícia, mas parece que chegou a um ponto que não tem mais saída. Dois policiais estão apostos com pistolas apontadas em sua direção, no entanto uma força invisível aparece e arremessa os dois policiais para vários metros acima, depois os dois caem fazendo um baque horroroso no chão. Louis da um sorrisinho cruel e volta a correr, apesar de estar no alto de um prédio e não ter mais chão para fugir isso não é problema. Ele começa a flutuar, e assim foge de um prédio para o outro, sua captura parece ser impossível. Louis acha que esta longe do perigo e comete o deslize de parar para descansar. Controlar a gravidade é uma coisa muito cansativa, mesmo para um mutante experiente como ele. Depois de passar alguns minutos recuperando o fôlego, Louis resolve que chegou o momento de sair dali, ele se prepara para dar mais uma flutuada e chegar a outro prédio, no entanto algo chama sua atenção.

-Quem esta aí?

Louis podia jurar que ouviu algum barulho, pensou um pouco e viu que essa possibilidade era remota. Como seus algozes podiam chegar até ele? Eles não passam de humanos. Uma bala em forma de agulha voa e acerta o ombro de Louis que cai no chão desesperado.

-Quem esta aí?

-Já lidei com ameaças bem mais perigosas do que você. Um mutante nível 2 é café da manhã pra mim.

Um homem vestido todo de preto sai do seu esconderijo e se locomove até a direção de Louis, ele aparentava ter 40 anos e sua aparência lembrava muito o ator Bruce Willis. Ele carregava uma pistola e se preparava para atirar.

-Por Deus!

-Cala a boca! Animais não rezam!

Dois tiros no peito feito por arma não letal. Pequenas seringas saíram da arma e fizeram com que Louis ficasse incapaz de usar o seu poder mutante de controlar a gravidade.

-O que esta acontecendo? Por que não estou conseguindo flutuar?

-Essas seringas inibem aberrações como você. Relaxa, pois o efeito é temporário, mas isso não importa, é tempo suficiente para te jogar em uma prisão federal.

-NÃOOOO!!

Menos de vinte minutos depois Louis já estava algemado e pronto pra ser levado até a prisão de mutantes chamada de Fator X. Enquanto isso o homem de preto se senta em uma calçada e analisa a missão de captura bem sucedida, ele só lamenta a perda de dois policiais. Tinha raiva dessas aberrações assassinas.

-Jack, tudo bem?

-Mais ou menos, Gloria.

Gloria era colega de Jack, o homem de preto. Ela era uma loura de 25 anos recém saída da faculdade, ela era quase que uma protegida de Jack. Apesar de ela ser muito bonita, nunca despertou o interesse do seu parceiro.

-Sinto muito, mas acho que a semana vai piorar um pouco.

-O que foi? Mais um mutante pra capturar?

-Pior, os superiores arrumaram um substituto para Fred e...Por Deus você vai odiar ele com todas as forças.

Carlos Brito é um homem de 27 anos. Viajou para os EUA com o intuito de estudar e como todo bom estudante, não tem dinheiro de sobra. Ele resolveu alugar um quarto em um apartamento muito razoável no subúrbio de Nova York. O lugar era simples, mas era bem arrumado e ficava perto do curso e do trabalho dele, só isso fazia ser o melhor lugar do mundo para se morar.

-Hei, você sabe consertar TV?

-Sim, senhora.

-Então chega aqui.

Carlos era formado na UFBA (uma faculdade pública da Bahia) em eletrônica. Consertar televisores era coisa besta para ele. O jovem foi até o apartamento da sua vizinha e deu uma olhadinha na TV dela, que por algum motivo chuviscava sem parar.

-Não tem problema, uns tapinhas resolvem.

Carlos começou a dar tapas violentos na TV, o que fez a velha ficar irritada.

-Hei! Paguei uma fortuna por essa TV tela plana, tenha mais cuidado!

Isso com certeza era um exagero da velha, televisores tela plana eram baratas no Brasil, quanto mais nos EUA. Televisores e computadores de CRT (tubo de raios catódicos) eram artigos de museu desde 1999, hoje em dia todo mundo usava monitores de cristal liquido. Os monitores de computadores então, são em sua maioria do tipo orgânico, podem ser dobrados e guardados em qualquer lugar sem problema. Esse mundo é bem mais avançado tecnologicamente que o nosso.

-Pronto, funcionou!

A velha ficou impressionada com a facilidade em que o jovem conseguiu consertar o televisor. Ela agradeceu o rapaz e prometeu abater o valor do aluguel. Carlos ficou muito contente com isso e se despediu dela, foi em direção ao seu apartamento e planejava ficar sozinho, no entanto a velha insistiu em acompanhá-lo até lá, como se ele fosse uma criança. No meio do caminho, os dois se depararam com a nova moradora do prédio, uma jovem de 18 anos bem branquinha e com cabelos negros bem compridos.

-Oi, moça.- Carlos não tinha muito jeito para lidar com garotas bonitas e tentou ser o mais cavaleiro possível, no entanto a moça não correspondeu a gentileza e nem se dirigiu a palavra ao rapaz. O deixou sem resposta e foi até seu apartamento, trancando a porta.

-Jovenzinha rabugenta, não acha?- Dizia a velha.

Carlos Brito entrou no seu apartamento, se despediu da velha com certa rispidez batendo a porta quase que na cara dela. Já dentro de seu quarto, Carlos foi logo tratar de estudar, o curso que ele fazia de manutenção de máquinas com IA era difícil e ele não gostaria de ser reprovado. Ele trabalhava pela manhã e ia pro seu curso a noite, só tinha à tarde pra estudar e tinha que aproveita-la bem.

Dentro de uma sala de aula, um professor de meia idade explica aos alunos como é o funcionamento de um robô. O robô era um Ultron k47, um robô de forma humana fabricado com tecnologia usada para criar sentinelas (robôs caça mutantes) anos atrás, ele é utilizado para afazeres domésticos, como varrer e lavar pratos, depois que inventaram essa coisa as empregadas domésticas perderam muito do seu espaço. Carlos assistia a explicação com muito interesse, o ramo de IA era fascinante e ele gostaria de explorar mais essa área. A aula ia das 6 as 8 da noite, quando saia dela, Carlos gostava de ir até o Central Park e aproveitar os ares da noite. Ficaria relaxando por pelo menos meia hora se algo de esquisito não chamasse sua atenção. A sua nova vizinha, aquela boazuda que o ignorou completamente mais cedo, estava correndo pela rua com um olhar de pânico no rosto. Seria essa uma chance de se aproximar mais daquele avião? Carlos resolveu demonstrar o cavaleiro que habitava em seu corpo e correu em direção àquela mulher.

-O que foi, garota?

-Saia daqui, idiota. Você não pode com eles.

A moça empurrou Carlos com muita força, fazendo-o se chocar violentamente no chão. Ela olha para o rapaz assustado e começa a sentir um pouco de remorso por ser tão ríspida com alguém que só queria ajudar.

-Desculpa.

-Qual o seu problema, garotinha? Você é nojentinha assim normalmente ou só não gostou de mim?

A garota olhou para trás e pareceu perceber alguma coisa que Carlos não conseguia identificar o que seria. A jovem segurou Carlos pela mão e o levantou, depois começou a correr com ele segurado a sua mão sem dizer uma única palavra, apesar de Carlos insistir em abrir um dialogo.

-Qual o problema, garota? Esta correndo de quem?

A menina continuou a puxá-lo sem dizer uma única palavra sequer. O comportamento esquisito daquela moça fez com que Carlos começasse a ter idéias esquisitas.

-Você não esta fugindo da polícia não, né?

Carlos continuou a ser ignorado, até que cansado dessa loucura ele da um puxão na moça fazendo-a parar de correr.

-Não dou nem mais um passo se você não disser o que esta acontecendo.

-Agora não, primitivo. Não temos tempo a perder, nossas vidas correm perigo.

Primitivo? Carlos ficou sem entender o significado daquelas palavras por alguns instantes, no entanto uma idéia reveladora veio a sua mente. Primitivo era o modo que os mutantes se referiam às pessoas normais. A maioria deles se achava o próximo passo da evolução, os queridinhos da natureza. Essa arrogância toda surgiu depois de um grupo de terroristas mutantes fez sucesso nos anos 1960 e 1970.

-Você é uma mutante?

-Surpresa!

-Meu Deus! Saia de perto de mim, aberração!

A moça pareceu ter ficado muito revoltada com aquele comentário, pois expeliu duas lâminas de 30 cm de cada uma das suas mãos. Isso fez com que Carlos ficasse muito mais nervoso.

-Pelo amor de Deus! Não me mate!

-Se abaixa!

-Como?

-Se abaixa agora!

Carlos se abaixou rapidamente e pôde sentir o punho da moça sobrevoar bem próximo a sua cabeça, ela havia acertado um homem que estava atrás de Carlos. Ele não tinha certeza, mas achou que tinha presenciado um assassinato.

-Vejam só! A traidora da raça tem garras!

Mais três homens se materializaram. Carlos fez uns cálculos em sua cabeça e chegou à conclusão que todos eram mutantes, afinal não sabia de nenhum humano que tivesse a habilidade de aparecer do nada.

-Vamos acabar com esse lixo!

Um espetáculo grotesco teve inicio. Carlos nunca presenciou uma briga entre mutantes, a não ser na TV. Os homens agrediam a garota com raios esquisitos saídos de tudo que é canto de seus corpos. A moça brigava uivando feito uma leoa faminta e golpeando seus agressores utilizando de suas garras letais. A briga demorou uns quatro minutos no máximo. A moça conseguiu nocautear todos sofrendo somente alguns machucados. Como se isso não bastasse pra deixar Carlos morto de medo, as feridas da garota começaram a se curar do nada. Poucos segundos depois a jovem estava totalmente regenerada. Nem parecia que ela havia entrado em uma briga.

-Meu nome é Laura, prazer. Posso lhe pagar um café?

Jack não gostava de participar das reuniões da U.C.M.. Quase todas elas significavam mais mutantes para capturar e aquela não parecia ser diferente. O senhor Oscar Trask, sobrinho do criador dos sentinelas, era o chefe daquela organização criada para caçar ameaças mutantes. Ele se levantou e começou a falar, atrás dele havia uma tela onde imagens eram mostradas refletidas de um retroprojetor.

-Em 1963 surgiu o grupo terrorista mutante de maior periculosidade da história, eles se chamavam X-men. Seu terror durou trinta anos, só pararam suas atividades porque os membros originais se aposentaram devido a idade avançada. Os novos integrantes não conseguiam ser tão atuantes sem a presença de peças chaves como Charles Xavier, Ciclope e Fênix; por causa disso o grupo se dissolveu e deixou de ser um problema. A maioria dos seus membros esta morto ou velho demais para ser uma ameaça. Agora esqueçamos eles, pois não são mais problema desde 1995. A nossa maior ameaça é o grupo rival dos X-men chamado Irmandade. Mesmo com a morte de Magneto, seu fundador. O grupo permanece com todo o gás, ameaçando muitas vidas humanas. A culpa disso tudo é do novo líder desses terroristas, o jovem Magnus. Dotado das mesmas habilidades de seu antecessor, Magnus esta arrebanhando mais e mais mutantes a sua causa de supremacia racial. Ele se tornou uma ameaça mais elevada que Magneto e temos que responder a altura.

-Como iremos fazer isso, senhor? - Perguntou Gloria.

-Eles tem a vantagem de possuir habilidades especiais. Por isso resolvi trazer algumas delas para o nosso lado.

-O senhor não esta sugerindo que...

Gloria não teve tempo de terminar sua frase, a porta da sala de reuniões foi aberta e uma garota oriental entrou na sala. Não tardou para que o senhor Trask a apresentasse aos demais.

-Senhores, essa jovem se chama Yuriko Yoshida. Depois de um forte treinamento, ela se tornou apta a participar das operações do U.C.M..

-Ela só tem 15 anos! O que tem de especial?- Perguntou Jack que já estava temendo a resposta.

-Ela controla o fogo.

-NÃO ACREDITO! VOCÊ ESTA CONTRATANDO UM MUTANTE!

Oscar ficou um pouco abalado pela resposta negativa de seu subordinado, mesmo assim não deixou que isso atrapalhasse seu raciocínio. Yuriko se tornaria membro do grupo quer eles quisessem ou não.

-Se acalme, Jack. Estamos em uma era nova e medidas inovadoras são necessárias.

-Va pra porra! Me recuso a trabalhar com uma aberração!

Jack saiu daquela sala furioso, bateu forte na porta e se distanciou o máximo que podia daquela gente hipócrita. O que diabos estava passando pela cabeça deles? Se perguntava Jack, mas para infelicidade dele, ele teria que suportar a companhia daquela garota exótica se não quisesse perder o emprego.

Até que a noite não foi tão desastrosa quanto Carlos imaginava. Tomar um café com Laura foi muito divertido. Ele tinha vários motivos para temer os mutantes, mas depois de passear com uma esqueceu todos eles. Laura convidou Carlos a entrar em seu apartamento, isso fez com que pensamentos não muito puros entrassem na cabeça daquele rapaz. Apesar de ficarem sozinhos no apartamento e de deitarem juntos na cama não aconteceu nada demais. Os dois ficaram conversando a noite toda e Laura contou o que era ser uma mutante. Carlos acabou adormecendo ali, só acordando na manhã seguinte atrasado para o seu trabalho. Apesar de ficar nervoso e temer perder o emprego, Carlos teve tempo de se despedir da moça e dar um beijo em sua boca. Foi só uma bitoquinha, mas isso dava margem para que coisas mais interessantes acontecessem no futuro.

Quase todo imigrante que vai parar nos EUA tem que se sujeitar a trabalhos que a maioria dos americanos não aceitaria. Ter um filho que só conseguia trabalhos não valorizados como ser garçom ou faxineiro era pior que levar uma facada na mente dos americanos. Isso daria motivo pra ser chamado de perdedor, ofensa pior do que ser chamado de veado. Carlos é como a maioria dos imigrantes e teve que se suportar o trabalho de vendedor em uma lojinha de sapatos. Ele não se sentia humilhado com o trabalho, mas sentia que poderia contribuir muito mais com a sociedade em um emprego melhor, afinal ele perdeu tantos anos estudando pra quê?

-Cara, você não vai acreditar no que aconteceu comigo ontem.

-Diga, diga.

Os imigrantes quando chegam em uma terra desconhecida tendem a se juntar. Esse é o caso de Carlos e Miguel, os dois são funcionários da mesma loja e são brasileiros, isso fez com que se tornassem muito amigos.

-Sai com minha vizinha. Ela é uma mutante.

-Como pôde? Eu não teria coragem de sair com uma garota verde ou uma que tem olhos esbugalhados.

-Não, não. Ela tinha uma aparência normal. A única diferença é que saltava facas de suas mãos.

-Que romântico!

-Não deve ser tão perigoso sair com uma mutante, não é mesmo?

-Cara, quer um conselho? Se afaste dessa mulher. Mutantes são encrenca e eles levam problemas aonde quer que vão.

Carlos passou as horas seguintes do trabalho pensando nas palavras do amigo, ficou muito abalado e por isso não rendeu tanto quanto podia. Por que a garota dos seus sonhos não poderia ser normal como qualquer outra? Por que ela tinha que ser mutante? Essas perguntas atormentaram Carlos o dia todo, no trabalho, à tarde no estudo e no curso. A noite, depois de se livrar de todos os seus compromissos diários, Carlos resolveu visitar a sua vizinha. Apertou a campainha por várias vezes e não foi atendido. Foi então que ele resolve girar a maçaneta da porta e acaba ficando surpreso ao perceber que a porta estava aberta.

-Laura?

O apartamento estava uma bagunça só, alguém havia invadido o lugar e quebrou tudo o que estava em seu caminho. Carlos temeu pela vida da sua possível namorada e resolveu procura-la pelo lugar. Não encontrou ninguém, então foi correndo até a sindica do prédio perguntar o que tinha acontecido com Laura, ela foi muito seca na resposta.

-Alguém a denunciou como mutante. Então os homens do governo vieram prendê-la. Bem feito, essa gentinha merece.

-Foda-se, velha repulsiva.

A senhora não entendeu o motivo daquele jovem tão educado responder a ela com tamanha agressividade, mas também, ela não sabia que o garoto sentia algo de especial por aquela mulher mutante. Pela primeira vez em muito tempo Carlos chorou. Passou muito tempo a procura de alguém especial e achava injusto ter que perde-la no dia seguinte ao que a encontrou.

Quando Laura acordou, ela percebeu que não estava mais no conforto de seu apartamento. Ela estava presa em uma geringonça mecânica que não a permitia expelir suas garras. O desespero começava a invadir os seus nervos e a moça começou a chorar. Estava presa em uma sala escura por um motivo que ela já sabia qual era. Ela era culpada por ter nascido diferente e esse crime é algo que a humanidade não perdoa.

-O que sabe da Irmandade?

Laura não conseguia ver a pessoa que falava e nem sentir o seu cheiro, o que indicava que a pessoa não estava ali. A voz deveria ter origem em algum tipo de aparelho de transmissão de som, o sujeito que a prendeu deve estar assistindo-a em uma sala confortável e seguro, bem longe de sua fúria.

-Não sei nada.

-Se isso é verdade por que o seu nome não esta na lista de mutantes registrados pelo governo?

-Porque todas as pessoas que se registram se tornam alvos!

-Isso com certeza não é problema meu.

-Me deixe ir. Só quero ter uma vida normal.

Laura não parava de chorar, mas isso não comovia ninguém.

-Você esta presa sob suspeita de ser integrante da Irmandade. Se falar o que sabe talvez a deixe ir. Até lá daremos um jeito de ativar sua memória.

Laura controlou o seu choro e fez cara de raiva, não queria mais demonstrar fraqueza.

-Vocês têm noção de quem é o meu pai? Ele vai aparecer e matar vocês e todas as suas famílias, ele é o melhor no que faz.

Somente Carlos andava pela bagunça do que era o apartamento de Laura, ele andava solitário de um lado para o outro tentando encontrar um consolo. Para amenizar o sofrimento daquele rapaz apareceu um homem que mantinha seu rosto escondido embaixo de um capuz. Carlos não percebeu quem ele era e por isso foi ríspido quando o viu entrar no quarto que era da sua amada.

-O que foi? Veio apreciar o que fizeram com a aberração? Esta contente? Saiba que esse prédio perdeu a melhor moradora que já teve! E pasmem, ela era mutante!

-Quem é você, filho?

-Sou o namorado de Laura. Por quê?

-Quer me ajudar a encontrá-la?

O homem encapuzado tirou o capuz que cobria o seu rosto revelando qual era sua identidade. Carlos havia visto esse homem várias vezes no jornal. O homem que esta em sua frente é ninguém menos do que Logan, o homem conhecido como Wolverine. O melhor X-men de todos os tempos.

-Sou o pai de Laura. É um prazer te conhecer, genrinho.