N/A: Infelizmente FMA não me pertence, a idéia foi todinha da Hiromu Arakawa.

Roy e Riza também não me pertencem, porque se pertencessem não ficariam naquele chove não molha, mas já que o assunto é a fic, espero que gostem e deixem alguns comentários, é minha primeira fic e estou meio receosa quanto a isso.

Admirador Secreto

Era um dia normal no Quartel General da Central. Tão normal á ponto dos subordinados do Coronel Roy Mustang estarem preenchendo as toneladas de papelada enquanto ele fingia que assinava alguma coisa ou que tinha alguma reunião importante.

Ultimamente era muito comum vê-lo escapando do trabalho e indo á um dos seus muiitos encontros-secretos-nada-secretos e isso apesar de não ser correto, não era questionado por ninguém, exceto por uma certa pessoa... Uma certa mulher na verdade.

Riza havia acabado de chegar no QG, ela tinha voltado de sua folga e seu expediente começava exatamente ás 13 horas. Chegando ao local do trabalho, se deparou com "toneladas" de papelada a ser preenchida, o coronel desaparecido e três subordinados nada interessados em fazer aquele serviço num estado de sono tão distante do mundo real que ela podia sentir a presença de outra dimensão na sala. Realmente nada havia mudado.

Após acordar os três paspalhos com uma bela bronca sobre direitos e deveres, ela se aproximou de sua mesa e encontrou algo inesperado, flores e um cartão muito bem feito.

Imediatamente se virou para os três que disseram em uníssono:

- Não sabemos de nada! Não viu que a gente tava dormindo?

Realmente, eles estavam dormindo e não poderiam saber de nada, além disso, eles nunca mentiriam pra ela, pois morriam de medo de ser pegos depois, ás vezes ser "durona" tinha suas vantagens.

Mas a Primeira tenente não tinha idéia de quem havia mandado aquilo, talvez tivesse deixado algum nome no cartão, será que havia sido o Coronel?

Segundos depois Roy entrou na sala com um aspecto satisfeito, como se tivesse ganhado o dia, então ele viu Riza e disse:

- Ahh Primeira Tenente! Como sentimos sua... Quem mandou as flores? – Apontando para as plantas sobre a mesa da tenente.

- Não sei, vou abrir o cartão agora.

- Entendo. – Mustang sentiu uma pontada dentro de si quando viu aquelas plantinhas charmosas sobre a mesa da tenente, quem seria o abusado que havia as mandado? E porque ele estava se importando tanto? Da mesma forma que ele saia com outras mulheres ela podia sair com outros homens, certo? E, além disso, ela era só sua subordinada, não tinha sentido se importar tanto assim.

Seus pensamentos foram quebrados quando ela disse:

- Que estranho, não tem nome.

No cartão estava escrito:

"Você é aquela que está guardada no lado esquerdo do meu coração, onde ninguém pode mudar o que penso. O que penso sobre você".

- Então a Tenente tem um admirador secreeto! - disse Havoc.

- O que? – perguntou Riza.

- Nada, nada. Só estava comentando uma coisa aqui. – Ele podia estar de bom humor por ter arranjado uma namorada, mas não estava louco á ponto de confrontar a Primeira Tenente.

Riza tinha ouvido muito bem, mas preferia amedronta-lo para que nenhum boato corresse pelo quartel. Mas quem será que era, seu "admirador"?

O dia seguiu normal, mas o clima que havia ficado grudado na sala insistia em ficar. O Coronel parecia extremamente ansioso com algo e a Primeira Tenente estava muito pensativa. Os outros subordinados chegaram até a apostar que ela estava pensando em algum encontro que havia tido ultimamente, embora eles não tivessem conhecimento de nenhum.

A noite chegou de mansinho e lá pelas 20 horas todos já haviam ido, menos a Primeira Tenente e o Coronel. Eles estavam fazendo hora extra para diminuir a tonelada de relatórios que havia sido deixada para trás nos dois dias que a competente subordinada havia estado de folga. O silêncio reinava na sala até que o Coronel tomou coragem e resolveu perguntar:

- Primeira Tenente?

- Sim?

- Você tem alguma idéia de quem lhe mandou as flores e o cartão desta manhã?

- Acho que não lhe devo satisfação da minha vida pessoal Coronel.

Um golpe muito certeiro por parte da Tenente, mas ele não deixaria ser passado para trás e rebateu:

- E se for algum maníaco assassino com gosto por mulheres do exército?

- Coronel, se fosse algum maníaco assassino ele seria preso ao por os pés no quartel, além disso, são só flores com um cartão, qualquer mulher pode receber isso.

- Mas não você! – Roy disse isso em voz alta e suficiente irritada a ponto dela o olhar com espanto.

- Como assim? – perguntou meio receosa.

- É que quem quer que seja pode tentar me prejudicar através de você e..

A Tenente se levantou bruscamente da cadeira e começou a arrumar suas coisas.

- Coronel, por hoje já chega, estou atrasada e o Hayate não foi alimentado ainda.

Por mais que a reação da Primeira tenente ter sido tão de repente, sua voz estava bem tranqüila e ela não parecia magoada.

- Er, e os relatórios?

- Já terminei uma boa parte deles, acho que não será problema você preencher os dez últimos não é?

- Ah, sem problema, pode ir. Hayate deve estar te esperando.

- Sim, ele está. Boa noite.

Dizendo isso ela pegou suas coisas e saiu da sala sem olhar novamente para o Coronel, mesmo que não demonstrasse, estava furiosa.

Roy ficou meio confuso quanto ao comportamento da Primeira Tenente, mas logo recomeçou o trabalho, e uns quinze minutos depois estava saindo do QG, parecia que ia chover, e ele tinha esquecido de pedir carona para ela. Ia ter que correr.

N/A: Bom, este é o primeiro capítulo, espero que tenham gostado, deixem comentários e prometo que não vou demorar muito para escrever o próximo capítulo (está inteirinho na minha cabeça). Até a próxima e obrigada por lerem. ;