ATENDENDO A PEDIDOS

ATENDENDO A PEDIDOS... O VERDADEIRO FINAL. (ESPERO QUE GOSTEM).

Capítulo 22 –Adocicado.

Algumas semanas depois Rin se encontrava bastante doente. A febre tomou conta de seu ser, as mãos finas estavam geladas, os lábios ressecados e a cor totalmente empalidecida como um cadáver fúnebre. Embora estivesse tomada pela doença, o brilho nos seus olhos chocolates não se apagava.

A mulher estava deitada no Futon, coberta do pescoço aos pés. Ao seu lado estava Kitsune apreensiva segurando a mão da mãe. Os olhos da menina se encontravam carregados de lágrimas e escorriam pela face angelical de menina. A meio-yokai sentia muita angústia e não havia ninguém que a pudesse compreender sem ser o pai.

-Mamãe... A senhora vai ficar bem?

-... Eu... Espero que sim, meu amor. –ela passou a mão no rosto da filha. –Mas quero que seja forte independente do que aconteça. Sei que é só uma criança, porém espero o máximo de você.

-Eu não quero perder a senhora... Quem vai cuidar de mim?

-Há tanta gente pra cuidar de você, meu amor... Não vamos pensar em coisas como essa. Papai foi buscar um médico bom, ele deve voltar.

-Por que papai não pode te ressuscitar com a Tenseiga? –indagou esfregando os olhos.

-Porque isso já foi feito uma vez, não pode ser repetido.

-Isso não é justo!

-Querida, acha justo enganar a morte duas vezes? –sorriu mesmo com dificuldade. –Já a enganamos uma vez, a segunda naturalmente não passará.

-Papai está demorando. Estou preocupada.

-Acalme-se, ele não vai demorar muito para chegar...

Um silêncio penetrou todo aquele quarto. Rin fechou seus olhos e acabou caindo em um sono profundo, realmente não se sentia nada bem. Não sentia nem ao menos o corpo, a morte estava próxima, ela sabia disso. Em meio a seus sonhos, lembrou do dia em que Sesshoumaru foi até o seu vilarejo a buscar, aquela lembrança a fez tão bem, talvez fosse a melhor recordação de toda a sua vida. Nunca ninguém a havia buscado em lugar algum, ninguém se lembrava dela até porque não tinha ninguém que havia a conhecido verdadeiramente.

Um vento quente pode ser sentido pela morena que na mesma hora abriu os olhos e disse apenas um nome.

-Yashamaru?

Ao término da pronuncia do nome a porta foi aberta violentamente por Oboru, Kuroichi e Jaken que seguravam Yashamaru fortemente. Ele com a sua força derrubou os três ao chão e disse com raiva.

-Já mandei me soltarem! Eu não vim fazer nada!

-O senhor Sesshoumaru não o quer aqui! –Disse Jaken furioso pegando o bastão de duas cabeças.

-Quem é você? –indagou Kitsune amedrontada se pondo na frente da mãe.

-Que pequena. –Disse Yashamaru surpreso. –Que horror, você lembra Sesshoumaru... Podia ter puxado mais a sua mãe.

-Deixem-no em paz. –Disse Rin sentando-se com dificuldade apoiando as costas na parede.

-Senhora Rin, não está em condições de receber visitas. –Disse Kuroichi.

-A senhora precisa descansar. –Disse Oboru.

-Não precisam ficar tão nervosos, podem nos deixar. –Disse Rin calmamente.

-Rin, qualquer coisa estou aqui do lado de fora. –Disse Jaken sério olhando para Yashamaru. –Veja lá, seu moleque.

-Vai embora, seu sapo feio! –Disse o rapaz empurrando todos eles e fechando a porta em seguida.

O rapaz dos olhos vermelhos veio se aproximando e por fim sentou-se na frente das duas. A pequena menina estava agarrada com a mãe temendo o novo visitante que nunca tinha visto. Yashamaru ficou olhando bem profundo nas duas e após toda a sua olhadela disse:

-Você não está muito diferente desde a última vez que nos vimos, só está um pouco abatida pela doença, mas continua a mesma. –sorriu. –Então o bebê que um dia ajudei a salvar é essa pequena... Quem diria que já estaria desse tamanho.

-Quem é ele, mamãe? –indagou Kitsune mais confusa do que nunca se agarrando ao kimono da mãe.

-Esse é Yashamaru, ele é um antigo amigo da mamãe... Ajudou-me bastante.

-Ah...

-Qual é o seu nome, pequena? –indagou ele.

-Eu me chamo Kitsune...

-E eu sou Yashamaru. –apertou a mão dela. –Se não tivesse vindo com tanta pressa tinha lhe trazido uma boneca.

-Ah, da próxima vez você trás. –Disse ela com um largo sorriso.

-Kitsune, minha filha, não seja mal educada. –Rin a repreendeu suavemente.

-Desculpe...

-Não seja tão rígida. –sorriu o yokai. –Deixe-a em paz... Mas, mudando de assunto... Já faz bastante tempo desde a última vez, não é?

-Sim, pensei que nunca mais o veria de novo.

-Não poderia deixar de te ver, fiquei sabendo de sua doença, vim ver pessoalmente como você estava. Fiquei muito preocupado.

-Muito obrigado pela sua solidariedade.

-Você parece bem... Quer dizer, não tão mal quanto pensei.

-Acredite estou como você pensa... –sorriu. –Mas eu agüento fortemente... Mal sinto os dedos dos meus pés de tanta dor.

-Por que não se deita? Não precisa se sentar.

-É que eu não agüento mais ficar deitada. –sorriu. –Você me conhece, não consigo ficar quieta.

-Mas você precisa, olha só o seu estado... Deite-se, Rin. Antes que acabe piorando.

-Tudo bem...

Ela se deitou sem mais cerimônia, acabou-se por sentir um pouco melhor. O corpo relaxou quase que por completo a deixando um pouco sonolenta. O yokai colocou a mão direita na testa da mulher a sua frente e sentiu a temperatura bastante elevada, suspirou preocupado e retirou a mão.

-Está com muita febre... Meu corpo é quente, mas sinto sua temperatura acima do normal.

-Sesshoumaru está demorando... –Disse ela fechando os olhos.

-Onde ele foi?

-Papai foi buscar um médico. –respondeu Kitsune.

-Então ele deve estar vindo... Repouse um pouco, eu irei ficar aqui com você até ele chegar.

-Obrigado. Lamento por não me apresentar tão calorosa e feliz.

-Ora, não diga tolices. Está doente, não esperava nem vê-la falando. Não vim aqui pra fazer média, mas sim pra te ver.

-Que bom que veio me visitar nesse momento. Além do que sentia saudades suas. Desde aquele dia você não veio mais aqui.

-Bom você deve sabe porque nunca mais vim...

-Eu sei... Eu compreendo.

-Por que nunca veio aqui, senhor? –indagou a meio-yokai curiosa.

-Digamos que o seu pai e eu não nos damos muito bem... –sorriu sem graça.

-Por que?

-Bem... –ele ficou sem o que falar e acabou desviando o assunto. –Deixa isso pra lá, sim?

-Tudo bem, tudo bem... É coisa de adulto, não é?

-Isso mesmo.

-Que droga! Odeio isso! –emburrou-se. –Mas eu vou descobrir.

-Não é nada de mais... É só uma rivalidade boba antiga.

Uma pausa longa foi dada. Rin voltou os seus olhos para o rapaz dos olhos flama. O encarou por alguns segundos e sorriu:

-Senti quando você estava chegando.

-Hun? Verdade?

-Sim... Eu senti um vento quente e logo associei.

-Ah, sim! –riu. –Não dá para disfarçar isso em mim.

-Até que enfim... Sesshoumaru chegou. –Disse ela fechando os olhos.

-Chegou? –indagou preocupado.

-SIM! –Kitsune mexeu as orelhas. –Papai chegou!

A menina correu até a porta do quarto e a abriu. Logo o senhor feudal juntamente de um homem bem idoso apareceu no recinto. O homem dos olhos mel ao encontrar com aquela figura emburrou o rosto na mesma hora. Deu um passo a frente e encarou Yashamaru de uma forma como se perguntasse: "o quê pensa que está fazendo?".

-Yashamaru. –Disse ríspido como se não quisesse acreditar naquela presença peculiar.

-Perdoe-me por vir até o seu feudo, mas eu queria saber como ela estava.

-Agora que já viu, você já pode ir. –Disse seco.

-Mas ele vai voltar, né papai? Ele está me devendo uma boneca. –sorriu Kitsune puxando o kimono de Yashamaru. –Se não trouxer como o prometido eu vou ficar zangada.

-Mandarei alguém trazer com certeza. –ele sorriu. –Agora tenho que ir, pequena.

-Por favor, não vá assim tão rápido. –Rin sentou-se novamente. –Sesshoumaru, não seja tão grosseiro, por favor... Ele salvou minha vida.

-E eu a dele. –continuou o senhor feudal emburrado. –Estamos Kits.

-Sesshoumaru... –Rin a olhou com ar de piedade o fazendo reconsiderar.

-Está bem, mas não é com a minha vontade...

-Obrigada. –ela sorriu.

O médico se aproximou da senhora feudal com todo cuidado possível. A examinou dos pés a cabeça. A situação não parecia ser nada favorável. O senhor com as mãos trêmulas pegou nas mãos delicadas da mulher jovial empalidecida. Sentiu a frieza que seu corpo passava. A encarou nos olhos e suspirou:

-Sinto muito... Não posso fazer nada... Seu estado está muito grave e avançado, infelizmente o que posso fazer é passar algumas ervas medicinais, mas só iram aliviar a dor...

-O quê!? –Disseram todos exceto a mulher que já esperava por isso.

-Está entregando a minha mulher a morte!? –indagou Sesshoumaru irritado.

-Eu não posso fazer nada... Ela está com uma grave doença. Não há tratamentos adequados, compreenda... Não está ao meu alcance.

-Mamãe! –Kitsune correu e agarrou a mãe. –Não, por favor! Fica comigo!

-O senhor tem realmente certeza disso? –indagou Yashamaru preocupado.

-Infelizmente sim...

Todos ficaram em silêncio e o único som que foi escutado foi o barulho estridente que a porta fez com o golpe de fúria de Sesshoumaru. A porta caiu ao chão completamente destroçada pelas garras afiadas do yokai. Ele tratou rapidamente de sair do quarto com uma velocidade incrível. Estava estilhaçado por dentro, mas não deixaria ninguém notar isso.

Pelos arredores do castelo um semblante feminino bastante conhecido se aproximava dos grandes portões. Ela olhou para o vidro que carregava nas mãos, suspirou e prosseguiu um pouco. Ao notar que uma energia familiar se aproximava em uma velocidade incrível hesitou por um instante.

Ao olhar para frente viu um vulto esbranquiçado passar a alguns metros dela. Ficou assustada, mas já sabia que se tratava de Sesshoumaru. A mulher então resolveu segui-lo, acompanhar o ritmo daquele ser seria quase impossível, então procurou ir do seu jeito, alguma hora conseguiria alcança-lo, esperava que fosse o mais rápido possível.

Um pouco longe do castelo, Sesshoumaru olhava severamente para Tenseiga. Encarava seus próprios olhos na lâmina brilhante da espada. Tudo parecia não mais ter valor, era tudo insosso e ríspido de mais. A sensação boa havia quase sumido por completo, talvez tivesse sido melhor ter deixado a amada para trás no vilarejo para que hoje não passava por aquilo. Ela estava doente, praticamente morta e não tinha nada que podia ser feito. Já tinha ressuscitado a morena uma vez... Por que a ressuscitara? Se ela tivesse morrido naquele dia mesmo nunca assombraria seus sonhos, nunca seria aquele yokai que era atualmente. Ela havia o mudado drasticamente, fora ela que tingiu o coração dele de amor.

Sesshoumaru estava sentado em baixo de uma velha árvore, suas pétalas avermelhadas teimavam em cair-lhe sobre os ombros. Ele abaixou o rosto e mal conseguia acreditar no que estava acontecendo. Colocou a Tenseiga ao seu lado, não queira mais encarar aquela peça tão inútil. Ficou pensando em toda aquela louca situação e percebeu o quanto aquele mundo tinha sido injusto com ele. O bailar das folhas avermelhadas lhe traziam lembranças sangrentas, lutas intermináveis, feridas ainda abertas e a dor profunda. O sabor das coisas já não era mais atrativo.

De repente ele sentiu uma energia bastante conhecida se aproximando. Não podia ser quem ele pensara. O quê aquela pessoa estaria fazendo? Se fosse quem realmente achava que era já estava se preparando para estourar por completo. Ficou então esperando que a presença fosse confirmada.

Alguns passos foram escutados bem próximos. Quando finalmente parou, o senhor feudal se levantou e virou-se para constatar quem realmente era. Ficou estarrecido ao ter certeza do semblante que via a sua frente. Sem mais delonga pode começar um pouco nervoso.

-O quê é que você quer!?

-Sei que minha presença não é bem-vinda, mas creio que tenho uma coisa em minhas mãos que é de profundo interesse.

-Está de brincadeira comigo, Setsuka!? Veio até aqui para me atazanar!? Não percebe que não estou de bom-humor para aturar as suas palhaçadas?!

-Se me ouvir vai entender o que estou preste a falar. –Disse séria. –Sei da situação de Rin...

-E o que isso me interessa? Veio aqui pra falar o quê? Dizer que me avisou que ela era uma frágil humana?

-Não. Você quer me escutar?! –Disse enfurecida.

-Eu não tenho tempo para as suas baboseiras... –virou-se de costas prestes a ir.

-Eu sei o que pode curar ela! –Disse num único impulso.

-O quê? –ele virou-se. –Está zombando...

-Não estou! –ela amostrou um frasco pequeno de vidro contendo um líquido. –Se der isso pra ela, ela vai melhorar.

-E por que faria isso? Acha que vou confiar em você? No mínimo deve ser um veneno.

-Por que daria veneno a ela se está a beira da morte!?

-O médico já disse que não tem mais chance dela sobreviver.

-E quem disse que isso é de fato uma doença?

-O quê está insinuando? –indagou ele intrigado.

-Não achou estranho o fato dela adoecer de uma hora pra outra? Achei que fosse mais inteligente! Está na cara que isso é bruxaria.

-Bruxaria!? –ele arregalou os olhos. –Por um acaso sabe quem fez isso?!

-Sei, foi o meu pai. –Disse sem hesitar.

-Aquele maldito!

-Há um yokai ao lado de Rin que está se alimentando de sua alma, aos poucos ela vai ressecando até que vai chegar uma hora que irá morrer. Não há como destruir esse yokai, até porque ele já está morto. Para ficar nesse plano ele se alimenta de almas humanas bem puras. Então eu encontrei uma solução para salvar Rin... Mas quero que com essa troca não ataque meu pai e esqueça que um dia ele fez isso a ela.

-Por que quer salvar Rin? Você sempre a odiou.

-Não é por ela que estou fazendo isso... É por você.

-... Yashamaru sabe que ela está sobre influência desse feitiço?

-Não... Eu também descobri por um acaso, papai não me contou. Eu ouvi atrás da porta... –deu uma pausa. –Ontem a noite quando conversava com Yashamaru eu percebi o quanto fui infantil e estúpida ao pensar que poderia fazer você se apaixonar por mim... Até porque atualmente ando considerando isso impossível. –sorriu. –Então como um pedido de desculpas, devolvo a vida de sua mulher... Não acho que irei me redimir das humilhações que fiz você e a ela passar, mas pelo menos estou tentando melhorar a situação. Acredite isso não é do meu feitio... Infelizmente tenho que aceitar a derrota...

-Se o que me der agora for realmente salvar a minha mulher... –suspirou cerrando os olhos. –Devo agradecer... E isso também não é do meu feitio.

-Irá salvar sim... Tem mais uma coisa... Após ela ingerir esse líquido, sua vida como humana irá acabar. Não digo que ela se tornará uma yokai, mas sim um ser cujo viverá o mesmo tempo que um yokai...

-Como conseguiu isso!? –indagou ele com os olhos arregalados.

-Fui eu que fiz. Eu sou uma bruxa do fogo, ou será que esqueceu?

Ela sorriu e logo após jogou o frasco para Sesshoumaru que pegou o pequeno relicário. O fitou e quando olhou para frente não viu mais a menina. O yokai tratou logo de não perder mais tempo e foi em disparada até o seu feudo. Não podia perder mais sequer um minuto.

Dentro do quarto se encontravam Rin sentada, Kitsune sentada ao lado da mãe chorando, Yashamaru à frente das duas de pé, Oboru ao seu lado juntamente com Kuorichi e Jaken. Todos estavam em silêncio sem o que dizer... Parecia que estava tudo acabado, mas eles não esperavam por uma boa nova.

Sesshoumaru chegou no quarto às pressas, correu em direção a mulher, tirando quem quer que fosse da sua frente. Ele lhe entregou um frasco em mãos. A fitou por alguns segundos e disse seguro:

-Beba isso... Acho que encontrei o que pode lhe curar.

-O quê é isso? –indagou surpresa. –Tome e depois irei lhe explicar.

-Espere um pouco... –Disse Yashamaru ao reconhecer o frasco. –Isso parece com os feitiços da minha irmã.

-O quê?! –indagou Rin assustada. –Isso veio da Setsuka?!

-Você confia em mim? –indagou ele sério nos olhos da mulher.

-Confio.

-Então beba. Tenho certeza que isso não vai fazer tão mal quanto você está.

-Sim.

Ela então não hesitou. Pegou o frasco e tomou todo o líquido sem gosto. Ficou alguns segundos sem reação alguma, até sentir uma energia quente se apoderando do seu ser. Uma luz forte envolveu todo o seu corpo e não demorou muito para ir embora. Os olhos de Rin permaneceram selados por alguns instantes até Sesshoumaru a chamar.

A senhora feudal ao abrir os olhos surpreendeu a todos. Parecia nova em folha, como se nada que tivesse passado havia realmente acontecido. Todos então não perderam tempo e a abraçaram, com exceção de Yashamaru e Sesshoumaru.

-Rin que bom que está bem. –choramingou Jaken.

-Mamãe!!

-Senhora Rin até que enfim melhorou. –Disseram Oboru e Kuroichi.

Sesshoumaru suspirou de alivio ao perceber que tudo estava bem. Yashamaru ao notar o alivio do senhor feudal sorriu. Ele nunca demonstraria o que realmente estava sentindo na frente de tanta gente estranha. Mas uma coisa anormal pode acontecer, dos olhos mel do grande senhor feudal uma pequena lágrima pode escorrer e um sorriso escapar de seu rosto ao mesmo tempo. Yashamaru não acreditou no que viu, mas não comentou nada, fingiu que nada tinha visto.

Alguns anos puderam passar na mais tranqüila paz, doze anos de felicidade. O verão chegou fortemente. O calor penetrava no ser de todos. Aquele ano talvez fosse o mais quente que já tivessem presenciado. O sol estava radiante, brilhando bem alto e trazendo todos para fora.

Do lado de dentro do castelo, uma jovem de longos cabelos negros corria vestindo um kimono vermelho. A manga do kimono ia antes dos cotovelos e o comprimento antes dos joelhos. Era bem justo modelando o corpo jovial. Ela se escondeu atrás da parede e pode ver Sesshoumaru sentado de costas lendo alguns papéis. A menina prendeu o riso e quando iria pular escutou a voz grave do pai:

-Nem tente fazer isso!

-Ah! Que droga! Como soube que estava aqui!? –Disse decepcionada.

-Não é muito difícil, você não treina.

-Onde está a mamãe? –desviou o assunto.

-Está lá fora junto com Jaken e Oboru.

-Ah... Papai... –hesitou um pouco.

-O quê?

-Quando que Hojo vai vir de novo? –indagou corando.

-Quem? –indagou agora encarando a filha.

-O filho do seu amigo... –suspirou. –O senhor sabe...

-Não sei, por que o súbito interesse?

-Ah, não é nada... –corou mais ainda. –Eu vou ver a mamãe.

-Kitsune! –disse seriamente fazendo a menina voltar.

-Sim? –indagou amedrontada.

-Olha o que está aprontando...

-Cla-claro! –sorriu um pouco tremula. –Não é nada...

Ela saiu rapidamente antes que seu pai fizesse mais perguntas. Andou até o jardim e encontrou com a sua mãe sozinha, sentada de baixo de uma cerejeira descansando um pouco. Foi andando levemente até chegar ao lado da mãe. Ao chegar tratou logo de deitar no colo de Rin.

Com esse movimento a mulher abriu os olhos chocolates e sorriu ao ver a filha deitada em seu colo. Rin não havia mudado em absolutamente nada, o tempo parecia que não havia a acompanhado, provavelmente isso teria sido efeito da poção que um dia tomara.

-Acabei cochilando. –Disse Rin.

-Eu percebi.

-O quê foi? Parece desanimada...

-É muito chato ficar aqui dentro! Não tenho nada para fazer o dia inteiro... –resmungou.

-Por que não convida o Hojo pra vi aqui?

-Ah... Porque... –escondeu os olhos na própria franja. –Porque não...

-Pensei que gostasse dele. –sorriu.

-Eu gosto, mas... –corou.

-Tudo bem, eu já entendi. –riu. –Yashamaru disse que vinha aqui hoje.

-Ah, quanto tempo não o vemos! Finalmente ele virá.

-Sim, mas não deve demorar muito.

-Espero realmente que não. –Disse Sesshoumaru assustando as duas.

-Por que você consegue isso e eu não?! –indagou Kitsune se recuperando do susto.

-Quase que você me mata... –Disse Rin colocando a mão no peito.

-Eu vou deixar os pombinhos sozinhos. –brincou a menina saindo bastante rápido.

Sesshoumaru sentou-se ao lado de Rin. Os dois ficaram em silêncios por alguns segundos, mas este logo foi quebrado por ele.

-Então quer dizer que Yashamaru vai vir.

-Sim, mas não deve demorar... Ora, não seja tão duro com ele, e além do mais ele já está pra se casar.

-Já estava na hora, não? –Disse em um tom irônico.

-Você é terrível. –ela riu.

-Pelo menos não fico rodeando a mulher dos outros.

-Como se ele fizesse isso!

-Eu não lembro de ter citado o nome dele. –sorriu.

-Sei...

-Falando em Yashamaru, nunca mais tivemos notícias de Setsuka, não é?

-Não... Parece que sumiu... Ninguém sabe de mais nada dela desde aquele dia. Queria poder ter agradecido.

-Pelo jeito ela não queria o seu agradecimento.

-É o que parece...

-Rin...

-O quê?

Quando a morena se virou para fitar os olhos do marido, acabou sendo surpreendida por um doce beijo que foi correspondido. Ali perto se encontrava Kitsune que sorriu ao ver que mesmo com tanto tempo juntos os pais ainda se amavam. Mesmo que não fosse do feitio do pai dizer a todo o momento que as amava, ela sabia disso. E tinha certeza de que Rin também sabia.

Fim.

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NOTA DA AUTORA:

Bom então é isso xD! Acho que desse final vocês devem gostar! Pelo menos espero!!

Queria agradecer pelos comentários que recebi nessa finc, foram ótimos! Agradecer muito a companhia de todas vocês, porque sem seus comentários e participações ativas essa finc jamais iria para frente! Acho que essa foi uma das fincs q eu mais me diverti em escrever! Foi a mais longa tbm! Mas valeu a pena!

Eu espero que tenham gostado! Fiz o meu melhor. Não pensei em nada muito mágico para o final.

Meninas eu fiquei muito feliz de todas terem opinado para um outro final, cara a participação de vocês no capt 21 foi td!! Tipo eu postei aquilo e qnd fui no dia seguinte eu tinha recebido 7 comentários haha! Foi mto engraçado! Amei essa participação! Eu adoro coisas assim.

Nesse segundo final eu quis amenizar as coisas entre a Setsuka, ela tinha q aprender em alguma hora, né? Hahah! Então por que não no último capt!?

A filha deles eu achei mto fofa! Eu ia fazer o Hojo aparecer, mas ia ficar enorme esse final. Vou deixar para a imaginação de vocês ele!

Qlq coisa q keiram me falar podem deixar comentário! Seja bom ou não! Mandem bala! Haha!

Gente amei msm! De coração!! Sesshoumaru e Rin 4ever!!

MTOS BJOS PARA TODAS! AMEI TODOS OS COMENTÁRIOS!!

Ateh a próxima!! Fuieeeeee .!!

+ msm sendo o último capt n eskeçam de comentar!! .!!

BJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSSS!!