N/A: Terceira fic, meu pc pegou vírus e os capítulos prontos da Admirador Secreto vão demorar um pouco pra ser postados por que o pc ta arrumando

N/A: Muito obrigada pelos comentários e incentivos nas outras fics ;3

Fic baseada na eterna história do primo da fazenda e o primo da cidade. ;D

Jasper

Roy andava apressadamente até ao escritório, estava atrasado, não que aquilo fosse um problema, mas era fim de ano e ele mal esperava para acabar a papelada e tirar suas tão merecidas férias.

Riza, Breda, Havoc, Fuery e Falman já haviam chegado. Ela estava preenchendo relatórios, Havoc fumava enquanto conversava com Breda que estava segurando uma escada, na qual Fuery estava trocando uma lâmpada e Falman atendia um telefone.

Roy como de costume foi diretamente até sua mesa, deixou seu casaco sobre a poltrona e olhou a enorme pilha de relatórios que esperavam a sua assinatura. Até que Falman se vira pra ele com o telefone na mão e diz:

- Coronel, tem um homem na linha que quer falar com o senhor.

- Hum, um homem? Que pena. Mande ele se identificar Falman.

Ele pergunta e diz:

- Seu nome é Jasper Mustang, diz que é seu primo do interior.

- Meu primo? Ah sim. Passe-me o telefone.

Roy pegou o telefone e disse:

- Alô?

- Priiiimo, como vai essa foRça?

- Ah, é você mesmo Jasper. O que quer??

- Vixi, isquici que ocê é um homi importante por demais aí na capital né? Demorei umas 3 hora pra pode falar com ocê. Só queria avisa que eu vô passar um mês ai na Central, tenho uns acordo pra faze com os distribuidor de alimento. Sabe como é, renovar contrato e tudo o mais.

- Ah, sim. Só isso?

- É que, eu queria saber se ocê não podia me orientar aí. Faz uns cinco ano que eu não vô pra Central, deve ter mudado pá burro.

- Realmente mudou mesmo. Quando você chega?

- Amanhã de manhãzinha, lá pelas sete. Pego o trem hoje de noite.

- Certo, se eu não conseguir ir te buscar, mando um representante. Mas fica tranqüilo, tem todo o meu apoio.

- Brigado primo! Sinhá sempre falou que ocê era um anjo mesmo.

- Hehe... Até mais Jasper.

- Inté Roy.

Roy desligou o telefone, fazia muito tempo que não falava com Jasper, quando crianças todo final de semana eles se encontravam na casa da madrinha e juntos perturbavam todos os vizinhos, além de se divertirem muito, mas quando tinham doze anos, Roy conseguiu bolsa numa escola renomada na Central, e de lá pra cá, só se viram duas vezes. Uma no enterro dos pais de Roy, e outra quando Roy foi até ao interior contar que havia se transformado em um alquimista federal, nessa segunda vez, Jasper já havia assumido os negócios da família e cuidava sozinho da lavoura e do sítio que tinham, fornecendo muitos alimentos para redes de alimentação na Central.

Era estranho falar com Jasper depois de tanto tempo. Mas era bom saber que logo ia ver o seu primo, que ele considerava meio que como um irmão que ele nunca teve.

- Coronel? O senhor está bem?

- Ãnh? Ah Primeira Tenente! Me desculpe, eu viajei um pouco.

- Certo, mas é que o senhor tem duas pilhas de relatório pra preencher.

Roy olhou para a pilha de relatórios, era enorme. Só de olhar ele já ficava com preguiça, mas se não fizesse isso não teria suas merecidas férias... Começou a assinar os papéis loucamente, ao mesmo tempo foi dizendo:

- Amanhã meu primo do interior chega na cidade, ele tem negócios a tratar e precisa de um guia, não posso ficar acompanhando ele toda hora, então quero que alguém se encarregue disso.

A sala ficou silenciosa, ninguém queria ficar sendo guia pelo resto do mês.

Riza estava procurando algo nas gavetas, quando foi se levantar bateu com a cabeça na quina da mesa:

- Ai!

- Ótimo Riza, sabia que podia contar com você!

- O que?

- Você tem que ir buscá-lo na estação amanhã ás sete.

- Mas senhor...

- Não se preocupe, eu cuido dos relatórios, só preciso que alguém cuide bem do Jasper.

Riza ficou quieta, sem querer tinha se oferecido para ser guia do primo de Roy, bom, talvez fosse melhor do que ficar o dia inteiro sentada no escritório preenchendo papéis, e ela poderia andar livremente pela cidade, mostrando os pontos turísticos e quem sabe ela até se desestressasse um pouco da rotina.

- BOM DIA! – Hughes entrou todo feliz na sala sem nem pedir licença, deu bom dia á todos e foi diretamente a mesa de Roy.

- Hey Mustang, temos que conversar.

- O que você quer? Não ta vendo que eu estou ocupado?

- U-A-U! É rapidinho. Só queria te falar que eu e a Gracia estamos te convidando para o nosso jantar na terça que vem, sabe, alguns outros amigos vão. E eles são bem influentes.

- Er, que horas?

- Quando acabar o expediente na terça á noite, até já avisei a Gracia que você vai... E a propósito, você já viu as fotos da Elysia-chan vestida de mamãe noel? Ela tá tão linda. (-)

- Hughes, eu to ocupado.

- Hãm. Nada é mais importante que a minha Elysia. E só pra te avisar, vá acompanhado.

- Acompanhado?

- Sim. Primeira Tenente, você também está convidada certo? Gracia e eu queremos muito que você vá. E é claro, tem que ir acompanhada.

- Ah, claro! Eu vou fazer o possível para ir.

- Hum, se você não for porque o Roy, vagabundo do jeito que é, te deixou três pilhas de papelada pra você preencher, me avisa, porque você tem que ir, ele também.

Riza deu um sorriso e disse "tudo bem", então Hughes disse um "Até" para todos e saiu da sala, ele também tinha serviço atrasado para fazer.

Na hora do almoço, apenas Roy e Riza ficaram na sala, tinham que terminar uma pilha de papéis para entregar á uma e meia, e já eram onze horas, não tinham muito tempo.

Acabaram os papéis quando o relógio bateu uma hora, então Roy disse:

- Nossa, eu to com uma fome, aposto que você também está.

- Ah, nem tanto assim.

- Vamos!
- Onde?

- Ué, ao refeitório, eu peço pra alguém ajeitar algo pra gente, e o melhor, não tem fila nesse horário! Todo mundo já almoçou e já está voltando para o trabalho...

- Não vejo problema nisso. Vamos então.

Os dois saíram da sala apressados, no caminho encontraram ninguém menos que Hughes e o General Armstrong.

- Hey! Não esperava encontrá-los aqui... Atrasados para o almoço?

- Er, sim. Tivemos que preencher uma pilha de papéis.

- Hum, entendo, eu e o Armstrong estamos indo ao refeitório pedir alguma coisa, vocês vem junto?

- Estávamos indo para lá Hughes. Sozinhos. – Disse Roy meio que encarando Hughes.

- Ah, entendo. – Maes deu um sorriso malicioso para Roy, ele sabia que Roy gostava de Riza, mas era muito medroso para assumir ou até muito idiota para perceber, além de só sair com um monte de mulheres para tentar deixar Riza com ciúmes, o que nunca deu certo, era o que ele achava.

Caminharam em silêncio até ao refeitório, lá estava vazio, não tinha ninguém para fazer algo para eles... Então Armstrong disse:

- Como não há ninguém nesse refeitório. EU, LOUIS ALEX ARMSTRONG, ME OFEREÇO PARA PREPARAR UMA REFEIÇÃO PASSADA DE GERAÇÃO EM GERAÇÃO NA FAMÍLIA ARMSTRONG! O HAMBURGUER ARMSTRONG!!

- Er, vai em frente... – Hughes disse isso bem baixinho, estava com fome, até um hambúrguer preparado por Armstrong parecia bom naquela hora, além disso, queria ficar um pouco a só com o casal.

Ele, Roy e Riza se sentaram numa mesa do refeitório, enquanto Armstrong entrava na cozinha e procurava coisas para fazer o seu famoso-lanche-que-ninguém-tinha-ouvido-falar, Hughes aproveitou o momento e disse:

- Hey vocês dois, vão no meu jantar né?

- Er, acho que sim.. – falou Riza.

- Provavelmente. – disse Roy.

- Então, já que vocês vão ter que ir acompanhados, porque não vão juntos? Seria tão maravilhoso ver vocês dois lá juntos e.. AI

Roy tinha chutado Hughes, a idéia era boa, mas ele estava meio que o deixando desconfortável. Riza não era burra, então ele disfarçou e disse:

- Boa idéia Hughes, que você acha Riza?

- Ah, bem... E o seu primo Coronel?

- O Jasper? O que tem ele?

- Não sei, você disse que eu seria guia dele, e ele vai ficar um mês por aqui e...

- Não Riza, pode ficar tranqüila, ele não vai ficar na sua casa, ele vai ficar em um hotel que eu até já reservei para ele. Então, o que acha de ir comigo?

- Tudo bem, não tenho outra pessoa para me acompanhar mesmo.

O inconsciente de Roy rugiu de felicidade por dentro, tinha conseguido chamar Riza para ir com ele ao jantar e de quebra ficou informado que ela não tinha namorado. Já tinha ganhado o dia!

Mas antes que Roy pudesse dizer algo, Armstrong chegou com quatro pratos com um hambúrguer em cada um. Ele vestia um avental rosa bebê com um bordado Peace and Love por cima da Farda Militar, mas isso não importava, ele tinha feito comida.

Após comerem o lanche, que por sinal estava delicioso os quatro rumaram novamente para seus locais de trabalho.

Antes de ir, Hughes disse á Roy e Riza:

- Não se esqueçam do meu jantar!

- Pode deixar Hughes. – Roy fez um positivo para ele.

- Não me esquecerei. – disse Riza calmamente.

Agora só estavam os dois sozinhos vagando pelo quartel, não estavam nem um pouco com vontade de voltar á sala de trabalho, então Roy teve uma idéia:

- Riza, você não a mínima idéia de como o Jasper é não é?

- Bom, pressuponho que não.

- O que você acha de ir até a minha casa hoje á noite depois do expediente? Eu te mostro algumas fotos e te conto algumas coisas sobre ele. Assim você vai saber onde levá-lo e tudo o mais.

- Hum, não sei Coronel. O Hayate está em casa me esperando...

- Bom, então eu ligo para o Jasper e digo que você vai estar o esperando, dou suas características á ele e falo sobre a farda azul.

- Acho que assim é melhor.

Um silêncio pousou sobre eles, continuaram andando até a sala quando Roy decidiu puxar papo novamente:

- Você vai ao jantar do Hughes?

- Bom, eu disse que iria, não quero magoá-lo.

- Certo, mas você vai comigo?

- Coronel, se já tiver companhia pode dizer, não quero ser um peso.

E assim ela disparou na frente dele.

- Primeira Tenente! Espera! Não é isso que eu quis dizer!

Mas ela já tinha entrado no banheiro feminino.

O inconsciente de Roy começou a falar: "Você é besta? Agora ela nem olhar na sua cara vai mais... Meça sua palavras seu grande imbecil, seu trouxa!"

- Coronel?

Roy deu um pulo. Olhou para trás e se viu diante dos outros subordinados.

- Ah, oi pra vocês... O que estão fazendo aqui?

- Voltando para a sala, como o senhor... – Disse Breda.

- Parecia meio perdido, se esqueceu onde é a sala, nos siga... – disse Havoc.

- E se você esqueceu qual é a sua posição aqui, pode deixar que eu te lembro. – Disse Roy. Havoc ficou com uma cara de nada. Às vezes o Coronel parecia tão mal humorado. Roy sabia que tinha pegado pesado, mas estava de mau humor, brincadeirinhas não eram bem-vindas.

Voltou junto com eles até a sala, Riza ainda não havia chegado. Dez minutos depois ela estava entrando na sala. Seu rosto parecia um pouco vermelho. Fury resolveu perguntar:

- O que houve Primeira Tenente?

- Nada. Só uma alergia.

- Entendo.

Não. Não tinha sido uma alergia. Ela tinha chorado. Isso ficou evidente para todos, menos para Roy, ele estava muito ocupado procurando o número do telefone do primo.

- Ei primeira tenente, quer sair para beber hoje depois do expediente?

- Aonde vocês vão Breda?

- Vamos lá no Danger... Tem os melhores drinks, é difícil conseguir vaga por lá.

- Que horas?

- Vamos depois do expediente, mas se quiser pode passar na sua casa para alimentar o seu cachorro, depois a gente te encontra lá.

- Bom, se é assim. Então eu vou.

- Ótimo! – Responderam todos. Então Roy que estava prestando atenção na conversa decidiu manifestar-se:

- E eu?

- Ah Coronel, não tinha outra vaga.

- Bom, se eles souberem que eu sou um alquimista federal e coronel, acho que eles arranjam algo para mim não é?

- Provavelmente.

- Ótimo, qual é o número de lá?

- Não sei. O Havoc que sabe.

- Eu não Breda. O Fallman que decora as coisas.

- Fallman?

- Digite o código interurbano e...

N/A: Muito obrigada a todos que leram. Confesso que não imaginava que um dia pudesse chegar a escrever sobre Roy e Riza. Mas hoje, contando com essas, são 4 fics postadas. Espero que tenham gostado da temática. Espero reviews ;P

Próximo capítulo "muy caliente".